contos e poesia no butekudu baitasar.
a humanidade solidária e amorosa construída com todos incluídos num outro mundo possível, por la vida... siempre!
li nas redes sociais: "se tua religião te faz odiar pessoas por qualquer razão, procura frequentar um buteku e paga os mesmos 10% ao garçom!", enfim... "descobri que a seu tempo vão me chorar e esquecer."
Se eu dou Um pulo, um pulinho, um instantinho no bar Bastou Durante dez noites me faz jejuar Levou As minhas cuecas pro bruxo rezar Coou Meu café na calça pra me segurar
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Incompatibilidade De Gênios · Clementina De Jesus
Eu Sou O Samba - Clementina De Jesus ℗ 1976 EMI Records Brasil Ltda Released on: 2004-01-01 Associated Performer, Vocalist: Clementina De Jesus Producutor: Mariozinho Rocha Compositor: João Bosco Compositor: Aldir Blanc Auto-generated by YouTube.
Dotô Jogava o Flamengo, eu queria escutar Chegou Mudou de estação, começou a cantar Tem mais Um cisco no olho, ela em vez de assoprar Sem dó Falou que por ela eu podia cegar
Se eu dou Um pulo, um pulinho, um instantinho no bar Bastou Durante dez noites me faz jejuar Levou As minhas cuecas pro bruxo rezar Coou Meu café na calça pra me segurar
Se eu tô (ai, se eu tô) Devendo dinheiro e vem um me cobrar (e vem um me cobrar) Dotô (ai, dotô) A peste abre a porta e ainda manda sentar (e ainda manda sentar) Depois Se eu mudo de emprego que é pra melhorar (que é só pra melhorar) Vê só Convida a mãe dela pra ir morar lá
Dotô (ai, dotô) Se eu peço feijão ela deixa salgar (e ela deixa salgar) Calor (ai, calor) Mas veste casaco pra me atazanar (só pra atazanar) E ontem Sonhando comigo mandou eu jogar (mandou eu jogar) No burro (foi, no burro) E deu na cabeça a centena e o milhar
Ai, quero me separar
Composição: Aldir Blanc / João Bosco
João Bosco - Incompatibilidade De Gênios (Ao Vivo)
eu andava perambulando sem ter nada pra comer fui pedir as santas almas para vir me socorrer, foi as almas que me ajudou foi as almas que me ajudou a vencer essa demanda viva Deus Nosso Senhor
Eu andava perambulando sem ter nada pra comer Eu pedi às Santas Almas para vir me socorrer Eu andava perambulando sem ter nada pra comer Eu pedi às Santas Almas para vir me socorrer Foi as Almas que me ajudou, foi as Almas que me ajudou Meu Divino Espírito Santo Viva oh Deus Nosso Senhor Foi as Almas que me ajudou, foi as Almas que me ajudou Meu Divino Espírito Santo Viva, oh Deus, Nosso Senhor
Na hora da sede Você pensa em mim Lá,laiá Pois eu sou o seu copo d'água Sou eu quem mato a sua sede E dou alívio à sua mágoa
Na hora da sede você pensa em mim
Na hora da sede Você pensa em mim Lá,laiá Pois eu sou o seu copo d'água Sou eu quem mato a sua sede E dou alívio à sua mágoa
É sempre assim Você foge de mim Eh, pra você eu só sirvo de água Mas se a fonte secar você se acaba Lá, laiá Você vai, você vem Você não me larga Lá, laiá Mas se a fonte secar você se acaba Lá, laiá Você vai, você vem Você não me larga Lá, laiá
Na hora da sede Você pensa em mim Lá,laiá Pois eu sou o seu copo d'água Sou eu quem mato a sua sede E dou alívio à sua mágoa
Fundação Padre Anchieta (TV Cultura) "Antigo Programa Ensaio da TV Cultura, dirigido por Fernando Faro. Clementina de Jesus com Dino no violão de 7 cordas, Jorginho e Saci nas percussões. Programa exibido pela TV Cultura e gravado em 1973, Clementina conversa com Fernando Faro sobre o início tardio de sua carreira e canta sucessos, como "Sei Lá Mangueira". Também conhecida como Quelé, Clementina de Jesus, nascida em 1902, passou 20 anos de sua vida como empregada doméstica. Com um repertório que incluía cantos negros de trabalho, jongos, benditos, ladainhas e partidos-altos, ela só começou a cantar profissionalmente aos 63 anos. Morta aos 85 anos, no Rio, Clementina imortalizou com sua interpretação canções como "Marinheiro Só" e "Olha o Boi Lá".
