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domingo, 7 de agosto de 2022

Clementina, Quelé - Incompatibilidade De Gênios

Incompatibilidade De Gênios




Se eu dou
Um pulo, um pulinho, um instantinho no bar
Bastou
Durante dez noites me faz jejuar
Levou
As minhas cuecas pro bruxo rezar
Coou
Meu café na calça pra me segurar








Provided to YouTube by Universal Music Group

Incompatibilidade De Gênios · Clementina De Jesus

Eu Sou O Samba - Clementina De Jesus
1976 EMI Records Brasil Ltda
Released on: 2004-01-01
Associated Performer, Vocalist: Clementina De Jesus
Producutor: Mariozinho Rocha
Compositor: João Bosco
Compositor: Aldir Blanc
Auto-generated by YouTube.




Dotô
Jogava o Flamengo, eu queria escutar
Chegou
Mudou de estação, começou a cantar
Tem mais
Um cisco no olho, ela em vez de assoprar
Sem dó
Falou que por ela eu podia cegar

Se eu dou
Um pulo, um pulinho, um instantinho no bar
Bastou
Durante dez noites me faz jejuar
Levou
As minhas cuecas pro bruxo rezar
Coou
Meu café na calça pra me segurar

Se eu tô (ai, se eu tô)
Devendo dinheiro e vem um me cobrar (e vem um me cobrar)
Dotô (ai, dotô)
A peste abre a porta e ainda manda sentar (e ainda manda sentar)
Depois
Se eu mudo de emprego que é pra melhorar (que é só pra melhorar)
Vê só
Convida a mãe dela pra ir morar lá

Dotô (ai, dotô)
Se eu peço feijão ela deixa salgar (e ela deixa salgar)
Calor (ai, calor)
Mas veste casaco pra me atazanar (só pra atazanar)
E ontem
Sonhando comigo mandou eu jogar (mandou eu jogar)
No burro (foi, no burro)
E deu na cabeça a centena e o milhar

Ai, quero me separar



Composição: Aldir Blanc / João Bosco





João Bosco - Incompatibilidade De Gênios (Ao Vivo)





terça-feira, 5 de julho de 2022

Clementina, Quelé - Eu Moro na Roça

Eu Moro na Roça



Moro na roça iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades










Eu moro na roça iaiá
Eu nunca morei na cidade
Eu compro o jornal da manhã
É pra saber das novidades

Moro na roça iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades

Moro na roça iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades

Minha gente, cheguei agora
Minha gente, cheguei agora
Minha gente, cheguei com Deus
E com nossa senhora
Eu moro na roça

Moro na roça iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades

Moro na roça iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades

Xique-xique, macambira
Filho de preto da angola
Inda bem não sabe ler
Já quer ser mestre de escola
Eu moro na roça

Moro na roça iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades

Moro na roça iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades

Era tu e era ela
Era ela, era tu e eu
Hoje nem tu nem ela
Nem ela, nem tu, nem eu
Eu moro na roça

Moro na roça iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades

Moro na roça iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades

Menino quem foi teu mestre
Meu mestre foi Ceará
Me ensino a cantar samba
Não me ensino a trabalhar

Eu moro na roça
Moro na roça iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades

Eu moro na roça
Moro na roça iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades

Todo dia passa lá em casa
É a minha comadre Letícia
Ela me leva o globo, 
última hora, o dia e a notícia

Eu moro na roça
Moro na roça iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades

Moro na roça iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades



Composição: Clementina de Jesus


terça-feira, 17 de maio de 2022

Clementina, Quelé - Fui pedir às Almas Santas

Fui pedir às Almas Santas




eu andava perambulando sem ter nada pra comer
fui pedir as santas almas para vir me socorrer,
foi as almas que me ajudou
foi as almas que me ajudou
a vencer essa demanda
viva Deus Nosso Senhor











