Homero
Tradução: Carlos Alberto Nunes
Canto II - Sonho, teste e beócia ou o catálogo das naus
“Zeus persiste na sua promessa a Tétis e envia um Sonho enganoso a Agamémnone de que este conquistaria Troia. Agamémnone faz um teste com seus homens e os manda voltar para casa. Atena, enviada por Hera, inspira Odisseu a incitar os homens junto a Nestor para que eles se preparem para a batalha. Enumeração das naus e chefes dos Gregos e dos Troianos.”
.continuando...
que das canções se esquecesse e, também, de pulsar o instrumento:
pelo Gerênio Nestor, domador de cavalos, trazidos,
esses, ao todo, perfazem noventa navios bojudos.
Os que na Arcádia moravam, nas faldas do monte Cilena,
perto da campa de Epítio, guerreiro de prol todos eles;
os de Feneu e de Orcómeno, zona em rebanhos mui rica,
os de Estratia e de Ripa, bem como os de Enispa ventosa,
de Mantineia formosa os guerreiros, da fértil Tegeia,
os moradores de Estínfalo e quantos Parrásio habitavam,
sob o comando do filho de Anceu, Agapénor, chegaram
em naus sessenta. Pejadas se achavam de ousados guerreiros,
homens da Arcádia eles todos, famosos no ofício da guerra.
O poderoso Agamémnone, chefe de heróis, lhes cedera
naus resistentes, que por sobre o mar cor de vinho trouxessem,
pois ignoravam, de todo, os problemas das lidas marinhas.
Os de Buprásio, os guerreiros que na Élide sacra habitavam,
desde a cidade de Hirmine até a sede postrema de Mírsino,
que a pétrea Olênia limita, bem como a cidade de Alísio,
com quatro chefes chegaram. Cada um conduzia dez naves
de veloz curso, equipados com muitos Epeios famosos.
Uns, o comando recebem de Anfímaco e Tálpio; este, filho
de Eurito, o grande; de Ctéato, aquele; ambos de Áctor nasceram.
Diores, o filho do forte Amarinco, outro grupo comanda.
O quarto, alfim, traz Políxeno, o herói de presença divina,
filho de Agástenes, rei que de Áugias possante descende.
Os de Dulíquio habitantes e os homens das sacras Equínades,
ilhas que se acham mui longe no mar, defrontando com a Élide,
vêm por Megete mandados, no porte semelho a Ares forte,
que de Fileu picador descendia, querido dos deuses,
o qual, brigado com o pai, em Dulíquio assentou o palácio:
esses, perfazem quarenta navios de casco anegrado.
Os Cefalênios magnânimos traz Odisseu astucioso,
de Ítaca os homens, também, e os de Nérito, monte frondoso,
de Crocileia os guerreiros, bem como os da pétrea Egilipe,
os de Zacinto habitantes, de Samo e de seus arredores,
do continente, e os que pastos possuem na terra fronteira:
trá-los o divo Odisseu, no saber só a Zeus comparável:
doze navios de casco vermelho ao seu mando obedecem.
Toante, de Andrêmone filho, os guerreiros da Etólia comanda,
que nas cidades moravam de Oleno. Pilene e Pleurona,
em Calidona fragosa e onde Cálcide as ondas refletem.
Visto já terem morrido os dois filhos de Eneu de alma grande,
é o próprio Eneu, como o louro Meléagro, no Hades se acharem,
fora-lhe dado o comando de todos os homens da Etólia:
esses perfazem quarenta navios de casco anegrado.
Idomeneu, de hasta invicta, nos homens de Creta imperava,
que demoravam em Cnosso e em Gortina cingida por muros,
Licto, Mileto e Licasto de solo calcário brilhante,
em Rítio e Festo, também, ambas elas de aspecto magnífico,
e outras das cem povoações que pela Ilha de Creta se encontram.
Idomeneu, de hasta invicta, o comando sobre estes exerce
como Meríones forte, igual a Ares Eniálio homicida:
esses, oitenta navios de negro costado equipavam.
O valoroso e membrudo Tlepólemo, de Héracles filho,
nove navios comanda, pejados de Ródios pugnazes.