Na Linha do Mar
Lá laiá laiá laiá laiá laiá Lá lá lá laiá
(Galo cantou) Galo cantou às quatro da manhã Céu azulou na linha do mar Vou me embora desse mundo de ilusão Quem me vê sorrir Não há de me ver chorar
Flechas sorrateiras Cheias de veneno Querem atingir o meu coração Mas o meu amor, sempre tão sereno Serve de escudo pra qualquer ingratidão (Galo cantou)
Roda de samba com: Rildo Hora, no violão de 6 cordas, Cesar Faria (pai de Paulinho da Viola) no violão de 7 cordas, Paulinho da Viola, Anescar do Salgueiro, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Nelson Sargento, Clementina de Jesus, Gisa Nogueira, João Nogueira, Mauro Duarte, Mestre Fuleiro, Martinho da Vila, Roberto Ribeiro (no surdo), Adoniran Barbosa, Carlinhos Vergueiro...SÓ FERAS!!!!Recordemos com Saudades!
Torresmo à milanesa
O enxadão da obra bateu onze hora Vam s'embora, joão! Vam s'embora, joão! O enxadão da obra bateu onze hora Vam s'embora, joão! Vam s'embora, joão!
Que é que você troxe na marmita, Dito? Troxe ovo frito, troxe ovo frito E você beleza, o que é que você troxe? Arroz com feijão e um torresmo à milanesa, Da minha Tereza!
Vamos armoçar Sentados na calçada Conversar sobre isso e aquilo Coisas que nóis não entende nada Depois, puxá uma páia Andar um pouco Pra fazer o quilo
É dureza João! É dureza João! É dureza João! É dureza João!
O mestre falou Que hoje não tem vale não Ele se esqueceu Que lá em casa não sou só eu
a voz que revolucionou o samba e a música brasileira. revelada aos 63 anos, cantora e compositora deu voz à ancestralidade africana por meio de sambas imortais
A cantora gravou 13 LPs entre álbuns solos e participações em álbuns coletivos, com destaque para o disco O Canto dos Escravos, composto de vissungos de escravos da região de Diamantina, recolhidos por Aires da Mata Machado.
Clementina foi louvada como elo entre África e Brasil, tendo sido reverenciada por grandes nomes da música brasileira, como Elis Regina, João Nogueira, Clara Nunes, Caetano Veloso, Maria Bethânia e João Bosco. Todos a tratavam com muito carinho, inclusive alguns a chamavam carinhosamente de mãe Clementina.
O sambista Candeia compôs um samba em homenagem à Rainha Quelé chamado “Partido Clementina de Jesus”, que a cantora gravou ao lado de Clara Nunes em 1977, no LP “As Forças da Natureza”.
Repertório Popular - Clementina de Jesus
Yao - Clementina de Jesus
Programa Campus
Cangoma me chamou
Álbuns solo 1966 - Clementina de Jesus (Odeon MOFB 3463) 1970 - Clementina, cadê você? (MY 013) 1973 - Marinheiro Só (Odeon SMOFB 3087) 1976 - Clementina de Jesus - convidado especial: Carlos Cachaça (EMI-Odeon SMOFB 3899) 1979 - Clementina e convidados (EMI-Odeon 064 422846)
Colaborações 1965 - Rosa de Ouro - Clementina de Jesus, Araci Cortes e Conjunto Rosa de Ouro (Odeon MOFB 3430) 1967 - Rosa de Ouro nº 2 - Clementina de Jesus, Araci Cortes e Conjunto Rosa de Ouro (Odeon MOFB 3494) 1968 - Gente da Antiga - Pixinguinha, Clementina de Jesus e João da Baiana (Odeon MOFB 3527) 1968 - Mudando de Conversa - Ciro Monteiro | Cyro Monteiro, Nora Ney, Clementina de Jesus e Conjunto Rosa de Ouro (Odeon MOFB 3534) 1968 - Fala Estação Primeira de Mangueira | Mangueira! - Carlos Cachaça, Cartola (compositor) | Cartola, Clementina de Jesus, Nélson Cavaquinho e Odete Amaral (Odeon MOFB 3568) 1982 - O Canto dos Escravos - Clementina de Jesus, Tia Doca e Geraldo Filme - Canto dos Escravos (Vissungos) da Região de Diamantina - MG. Memória Eldorado.
Coleções 1999 - Raízes do Samba - Clementina de Jesus (EMI 522659-2)
Vídeo antológico mostrando o encontro de 2 musas da música brasileira. Clementina no auge de sua maturidade e Tetê em início de carreira.
