1984 - George OrwellTradução: Alexandre Hubner e Heloisa Jahn
Parte 1
3. Winston sonhava com sua mãe. Devia estar com uns dez ou onze anos
quando a mãe desaparecera, pensou. Era uma mulher alta, majestosa, mais
para calada, de movimentos lentos e cabeleira clara magnífica. Do pai,
lembrava-se com menos clareza: moreno, magro, sempre vestindo roupas
escuras impecáveis (Winston se lembrava especialmente das solas
finíssimas de seus sapatos), e de óculos. Sem dúvida os dois haviam sido
engolidos por um dos primeiros grandes expurgos dos anos 1950.
Naquele momento a mãe estava sentada em algum lugar muito abaixo
dele com sua irmã mais moça no colo. A única lembrança que Winston
guardava da irmã era a de um bebê minúsculo, frágil, sempre em silêncio,
com grandes olhos atentos. As duas tinham os olhos erguidos para ele.
Estavam no interior de algum lugar subterrâneo — talvez o fundo de um
poço ou de uma sepultura muito profunda —, mas era um lugar que, mesmo
já estando tão abaixo do lugar onde ele estava, continuava a mover-se para
baixo. As duas estavam no salão de um navio que naufragava, de olhos fixos
nele, lá em cima, através da água que se turvava. Ainda havia ar no salão,
elas ainda conseguiam vê-lo e ele a elas, mas o tempo todo as duas iam
afundando, afundando nas águas verdes que um instante mais tarde
haveria de ocultá-las para sempre. Ele estava fora, na luz, no espaço,
enquanto elas eram sugadas para a morte, e estavam lá embaixo porque ele
estava aqui em cima. Ele sabia e elas sabiam, ele via no rosto delas que elas
sabiam. Não havia censura nem no rosto nem no coração delas,
simplesmente a consciência de que teriam de morrer para que ele pudesse
continuar vivo, e que isso era parte da ordem inevitável das coisas.
Ele não conseguia se lembrar do que acontecera, mas em seu sonho
sabia que de alguma maneira a vida de sua mãe e a de sua irmã haviam sido
sacrificadas à sua. Era um desses sonhos que, mesmo mantendo o cenário
onírico característico, são uma continuação da vida intelectual da pessoa, e
em que tomamos consciência de fatos e ideias que continuamos achando
novos e valiosos depois que acordamos. A questão que naquele momento
atingiu Winston como um golpe foi o fato de que a morte de sua mãe, quase
trinta anos antes, fora trágica e dolorosa de um modo que já não seria
possível. Ele se dava conta de que a tragédia pertencia aos tempos de
antigamente, aos tempos em que ainda havia privacidade, amor e amizade, e
em que os membros de uma família se amparavam uns aos outros sem
precisar saber por quê. A memória de sua mãe atormentava seu coração
porque ela morrera amando-o, quando ele era jovem e egoísta demais para
poder retribuir seu amor, e porque, de alguma maneira, ele não se lembrava
como, ela se sacrificara a uma concepção de lealdade privada e inalterável.
Eram coisas que, ele percebia, não poderiam acontecer agora. Agora havia
medo, ódio e dor, mas não dignidade na emoção, não tristezas profundas ou
complexas. Winston tinha a sensação de ver todas essas coisas nos grandes
olhos de sua mãe e de sua irmã, olhando para ele lá de baixo, através da água
verde, centenas de braças abaixo, sem nunca parar de afundar.
No momento seguinte viu-se sobre uma relva curta e viçosa numa tarde
de verão em que os raios oblíquos do sol douravam o solo. A paisagem que
contemplava era uma recorrência tão frequente em seus sonhos que nunca
se sentia totalmente seguro de tê-la ou não tê-la visto na vida real. Em suas
divagações, chamava-a de Terra Dourada. Era um pasto antigo recortado
pelas dentadas dos coelhos e percorrido por uma trilha sinuosa, com um ou
outro promontório de toupeira. Na sebe irregular do outro lado do campo, a
brisa balançava muito suavemente os ramos dos olmos, com suas folhas
estremecendo de leve em densas massas que lembravam cabelos de mulher.
Em algum lugar bem próximo mas que o olhar não alcançava, havia uma
torrente límpida movendo-se devagar; nela, os robalinhos nadavam nas
poças sob os chorões.
A garota de cabelo escuro vinha pelo campo na direção dele. Com um
único movimento ela se despojou da roupa e jogou-a para um lado com
desdém. Seu corpo era branco e liso, mas Winston não sentia desejo. Na
verdade, mal olhou para aquele corpo, pois estava tomado de admiração pelo
gesto da moça jogando a roupa para um lado. Com sua graça e displicência,
era um gesto que parecia aniquilar toda uma cultura, todo um sistema de
pensamento, como se o Grande Irmão, o Partido e a Polícia das Ideias
pudessem ser todos jogados no nada com um único e glorioso movimento de
braço. Aquele era um gesto que também pertencia aos tempos de
antigamente. Winston acordou com a palavra “Shakespeare” nos lábios.
