sexta-feira, 8 de maio de 2026

Cinema: O Segredo de Beethoven

Beethoven



"Eu sou tudo que há
foi e será
nenhum mortal
jamais levantou meu véu"


Anna Holtz (Diane Kruger) - personagem fictícia - é uma jovem de 23 anos que sonha em se tornar uma compositora. Como estudante do Conservatório de Música, ela é indicada para um cobiçado cargo em uma editora musical. Devido a uma série de eventos ocasionais ela é designada para trabalhar juntamente a Ludwig van Beethoven (Ed Harris), o mais celebrado artista vivo da época. Inicialmente descrente, Beethoven faz a Anna um desafio de improvisação, no qual ela demonstra sua sensibilidade musical. Beethoven a aceita como escriba, dando início a um forte relacionamento entre os dois. As filmagens do relato fictício do último ano de vida de Beethoven ocorreram entre 5 de abril e 26 de maio de 2005.





Direção
Agnieszka Holland

Roteiristas
Stephen J. Rivele
Christopher Wilkinson

Elenco
Diane Kruger como Anna Holtz
Ralph Riach como Wenzel Schlemmer
Matyelok Gibbs como Mulher Velha
Ed Harris como Ludwig van Beethoven
Bill Stewart como Rudy
Angus Barnett como Krenski
Viktoria Dihen como Magda
Phyllida Law como Mãe Canisius
Matthew Goode como Martin Bauer
Gábor Bohus como Schuppanzigh
Joe Anderson como Karl van Beethoven
David Kennedy como Neighbor
Nicholas Jones como Arquiduque Rudolph
László Áron como Juiz
Márta Hainfart como Solista (Soprano)
Karl Johnson como Stefan Holtz
János Klézli como Solista (Baixo)
Krisztina Kuti como Solista (Contralto)
George Mendel como Doutor
Péter Szondi como Solista (Tenor)


entendendo o filme:

“O filme utiliza Anna Holtz para explorar temas universais como o isolamento do gênio, a natureza espiritual da música e a transmissão de um legado artístico através das gerações. Ao apresentar Anna como a alma encarnada de Beethoven, o filme comenta sobre a natureza duradoura e transmissível do gênio artístico. Sugere que a “alma” de um grande artista não se limita à sua existência física ou registro histórico, mas pode ser imaginada através de novas interpretações artísticas e por aqueles que internalizam profundamente sua filosofia criativa.” Maestro Carlos Ilha


O Segredo de Beethoven - Anna Holtz e a imortalidade
Carlos IlhaMaestro, formado pela UnB





Não consigo segurar o choro silencioso das lágrimas durante o Chorus...

Nona Sinfonia de Beethoven 
- Trecho do filme "O Segredo de Beethoven".




existem tantas histórias, dizem que Beethoven estava menosprezado quando apresentou esta peça. uma pessoa intratável que já havia acumulado alguns inimigos e estava alguns anos inativo (em público), completamente surdo. talvez, parte da audiência tenha ido até o concerto para ver seu retumbante fracasso. então, ele lhes apresenta essa música, uma das mais belas já escritas. se eu pudesse retornar a algum momento da história... ah! queria estar naquele auditório!

A Morte e a Donzela / Vá e Veja / Elas por Elas / O Samurai Corvo Errante / O Caso Collini / Meu Vizinho Adolf /
O Vento Silencioso da Montanha / Eles Não Usam Black Tie / O Homem Que Copiava / 
Sonata de Outono / Música da Alma / No Fim do Arco-Íris / Vidas Secas / O som ao redor /
A Estrada da Vida / Fuga pela Fronteira / Os Invisíveis / Depois de Horas / Jovens Mães /
O Carteiro e o Poeta / Sonhos / 1900 / Dersu Uzala / Hamnet (Trailer) / Vinhas da Ira / O Leitor / A Surpresa /
Kagemusha: O Guerreiro das Sombras / Blow Up / Profissão: Repórter / Rebecca: A Mulher Inesquecível /
O Assalto do Trem Pagador / Interlúdio / O Espírito da Colmeia / A Onda / Nouvelle Vague / Ensaio sobre a cegueira /
Barrabás / O Baile / Ladrões de bicicleta / Vlado - 30 anos depois / Morangos Silvestres / 1984 / 
Wolfgang Amadeus Mozart / O Estrangeiro / O comunista / O Padre e a Moça / O Segredo de Beethoven /   

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incluindo uma versão reduzida legendada em português e alemão da
9ª Sinfonia de Beethoven (Ode à Alegria) 



quinta-feira, 7 de maio de 2026

Espumas Flutuantes - A Duas Flores

Castro Alves

À memória de Meu Pai, 
de Minha Mãe 
e de Meu Irmão 
O. D. C. 

A DUAS FLORES
  
São duas flores unidas, 
 São duas rosas nascidas 
 Talvez no mesmo arrebol, 
 Vivendo no mesmo galho, 
 Da mesma gota de orvalho, 
 Do mesmo raio de sol.  

