segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Edgar Allan Poe - Contos: William Wilson (c)

Edgar Allan Poe - Contos


William Wilson 

Que dizer dela? que dizer da austera consciência, 
Esse espectro em meu caminho? 
Chamberlain, Pharronida
continuando...

     Ocupava-me dessa vida com sucesso havia dois anos quando chegou à universidade um jovem nobre parvenu, Glendinning — tão rico, diziam os rumores, quanto Herodes Ático —, sua fortuna, também, facilmente conquistada. Não tardou para que eu percebesse a fraqueza de seu intelecto e é claro que o marquei como um alvo apropriado para minhas habilidades. Eu o atraía frequentemente à mesa de jogo e permitia, com a usual perícia do jogador, que ganhasse somas consideráveis, de modo a enredá-lo com mais eficácia na armadilha. Finalmente, meu plano estando amadurecido, reunimo-nos (sendo minha plena intenção de que esse encontro fosse final e decisivo) no aposento de um colega (o sr. Preston), igualmente íntimo de ambos, mas que, justiça lhe seja feita, não tinha a mais remota desconfiança de meu intento. Para contribuir com o disfarce, eu providenciara a presença de um grupo com cerca de oito ou dez outros alunos e fui solicitamente cuidadoso para que o surgimento das cartas parecesse acidental e originado na proposta daquele próprio a quem visava ludibriar. Para ser breve acerca de um tópico vil, nada da degradada arte foi omitido, algo tão costumeiro em ocasiões similares que só pode constituir motivo de admiração ainda haver aqueles tão aparvalhados a ponto de dela caírem vítimas. 
     Havíamos prosseguido nisso até altas horas da noite quando enfim consegui efetuar a manobra de fazer de Glendinning meu único adversário. O jogo, também, era meu écarté favorito. Os demais presentes, interessados na magnitude de nossa jogatina, haviam abandonado seus próprios carteados, e ajeitaram-se em torno como espectadores. O parvenu, que fora induzido por meio de meus ardis na primeira parte da noite a beber pesadamente, agora embaralhava, dava as cartas ou jogava de uma maneira nervosa e precipitada que sua embriaguez, assim pensei, poderia explicar em parte, mas não inteiramente. Em um período muito curto de tempo tornara-se meu devedor por vultosa soma, quando, após virar um longo trago de porto, fez precisamente o que eu viera friamente antecipando — propôs dobrar nossas já extravagantes apostas. Com uma bem fingida afetação de relutância, e somente depois que minhas repetidas recusas persuadiram-no a proferir algumas palavras furiosas que emprestaram uma aparência de pique6 a minha aquiescência, finalmente cedi. O resultado, claro, apenas provou quão irremediavelmente a presa caíra em minha armadilha; em menos de uma hora ele havia quadruplicado sua dívida. Já havia algum tempo que seu semblante vinha perdendo o ruborizado matiz advindo do vinho; mas agora, para meu assombro, percebi que atingira uma palidez verdadeiramente assustadora. Digo para meu assombro. Minhas ansiosas sondagens haviam-me levado a crer que Glendinning era incomensuravelmente rico; e os montantes que até então perdera, embora em si vastos, não poderiam, assim supunha eu, perturbá-lo muito seriamente, menos ainda deixá-lo tão violentamente agitado daquele modo. Que estivesse subjugado pela quantidade de vinho que acabara de tomar foi a ideia que mais prontamente me veio; e, antes com vistas à preservação de meu próprio caráter aos olhos de meus colegas do que por qualquer outro motivo menos interesseiro, eu estava prestes a insistir, peremptoriamente, na interrupção do jogo, quando algumas coisas ditas à minha volta entre o grupo e uma exclamação evidenciando completo desespero da parte de Glendinning levaram-me a compreender que eu efetuara sua total ruína sob circunstâncias que, tornando-o objeto da piedade geral, deveriam tê-lo protegido dos ofícios maléficos até de um demônio.
     No que agora devia ter constituído minha conduta é difícil dizer. A condição lastimável de minha vítima fizera descer uma atmosfera de sombrio constrangimento sobre todos os presentes; e, por alguns momentos, um profundo silêncio se manteve, durante os quais não pude deixar de sentir meu rosto queimando com os inúmeros olhares intensos de desprezo ou reprovação lançados sobre mim pelos menos depravados do grupo. Admitirei ainda que um intolerável peso de angústia foi por breve instante tirado de meu peito pela súbita e extraordinária interrupção que se seguiu. As amplas e pesadas portas duplas do aposento foram subitamente abertas, por completo, com uma impetuosidade vigorosa e violenta que apagou, como que por encanto, todas as velas do quarto. A luz, no momento em que elas se extinguiam, possibilitaram-me perceber apenas que um estranho havia entrado, mais ou menos da minha própria altura, e cuidadosamente encapotado em um manto. A escuridão, entretanto, agora era total; e podíamos apenas sentir sua presença ali em nosso meio. Antes que qualquer um de nós conseguisse se recuperar da extrema perplexidade em que aquela grosseria nos lançara a todos, escutamos a voz do intruso.

