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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

MPB: Leva

Tim Maia


Foi bom eu ficar com você o ano inteiro
Pode crer, foi legal te encontrar
Foi amor verdadeiro
É bom acordar com você
Quando amanhece o dia
Dá vontade de te agradar
Te trazer alegria
Tão bom encontrar com você
Sem ter hora marcada
Te falar de amor bem baixinho quando é madrugada
Tão bom é poder despertar em você fantasias
Te envolver, te acender, te ligar
Te fazer companhia

Leva o meu som contigo, leva
E me faz a tua festa
Quero ver você feliz

É bom quando estou com você numa turma de amigos
E depois da canção você fica escutando o que eu digo
No carro, na rua, no bar estou sempre contigo
Toda vez que você precisar você tem um amigo
Estou pro que der e vier, conte sempre comigo
Pela estrada buscando emoções, despertando os sentidos
Com você, primavera, verão no outono ou inverno
Nosso caso de amor tem sabor de um sonho eterno

Leva o meu som contigo, leva
E me faz a tua festa
Quero ver você feliz

Composição: Michael Sullivan, Paulo Massadas


Tim Maia - Leva (Single de 1985)





A história por trás de "Leva", grande sucesso de Tim Maia




Tim Maia e "Leva" ao vivo no Cassino do Chacrinha.





Tim Maia - Gostava Tanto de Você




Tim Maia - Cara a Cara (TV Bandeirantes, 1993)





Azul da cor do mar



Telefone




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Deus me proteja / Vem pra cá / Leva /             

terça-feira, 8 de setembro de 2026

MPB: Vem pra cá

Papas na Língua


A canção foi lançada em 2004 pelo selo Orbeat Som e Imagem Ltda. e tornou-se uma das faixas mais conhecidas da banda, destacando-se pelo estilo pop-rock brasileiro e pela melodia envolvente. A letra fala sobre desejo, proximidade e a dificuldade de expressar sentimentos, com trechos como "Não ver você, não tem explicação, é caminhar pela escuridão, ficar a fim e não poder falar.


Não ver você, não tem explicação
É caminhar pela escuridão
Ficar afim e não poder falar
Querer o sim e não se acostumar
Com a solidão, o medo de amar
Estranho vazio no seu olhar
Eu tento achar em algum lugar
O amor que você deixou pra trás

Vem pra cá, vem pra cá
Vem pra cá, vem pra cá

Vem pra cá, vem pra cá
Vem pra cá, vem pra cá

Não ver você, não tem explicação
É caminhar pela escuridão
Ficar afim e não poder falar
Querer o sim e não se acostumar
Com a solidão, o medo de amar
Estranho vazio no seu olhar
Eu tento achar em algum lugar
O amor que você deixou pra trás

Vem pra cá, vem pra cá
Vem pra cá, vem pra cá

Vem pra cá, vem pra cá
Vem pra cá, vem pra cá


Papas da Língua – Vem Pra Cá (Ao Vivo) | Turnê 30 Anos





um encontro simples, quase acidental, 
se transforma em algo marcante
a blusinha branca 
— algo pequeno, mas fica na memória 
a sensação de ver a pessoa, 
o encanto,  
muda suas emoções


Papas da Língua - Blusinha Branca




Papas da Língua - Pequeno Grande Amor





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Deus me proteja / Vem pra cá / Leva /             

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

MPB: Deus me proteja

Chico César

Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde ilumine e zele assim

Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde ilumine e zele assim

Caminho se conhece andando
Então vez em quando é bom se perder
Perdido fica perguntando
Vai só procurando
E acha sem saber
Perigo é se encontrar perdido
Deixar sem ter sido
Não olhar, não ver
Bom mesmo é ter sexto sentido
Sair distraído espalhar bem-querer

Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde ilumine e zele assim

Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde ilumine e zele assim

Caminho se conhece andando
Então vez em quando é bom se perder
Perdido fica perguntando
Vai só procurando
E acha sem saber
Perigo é se encontrar perdido
Deixar sem ter sido
Não olhar, não ver
Bom mesmo é ter sexto sentido
Sair distraído espalhar bem-querer

Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde ilumine e zele assim

Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde ilumine e zele assim






Deus me proteja de mim,
        de soldados armados
matando e morrendo sem razão,
e da maldade de gente boa
Deus me proteja da bondade da pessoa ruim
Somos todos e todas iguais
essa gente ruim querendo ou não,
chega de morrer pela pátria delas.
     Viva a Mamma África!
Essa mãe solteira
        e trabalhadeira
  esgotada, escravizada
  na bondade dessa gente de bem ruim.
Chega de soldados armados
   matando nas ruas, vielas
  e construção
pelo patrão.
Deus me proteja dessa gente boa ruim!
Viva o terreiro da alegria! A alma pede proteção!
Deus me proteja dessa gente ruim que veste a máscara da bondade
que esgota, escraviza, controla e
espalha coisa ruim
enquanto o sangue do suor escorre
na sombra do sol
Que Deus nos proteja dessa bondade cruel, 
dessa moral que mata, 
dessa paz que só existe para alguns.
Deus proteja essa mãe preta e branca que carregam 
   o mundo nas costas
     em cada esquina, 
      trabalhadeiras, 
          cansadas, 
       sobreviventes!
Deus nos proteja!


Chico Céasar - Mama África/Brilho de Beleza/Pra Não Dizer que Não Falei das Flores




Chico César 
| Podcast Palavra de Autor 
| 3ª temporada




Recortes do Episódio:
00:01:44 – As primeiras memórias musicais: a mãe cantando benditos e o pai cantando aboios em casa
00:03:38 – O colégio de freiras e a irmã Iraci: a flautinha doce que encheu Catolé do Rocha de música
00:04;37 – A loja de discos dos 8 aos 15 anos: o caldo cultural que formou o artista
00:07:10 – O disco Phono 73 tocando de madrugada — Fagner, Elis, Caetano e o desejo de ser artista
00:19:38 – A primeira composição: um samba que surgiu na cabeça enquanto vendia discos de porta em porta
00:21:14 – O festival de música aos 13 anos, o quarto lugar e o violão ganho como prêmio especial
00:15:01 – O grupo mirim de baile, o pessoal mirim e as primeiras experiências no palco
00:33:11 – O grupo Teatral Chão Poeira: leitura dramática de Morte e Vida Severina nas escolas e mercados
00:34:31 – O Grupo Ferradura: primeiras composições autorais, influenciado pelo Quinteto Violado e o Pink Floyd
00:37:21 – A chegada a João Pessoa aos 16 anos e o Grupo Jaguaribe Carne: a virada que mudou tudo
00:39:43 – Pedro Osmar e os discos mais raros que já viu: quando entendeu que música era linguagem
00:41:48 – Abrindo o show de Arrigo Barnabé em João Pessoa — e a decisão de ir para São Paulo
00:43:21 – Dois anos como jornalista em João Pessoa, mais oito em São Paulo — e a primeira entrevista: Nara Leão
00:49:29 – A chegada ao Rio e o conselho de Fernando Lobo: "Vai pra São Paulo, o Rock in Rio vai mudar tudo"
00:54:32 – O encontro com a música africana: Salif Keita e a descoberta de uma nova atitude no palco
00:58:42 – Como nasceu À Primeira Vista: escrita num ônibus em São Paulo, entre loucura e poesia de amor
01:04:03 – Hamilton Godoy, a bolsa no Centro Livre de Aprendizagem e a tentativa frustrada de entrar na Unicamp
01:11:02 – Como nasceu Deus Me Proteja: veio inteira no banho, gravada no celular e depois com Dominguinhos
01:15:30 – A parceria de décadas com Zeca Baleiro: de vizinhos de apartamento ao disco Ao Arrepio da Lei
01:20:00 – A simbiose tão grande com Zeca que hoje nenhum dos dois lembra quem fez o quê
01:22:22 – A nova parceria com Zé Renato e a dificuldade de botar letra em melodia pronta
01:27:28 – O mistério da composição: de onde vêm as músicas e por que a vida é mais importante que a música
01:30:12 – Paulinho Moska recusando massagem: "Não dissolva meus nódulos, é daí que vêm minhas músicas"
01:33:05 – A pergunta mais difícil: qual música você queria ter feito? — "O Ciúme", de Caetano Veloso