Rodes era a ilha de origem, em três povoações dividida:
Lindo, uma delas; Ialiso; e a terceira, Camiro fulgente.
Nestes, o mando exercia Tlepólemo, de hasta invencível,
filho da bela Astioqueia, que de Héracles forte o gerara,
que a trouxe de Éfira, sita na margem do rio Seloente,
quando destruiu numerosas cidades de heróis distinguidos.
Pós ter crescido Tlepólemo dentro da casa bem-feita,
a morte ao tio materno do pai, a Licímnio, deu ele,
que já alcançara a velhice e era de Ares aluno preclaro.
Sem perder tempo, equipou várias naus, reuniu muita gente,
para, desta arte, escapar, que o ameaçavam os filhos e netos
de Héracles forte, de peito leonino, se acaso o encontrassem.
Pós trabalhosa viagem, consegue chegar até Rodes.
Três povoações fundou logo, segundo as famílias, benquistas
todas de Zeus, que dos deuses o império detém e dos homens.
Fez-lhes chover abundantes riquezas o filho de Crono.
Trouxe Nireu da cidade de Sime três naves simétricas.
De ser nascido de Aglaia, Nireu se orgulhava, e de Cáropo.
Era Nireu o mais belo, debaixo dos muros de Troia,
entre os do exército Acaio, se excluirmos o grande Pelida;
mas era imbele; bem poucos heróis perfaziam-lhe o séquito.
Os de Nisiro habitantes, de Crápato e Caso, bem como
os da cidade de Eurípilo, Cós, da ilha bela Calidna,
vieram trazidos por Ántifo e Fídipo, filhos de Téssalo,
rei poderoso e valente, que de Héracles forte nascera:
estes, em trinta navios dispostos em fila, embarcaram.
Ora, menção seja feita dos de Argos Pelasga habitantes,
dos do Alo e Alope, de Ftia, e de quantos Trequina cultivam,
bem como os da Hélade, célebre pelas mulheres formosas,
como Mirmídones todos nomeados, Helenos e Aquivos:
destes, cinquenta navios Aquiles herói conduzira.
Mas deslembrados agora se achavam dos prélios horríssonos,
pois careciam de chefe que a todos guiasse às batalhas.
O divo Aquiles, de céleres pés, junto às naves estava,
a suspirar pela filha de Brises, de belas madeixas,
que de Lirnesso, com grande trabalho, trouxera cativa,
quando a cidade destruiu e as muralhas altivas de Tebas,
e de Minete e de Epístrofo a doce existência tirara,
filhos de Evénor, o rei por Selépio famoso gerado.
Ela o tornara inativo, mas breve haveria de alçar-se.
Os moradores de Fílace e Píraso, terra de flores,
sacra a Deméter, de Itone que nutre rebanhos de ovelhas,
os da marítima Antrona e os de Ptéleo de prados vistosos,
Protesilau, quando vivo, o notável herói, comandava.
A terra negra, porém, já acolhera em seu meio o guerreiro.
Ambas as faces, em Fílace, a esposa a arranhar deixou ele
e, inacabado, o palácio; matou-o um guerreiro Dardânio,
quando saltou do navio muito antes dos outros Acaios.
Ainda que o chefe chorassem, sem guia os heróis não se achavam,
pois instrução de Podarces lhes vinha, discípulo de Ares,
de Íficlo filho, nascido de Fílaco, chefe opulento,
que era legítimo irmão do magnânimo Protesilau,
mas bem mais moço; nascido primeiro e mais forte era aquele,
Protesilau! grande herói! Entretanto, sem chefe os seus homens
não se encontravam; sua grande virtude, contudo, choravam.
Esses, perfazem quarenta navios de casco anegrado.
Os moradores de Feras, ao lado do lago de Bébide,
os da cidade bem-feita de Iaolco, de Gláfira e Beba,
em onze naus, com Eumelo, nascido de Admeto, chegaram.
Fora sua mãe a divina entre todas as jovens, Alceste,
a mais formosa de quantas nasceram de Pélias guerreiro.