“Senhores”, disse, num baixo, distinto e inesquecível sussurro que me fez tremer até a medula, “abstenho-me de pedir quaisquer desculpas por meu comportamento, pois, desse modo me comportando, não estou senão cumprindo um dever. Os senhores encontram-se, sem sombra de dúvida, desinformados sobre o verdadeiro caráter da pessoa que ganhou no écarté esta noite uma enorme soma de dinheiro de Lord Glendinning. Vou desse modo lhes propor um método diligente e conclusivo de obter essa informação absolutamente indispensável. Por favor examinem, com vagar, o forro interno do punho de sua manga esquerda, e os diversos pequenos pacotes que podem ser encontrados nos bolsos razoavelmente espaçosos de seu roupão bordado.”

     Enquanto falava, tão profundo foi o silêncio que se poderia ter escutado a queda de um alfinete no soalho. Ao terminar, partiu na mesma hora, e tão abruptamente quanto entrara. Poderei — conseguirei descrever minhas sensações? — deverei dizer que senti todos os horrores da danação? Asseguro que tive pouco tempo para refletir. Inúmeras mãos agarraram me brutalmente ali mesmo e as luzes tornaram imediatamente a ser acesas. Fui revistado. No forro de minha manga encontraram-se todas as cartas essenciais do écarté e, nos bolsos de meu roupão, uma série de baralhos, idênticos aos usados em nossas noitadas, com a única exceção de que os meus eram dessa espécie tecnicamente chamada de arrondies¹; as honras sendo ligeiramente convexas no alto e embaixo, as cartas menores, ligeiramente convexas nas laterais. Com esse arranjo, a vítima que corta, como de costume, no sentido longitudinal do baralho, invariavelmente descobrirá que dá uma honra ao seu adversário; ao passo que o jogador trapaceiro, cortando na largura, com o mesmo grau de certeza nada dará ao seu oponente que possa contar para o triunfo no jogo.

[1] No original arrondées: forma inexistente, refere-se sem dúvida a arrondi (masculino singular), ou cartas arrondies, “arredondadas” (aqui e nos demais casos, a tradução optou por simplesmente corrigir os ocasionais erros de grafia e acentuação cometidos por Edgar Allan Poe em determinadas palavras estrangeiras). E, adiante, “honras”: as quatro ou cinco cartas mais altas em jogos como uíste e seus derivados (como o próprio écarté e também o bridge, por exemplo).

     Qualquer explosão de indignação com a descoberta teria me afetado menos do que o desprezo silencioso ou a sarcástica compostura com que ela foi recebida.

“Senhor Wilson”, disse nosso anfitrião, curvando-se para remover de sob seus pés um manto sumamente luxuoso de peles raras, “senhor Wilson, isto é de sua propriedade.” (Fazia frio; e ao deixar meu quarto, eu jogara um manto por cima de meu robe de chambre, tirando-o ao chegar ao local da jogatina.) “Presumo que será supérfluo procurar aqui (relanceando as dobras do traje com um sorriso amargo) por qualquer evidência adicional de sua destreza. Com efeito, já tivemos o suficiente. O senhor compreenderá a necessidade, espero, de deixar Oxford — de todo modo, de deixar meus aposentos imediatamente.”