A teletela emitia um zumbido de rachar o crânio que se manteve no
mesmo diapasão por trinta segundos. Com efeito, eram sete e quinze da
manhã, hora em que os funcionários dos escritórios precisam se levantar.
Winston arrancou o próprio corpo da cama com dificuldade — nu, pois os
membros do Partido Exterior recebiam somente três mil cupons de vestuário
por ano, e um pijama custava seiscentos — e apanhou uma camiseta
encardida e um short que estavam jogados sobre uma cadeira. Atividades
Físicas começaria em três minutos. No instante seguinte ele se viu dobrado
ao meio por uma violenta crise de tosse que quase sempre o atacava logo
depois que ele acordava. A tosse esvaziara seus pulmões tão completamente
que ele só conseguiu voltar a respirar depois que se deitou de costas e
aspirou o ar profundamente algumas vezes. Tinha as veias dilatadas pelo
esforço de tossir e a úlcera varicosa começara a comichar.
“Grupo de trinta a quarenta!”, ganiu uma voz feminina de furar os
tímpanos. “Grupo de trinta a quarenta! Para seus lugares, por favor. Trinta a
quarenta!”
Winston ficou em posição de sentido diante da teletela, na qual a
imagem de uma mulher bastante jovem, muito magra mas musculosa,
vestindo túnica e sapatos de ginástica, já ocupara seu lugar.
“Dobrando os braços, esticando os braços!”, berrou ela. “Me
acompanhem. Um, dois, três, quatro! Um, dois, três, quatro! Vamos lá,
camaradas, quero ver um pouco mais de energia! Um, dois, três, quatro! Um,
dois, três, quatro!...”
A dor do ataque de tosse não afastara por completo da cabeça de
Winston a impressão deixada pelo sonho, e o movimento rítmico do exercício
a recompôs em parte. Enquanto jogava mecanicamente os braços para diante
e para trás, ostentando no rosto a expressão de prazer compenetrado vista
como correta para a execução das Atividades Físicas, ele se esforçava para
recuar o pensamento para o período difuso de sua primeira infância. Era
extraordinariamente difícil. Até o fim da década de 1950, nenhum problema;
daí em diante, tudo desbotava. Na ausência de todo e qualquer registro
externo a que recorrer, até mesmo o contorno de sua própria vida perdia a
nitidez. A pessoa conseguia evocar os acontecimentos mais notáveis, que
muito provavelmente jamais haviam ocorrido. Lembrava-se de detalhes de
incidentes sem conseguir recompor sua atmosfera, e havia longos períodos
em branco aos quais não conseguia atribuir fato algum. Naquele tempo tudo
era diferente. Mesmo os nomes dos países e suas formas no mapa, tudo era
diferente. A Pista de Pouso Um, por exemplo, na época não era chamada
assim: na época seu nome era Inglaterra, ou Grã-Bretanha, embora Londres
— disto ele estava seguro — sempre tivesse se chamado Londres.
Winston não conseguia se lembrar de jeito nenhum de uma época em
que seu país não estivesse em guerra, mas era evidente que existira um
intervalo bastante prolongado de paz durante sua infância, porque uma de
suas memórias mais antigas era de um ataque aéreo que aparentemente
pegara todo mundo de surpresa. Talvez fosse na época em que Colchester
fora atingida pela bomba atômica. Ele não se lembrava do ataque em si, mas
lembrava-se da mão de seu pai apertando a sua enquanto os dois desciam,
desciam, desciam correndo para chegar a algum lugar profundamente
enterrado no chão, dando voltas e mais voltas numa escada em espiral que
retinia debaixo de seus pés e que acabou cansando tanto as suas pernas que
ele começou a choramingar e os dois foram forçados a parar para descansar.
A mãe, com seu jeito lento e desconectado, vinha logo atrás deles. Trazia sua
irmãzinha no colo — ou quem sabe fosse apenas uma trouxa de cobertores
que ela carregava: não sabia muito bem se a irmã já havia nascido àquela
altura. Por fim haviam chegado a um lugar barulhento, entupido de gente,
que ele percebera ser uma estação de metrô.
Havia pessoas sentadas sobre toda a superfície do piso de pedra e
também pessoas comprimidas umas contra as outras, sentadas em beliches
de metal, umas por cima das outras. Winston, sua mãe e seu pai arrumaram
um lugar no chão, e perto deles havia um velho e uma velha sentados lado a
lado num beliche. O velho vestia um terno escuro bem-posto e tinha o cabelo
muito branco coberto por um boné preto, de pano: seu rosto estava rubro e
seus olhos azuis cheios de lágrimas. Cheirava a gim. Parecia que o gim
exalava de sua pele como suor, e seria possível imaginar que as lágrimas que
lhe brotavam dos olhos fossem puro gim. Mas embora estivesse um pouco
bêbado, ele também sofria sob o peso de uma dor genuína e intolerável. À sua
maneira infantil, Winston entendeu que alguma coisa terrível, alguma coisa
que estava além do perdão e que jamais poderia ser remediada, acabara de
suceder. Ao mesmo tempo, teve a impressão de que sabia que coisa era essa.