Os que lavravam Metone, bem como os heróis de Taumácia,
de Melibeia, também, e Olizona de chão pedregoso,
por Filoctetes trazidos chegaram, archeiro famoso,
em sete naves, contendo cada uma cinquenta remeiros,
todos dotados de força e habituados ao tiro com o arco.
Ele, entretanto, ficara a sofrer indizíveis tormentos
na Ilha de Lemno divina, onde o haviam deixado os Acaios
vítima de úlcera feita por dente de serpe nociva.
Lá se encontrava, a gemer; mas em breve, ao redor de seus barcos,
de Filoctetes haviam lembrar-se os Aquivos guerreiros.
Ainda que o chefe chorassem, sem guia os heróis não se achavam,
pois de Medonte, bastardo de Oileu, instrução recebiam,
devastador de cidades, que o teve de Rena formosa.
Os moradores de Trica e de Itome de vários andares,
e os da cidade de Ecália, onde o mando exercia o grande Êurito,
sob o comando dos filhos de Asclépio vieram, Macáone
e Podalírio, ambos médicos e ambos, também, já famosos:
esses, em trinta navios dispostos em fila, embarcaram.
Os da cidade de Ormênia, bem como os de Fonte Hipereia
e os moradores de Astéria e os do cimo do branco Titânio,
trá-lo Eurípilo, o filho preclaro de Evémone excelso:
esses, perfazem quarenta navios de casco anegrado.
Os moradores de Argissa e os guerreiros, também, de Girtone,
bem como os de Orta e de Elone e os da branca cidade de Oloossona,
sob o comando do herói Polípetes intrépido vieram,
filho do grande Pirítoo, de Zeus imortal descendente.
Fora nascido, realmente, da bela e gentil Hipodâmia,
no mesmo dia em que o pai castigara os hirsutos Centauros.
Longe do Pélio os tocou, para o meio dos povos Etícios.
Compartilhava do mando Leonteu, o discípulo de Ares,
neto de Cene magnânimo e filho do grande Corono:
esses, perfazem quarenta navios de casco anegrado.
Em vinte e dois barcos veio Guneu da cidade de Cifo,
com os Eniênios guerreiros e heróis destemidos Perebos;
junto a Dodona moravam, região de muito áspero inverno;
os que morada assentaram nos campos amenos do rio
de Titareso, que ao claro Peneu vai levar suas águas,
sem que, no entanto, se mesclem no curso argentino desse último;
sim, sobrenadam naquele, tal como se de óleo elas fossem,
pois são do Estige um dos braços, o rio da jura terrível.
Prótoo conduz os Magnetas, o filho do forte Tentrédone,
que ao derredor do Peneio e do Pélio frondoso moravam.
Esses, ao mando de Prótoo obedecem, o herói velocíssimo:
todos, quarenta navios de casco anegrado perfazem.
Os condutores dos Dânaos, os chefes supremos, são estes.
Musa, revela-me, agora, qual era o melhor dos guerreiros
que com o Atrida vieram, bem como os mais fortes cavalos.
Entre os corcéis distinguiam-se as éguas de Eumelo, de Feras,
filho de Admeto, velozes tal como se pássaros fossem.
Eram de igual pelo as duas, bem como do mesmo tamanho.
Por Febo Apolo, o frecheiro que vibra o arco argênteo, elas ambas
foram criadas; consigo o terror das batalhas levavam.
Entre os guerreiros, Ajaz Telamônio era o mais distinguido
enquanto Aquiles esteve afastado, o mais forte de todos
e possuidor dos melhores cavalos; em tudo primava.
Mas esse, agora, se achava nas naves recurvas e céleres,
estomagado com o chefe de heróis, o possante Agamémnone,
filho de Atreu. Junto à praia do mar sonoroso seus homens
se divertiam no jogo dos discos, de flechas e lanças.
Junto dos carros de guerra se achavam, também, os cavalos,
que aipo palustre, inativos, pastavam, e o loto gostoso.
Dentro das tendas, cobertos se achavam os carros, enquanto
os heróis todos, sentidos com a ausência do chefe aguerrido,
desorientados vagavam, mas sem combater, pelo campo.