Eu andava perambulando sem ter nada pra comer
Eu pedi às Santas Almas para vir me socorrer
Eu andava perambulando sem ter nada pra comer
Eu pedi às Santas Almas para vir me socorrer
Foi as Almas que me ajudou, foi as Almas que me ajudou
Meu Divino Espírito Santo
Viva oh Deus Nosso Senhor
Foi as Almas que me ajudou, foi as Almas que me ajudou
Meu Divino Espírito Santo
Viva, oh Deus, Nosso Senhor



sábado, 9 de abril de 2022

Clementina, Quelé - Na hora da sede

Na hora da sede


TV Cultura








Na hora da sede
Você pensa em mim
Lá,laiá
Pois eu sou o seu copo d'água
Sou eu quem mato a sua sede
E dou alívio à sua mágoa

Na hora da sede você pensa em mim

Na hora da sede
Você pensa em mim
Lá,laiá
Pois eu sou o seu copo d'água
Sou eu quem mato a sua sede
E dou alívio à sua mágoa

É sempre assim
Você foge de mim
Eh, pra você eu só sirvo de água
Mas se a fonte secar você se acaba
Lá, laiá
Você vai, você vem
Você não me larga
Lá, laiá
Mas se a fonte secar você se acaba
Lá, laiá
Você vai, você vem
Você não me larga
Lá, laiá

Na hora da sede
Você pensa em mim
Lá,laiá
Pois eu sou o seu copo d'água
Sou eu quem mato a sua sede
E dou alívio à sua mágoa

Na hora da sede...

É sempre assim...



Composição: Luiz Américo / Braguinha

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Clementina, Quelé - Na Linha Do Mar

 MPB Especial

1973 - TV Cultura








Fundação Padre Anchieta (TV Cultura)
"Antigo Programa Ensaio da TV Cultura, dirigido por Fernando Faro.
Clementina de Jesus com Dino no violão de 7 cordas, Jorginho e Saci nas percussões.
Programa exibido pela TV Cultura e gravado em 1973, Clementina conversa com Fernando Faro sobre o início tardio de sua carreira e canta sucessos, como "Sei Lá Mangueira".
Também conhecida como Quelé, Clementina de Jesus, nascida em 1902, passou 20 anos de sua vida como empregada doméstica.
Com um repertório que incluía cantos negros de trabalho, jongos, benditos, ladainhas e partidos-altos, ela só começou a cantar profissionalmente aos 63 anos.
Morta aos 85 anos, no Rio, Clementina imortalizou com sua interpretação canções como "Marinheiro Só" e "Olha o Boi Lá".




Na Linha do Mar


Lá laiá laiá laiá laiá laiá
Lá lá lá laiá

(Galo cantou)
Galo cantou às quatro da manhã
Céu azulou na linha do mar
Vou me embora desse mundo de ilusão
Quem me vê sorrir
Não há de me ver chorar

Flechas sorrateiras
Cheias de veneno
Querem atingir o meu coração
Mas o meu amor, sempre tão sereno
Serve de escudo pra qualquer ingratidão
(Galo cantou)

Lá laiá laiá laiá laiá laiá
Lá lá lá laiá



Composição: Paulinho da Viola




sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Clementina, Quelé - Ó Clementina, só pedimos pra te amar!

Roda de Samba





Roda de Samba com Clementina de Jesus






Roda de samba com: Rildo Hora, no violão de 6 cordas, Cesar Faria (pai de Paulinho da Viola) no violão de 7 cordas, Paulinho da Viola, Anescar do Salgueiro, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Nelson Sargento, Clementina de Jesus, Gisa Nogueira, João Nogueira, Mauro Duarte, Mestre Fuleiro, Martinho da Vila, Roberto Ribeiro (no surdo), Adoniran Barbosa, Carlinhos Vergueiro...SÓ FERAS!!!!Recordemos com Saudades!




Torresmo à milanesa


O enxadão da obra bateu onze hora
Vam s'embora, joão!
Vam s'embora, joão!
O enxadão da obra bateu onze hora
Vam s'embora, joão!
Vam s'embora, joão!

Que é que você troxe na marmita, Dito?
Troxe ovo frito, troxe ovo frito
E você beleza, o que é que você troxe?
Arroz com feijão e um torresmo à milanesa,
Da minha Tereza!

Vamos armoçar
Sentados na calçada
Conversar sobre isso e aquilo
Coisas que nóis não entende nada
Depois, puxá uma páia
Andar um pouco
Pra fazer o quilo

É dureza João!
É dureza João!
É dureza João!
É dureza João!