Recortes musicais:
00:01:30 – Bendita e Louvada Seja — Tradicional
00:01:40 – De La Tierra — Manduka
00:14:23 – Ouro de Tolo — Raul Seixas
00:14:50 – Canto das Três Raças — Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro
00:15:27 – Flores Astrais — João Apolinário e João Ricardo
00:16:00 – Tamanco Malandrinho — Tom e Dito
00:16:34 – Esquenta Moreninha — Assisão
00:19:38 – Quando Chega o Carnaval — Chico César
00:21:42 – (música de Chico César — título não identificado)
00:25:47 – Preta Pretinha — Moraes Moreira e Luiz Galvão
00:35:00 – Zeca — Grupo Ferradura
00:50:00 – 9 Linhas 22 Toques Corpo — Chico César
01:00:00 – À Primeira Vista — Chico César
01:05:20 – Por Causa de um Ingresso de um Festival Matou Roqueira de Quinze Anos — Chico César
01:14:50 – Deus Me Proteja — Chico César
01:20:20 – Ao Arrepio da Lei — Chico César e Zeca Baleiro
01:37:10 – Mama África — Chico César e George Thomaz

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Vem pra cá /             



Chico César - 01 Folia de Príncipe (aboio)

domingo, 30 de agosto de 2026

Cinema Documentário: Bossa Nova - O Brasil que a gente gostaria de ser

Coisa Mais Linda: Histórias e Casos da Bossa Nova


"Enquanto o Cinema Novo tentava nos mostrar o Brasil que não queremos ver, a Bossa Nossa tentava nos mostrar o Brasil que gostaríamos de ser." Cacá Diegues

"Coisa Mais Linda: Histórias e Casos da Bossa Nova" é um documentário que narra a história e os casos do movimento musical que se tornou um fenômeno cultural no Brasil, começando nos anos 50 e atingindo seu ápice em 1962. O filme é dirigido por Paulo Thiago e apresenta um painel histórico, musical e informativo sobre a Bossa Nova, incluindo entrevistas e apresentações exclusivas de artistas como Roberto Menescal, Carlos Lyra, Johnny Alf e Leny Andrade. O documentário é uma obra que celebra a riqueza e a diversidade da música brasileira, destacando a Bossa Nova como um dos seus mais importantes e influentes movimentos.


Direção:
Paulo Thiago

Roteirista:
Paulo Thiago





Elenco:
Johnny Alf / Self
Leny Andrade / Self
Billy Blanco / Self
Ronaldo Boscoli / Self (cenas de arquivo)
Sérgio Cabral / Self
Elizeth Cardoso / Self (cenas de arquivo)
Oscar Castro-Neves / Self
Alaíde Costa / Self
Arthur da Távola / Self
Vinicius de Moraes / Self (cenas de arquivo)
Tárik de Souza / Self
Carlos Diegues / Self
João Donato / Self
Durval Ferreira / Self
Astrud Gilberto / Self (cenas de arquivo)
João Gilberto / Self (cenas de arquivo)
Antônio Carlos Jobim / Self (cenas de arquivo)
Paulo Jobim / Self
Joyce / Self
Nara Leão / Self (cenas de arquivo)
Carlos Lyra / Self
Kay Lyra / Self
Roberto Menescal / Self
Luís Carlos Miele / Self
Nelson Motta / Self
Iko Castro Neves / Self
Sérgio Ricardo / Self
Wanda Sá / Self
Silvinha Telles / Self (cenas de arquivo)
Otávio Terceiro / Self


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Mais cinema-documentário:

O Gênio da Geografia / João sem medo / Bossa Nova - O Brasil que a gente gostaria de ser / 