Sertaneja
Sertaneja, se eu pudesse, Se Papai do Céu me desse O espaço pra voar, Eu corria a natureza E acabava com a tristeza Só pra não te ver chorar.
Na ilusão deste poema Eu roubava um diadema Lá no céu pra te ofertar E onde a fonte rumoreja Eu erguia tua igreja, Dentro dela o teu altar
Sertaneja, por que choras Quando eu canto Sertaneja, se este canto É todo teu? Sertaneja, pra secar Os teus olhinhos Vais ouvir os passarinhos Que cantam mais do que eu.
A tristeza do teu pranto É mais triste quando eu canto A canção que te escrevi E os teus olhos, neste instante, Brilham mais que a mais brilhante Das estrelas que já vi.
Sertaneja, vou embora!... A saudade vem agora E a alegria vem depois. Vou subir por essas serras, Construir lá noutras terras Um ranchinho pra nós dois.
(Sertaneja, por que choras quando eu canto?).
Composição de Rene Bittencourt
Taratá
Taratá crioula de taratá Ôh de taratá crioula de taratá Ôh de taratá crioula de taratá Ôh terra que tem minhoca e eu gostar de cavucar Ôh de cavucar crioula de cavucar Ôh de cavucar mas para depois parantar Ôh parantar crioula de parantar Ôh terra que tem minhoca e eu gostar de cavucar De cavucar crioula de cavucar Quando eu vir que não tem dono eu gostar de taratá Ôh terra que tem minhoca e eu gostar de cavucar Ôh de cavucar crioula de cavucar Ôh de cavucar crioula de cavucar Ôh de cavucar crioula de cavucar Quando eu vir que não tem dono eu gostar de taratá Taratá crioula de taratá Ôh de taratá crioula de taratá Ôh de taratá crioula de taratá
Com licença do Curiandamba, Com licença do Curiacuca, Com licença do Sinhô Moço, Com licença do Dono de Terra.(x6)
Clementina de Jesus, Tia Doca e Geraldo Filme interpretam esse belíssimo Canto I, do Álbum O Canto dos Escravos, LP prensado em 1982, contendo cantos ancestrais dos negros benguelas, de São João da Chapada, Diamantina, Minas Gerais, cujas letras e partituras estão contidas na obra de Aires da Mata Machado Filho, O Negro e o Garimpo em Minas Gerais.
Canto II
Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino, Parente de quiçamba na cacunda.
Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai, Ô parente, pro quilombo do dumbá. (x2)
Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino, Parente de quiçamba na cacunda.
Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai, Ô parente, pro quilombo do dumbá. (x2)
cacariacô Cristo no céu, toma galo, dia amanheceu, toma galo.
Galo já cantou eh, eh, Cristo nasceu, dia amanheceu, galo já cantou. (x2)
Tia Doca interpreta o Canto XIII
Canto XIV
Uanga ô assomá, qui popiá,
qui dendengá uanga auê,,,
Uanga ô assomá, qui popiá,
qui dendengá uanga auê, ererê...
Geraldo Filme interpreta o Canto XIV
O CANTO DOS ESCRAVOS - Clementina de Jesus, Tia Doca, Geraldo Filme
Em 1928, indo em gozo de férias a S.João da Chapada, município de Diamantina, chamaram-me a atenção umas cantigas em língua africana ouvidas outrora nos serviços de mineração. Fui ter com um dos conhecedores, o meu bom amigo João Tameirão, que, com solicitude, satisfez à minha curiosidade de aprender as cantigas.
Tomei notas apressadas, que vim depois a rejeitar. E, nas curtas estadas naquele aprazível e tranquilo arraial, nunca deixei de observar alguma coisa sobre os tais cantos de trabalho, cuja importância foi crescendo em meu conceito, à medida que fui adquirindo conhecimentos novos.
Entendi, posteriormente, de realizar, de vez, o velho plano de recolher os "vissungos", como lhes chamam, reunindo ainda o vocabulário e a gramática da "língua de banguela", certamente transformada em nosso meio.
Quase nada consegui na primeira investida. Lá ficava, porém, o meu colaborador, Araújo Sobrinho, com instruções minhas.
Voltando, mais tarde, encontrei novidades: um vocabulário de duzentas palavras, colhidas na boca de "seu" Tameirão, algumas cantigas e a notícia do falecimento do nosso prestimoso amigo.
Fiquei pelos cabelos, imaginando que tudo estava perdido. Mas não tardaram em aparecer outros conhecedores. E, depois de peripécias que não vêm ao caso, conseguimos, com um outro cantador, letra, música e tradução, ou antes "fundamento", como eles dizem.
