domingo, 12 de abril de 2026

Conseguem escolher... I Will Always Love You

Grandes Cantoras


- "Eu Sempre Vou Te Amar" é uma canção escrita e originalmente gravada em 1973 pela cantora e compositora americana Dolly Parton. Escrito como uma despedida de seu sócio e mentor Porter Wagoner, expressando a decisão de Parton de seguir carreira solo, o single country foi lançado em 1974. A música foi um sucesso comercial para Parton, alcançando duas vezes o topo da parada Billboard Hot Country Songs dos EUA: primeiro em junho de 1974, depois novamente em outubro de 1982, com uma regravação para a trilha sonora de The Best Little Whorehouse in Texas. -


Dolly Parton 



... um sussurro de amor ao seu ouvido


Whitney Houston




... como uma declaração para o mundo


Christina Aguilera





Jennifer Hudson -





e tem essa garotinha...

Ariana Grande cantando I Will Always Love You





Mercedes Jones/Amber Riley.
Gleen: 3/13




Se eu ficasse
If I should stay
Eu só te atrapalharia
I would only be in your way
Então eu vou embora, mas eu sei
So I will go, but I know
Que pensarei em você em cada passo do caminho
I'll think of you every step of the way

E eu sempre vou te amar
And I will always love you
Eu sempre vou te amar
I will always love you
Você, meu querido, você
You, my darling, you

Lembranças agridoces
Bittersweet memories
Isso é tudo que estou levando comigo
That is all I'm taking with me
Então adeus, por favor, não chore
So goodbye, please, don't cry
Nós dois sabemos que eu não sou o que você, você precisa
We both know I'm not what you, you need

E eu sempre vou te amar
And I will always love you
Eu sempre vou te amar, ah
I will always love you, oh

Eu espero que a vida te trate bem
I hope life treats you kind
E eu espero que você tenha tudo o que você sonhou
And I hope you'll have all you've dreamed of
E eu te desejo alegria e felicidade
And I wished you joy and happiness
Mas acima de tudo, te desejo amor
But above all this, I wish you love

E eu sempre vou te amar
And I will always love you
Eu sempre vou te amar
I will always love you
Eu sempre vou te amar
I will always love you
Eu sempre vou te amar
I will always love you
Eu sempre vou te amar
I will always love you
Eu, eu sempre vou te amar, você
I, I will always love you, you

Querido, eu amo você
Darling, I love you
E sempre irei, e sempre irei amar você
I'll always, I'll always love you


Porter Wagoner & Dolly Parton 
- If Tearsdrops Were Pennies (1973)





I will always love you: A História da música de Dolly Parton



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I Will Always Love You

Edgar Allan Poe - Contos: O Escaravelho de Ouro(c)

Edgar Allan Poe - Contos


O Escaravelho de Ouro
Título original: The Gold-Bug 
Publicado em 1842  

continuando...

      Quando nova, a tulipeira, ou liriodendron tulipiperum, a mais magnífica espécie das florestas americanas, tem um tronco singularmente liso e muitas vezes de uma grande altura, sem deitar ramos laterais; mas quando chega à maturidade, a casca torna-se rugosa e desigual e aparecem imensos rebentos de ramos. Por isso a escalada, no caso atual, era muito mais difícil na aparência do que na realidade. Enlaçando o melhor possível o enorme cilindro com os braços e os joelhos, e segurando com as mãos alguns dos rebentos, apoiando os pés descalços nos outros, Júpiter depois de ter escorregado uma ou duas vezes, içou se a custo até ao primeiro ramo e pareceu daí em diante encarar a tarefa como eficazmente realizada. Com efeito, o risco principal da empresa desapareceu, se bem que o valente negro se encontrasse a setenta pés do solo. 

— Para que lado é preciso que eu vá agora, massa Will? — perguntou-lhe. 
— Segue sempre o ramo mais grosso, o deste lado — disse Legrand. 