Sylvinha Telles 1960 - "Se é Tarde, Me Perdoa"



quinta-feira, 20 de agosto de 2026

MPB: Fio Maravilha

Jorge Ben Jor

Os alquimistas da bola
já passaram por aqui
eu vi eles chegando
Os alquimistas da bola
já passaram por aqui
discretos e silenciosos
Agora moram bem longe
muito longe dos gramados
esuascadeirasnumeradas
torcidasorganizadas
camarotescomwhiskyechampanhe
pessoasqueevitamqualquerrelaçãocompessoas
desde a trituração,           a fixação
a destilação e                   a coagulação
          esse temperamento sórdido
Fio Maravilha faz mais um pra gente vê

os alquimistas estão chegando




Oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh

Os alquimistas
Estão chegando
Estão chegando
Os alquimistas

Oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh
Ê, ê, ê, ê

Eles são discretos
E silenciosos
Moram bem longe dos homens
Escolhem com carinho
A hora e o tempo
Do seu precioso trabalho

São pacientes, assíduos
E perseverantes
Executam
Segundo as regras herméticas
Desde a trituração, a fixação
A destilação e a coagulação

Trazem consigo, cadinhos
Vasos de vidro
Potes de louça
Todos bem e iluminados
Evitam qualquer relação
Com pessoas
De temperamento sórdido
De temperamento sórdido

Ê, ê, ê, ê
Ê, ê, ê, ê

Os alquimistas
Estão chegando
Estão chegando
Os alquimistas

Oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh



Jorge Ben Jor 
- Por Causa de Você, Menina / Chove Chuva / Mas que nada 
- na TV Espanhola






Jorge Ben Jor 
- MPB Especial 1972



"O apelido virou "Fio Maravilha", após marcar o gol da vitória (1–0) da equipe carioca contra o Benfica, de Portugal. Foi homenageado pelo cantor Jorge Ben Jor com a canção homônima, grande sucesso nacional, vencedora do Festival Internacional da Canção de 1972 (na voz de Maria Alcina), que narra o feito contra a equipe portuguesa: "Tabelou, driblou dois zagueiros/ Deu um toque driblou o goleiro/ Só não entrou com bola e tudo/ Porque teve humildade em gol". O gol "de anjo, um verdadeiro gol de placa", segundo Jorge Ben, aos 33 da segunda etapa e visto por 44 mil pessoas no Maracanã, ocorreu em 15 de janeiro de 1972 (4 dias antes de completar 27 anos), pelo Torneio Internacional do Rio de Janeiro, vencido pelo Flamengo, após essa vitória contra o time lusitano e outra sobre o Vasco da Gama (também por 1–0, mas com gol de Paulo César Cajú; Fio entrou no lugar de Caio Cambalhota). Pedido pela torcida, Zagallo o colocou no segundo tempo, após Arílson se machucar em dividida com o zagueiro Malta. Os dois zagueiros citados no hit eram o beque Messias e o lateral Artur; o goleiro era José Henrique, o “Zé Gato”; e a tabela foi feita com Rogério Hetmanek. Não existem gravações do lance. Detalhe que o contrato dele com o clube já havia expirado fazia 15 dias, que o renovou em razão do golaço."


Fio Maravilha explica problema com Jorge Ben Jor





Fio Maravilha: 
A história do gol que virou música



E novamente ele chegou com inspiração
Com muito amor, com emoção, com explosão, um gol
Sacudindo a torcida aos trinta e três minutos do segundo tempo
Depois de fazer uma jogada celestial, um gol

Tabelou, driblou dois zagueiros
Deu um toque, driblou o goleiro
Só não entrou com bola e tudo porque teve humildade, um gol

Foi um gol de classe
Onde ele mostrou sua malícia e sua raça
Foi um gol de anjo, um verdadeiro gol de placa
E que a galera agradecida assim cantava
Foi um gol de anjo, um verdadeiro gol de placa
E que a galera agradecida assim cantava

Fio Maravilha, nós gostamos de você
Fio Maravilha, faz mais um pra gente vê
Fio Maravilha, nós gostamos de você
Fio Maravilha, faz mais um pra gente vê

Fio Maravilha, nós gostamos de você
Fio Maravilha, faz mais um pra gente vê


o ano é 1972
Maria Alcina - Fio Maravilha (VII Festival Internacional da Canção)






Jorge Ben Jor - Filho Maravilha