O mestre falou
Que hoje não tem vale não
Ele se esqueceu
Que lá em casa não sou só eu



Composição: Adoniran Barbosa / Carlinhos Vergueiro



domingo, 12 de setembro de 2021

Clementina, Quelé - deu voz a sambas imortais

  Repertório Popular



Show de Clementina gravado no ano de 1980. 





0:50 - Pergunte ao João 
2:47 - Olha o Boi lá 
5:55 - Sei lá, Mangueira 
9:00 - Tantas você fez 
12:10 - Não vadeia Clementina


a voz que revolucionou o samba e a música brasileira. revelada aos 63 anos, cantora e compositora deu voz à ancestralidade africana por meio de sambas imortais





domingo, 18 de julho de 2021

Clementina, Quelé - a voz com memória

 Cativêro já acabô


"Fui feita pra vadiá"


A cantora gravou 13 LPs entre álbuns solos e participações em álbuns coletivos, com destaque para o disco O Canto dos Escravos, composto de vissungos de escravos da região de Diamantina, recolhidos por Aires da Mata Machado. 
Clementina foi louvada como elo entre África e Brasil, tendo sido reverenciada por grandes nomes da música brasileira, como Elis Regina, João Nogueira, Clara Nunes, Caetano Veloso, Maria Bethânia e João Bosco. Todos a tratavam com muito carinho, inclusive alguns a chamavam carinhosamente de mãe Clementina. 
O sambista Candeia compôs um samba em homenagem à Rainha Quelé chamado “Partido Clementina de Jesus”, que a cantora gravou ao lado de Clara Nunes em 1977, no LP “As Forças da Natureza”.





Repertório Popular - Clementina de Jesus







Yao - Clementina de Jesus







Programa Campus







Cangoma me chamou




Álbuns solo
1966 - Clementina de Jesus (Odeon MOFB 3463)
1970 - Clementina, cadê você? (MY 013)
1973 - Marinheiro Só (Odeon SMOFB 3087)
1976 - Clementina de Jesus - convidado especial: Carlos Cachaça (EMI-Odeon SMOFB 3899)
1979 - Clementina e convidados (EMI-Odeon 064 422846)

Colaborações
1965 - Rosa de Ouro - Clementina de Jesus, Araci Cortes e Conjunto Rosa de Ouro (Odeon MOFB 3430)
1967 - Rosa de Ouro nº 2 - Clementina de Jesus, Araci Cortes e Conjunto Rosa de Ouro (Odeon MOFB 3494)
1968 - Gente da Antiga - Pixinguinha, Clementina de Jesus e João da Baiana (Odeon MOFB 3527)
1968 - Mudando de Conversa - Ciro Monteiro | Cyro Monteiro, Nora Ney, Clementina de Jesus e Conjunto Rosa de Ouro (Odeon MOFB 3534)
1968 - Fala Estação Primeira de Mangueira | Mangueira! - Carlos Cachaça, Cartola (compositor) | Cartola, Clementina de Jesus, Nélson Cavaquinho e Odete Amaral (Odeon MOFB 3568)
1982 - O Canto dos Escravos - Clementina de Jesus, Tia Doca e Geraldo Filme - Canto dos Escravos (Vissungos) da Região de Diamantina - MG. Memória Eldorado.

Coleções
1999 - Raízes do Samba - Clementina de Jesus (EMI 522659-2)




Clementina de Jesús da Silva

terça-feira, 4 de maio de 2021

Clementina, Clara Nunes

   Clementina De Jesus

 

- Clara Nunes 





Partido Alto



Partido Alto


Não vadeia Clementina
Fui feita pra vadiar
Não vadeia Clementina
Fui feita pra vadiar, eu vou

Vou vadiar, vou vadiar, vou vadiar, eu vou(2x)

Energia nuclear, o homem subiu a Lua, 
é o que se ouve falar, 
mas a fome continua
É o progresso, tia Clementina
Trouxe tanta confusão, 
um litro de gasolina por cem gramas de feijão.

Não vadeia Clementina...

Cadê o cantar dos passarinhos, 
ar puro não encontro mais não.
É o preço do progresso, 
paga com a poluição
O homem é civilizado, 
a sociedade é que faz sua imagem.
Mas tem muito diplomado, 
que é pior do que selvagem.