     O negro obedeceu-lhe prontamente, e, sem mostrar demasiada dificuldade, subiu, subiu sempre mais alto até que por fim o vulto forte que trepava desapareceu na espessura da folhagem e ficou por completo invisível. Então, a sua voz ouviu-se ao longe. Ele gritava: 

— Até onde é preciso subir ainda? 
— A que altura estás? — perguntou Legrand. 
— Tão alto, tão alto — respondeu o negro — que posso ver o céu através do cimo da árvore. 
— Não te importes com o céu, presta atenção ao que te digo. Vê o tronco e conta os ramos abaixo de ti, desse lado. Quantos ramos passaste? 
— Um, dois, três, quatro, cinco. Passei cinco ramos grossos, massa, deste lado daqui. 
— Então sobe mais um ramo.

     Passados alguns minutos, ouviu-se de novo a sua voz. Ele informava-o que havia atingido o sétimo ramo. 

— Agora, Júpiter — gritou Legrand, num estado evidente de agitação — é preciso que encontres o meio de avançares por cima desse ramo, tão longe quanto puderes. Se vires qualquer coisa de extraordinário nesse ramo, dir-me-ás.

     Desde então, algumas dúvidas que tinha tentado manter a respeito da demência do meu pobre amigo desapareceram completamente. Não podia já considerá-lo como tido por alienado mental e comecei a inquietar-me seriamente com a maneira de o levar para casa.

     Enquanto meditava sobre o que seria melhor, de novo se ouviu a voz de Júpiter: 

— Tenho medo de me encontrar um pouco mais longe neste ramo; é um ramo seco a quase todo o comprimento. 
— Júpiter, dizes que é um ramo morto? — gritou Legrand com uma voz trémula pela emoção. 
— Sim, massa, morto como o meu avô. Está completamente seco. 
— Valha-me Deus, que hei de fazer? — perguntou Legrand, que parecia verdadeiramente desesperado. — O que fazer? — disse-lhe, satisfeito por ter ocasião para dizer uma palavra razoável. — Volte para casa e vamo-nos deitar. Vamos, venha! Seja gentil, meu amigo. Faz-se tarde e, depois, recorde-se da sua promessa. 
— Júpiter — gritou Legrand, sem me ouvir sequer — ouves-me? 
— Sim, massa Will, ouço-o perfeitamente. 
— Corta, portanto, a madeira com a tua faca e diz-me se a encontras muito apodrecida. 
— Apodrecida, massa, bastante apodrecida — respondeu em seguida — mas não tão apodrecida como o meu avô. Poderia aventurar-me um pouco mais pelo ramo, mas sozinho. 
— Sozinho! O que queres dizer? 
— Quero falar do escaravelho. É bastante pesado. Se eu o deixasse primeiro, o ramo aguentaria bem, sem partir, só o peso de um negro. 
— Grande patife! — gritou Legrand que tinha um aspecto bastante aliviado. — Que tolices dizes dai? Se deixas cair o inseto, torço-te o pescoço. Presta atenção a isto, Júpiter. Ouves-me, não é verdade? 
— Sim, massa, não vale tratar assim um pobre negro. 
— Pois bem, escuta-me! Se te aventurares sobre o ramo tão longe que possas fazê-lo sem perigo e sem deixares cair o escaravelho, dar-te-ei de presente um dólar de prata, logo que desças. 
— Eu vou lá, massa Will. Já cá estou — respondeu o negro — estou quase na ponta. 
— Na ponta! — gritou Legrand, mais serenamente. — Queres dizer que estás na ponta do ramo? 
— Estarei em breve na ponta, massa; oh!, oh!, oh! Senhor Deus! Misericórdia! O que é que há em cima da árvore? 
— Pois bem — gritou Legrand no auge da alegria — o que é que há? 
— Eh! Apenas uma caveira; alguém que deixou a cabeça em cima da árvore e os corvos debicaram a carne toda. 
— Um crânio, dizes? Muito bem! Como está agarrado ao ramo? O que é que o segura? 
— Oh!, está bem preso. Mas é preciso ver... Ah!, é uma coisa curiosa, palavra! A caveira tem um prego grosso que a segura à árvore. 
— Bem!, agora, Júpiter, faz exatamente o que vou dizer-te. Ouves-me? 
— Sim, massa
— Presta muita atenção! Procura o olho esquerdo da caveira. 
— Oh!, oh! Vejam que estranho! Não tem vestígios do olho esquerdo. 
— Maldita estupidez! Sabes distinguir a tua mão direita da tua mão esquerda? 
— Sim, sei, eu sei tudo isso, mas a mão esquerda é aquela com que racho a lenha. 
— Sem dúvida, tu és canhoto; e o teu olho esquerdo está no mesmo lado que a tua mão esquerda. Agora, suponho que poderás encontrar o olho esquerdo da caveira, ou o lugar onde estava o olho esquerdo. Encontraste?