Os outros Dânaos avançam qual fogo que o solo abrasasse.
Tal como a Terra, que geme ao mostrar-se agastado Zeus grande,
que como os raios se apraz, quando em torno a Tifeu a vergasta,
entre os Arimos, local onde se acha Tifeu, é o que dizem:
do mesmo modo estrondava com o peso dos pés o chão todo,
quando os heróis avançavam, cortando, ligeiros, o campo.
Íris, de pés mais velozes que o vento, de Zeus por mandado,
que a égide vibra, aos Troianos baixou com uma triste notícia.
Esses, em frente ao palácio de Príamo estavam reunidos
em assembleia, eles todos, os moços e os velhos da terra.
Íris, de rápidos pés, aproxima-se deles e fala,
tendo imitado as feições de Polites, nascido de Príamo,
que era o atalaia dos Teucros. Confiado nos pés ligeiríssimos,
no alto do túmulo vinha postar-se o velho Esietes,
sempre a espreitar o momento em que os Dânaos das naus se moviam.
Íris, de rápidos pés, sob a forma aludida, lhes fala:
“Como se em paz estivéssemos, velho, te agradam discursos
intermináveis: a guerra, no entanto, nos calca impiedosa.
Certo, em muitíssimas pugnas achado me tenho presente,
mas tais e tantos guerreiros, como esses, jamais tenho visto.
Mais semelhantes à areia do mar ou às folhas das matas,
movem-se todos no plaino, visando a atacar nossos muros.
Por isso, Heitor, recomendo-te agora que faças desta arte:
muitos aliados se encontram na grande cidade de Príamo,
de diferentes países, e línguas de vária estrutura.
Que cada grupo receba instrução de seus guias nativos,
que hão de saber coordená-los e à guerra, depois, conduzi-los.”
Reconheceu, logo, Heitor que provinha de um deus o conselho;
fez dissolver a assembleia: os guerreiros às armas correram;
abrem-se todas as portas, porque se franqueasse a saída,
aos combatentes de pé e aos de carro era imenso o estrupido.
Há na planície uma excelsa coluna, fronteira à cidade,
completamente isolada e visível de todos os lados,
denominada Batieia por todos os homens terrenos,
mas pelos deuses eternos, o túmulo da ágil Mirina.
Lá, se puseram em ordem os Teucros e seus aliados.
Sobre os Troianos Heitor comandava, o herói de elmo ondulante,
filho de Príamo. Muitos guerreiros, dos mais distinguidos,
com ele as armas empunham, de a pugna encetar desejosos.
Sobre os Dardânios o mando exercia o nascido de Anquises
e da divina Afrodite, o guerreiro notável Eneias,
pós haver no Ida selvoso a um mortal uma deusa se unido.
Mas de Antenor os dois filhos, do mando, também, compartilham,
ambos prudentes varões, Acamante e o notável Arquéloco.
Os de Zeleia habitantes, da falda contérmina do Ida,
gente opulenta, que as águas escuras do Esepo bebiam,
sob o comando se achavam de Pândaro, o filho notável
do alto Licáone, o mesmo a quem Febo o arco dera em lembrança.
Os habitantes dos muros de Adresta, os do povo de Apeso,
os de Pitieia e os que moram no monte escarpado de Téria,
ordens cumpriam de Adrasto e de Anfião, de couraça de linho,
ambos de Mérope filhos, o herói de Percote, o mais sábio
dos adivinhos. Opôs-se, em verdade, a que os filhos partissem
para a campanha sangrenta; contudo nenhum quis ouvir-lhe
os bons conselhos, que à lívida Morte o Destino os levava.
Os de Percote e os que as margens do Práctio cuidosos lavravam,
os moradores de Sesto e de Abido, os da Arisba divina,
vieram por Ásio trazidos, o Hirtácida, chefe eminente,
de Hírtaco o filho notável, que veio de Arisba, em carruagem,
desde o Seloente revolto, puxado por fulvos ginetes.