Não sei se seremos felizes com as notas e reflexões. O certo, porém, é que só o material, que tivemos a sorte de desencavar em nossa mineração, bastaria para justificar o aparecimento de um livro.
À colheita do material seguiu-se o exame da bibliografia sobre o assunto. Compulsando livros de linguistas e etnógrafos, tivemos ensejo de estabelecer confrontos e reforçar hipóteses. Muitas vezes, vimos a autenticidade dos modestos achados e a plausibilidade das reflexões confirmadas pelas contribuições dos eminentes estudiosos que antes de nós lavraram o terreno. Com isso pudemos evitar, quanto possível, generalizações apressadas, cotejos fantasiosos e afirmações apriorísticas. Se o não conseguimos, não foi por falta de necessária diligência.
Aires da Mata Machado Filho - O texto acima foi publicado como introdução do livro "O Negro e o garimpo em Minas Gerais (Editora José Olímpio), de Aires da Mata Machado Filho, sendo aqui reproduzido com a permissão do autor, que igualmente autorizou o Estúdio Eldorado a realizar a gravação de quatorze das sessenta e cinco partituras registradas naquela obra.
Tia Doca - Jilçária Cruz Costa, conhecida como Tia Doca da Portela ou Tia Doca (Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 1932 — Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 2009) foi uma pastora da velha-guarda da Escola de Samba Portela.
LADO A
1 — CANTO I — com Clementina de Jesus, Geraldo Filme e Doca 2 — CANTO II — com Clementina de Jesus 3 — CANTO III — com Geraldo Filme 4 — CANTO IV — com Doca 5 — CANTO V — com Clementina de Jesus 6 — CANTO VI — com Geraldo Filme 7 — CANTO VII — com Doca
LADO B
1 — CANTO VIII — com Clementina de Jesus 2 — CANTO IX — com Geraldo Filme 3 — CANTO X — com Doca 4 — CANTO XI — com Geraldo Filme 5 — CANTO XII — com Clementina de Jesus 6 — CANTO XIII — com Doca 7 — CANTO XIV — com Geraldo Filme
PERCUSSIONISTAS:
Djalma Correia: tronco, atabaques, xequerê, enxada e cabaça Papete: atabaques, xequerê, agogô e ganzá Don Bira: atabaques, caxixi, xequerê e afoxê Projeto e Coordenação Artística: Aluízio Falcão Direção Musical, Produção e Direção de Estúdio: Marcus Vinícius Técnico de Gravação e Mixagem: Flávio Barreira Direção de Arte e Capa: Ariel Severino Clementina de Jesus, cedida gentilmente pela gravadora Emi Odeon.
"Clementina ensinou aos músicos e historiadores como se cantava o jongo na sua forma religiosa e sua vertente o caxambu, mais festeira. Aprendeu com sua mãe, herdeira dos conhecimentos da avó escrava. Os músicos dos anos 60 ficaram perplexos. Fez toda a tradição renascer e se documentar. Jamais esquecida por um povo que quer descobrir suas raízes."
Vai, saudade Vai dizer àquela ingrata Que a saudade Quando é demais, mata
Vai, saudade Vai depressa Não me interessa mais Viver assim
Vai, saudade Vai dizer àquela ingrata
Vai, saudade Vai dizer àquela ingrata
Vai dizer àquela ingrata Que a saudade Quando é demais, mata
Vai dizer àquela ingrata Que a saudade Quando é demais, mata
Vai, saudade Vai depressa Não me interessa mais Viver assim
Fui tão castigado E confesso que chorei Que arrependi Do mal que lhe causei
Vai, saudade Vai dizer àquela ingrata
Vai, saudade Vai dizer àquela ingrata
Vai dizer àquela ingrata Que a saudade Quando é demais, mata
Vai dizer àquela ingrata Que a saudade Quando é demais, mata
"Marinheiro Só"
Fui pedir às Almas Santas
a música sendo feita apenas com a voz, quem se atreve assim?
quem sabe assim?
clementina, cadê você?
Yaô
- com o Conjunto Nosso Samba - trecho do filme "Caterina Valente präsentiert brasilianische"
Akikó no terreiro Pelú adié Faz inveja pra gente Que não tem mulher
No jacutá de preto velho Há uma festa de yaô
Ôi tem nêga de Ogum De Oxalá, de Iemanjá
Mucama de Oxossi é caçador Ora viva Nanã Nanã buruku (Bis)
Yô yôo Yô yôoo
No terreiro de preto velho iaiá Vamos saravá (a quem meu pai?) Xangô!