     Seguiu-se um longo silêncio; por fim o negro perguntou: 

— O olho esquerdo da caveira está do mesmo lado que a mão esquerda da caveira? Mas a caveira não tem mãos! Isso não interessa nada! Já encontrei o olho esquerdo, está aqui o olho esquerdo! O que é preciso fazer agora? 
— Deixa passar o escaravelho através dele, tão longe quanto possa ir o cordel. Mas toma bem nota de soltar a ponta do cordel quando chegar ao fim. 
— Já fiz isso, massa Will. É fácil fazer passar o escaravelho pelo buraco. Olhe, veja-o descer.

     Enquanto durou este diálogo, o corpo de Júpiter ficou invisível, mas o inseto que ele deixou passar aparecia agora na ponta do cordel e brilhava como uma bola de ouro polido pelos últimos raios do Sol poente, dos quais alguns iluminavam fracamente o ponto elevado em que estávamos colocados. O escaravelho, ao descer, emergia dos ramos, e se Júpiter o tivesse soltado imediatamente, teria caído aos nossos pés. Legrand pegou prontamente na foice, abriu um espaço circular de três ou quatro jardas de diâmetro, precisamente por baixo do inseto e, ao acabar esta tarefa, ordenou a Júpiter que soltasse o cordel e descesse da árvore.
     Com um escrupuloso cuidado, o meu amigo enterrou na terra uma cavilha, no sítio preciso onde o escaravelho caíra, e tirou do seu bolso uma fita métrica. Atou-a por uma ponta no sítio do tronco da árvore que estava mais perto da cavilha, desenrolou-a até à cavilha, e continuou assim a desenrolar na direção dada pelos dois pontos — a cavilha e o tronco — até à distância de cinquenta pés. Entretanto, Júpiter cortava com a foice as silvas em redor. No ponto assim achado, Legrand enterrou uma segunda cavilha, que tomou como centro, e em volta da qual descreveu grosseiramente um círculo de cerca de quatro pés de diâmetro.
     Pegou então numa pá, deu uma a Júpiter e outra a mim, e pediu-nos para cavar tão depressa quanto possível. Para falar francamente, nunca tivera muito gosto por semelhante distração, e no caso presente passaria bem sem isso porque a noite avançava e sentia-me razoavelmente fatigado pelo exercício que já fizera. Mas não via forma alguma de me esquivar e temia perturbar com a minha recusa a prodigiosa serenidade do meu pobre amigo. Se pudesse contar com a ajuda de Júpiter, não teria hesitado em levar à força o nosso doido para casa dele, mas eu conhecia muitíssimo bem o caráter do velho negro para esperar o seu auxílio no caso de uma luta corpo a corpo com o patrão e não importa em que circunstâncias. Não duvidava que Legrand tivesse o cérebro sugestionado por alguma das inumeráveis superstições do Sul, relativas aos tesouros escondidos e que esta ideia fosse confirmada pelo achado do escaravelho, ou talvez mesmo pela obstinação de Júpiter em afirmar que era um escaravelho de ouro autêntico. Um espírito desequilibrado podia muito bem deixar-se arrastar por semelhantes sugestões, sobretudo quando elas concordam com as suas ideias favoritas preconcebidas; depois recordava-me do discurso do pobre rapaz relativo ao escaravelho, indício da sua fortuna! Acima de tudo, estava cruelmente atormentado e embaraçado; mas, enfim, resolvi fazer das tripas coração e cavar de boa vontade, o mais depressa possível, para convencer o meu visionário o mais depressa possível, de uma maneira palpável, da inutilidade dos seus sonhos.
     Acendemos lanternas e cumprimos a nossa tarefa com um zelo digno de uma causa mais louvável e, enquanto a luz incidia sobre as nossas pessoas e a ferramenta, não pude deixar de pensar que compúnhamos um grupo verdadeiramente pitoresco, e que se algum intruso fosse parar por acaso junto de nós, julgaria que estávamos a fazer um trabalho bem estranho e suspeito.
     Nós cavámos sem descanso durante duas horas. Falávamos pouco. O nosso principal embaraço era causado pelos uivos do cão que tomava um interesse cada vez maior pelos nossos trabalhos. Com o decorrer do tempo, tornou-se de tal forma turbulento que receámos que ele alertasse alguns malfeitores — ou antes, era a grande preocupação de Legrand — porque no que me dizia respeito, eu ficaria regozijado com qualquer interrupção que me teria permitido levar o meu amigo para casa.
     Por fim, o estrondo foi sufocado, graças a Júpiter que se lançou para fora do buraco com um ar furioso; decidido, apertou as mandíbulas do animal com um dos seus suspensórios e depois voltou ao trabalho com um risinho de triunfo.