Embala Eu




Embala Eu


Embala eu, embala eu
Menininha do Gantois
Embala pra lá, embala pra cá
Menininha do Gantois

Oh, dá-me a sua benção
Menininha do Gantois
Livrai-me dos inimigos
Menininha do Gantois

Dá-me a sua proteção
Menininha do Gantois
Guiai os meus passos por onde eu caminhar
Vira os olhos grandes de cima de mim
Pras ondas do mar



terça-feira, 2 de março de 2021

Clementina, Tetê Espíndola

  Clementina De Jesus

 

- Tetê Espíndola 


Vídeo antológico mostrando o encontro de 2 musas da música brasileira. Clementina no auge de sua maturidade e Tetê em início de carreira.







Sertaneja

Sertaneja, se eu pudesse,
Se Papai do Céu me desse
O espaço pra voar,
Eu corria a natureza
E acabava com a tristeza
Só pra não te ver chorar.

Na ilusão deste poema
Eu roubava um diadema
Lá no céu pra te ofertar
E onde a fonte rumoreja
Eu erguia tua igreja,
Dentro dela o teu altar

Sertaneja, por que choras
Quando eu canto
Sertaneja, se este canto
É todo teu?
Sertaneja, pra secar
Os teus olhinhos
Vais ouvir os passarinhos
Que cantam mais do que eu.

A tristeza do teu pranto
É mais triste quando eu canto
A canção que te escrevi
E os teus olhos, neste instante,
Brilham mais que a mais brilhante
Das estrelas que já vi.

Sertaneja, vou embora!...
A saudade vem agora
E a alegria vem depois.
Vou subir por essas serras,
Construir lá noutras terras
Um ranchinho pra nós dois.

(Sertaneja, por que choras quando eu canto?).



Composição de Rene Bittencourt


Taratá

Taratá crioula de taratá
Ôh de taratá crioula de taratá
Ôh de taratá crioula de taratá
Ôh terra que tem minhoca e eu gostar de cavucar
Ôh de cavucar crioula de cavucar
Ôh de cavucar mas para depois parantar
Ôh parantar crioula de parantar
Ôh terra que tem minhoca e eu gostar de cavucar
De cavucar crioula de cavucar
Quando eu vir que não tem dono eu gostar de taratá
Ôh terra que tem minhoca e eu gostar de cavucar
Ôh de cavucar crioula de cavucar
Ôh de cavucar crioula de cavucar
Ôh de cavucar crioula de cavucar
Quando eu vir que não tem dono eu gostar de taratá
Taratá crioula de taratá
Ôh de taratá crioula de taratá
Ôh de taratá crioula de taratá



segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Clementina, O Canto dos Escravos

 Clementina De Jesus

 

- Clementina, E o Canto dos Escravos 



Canto I

Yao ê,
Ererê ai ogum bê.

Com licença do Curiandamba,
Com licença do Curiacuca,
Com licença do Sinhô Moço,
Com licença do Dono de Terra.(x6)

Clementina de Jesus, Tia Doca e Geraldo Filme interpretam esse belíssimo Canto I, do Álbum O Canto dos Escravos, LP prensado em 1982, contendo cantos ancestrais dos negros benguelas, de São João da Chapada, Diamantina, Minas Gerais, cujas letras e partituras estão contidas na obra de Aires da Mata Machado Filho, O Negro e o Garimpo em Minas Gerais.


Canto II

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,
Parente de quiçamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,
Ô parente, pro quilombo do dumbá. (x2)

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,
Parente de quiçamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,
Ô parente, pro quilombo do dumbá. (x2)

Ê, chora, chora gongo,ê dévera, chora gongo chora,
Ê, chora, chora gongo, ê cambada, chora gongo chora.

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino,
Parente de quiçamba na cacunda.

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai,
Ô parente, pro quilombo do dumbá. (x2)

Ê, chora, chora gongo,ê dévera, chora gongo chora,
Ê, chora, chora gongo, ê cambada, chora gongo chora.

Clementina de Jesus interpreta o belíssimo Canto II, do Álbum O Canto dos Escravos.