Os valorosos lanceiros Pelasgos Hipótoo comanda,
esses que as casas construíram nos campos da fértil Larissa.
Compartilhava do mando Pileu, de Ares forte discípulo,
filho, também, do Teutâmida Leto, Pelasgo valente.
Píroo e Acamante valentes conduzem os homens da Trácia,
quantos guerreiros demoram nas margens do estuoso Helesponto.
Os heróis Cíconos fortes, Eufemo galhardo chefia,
que de Trezeno provinha, a Zeus caro, nascido de Ceas.
Trouxe de longe, de Amídone, Piracme, os Peônios belazes,
de arcos recurvos, que no Áxio demoram, de curso imponente,
o Áxio, o mais belo dos rios que, ufanos, se alargam na terra.
Os Paflagônios Pilêmenes trouxe, de peito veloso.
Ênetos, sim, da região onde mulas selvagens se criam.
Esses moravam em Cítoro, os campos lavravam de Sésamo,
e do Partênio nas várzeas, magníficas casas construíram,
em Crômnia e Egilo e na celsa Eritina, de solo vermelho.
Os Halizônios, Epístrofo e Odio de longe conduzem,
lá da cidade de Alibe, onde prata em jazidas se encontra.
Os Mísios vieram trazidos por Crômis e o arúspice Enomo,
cujo saber não o livrou de ser presa da lívida Morte;
vítima foi do Pelida de pés velocíssimos, quando
no próprio rio privou da existência a outros muitos Troianos.
Fórcis e Ascânio divino trouxeram da Ascânia longínqua
Frígios guerreiros, que só desejavam entrar em combate.
Ántifo e Mestle guerreiros o mando dos Meônios dividem.
De Talamenes provinham, bem como da ninfa Gigeia.
Esses, os chefes dos Meônios oriundos da fralda do Tmolo.
Nastes os Cários comanda, guerreiros de bárbara língua,
homens de Ftiro e Mileto, região montanhosa e de matas;
os da corrente do Meandro e os dos picos do monte Micale
sob o comando chegaram de Anfímaco e Nastes guerreiros,
Nastes e Anfímaco, os filhos preclaros do grande Momíone.
Veio o primeiro com ouro bastante, qual moça enfeitada.
Tolo! de nada serviu para a Morte o livrar dolorosa
o ouro, que vítima foi, finalmente, do Eácida, quando
no próprio rio o alcançou. Toma as joias Aquiles prudente.
Os Lícios, Glauco sem-par e Sarpédone exímio conduzem
da terra Lícia longínqua, das margens do Xanto revolto.
continua página 114...
_________________
A peste e a ira
Apêndice
Sonho, teste e beócia ou o catálogo das naus
_________________
A Ilíada é um poema épico atribuído a Homero que narra os eventos do último ano da Guerra de Troia, destacando a ira de Aquiles e suas consequências. É considerada uma das obras fundadoras da literatura ocidental, composta por cerca de 15.693 versos em hexâmetro datílico e dividida em 24 cantos, cada um correspondente a uma letra do alfabeto grego. A autoria é tradicionalmente atribuída a Homero, poeta grego que teria vivido no século VIII a.C., na região da Jônia, atual Turquia.
O poema se passa durante 51 dias do décimo ano da Guerra de Troia, iniciando com a ira de Aquiles, causada pela disputa com Agamenon, comandante dos exércitos gregos, que lhe retira a serva Briseida. A narrativa aborda:
- O cerco de Troia pelos aqueus para resgatar Helena, esposa de Menelau, raptada por Páris.
- A retirada de Aquiles do combate e o impacto dessa decisão sobre os gregos.
- A morte de Pátroclo, amigo de Aquiles, que leva o herói a retomar a luta.
- O duelo final entre Aquiles e Heitor, culminando com o funeral do herói troiano.
- A obra também inclui episódios de deuses e heróis, como Afrodite, Zeus, Páris e Helena, que influenciam diretamente os acontecimentos humanos.
A Ilíada, junto com a Odisseia, representa a síntese da tradição oral grega e permanece até hoje como um estudo essencial da literatura e da cultura clássica.
__________________