continua na página 424...
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Edgar Allan Poe
CONTOS
Originalmente publicados entre 1831 e 1849
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Edgar Allan Poe (nascido Edgar Poe; Boston, Massachusetts, Estados Unidos, 19 de Janeiro de 1809 — Baltimore, Maryland, Estados Unidos, 7 de Outubro de 1849) foi um autor, poeta, editor e crítico literário estadunidense, integrante do movimento romântico estadunidense. Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos e é geralmente considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por sua contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Ele foi o primeiro escritor americano conhecido por tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difíceis.
Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele frequentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado. Depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).
Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova Iorque. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn (posteriormente renomeado para The Stylus), porém, em 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, morreu antes que pudesse ser produzido. A causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.
Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.

Café Colonial: Quão profundo é o seu amor

How Deep Is Your Love

Bee Gees

ah! essas abelhas poetas harmoniosas...







Conheço seus olhos no Sol da manhã
I  know your eyes in the morning Sun
Sinto você me tocar na tempestade
I feel you touch me in the pouring rain
E no momento que você vagueia pra longe de mim
And the moment that you wander far from me
Eu quero sentir você em meus braços novamente
I wanna feel you in my arms again

E você vem a mim numa brisa de verão
And you come to me on a summer breeze
Me mantém aquecido com o seu amor, depois suavemente parte
Keep me warm in your love, then you softly leave
E é para mim que você precisa mostrar
And it's me you need to show

Quão profundo é seu amor
How deep is your love
Quão profundo é seu amor, quão profundo é seu amor?
How deep is your love, how deep is your love?
Eu realmente quero saber
I really mean to learn
Porque nós vivemos num mundo de insensatos
'Cause we're living in a world of fools
Nos rebaixando
Breaking us down
Quando deveriam nos deixar ser
When they all should let us be
Nós pertencemos um ao outro
We belong to you and me

Eu acredito em você
I believe in you
Você conhece a porta para minha alma
You know the door to my very soul
Você é a luz em minhas horas mais escuras e profundas
You're the light in my deepest, darkest hour
Você é minha salvação quando eu caio
You're my saviour when I fall

E você pode pensar que eu não me importo com você
And you may not think that I care for you
Quando sabe bem no fundo que eu realmente me importo
When you know down inside that I really do
E é para mim que você precisa mostrar
And it's me you need to show

Quão profundo é seu amor
How deep is your love
Quão profundo é seu amor, quão profundo é seu amor?
How deep is your love, how deep is your love?
Eu realmente quero saber
I really mean to learn
Porque nós vivemos num mundo de insensatos
'Cause we're living in a world of fools
Nos rebaixando
Breaking us down
Quando deveriam nos deixar ser
When they all should let us be
Nós pertencemos um ao outro
We belong to you and me