Canto III

Oenda auê, a, a!
Ucumbi oenda, auê, a...
Oenda auê.a a!
Ucumbi oenda, auê, no calunga.

Coro 1º:

Ucumbi oenda, ondoró onjó
Ucumbi oenda, ondoró onjó (bis)

Coro 2º:

Iô vô oendá, pu curima auê
Iô vô oendá, pu curimá auê (bis)

Oenda auê, a, a!
Ucumbi oenda, auê, a...
Oenda auê.a a!
Ucumbi oenda, auê, no calunga.

Coro 1º:

Ucumbi oenda, ondoró onjó
Ucumbi oenda, ondoró onjó (bis)

Coro 2º:

Iô vô oendá, pu curima auê
Iô vô oendá, pu curimá auê (bis)

Oenda auê, a, a!
Ucumbi oenda, auê, a...
Oenda auê.a a!
Ucumbi oenda, auê, no calunga.

Coro 1º:

Ucumbi oenda, ondoró onjó
Ucumbi oenda, ondoró onjó (bis)

Coro 2º:

Iô vô oendá, pu curima auê
Iô vô oendá, pu curimá auê (bis)

Geraldo Filme interpreta esse belíssimo Canto III, do Álbum O Canto dos Escravos.


Canto IV

Ei ê, oia puru céu, oia puru céu,
Puru terra.

Riabo t'inganou, Muriquim,
Puru terra.

Riabo t'inganou, João Inácio!
Oia pru céu!

Puru terra. (x3)

Tia Doca interpreta o Canto IV, do Álbum O Canto dos Escravos. 


Canto V

Ei ê covicará

iô bambi

tuara vassange ô atundô mera

covicara tuca atunda

Dona Maria de Ouro Fino,

Crioula bonita num vai na venda

chora, chora, chora só

chora, chora, chora só.

Clementina de Jesus interpreta esse belíssimo Canto V, do Álbum O Canto dos Escravos.


Canto VI (Canto dos Escravos)

Mia cavalo anda em pé, iorô!
Mia cavalo come em pé.
O riabo leva o cavalo
mia cavalo anda em pé. (bis)

Ei! cavalo!
Purru, cavalo?!

Ei! cavalo qui puto ô nguenda,
Oiô, cavalo!

Purru, cavalo!

Geraldo Filme interpreta esse belíssimo Canto VI do Álbum O Canto dos Escravos.


Canto VII

Jambá cacumbi queremá,
turira auê,

jambá cacumbi queremá,
mapiá turi,
turira auê mapiá,

turira auê, mapiá,,
turira auê mongorombô. (x5)

Álbum: O Canto dos Escravos - Interpretação de Clementina de Jesus - Tia Doca - Geraldo Filme.


Canto VIII

Nda popere catá ô Tinguê,

nda popera ô catá (bis)

Tingui á uauê!
Nda popere catá,

Tingui á uauê, iá!

Interpretação de Clementina de Jesus


Canto IX

Ei ê lambá.
quero me acabá no sumidô
quero me acabá no sumidô

lambá de vinte dia
ei lambá
quero me acabar no sumidô

Ei ê lambá
quero me acabá no sumidô
quero me acabá no sumidô

lamba de vinte dia
ei lambá
quero me acabar no sumidô

Ei ererê.

Geraldo Filme interpreta o Canto IX.


Canto X

Ei, ei, que foi à fonte (bis)
sinhora me disse
que foi à fonte

sinhora me disse
que foi à fonte
com dois barris
que foi à fonte
com dois barris
que foi à fonte

sinhora me disse
com dois barris. (x4)

Tia Doca interpreta o Canto X na companhia de Clementina de Jesus e Geraldo Filme.


Canto XI

Otê!
Padre-Nosso cum Ave-Maria,
securo camera qui t'Angananzambê, aiô...

Aiô...T'Angananzambê, aiô!...

Calunga qui tom' ossemá,

Calunga qui tom'Anzambi, aiô...

O Canto XI interpretado por Clementina de Jesus, Tia Doca e Geraldo Filme.


Canto XII  

São João foi no céu, foi passear,
foi visitar noss'sinhô. (x2)

São João foi no céu.