Unidas, bem como as penas 
 Das duas asas pequenas 
 De um passarinho do céu... 
 Como um casal de rolinhas, 
 Como a tribo de andorinhas 
 Da tarde no frouxo véu 

Unidas, bem como os prantos,
 Que em parelha descem tantos 
 Das profundezas do olhar... 
 Como o suspiro e o desgosto, 
 Como as covinhas do rosto, 
 Como as estrelas do mar. 

Unidas... Ai quem pudera 
 Numa eterna primavera 
 Viver, qual vive esta flor. 
 Juntar as rosas da vida 
 Na rama verde e florida, 
 Na verde rama do amor! 
 Curralinho, março de 1870


O TONEL DAS DANAIDES
Diálogo

Na torrente caudal de seus cabelos negros 
 Alegre eu embarquei da vida a rubra flor. 

 — Poeta! Eras o Doge o anel lançando às ondas... 
 Ao fundo de um abismo... arremessaste o amor. 

 Depois minh’alma ao som da Lira de cem vozes 
 Sublimes fantasias em notas desfolhou. 

 — Cleópatra também pra erguer no Tibre a espuma 
 As pérolas do colar nas vagas desfiou! 

 Depois fiz de meu verso a púrpura escarlate 
 Por onde ela pisasse em marcha triunfal! 

 — Como Hércules, volveste aos pés da insana Onfália 
 O fuso feminil de uma paixão fatal. 

 Um dia ela me disse: “Eu sou uma exilada!” 
 Ergui-me... e abandonei meu lar e meu país... 

 — Assim o filho pródigo atira as vestes quentes 
 E treme no caminho aos pés da meretriz. 

 E quando debrucei-me à beira daquela alma 
 Pra ver toda riqueza e afetos que lhe dei!... 

 — Ai! nada mais achaste! o abismo os devorara... 
 O pego se esqueceu da dádiva do Rei! 

 Na gruta do chacal ao menos restam ossos... 
 Mas tudo sepultou-me aquele amor cruel! 

 — Poeta! O coração da fria Messalina 
 É das fatais Danaides o pérfido Tonel
 14 de outubro de 1869

continua pag 56...
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No álbum do artista Luís C. Amoêdo / Onde estás? / A uma estrangeira / O coração / Pelas sombras / A Duas Flores /                   
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Antônio Frederico de Castro Alves - foi um poeta, dramaturgo e advogado brasileiro, considerado o principal representante da terceira geração do romantismo no Brasil. Ficou conhecido por seus poemas abolicionistas, que renderam-lhe a alcunha de "poeta dos escravos".
Nascimento: 14 de março de 1847, Castro Alves, Bahia - Falecimento: 6 de julho de 1871 (24 anos), Salvador, Bahia. 
Influenciado por: Gonçalves Dias, Lord Byron, Victor Hugo, 
Formação: Faculdade de Direito do Recife | FDR, Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP) 
Pais: Clélia Brasília da Silva Castro, Antônio José Alves
Irmãos: Adelaide Alves, Cassiano José Alves
O “poeta dos escravos” foi um poeta sensível aos graves problemas sociais do seu tempo. Expressou sua indignação contra as tiranias e denunciou a opressão do povo.
A poesia abolicionista é sua melhor realização nessa linha, denunciando energicamente a crueldade da escravidão e clamando pela liberdade. Seu poema abolicionista mais famoso é “O Navio Negreiro”.

MPB: Mal Secreto

Gal Costa

Jards Macalé / Waly Salomão



Não choro
Meu segredo é que sou rapaz esforçado
Fico parado, calado, quieto
Não corro, não choro, não converso

Massacro meu medo
Mascaro minha dor, já sei sofrer
Não preciso de gente que me oriente

Se você me pergunta
Como vai?
Respondo sempre igual
Tudo legal

Mas quando você vai embora
Movo meu rosto no espelho
Minha alma chora
Vejo o Rio de Janeiro
Vejo o Rio de Janeiro

Comovo, não salvo, não mudo, meu sujo olho vermelho
Não fico parado, não fico calado, não fico quieto
Corro, choro, converso
E tudo mais jogo num verso
Intitulado Mal Secreto
E tudo mais jogo num verso
Intitulado

Não choro
Meu segredo é que sou rapaz esforçado







Waly Salomão fala sobre poesia





Waly Salomão e Paulo Leminski
Como é que eu vou para o papel agora?





Jards Macalé
-Hino Nacional Brasileiro





Zumbi

Zumbi, comandante guerreiro
Ogunhê, ferreiro-mor capitão
Da capitania da minha cabeça
Mandai a alforria pro meu coração

Minha espada espalha o sol da guerra
Rompe mato, varre céus e terra
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira
Do maracatu, do maculelê e do moleque bamba

Minha espada espalha o sol da guerra
Meu quilombo incandescendo a serra
Tal e qual o leque, o sapateado do mestre-escola de samba
Tombo-de-ladeira, rabo-de-arraia, fogo-de-liamba

Em cada estalo, em todo estopim, no pó do motim
Em cada intervalo da guerra sem fim
Eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu cantoassim:

A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!

Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu grande terreiro, meu berço e nação
Zumbi protetor, guardião padroeiro
Mandai a alforria pro meu coração

Composição: Gilberto Gil, Wally Salomão





A canção Zumbi fez parte do filme Quilombo, de Cacá Diegues, esta versão de 1986 fez parte da trilha da novela Sinhá Moça

Quando O Amor Acontece / Aos Nossos Filhos / Só Hoje / Mal Secreto /       

Bom dia, Clássicas... Beethoven (repetindo a 9ª, agora... com Karajan)

Symphony No.9 in D minor op. 125 "Choral"

Uma apresentação memorável e extraordinária! Nunca escutou os clássicos? Tente. Experimente. Feche os olhos e imagine-se no meio de uma multidão, as vozes todas chegando suaves  delicadas conversando sussurrando sonhando combinando anunciando; uma sinfonia de vozes perguntando respondendo, ora poderosas ora afiadas e estridentes ora densas e encorpadas, até que todas se unem! Não consigo segurar o choro silencioso das lágrimas durante o Chorus...


Chorus of the Deutsche Oper, Berlin
Berliner Philharmoniker
1977. 12.31 Philharmonie, Berlin





Opening
I. Allegro ma non troppo, un poco maestoso
II. Molto vivace
III. Adagio molto e cantabile
IV. Presto - Presto - O Freunde, nicht diese Töne! - Allegro assai

Anna Tomowa-Sintow (soprano)
Agnes Baltsa (contralto)
René Kollo (tenor)
José van Dam (bass-baritone)

Herbert von Karajan (conductor)


Beethoven 
9ª Sinfonia
An Die Freude / Ode à Alegria 
Legendada em alemão e português




03:30 - O Freunde, nicht dise Töne (Barítono)
04:49 - Deine Zauber binden wieder (Coral)
05:08 - Wem der grosse Wulf gelungen (Soprano, Mezzo-Soprano, Tenor e Barítono)
05:35 - Ja - wer auch nur eine Seele (Coral)
05:54 - Freude trinken alle Wesen (Mezzo-Soprano, Tenor e Barítono)
06:08 - Küsse gab sie uns und Reben (Soprano, Mezzo-Soprano, Tenor e Barítono)
06:21 - Küsse gab sie uns und Reben (Coral)
07:44 - Froh, froh, wie seine Sonnen (Tenor)
08:16 - Laufet, Brüder eure Bahn! (Tenor e Coral)
10:28 - Freude, Schöner Götterfunken (Parte mais conhecida) (Coral)
11:19 - Seid umschlungen, Millionen! (Coral)
13:18 - Ihr stürzt nieder, Millionen? (Coral)
14:31 - Über Sternen muss er wohnen (Coral)
14:49 - Fuga Dupla - Freude, Schöner Götterfunken, Seid umschlungen, Millionen (Coral)
16:08 - Ihr stürzt nieder, Millionen?
16:55 - Freude, Tochter aus Elysium (Soprano, Mezzo-Soprano, Tenor, Barítono)
17:24 - Deine Zauber, Deine Zauber (Coral)
18:09 - Alle Menchen werden Brüder (Soprano, Mezzo-Soprano, Tenor e Barítono)
19:13 - Seid umschlungen, Millionen, Diesen Kuss der ganzen Welt! - Final (Coral)


existem tantas histórias, dizem que Beethoven estava menosprezado quando apresentou esta peça. como era uma pessoa intratável - já havia acumulado alguns inimigos -, estava alguns anos inativo (em público) e completamente surdo. talvez, parte da audiência foi até o concerto para ver seu retumbante fracasso. então, ele lhes apresenta essa música, uma das mais belas já escritas. se eu pudesse retornar a algum momento da história... ah! queria estar naquele auditório!

Uma conversa que sai do óbvio

Miguel Nicolelis e José Kobori


De um lado, mercado, investimentos, números e decisões. Do outro, ciência, inovação, humanidade e futuro.

"O cérebro é um camaleão. Ele fala: Ok, você vai ficar imerso na lógica digital... eu vou me comportar como um sistema digital, vou começar a destruir tudo aquilo que existe entre 0 e 1, ou seja, empatia, solidariedade, altruísmo, tudo que não é computável entre 0 e 1."








Capitulos:
02:47 - O livro "Nada Mais Será Como Antes" de Miguel Nicolelis
10:06 - A Bolha Financeira e a Diluição do Poder de Compra
1:00:40 - O Impacto da Tecnologia e a Perda de Habilidades Humanas
1:07:59 - A Relação entre Emoção e Razão no Cérebro Humano
1:23:10 - Reflexões sobre Capitalismo, Socialismo e o Futuro
1:58:37 - O Retorno do Livro Físico e o Otimismo na Espécie Humana
2:04:30 - A Censura no Mercado Literário Americano e a Relevância do Debate
2:35:07 - Reforma do Sistema Educacional Brasileiro

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Uma conversa que sai do óbvio /