Da da da da daDa da da da
Da da da da, da da da da da
Da da da da da da da da da
Da da da da daDa da da da


E você vem a mim numa brisa de verão
And you come to me on a summer breeze
Me mantém aquecido com o seu amor, depois suavemente parte
Keep me warm in your love and then you softly leave
E é para mim que você precisa mostrar
And it's me you need to show

Quão profundo é seu amor
How deep is your love
Quão profundo é seu amor, quão profundo é seu amor?
How deep is your love, how deep is your love?
Eu realmente quero saber
I really mean to learn
Porque nós vivemos num mundo de insensatos
'Cause we're living in a world of fools
Nos rebaixando
Breaking us down
Quando deveriam nos deixar ser
When they all should let us be
Nós pertencemos um ao outro
We belong to you and me


Da da da da da
Da da da da da


Quão profundo é seu amor, quão profundo é seu amor?
How deep is your love, how deep is your love?
Eu realmente quero saber
I really mean to learn
Porque nós vivemos num mundo de insensatos
'Cause we're living in a world of fools
Nos rebaixando
Breaking us down
Quando deveriam nos deixar ser
When they all should let us be
Nós pertencemos um ao outro
We belong to you and me


Da da da da da
Da da da da da


Quão profundo é seu amor, quão profundo é seu amor?
How deep is your love, how deep is your love?
Eu realmente quero saber
I really mean to learn
Porque nós vivemos num mundo de insensatos
'Cause we're living in a world of fools
Nos rebaixando
Breaking us down
Quando deveriam nos deixar ser
When they all should let us be



Barry Gibb 
| O último Bee Gee 
| Sunday Night (DUBLADO)



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Mais café colonial...
I Will Always Love You / How Deep Is Your Love /   

sábado, 11 de abril de 2026

Você sabia... Ponto e vírgula (;)

Lara Brenner


PONTO E VÍRGULA 

A forma correta de usar PONTO E VÍRGULA em seus textos.
 
Como usar ponto e vírgula? Para que ele serve, afinal? 
Vamos falar hoje sobre algumas regras envolvendo essa pontuação esquecida ou desconhecida por muitos; descubra quando usar PONTO E VÍRGULA e veja exemplos práticos para entender melhor a forma correta de empregá-lo em seus textos (será que usei corretamente?).

Moby Dick: 56 - Das representações menos errôneas de baleias

Moby Dick

Herman Melville

56 - Das representações menos errôneas de baleias e representações genuínas de cenas da pesca baleeira
 