São João foi no céu, é dévera,
São João foi no céu, é mentira,
omen, omenhá, rossequê,
omen, omenhá, rossequê,
omen, omenhá, rossequê, coroá.

São João foi no céu, foi passear,
foi visitar noss'sinhô. (x2)

São João foi no céu.
São João foi no céu, é dévera,

São João foi no céu, é mentira,
omen, omenhá, rossequê,
omen, omenhá, rossequê,
omen, omenhá, rossequê, coroá.

Clementina de Jesus, a inolvidável QUELÉ, interpreta o Canto XII.


Canto XIII

Galo já cantou, eh, eh,
Cristo nasceu,
dia amanheceu,

galo já cantou. (x2)

Eh, eh, toma galo,
dia amanheceu, toma galo,
Cristo levantou, toma galo.

cacariacô
Cristo no céu, toma galo,
dia amanheceu, toma galo.

Galo já cantou eh, eh,
Cristo nasceu,
dia amanheceu,
galo já cantou. (x2)

Eh, eh, toma galo,
dia amanheceu, toma galo,
Cristo levantou, toma galo.

cacariacô
Cristo no céu, toma galo,
dia amanheceu, toma galo.

Galo já cantou eh, eh,
Cristo nasceu,
dia amanheceu,
galo já cantou. (x2)

Eh, eh, toma galo,
dia amanheceu, toma galo,
Cristo levantou, toma galo.

cacariacô
Cristo no céu, toma galo,
dia amanheceu, toma galo.

Galo já cantou eh, eh,
Cristo nasceu,
dia amanheceu,
galo já cantou. (x2)

Tia Doca interpreta o Canto XIII 


Canto XIV

Uanga ô assomá,
qui popiá,

qui dendengá
uanga auê,,,

Uanga ô assomá,
qui popiá,

qui dendengá
uanga auê, ererê...

Geraldo Filme interpreta o Canto XIV







O CANTO DOS ESCRAVOS - Clementina de Jesus, Tia Doca, Geraldo Filme

Em 1928, indo em gozo de férias a S.João da Chapada, município de Diamantina, chamaram-me a atenção umas cantigas em língua africana ouvidas outrora nos serviços de mineração. Fui ter com um dos conhecedores, o meu bom amigo João Tameirão, que, com solicitude, satisfez à minha curiosidade de aprender as cantigas.

Tomei notas apressadas, que vim depois a rejeitar. E, nas curtas estadas naquele aprazível e tranquilo arraial, nunca deixei de observar alguma coisa sobre os tais cantos de trabalho, cuja importância foi crescendo em meu conceito, à medida que fui adquirindo conhecimentos novos.

Entendi, posteriormente, de realizar, de vez, o velho plano de recolher os "vissungos", como lhes chamam, reunindo ainda o vocabulário e a gramática da "língua de banguela", certamente transformada em nosso meio.

Quase nada consegui na primeira investida. Lá ficava, porém, o meu colaborador, Araújo Sobrinho, com instruções minhas.

Voltando, mais tarde, encontrei novidades: um vocabulário de duzentas palavras, colhidas na boca de "seu" Tameirão, algumas cantigas e a notícia do falecimento do nosso prestimoso amigo.

Fiquei pelos cabelos, imaginando que tudo estava perdido. Mas não tardaram em aparecer outros conhecedores. E, depois de peripécias que não vêm ao caso, conseguimos, com um outro cantador, letra, música e tradução, ou antes "fundamento", como eles dizem.

Não sei se seremos felizes com as notas e reflexões. O certo, porém, é que só o material, que tivemos a sorte de desencavar em nossa mineração, bastaria para justificar o aparecimento de um livro.

À colheita do material seguiu-se o exame da bibliografia sobre o assunto. Compulsando livros de linguistas e etnógrafos, tivemos ensejo de estabelecer confrontos e reforçar hipóteses. Muitas vezes, vimos a autenticidade dos modestos achados e a plausibilidade das reflexões confirmadas pelas contribuições dos eminentes estudiosos que antes de nós lavraram o terreno. Com isso pudemos evitar, quanto possível, generalizações apressadas, cotejos fantasiosos e afirmações apriorísticas. Se o não conseguimos, não foi por falta de necessária diligência.