     Humilhado, rebaixado à desonra como então fiquei, é provável que tivesse reagido a essas palavras exasperantes com violência pessoal imediata, não fosse minha atenção naquele momento ser atraída para um fato da natureza mais surpreendente. O manto que eu agora vestia era de uma rara qualidade de pele; quão rara, e quão extravagantemente cara, não ousarei dizer. Seu feitio, também, era de minha própria invenção fantasiosa; pois eu era fastidioso a um grau absurdo de afetação em matérias dessa natureza frívola. Quando, desse modo, o sr. Preston estendeu-me o que havia recolhido do chão, e ao me aproximar das portas duplas do aposento, foi com um assombro beirando o terror que percebi meu próprio manto já dobrado em meu braço (onde eu sem dúvida sem me dar conta o havia pendurado) e que aquele que me fora oferecido não era senão sua exata contrapartida em todas e mais minuciosas particularidades possíveis. A singular criatura que tão funestamente me desmascarara havia permanecido encapotada, lembro-me, em um manto; e nenhum outro membro de nosso grupo usava um, com exceção de mim mesmo. Conservando alguma presença de espírito, aceitei o que me fora entregue por Preston; coloquei-o, despercebido, sobre o meu; deixei o apartamento com uma expressão determinada de desafio; e, na manhã seguinte, antes do alvorecer do dia, iniciei uma apressada viagem de Oxford para o continente, numa perfeita agonia de horror e vergonha.
     Fugi em vão. Meu destino maligno perseguiu-me como que em exultação e provou, de fato, que o exercício de seu misterioso domínio ainda estava apenas por começar. Mal pus os pés em Paris, obtive nova evidência do detestável interesse assumido por esse Wilson em meus assuntos. Anos se passaram sem que eu conhecesse alívio. Patife! — em Roma, quão inoportunamente, e contudo, com que diligência mais fantasmagórica, ele se interpôs entre mim e minha ambição! Em Viena, também — em Berlim — e em Moscou! Onde, na verdade, não tinha eu uma razão amarga para amaldiçoá-lo do fundo do coração? De sua inescrutável tirania enfim fugi, tomado de pânico, como que da peste; e para os próprios confins da terra eu fugi em vão.
     E novamente, e novamente, em secreta comunhão com meu próprio espírito, fazia eu as perguntas “Quem é ele? — de onde veio — e quais são seus objetivos?”. Porém nenhuma resposta era encontrada. E agora eu examinava, com escrutínio minucioso, as formas, os métodos, as características principais de sua vigilância impertinente. Mas mesmo aí havia muito pouco sobre o que basear uma conjectura. Era com efeito notável que em nenhuma das múltiplas ocasiões em que recentemente cruzara meu caminho ele não o tivesse feito senão para frustrar planos ou estorvar ações que, se levados a um termo, poderiam ter resultado em amarga injúria. Que pobre justificativa, na realidade, para uma autoridade tão arrogantemente presumida! Que pobre reparação para direitos naturais de autogoverno tão tenazmente, tão insultuosamente negados!
     Fora-me também forçoso notar que meu algoz, por um período muito longo (ao mesmo tempo que escrupulosamente, e com destreza sobrenatural, prosseguia em seu capricho de trajar-se de forma idêntica à minha), agira de tal maneira, na execução de sua variada interferência com minha vontade, que eu jamais visse, em momento algum, as feições de seu rosto. Fosse quem fosse Wilson, isso, ao menos, era a mais extrema das afetações, ou das tolices. Seria possível ele supor, por um instante, que em meu admoestador de Eton — no destruidor de minha honra em Oxford — naquele que frustrara minha ambição em Roma, minha vingança em Paris, meu amor apaixonado em Nápoles, ou no que ele falsamente chamou de minha avareza no Egito — que nele, meu arqui-inimigo e gênio do mal, eu pudesse deixar de reconhecer o William Wilson de meus dias escolares — o homônimo, o companheiro, o rival — o odiado e temido rival na instituição do dr. Bransby? Impossível! — Mas que me seja permitido passar rapidamente à derradeira cena memorável do drama.
     Até esse momento eu sucumbira letargicamente a seu arrogante domínio. O sentimento de profunda reverência com que habitualmente encarava o caráter elevado, a sabedoria majestosa, a aparente onipresença e onipotência de Wilson, combinado a um outro de semelhante terror que determinados outros traços em sua natureza e pressuposições me inspiravam, havia até ali agido de modo a imprimir em mim uma ideia de minha própria fraqueza e desamparo e a sugerir uma submissão implícita, ainda que amargamente relutante, à arbitrariedade de sua vontade. Mas, por essa época, eu me entregara completamente ao vinho; e a influência exasperante da bebida sobre meu temperamento hereditário tornou-me cada vez mais intolerante ao controle. Comecei a resmungar — a hesitar — a resistir. E seria apenas a fantasia que me induzia a acreditar que, com o aumento de minha firmeza, a de meu algoz conheceu diminuição proporcional? Fosse como fosse, comecei assim a sentir a inspiração de uma esperança ardente, e acabei por nutrir secretamente em meus pensamentos uma austera e desesperada resolução de não mais me submeter àquele jugo.
     Foi em Roma, durante o Carnaval de 18—, que compareci a uma mascarada no palacete do duque napolitano Di Broglio. Eu me entregara mais livremente do que o habitual aos excessos do vinho; e agora a atmosfera sufocante dos ambientes abarrotados irritava-me além do suportável. Também a dificuldade de abrir caminho entre a confusão de gente contribuía em larga medida para a perturbação de meu temperamento; pois eu procurava ansiosamente (que me seja permitido não revelar o indigno motivo) a jovem, alegre e linda esposa do velho e tolo Di Broglio. Com confiança mais do que inescrupulosa ela me fizera comunicar previamente o segredo dos trajes com que estaria fantasiada, e agora, após avistar sua pessoa, eu tentava apressadamente abrir caminho até sua presença. — Nesse momento senti o toque leve de uma mão pousando em meu ombro, e aquele inesquecível, grave e execrável sussurro em meu ouvido.
     Num absoluto frenesi de ira, virei-me na mesma hora para aquele que desse modo me interrompera e agarrei-o violentamente pelo colarinho. Estava vestido, como era de esperar, com uma fantasia em tudo similar à minha; trajava uma capa espanhola de veludo azul, cingida em torno da cintura por um cinto escarlate sustentando uma rapieira. Uma máscara de sede negra cobria inteiramente seu rosto.