     A propósito das representações monstruosas de baleias, estou aqui fortemente tentado a contar histórias ainda mais monstruosas sobre aquelas que se encontram em certos livros, antigos e modernos, sobretudo em Plínio, Purchas, Hackluyt, Harris, Cuvier, &c. Mas deixarei tal assunto de parte.
     Sei de apenas quatro esboços publicados do grande Cachalote; de Colnett, de Huggins, de Frederick Cuvier e de Beale. No capítulo anterior, os de Colnett e de Cuvier foram mencionados. O de Huggins é muito melhor que o deles; mas, de longe, o de Beale é o melhor de todos. Todos os desenhos de Beale desta baleia são bons, exceto a figura do meio na figura das três baleias em várias posições, que abre o segundo capítulo. O frontispício, botes atacando Cachalotes, sem dúvida calculado para provocar o ceticismo civilizado de certos cavalheiros, é admiravelmente preciso e natural no seu efeito geral. Alguns desenhos de Cachalotes de J. Ross Browne são bastante corretos quanto aos contornos; mas muito mal gravados. Mas isso não é por culpa dele.
     Da Baleia Franca, os melhores esboços estão em Scoresby, mas foram desenhados numa escala pequena demais para oferecer uma impressão satisfatória. Ele tem apenas uma representação de uma cena de pesca baleeira, e isso é uma deficiência grave, pois é apenas por essas representações, quando são bem feitas, que se pode ter uma ideia verdadeira da baleia viva tal como os seus caçadores a veem.
     Mas, tomadas em conjunto, não há dúvida de que as mais belas representações de baleias e de cenas de pesca baleeira, embora não sejam as mais corretas em alguns detalhes, são duas grandes gravuras francesas, bem executadas e tiradas das pinturas de um certo Garneray. Representam, respectivamente, assaltos ao Cachalote e à Baleia Franca. Na primeira gravura, um nobre Cachalote é retratado em plena majestade de sua força, quando surge, embaixo do bote, das profundezas do oceano, carregando para o alto, no seu dorso, os tremendos destroços de tábuas arrebentadas. A proa do bote está parcialmente intacta, e é representada equilibrando-se sobre a espinha do monstro; e de pé nessa proa, apenas nesse lampejo do tempo único e imensurável, vê-se um remador, semiencoberto pelo sopro fervente da baleia, preparando-se para saltar, como que de um precipício. O movimento de toda a cena é maravilhosamente belo e verdadeiro. A selha da ostaxa pela metade flutua no mar embranquecido; as hastes de madeira dos arpões atirados surgem obliquamente em meio às águas; as cabeças dos homens da tripulação dispersas, nadando ao redor da baleia, mostram expressões de terror, enquanto na distância negra e tempestuosa se vê o navio adernar na cena. Alguns erros crassos podem ser vistos nos detalhes anatômicos dessa baleia, mas deixemos estar; pois, ainda que disso dependesse a minha própria vida, eu jamais poderia fazer um desenho tão bom.
     Na segunda gravura, o bote prepara-se para abordar o flanco coberto de cracas de uma enorme Baleia Franca em movimento, que faz rolar a sua massa negra incrustada de algas pelo oceano, tal como um deslizamento de pedras musgosas nos penhascos da Patagônia. Seus jatos são verticais, densos e negros como a fuligem; assim que, ao ver uma fumaça assim abundante na chaminé, poder-se-ia pensar que havia, nas volumosas entranhas abaixo, uma farta ceia sendo preparada. Aves marinhas bicam pequenos caranguejos, mariscos e outras guloseimas e macarrões marinhos, que a Baleia Franca por vezes carrega em seu dorso pestilento. E o tempo todo o Leviatã de lábios espessos avança pelas profundezas, deixando em seu rastro toneladas de um tumulto de coágulos brancos e balançando o bote esquálido nas ondas, como um esquife pego pelas pás de um barco a vapor oceânico. Assim, o primeiro plano é todo uma comoção furiosa, mas no segundo plano, num admirável contraste artístico, veem-se a superfície vítrea de um mar acalmado, as velas abandonadas e pensas do navio exangue e a massa inerte de uma baleia morta, uma fortaleza conquistada, com a bandeira da captura indolentemente desfraldada no mastro enfiado no buraco do sopro.
     Não sei quem é, nem quem foi o pintor Garneray. Mas aposto que era versado na prática de seu tema, ou foi maravilhosamente instruído por algum experiente baleeiro. Os Franceses são mestres na pintura de ação. Observem todas as pinturas da Europa: onde se encontra uma galeria assim, de viva comoção e respirando sobre tela, como nos triunfais corredores de Versalhes; onde o espectador, perplexo, luta para atravessar por entre consecutivas batalhas da França; onde cada espada parece uma cintilação da Aurora Boreal, e os sucessivos reis e Imperadores com as suas armas avançam, como uma carga de centauros coroados? Não inteiramente indignos de um lugar naquela galeria, são essas cenas de batalhas navais de Garneray.
     A aptidão natural dos Franceses para apreender o lado pitoresco das coisas parece estar manifesta, em especial, nas pinturas e gravuras que fizeram de suas cenas de pesca baleeira. Sem um décimo da experiência de pesca dos Ingleses, e nem um milésimo da experiência dos Norte-Americanos, não obstante, forneceram aos dois países os únicos desenhos completos e capazes de transmitir o verdadeiro espírito da caça à baleia. Na sua maior parte, os desenhistas de baleias Ingleses e Norte-Americanos parecem contentar-se plenamente ao apresentar um esboço mecânico das coisas, como o contorno vazio de uma baleia; o que, em termos de efeitos pitorescos, é equivalente a fazer um esboço do contorno de uma pirâmide. Mesmo Scoresby, o renomado caçador de Baleias Francas, depois de nos dar um retrato do corpo estirado de uma Baleia da Groenlândia, e três ou quatro delicadas miniaturas de narvais e marsopas, apresenta uma série de gravuras clássicas de ganchos de botes, facas de esquartejar e fateixas; e, com a diligência microscópica de um Leuwenhoeck, submete à inspeção do mundo trêmulo noventa e seis fac-símiles ampliados de cristais de neve do Ártico. Não pretendo vilipendiar o excelente viajante (respeito-o como veterano), mas, num assunto de tal importância, por certo foi um lapso não ter procurado uma declaração de autenticidade de todos os cristais junto a um juiz de paz da Groenlândia.
     Além das belas gravuras de Garneray, há outras duas gravuras Francesas dignas de nota, de uma pessoa que assina “H. Durand”. Uma delas, ainda que não exatamente adequada ao nosso propósito atual, merece no entanto ser mencionada por outros motivos. É uma cena vespertina tranquila entre as ilhas do Pacífico; um baleeiro Francês ancorado na praia, em plena calmaria, abastece lentamente o navio com água; as velas frouxas do navio e as folhas compridas das palmeiras ao fundo pendem no ar sem brisa. O efeito é muito bonito, considerando-se o fato de apresentar os audazes pescadores sob um dos seus raros aspectos de descanso oriental. A outra gravura é algo bastante diverso: o navio parado em mar aberto, no próprio cerne da vida leviatânica, ao lado de uma Baleia Franca; a embarcação (no ato de se interpor) atraca-se ao monstro como se fosse um cais; e um bote, afastando-se rapidamente da cena da ação, vai dar caça às baleias distantes. Os arpões e lanças estão apontados; três remadores colocam o mastro em seu buraco; enquanto, devido a um movimento súbito do mar, o pequeno bote ergue a proa para fora da água, como um cavalo empinado. Do navio, o vapor dos tormentos da baleia sobe como a fumaça sobre uma aldeia de ferreiros; e, a barlavento, uma nuvem negra, surgindo com promessas de chuvas e trovoadas, parece apressar a atividade dos marinheiros exaltados.