Aires da Mata Machado Filho - O texto acima foi publicado como introdução do livro "O Negro e o garimpo em Minas Gerais (Editora José Olímpio), de Aires da Mata Machado Filho, sendo aqui reproduzido com a permissão do autor, que igualmente autorizou o Estúdio Eldorado a realizar a gravação de quatorze das sessenta e cinco partituras registradas naquela obra.


Tia Doca - Jilçária Cruz Costa, conhecida como Tia Doca da Portela ou Tia Doca (Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 1932 — Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 2009) foi uma pastora da velha-guarda da Escola de Samba Portela.



LADO A

1 — CANTO I — com Clementina de Jesus, Geraldo Filme e Doca
2 — CANTO II — com Clementina de Jesus
3 — CANTO III — com Geraldo Filme
4 — CANTO IV — com Doca
5 — CANTO V — com Clementina de Jesus
6 — CANTO VI — com Geraldo Filme
7 — CANTO VII — com Doca

LADO B

1 — CANTO VIII — com Clementina de Jesus
2 — CANTO IX — com Geraldo Filme
3 — CANTO X — com Doca
4 — CANTO XI — com Geraldo Filme
5 — CANTO XII — com Clementina de Jesus
6 — CANTO XIII — com Doca
7 — CANTO XIV — com Geraldo Filme

PERCUSSIONISTAS:

Djalma Correia: tronco, atabaques, xequerê, enxada e cabaça
Papete: atabaques, xequerê, agogô e ganzá
Don Bira: atabaques, caxixi, xequerê e afoxê
Projeto e Coordenação Artística: Aluízio Falcão
Direção Musical, Produção e Direção de Estúdio: Marcus Vinícius
Técnico de Gravação e Mixagem: Flávio Barreira
Direção de Arte e Capa: Ariel Severino
Clementina de Jesus, cedida gentilmente pela gravadora Emi Odeon.


__________________

Fontes: 

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/album-o-canto-dos-escravos
https://www.youtube.com/channel/UC_keoktqPE74X6HZEYhKyAA

Relações Étnicos-Raciais

youtube




domingo, 18 de outubro de 2020

Clementina, Cadê Você?

 Clementina De Jesus

 

- Clementina, Cadê Você? 

1970


"Clementina ensinou aos músicos e historiadores como se cantava o jongo na sua forma religiosa e sua vertente o caxambu, mais festeira. Aprendeu com sua mãe, herdeira dos conhecimentos da avó escrava. Os músicos dos anos 60 ficaram perplexos. Fez toda a tradição renascer e se documentar. Jamais esquecida por um povo que quer descobrir suas raízes."



Vai, saudade
Vai dizer àquela ingrata
Que a saudade
Quando é demais, mata

Vai, saudade
Vai depressa
Não me interessa mais
Viver assim






Vai, saudade
Vai dizer àquela ingrata

Vai, saudade
Vai dizer àquela ingrata

Vai dizer àquela ingrata
Que a saudade
Quando é demais, mata

Vai dizer àquela ingrata
Que a saudade
Quando é demais, mata

Vai, saudade
Vai depressa
Não me interessa mais
Viver assim

Fui tão castigado
E confesso que chorei
Que arrependi
Do mal que lhe causei

Vai, saudade
Vai dizer àquela ingrata

Vai, saudade
Vai dizer àquela ingrata

Vai dizer àquela ingrata
Que a saudade
Quando é demais, mata

Vai dizer àquela ingrata
Que a saudade
Quando é demais, mata



"Marinheiro Só"  




Fui pedir às Almas Santas




a música sendo feita apenas com a voz, quem se atreve assim? 

quem sabe assim? 

clementina, cadê você?






Yaô  

- com o Conjunto Nosso Samba - trecho do filme "Caterina Valente präsentiert brasilianische"



Akikó no terreiro
Pelú adié
Faz inveja pra gente
Que não tem mulher

No jacutá de preto velho
Há uma festa de yaô

Ôi tem nêga de Ogum
De Oxalá, de Iemanjá

Mucama de Oxossi é caçador
Ora viva Nanã
Nanã buruku (Bis)

Yô yôo
Yô yôoo

No terreiro de preto velho iaiá
Vamos saravá (a quem meu pai?)
Xangô!