“Canalha!”, exclamei, numa voz rouca de fúria, e cada sílaba pronunciada parecia renovar o ardor de minha cólera, “canalha! impostor! vilão amaldiçoado! não irás — não irás me caçar até a morte! Segue-me, ou provarás minha lâmina aqui mesmo!” — e abri caminho do salão de baile até uma pequena antecâmara anexa — arrastando-o irresistivelmente comigo conforme o fazia.
   
     Ao entrar, empurrei-o furiosamente para longe de mim. Ele cambaleou contra a parede, enquanto eu fechava a porta com uma imprecação e lhe ordenava que desembainhasse sua arma. Ele hesitou por um instante; depois, com um ligeiro suspiro, puxou a espada em silêncio e se pôs em guarda.
     O duelo foi breve deveras. Eu estava desvairado com todo tipo de agitação selvagem e senti em um único braço a energia e o poder de uma multidão. Em poucos segundos empurrei-o à pura força contra os lambris e desse modo, tendo-o à minha mercê, cravei a espada com brutal ferocidade, repetidamente, por todo o seu peito.
     Nesse instante alguém tentou abrir a porta. Apressei-me a impedir qualquer intromissão e depois imediatamente voltei ao meu antagonista moribundo. Mas que linguagem humana pode retratar adequadamente aquele espanto, aquele horror que se apossaram de mim diante do espetáculo que então se apresentou aos meus olhos? O breve momento em que desviei a atenção havia sido suficiente para produzir, aparentemente, uma mudança palpável no canto superior ou mais distante do quarto. Um grande espelho — assim de início me pareceu, em minha confusão — agora se via onde antes nada disso era perceptível; e, quando caminhei em sua direção tomado por extremos de terror, minha própria imagem, mas com as feições pálidas e salpicadas de sangue, avançou para ir ao meu encontro com um andar débil e vacilante.
     Assim me parecia, afirmei, mas não. Era meu antagonista — era Wilson, que então se punha de pé diante de mim, sofrendo as agonias da morte. Sua máscara e a capa jaziam onde ele as jogara, sobre o piso. Não havia sequer um fio em todo o seu traje — sequer uma linha em todos os marcados e singulares contornos de seu rosto que não fossem, mesmo na mais absoluta identidade, os meus próprios!
     Era Wilson; porém não mais falava num sussurro, e eu poderia ter imaginado que era eu mesmo quem falava quando disse:

Venceste, e me rendo. E contudo, daqui por diante também estás morto — morto para o Mundo, para o Céu e para a Esperança! Em mim existias — e, em minha morte, vê por esta imagem, que é a tua própria, quão absolutamente assassinaste a ti mesmo.” 

continua página 41...
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William Wilson (a) / William Wilson (b) / William Wilson (c) /                 
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Edgar Allan Poe
CONTOS
Originalmente publicados entre 1831 e 1849
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Edgar Allan Poe (nascido Edgar Poe; Boston, Massachusetts, Estados Unidos, 19 de Janeiro de 1809 — Baltimore, Maryland, Estados Unidos, 7 de Outubro de 1849) foi um autor, poeta, editor e crítico literário estadunidense, integrante do movimento romântico estadunidense. Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos e é geralmente considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por sua contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Ele foi o primeiro escritor americano conhecido por tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difíceis.
Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele frequentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado. Depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).
Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova Iorque. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn (posteriormente renomeado para The Stylus), porém, em 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, morreu antes que pudesse ser produzido. A causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.
Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.

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