Continua na página 259...
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Leia também:
Moby Dick: Etimologia, Excertos, Citações / Moby Dick: 1  - Miragens
55 - Das representações monstruosas de baleias / 56 - Das representações menos errôneas de baleias /          
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Moby Dick é um romance do escritor estadunidense Herman Melvillesobre um cachalote (grande animal marinho) de cor branca que foi perseguido, e mesmo ferido várias vezes por baleeiros, conseguiu se defender e destruí-los, nas aventuras narradas pelo marinheiro Ishmael junto com o Capitão Ahab e o primeiro imediato Starbuck a bordo do baleeiro Pequod. Originalmente foi publicado em três fascículos com o título "Moby-Dick, A Baleia" em Londres e em Nova York em 1851.
O livro foi revolucionário para a época, com descrições intrincadas e imaginativas do personagem-narrador, suas reflexões pessoais e grandes trechos de não-ficção, sobre variados assuntos, como baleias, métodos de caça a elas, arpões, a cor do animal, detalhes sobre as embarcações, funcionamentos e armazenamento de produtos extraídos das baleias. O romance foi inspirado no naufrágio do navio Essex, comandado pelo capitão George Pollard, que perseguiu teimosamente uma baleia e ao tentar destruí-la, afundou. Outra fonte de inspiração foi o cachalote albino Mocha Dick, supostamente morta na década de 1830 ao largo da ilha chilena de Mocha, que se defendia dos navios que a perturbavam. A obra foi inicialmente mal recebida pelos críticos, assim como pelo público por ser a visão unicamente destrutiva do ser humano contra os seres marinhos. O sabor da amarga aventura e o quanto o homem pode ser mortal por razões tolas como o instinto animal, sendo capaz de criar seus fantasmas justamente por sua pretensão e soberba, pode valer a leitura.

E você com o quê se identifica?