Alguém que o velho amava, uma netinha, talvez, havia sido morto. O velho
repetia a pequenos intervalos de tempo:
“A gente não devia ter confiado neles. Bem que eu falei, Mãe, não foi? É
nisso que dá confiar neles. Eu disse e repeti. A gente não devia ter confiado
naqueles canalhas.”
Mas quem eram esses canalhas em quem eles não deviam ter confiado
Winston já não conseguia se lembrar.
Desde mais ou menos aquela época, a guerra fora literalmente contínua,
embora, a rigor, não tivesse sido o tempo todo a mesma guerra. Durante
vários meses, em seus tempos de criança, houvera combates confusos nas
ruas de Londres, e de alguns deles Winston guardava uma lembrança nítida.
Só que seria praticamente impossível reconstruir a história de todo aquele
período, dizer quem lutava contra quem neste ou naquele dado momento,
pois não havia registros escritos e os relatos orais jamais se referiam a
algum quadro político diferente do vigente. Naquele momento, por exemplo,
em 1984 (se é que estavam em 1984), a Oceania estava em guerra com a
Eurásia e era aliada da Lestásia. Nunca, em nenhuma declaração pública ou
privada, era admitido que as três potências alguma vez tivessem se agrupado
de modo diferente. Na verdade, como Winston sabia muito bem, há não mais
de quatro anos a Oceania estava em guerra com a Lestásia e em aliança com
a Eurásia. Só que isso não passava de uma amostra de conhecimento furtivo
que ele por acaso possuía graças ao fato de sua memória não estar
corretamente controlada. Em termos oficiais, a troca de aliados jamais
acontecera. A Oceania estava em guerra com a Eurásia: em consequência, a
Oceania sempre estivera em guerra com a Eurásia. O inimigo do momento
sempre representava o mal absoluto, com o resultado óbvio de que todo e
qualquer acordo passado ou futuro com ele era impossível.
O assustador, refletiu Winston pela décima milésima vez enquanto
forçava os ombros dolorosamente para trás (com as mãos nos quadris,
giravam o tronco da cintura para cima, um exercício considerado benéfico
para os músculos das costas), o assustador era que talvez tudo aquilo fosse
verdade. Se o Partido era capaz de meter a mão no passado e afirmar que esta
ou aquela ocorrência jamais acontecera — sem dúvida isso era mais
aterrorizante do que a mera tortura ou a morte.
O Partido dizia que a Oceania jamais fora aliada da Eurásia. Ele, Winston
Smith, sabia que a Oceania fora aliada da Eurásia não mais de quatro anos
antes. Mas em que local existia esse conhecimento? Apenas em sua própria
consciência que, de todo modo, em breve seria aniquilada. E se todos os
outros aceitassem a mentira imposta pelo Partido — se todos os registros
contassem a mesma história —, a mentira tornava-se história e virava
verdade. “Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o
presente controla o passado”, rezava o lema do Partido. E com tudo isso o
passado, mesmo com sua natureza alterável, jamais fora alterado. Tudo o
que fosse verdade agora fora verdade desde sempre, a vida toda. Muito
simples. O indivíduo só precisava obter uma série interminável de vitórias
sobre a própria memória. “Controle da realidade”, era a designação adotada.
Em Novafala: “duplipensamento”.
“Descansar!”, bramou a instrutora, com uma leve ponta de cordialidade.
Winston largou os braços ao longo do corpo e pouco a pouco voltou a
encher os pulmões com ar. Sua mente deslizou para o labiríntico mundo do
duplipensamento. Saber e não saber, estar consciente de mostrar-se cem por
cento confiável ao contar mentiras construídas laboriosamente, defender ao
mesmo tempo duas opiniões que se anulam uma à outra, sabendo que são
contraditórias e acreditando nas duas; recorrer à lógica para questionar a
lógica, repudiar a moralidade dizendo-se um moralista, acreditar que a
democracia era impossível e que o Partido era o guardião da democracia;
esquecer tudo o que fosse preciso esquecer, depois reinstalar o esquecido na
memória no momento em que ele se mostrasse necessário, depois esquecer
tudo de novo sem o menor problema: e, acima de tudo, aplicar o mesmo
processo ao processo em si. Esta a última sutileza: induzir conscientemente
a inconsciência e depois, mais uma vez, tornar-se inconsciente do ato de
hipnose realizado pouco antes. Inclusive entender que o mundo em
“duplipensamento” envolvia o uso do duplipensamento.
A instrutora ordenava que ficassem novamente em posição de sentido.
“E agora vamos ver quais de nós são capazes de encostar a mão nos dedos
dos pés!”, disse entusiasmada. “Inclinem-se todos sem dobrar os joelhos, por
favor, camaradas. Um-dois! Um-dois!...”
Winston abominava aquele exercício, que provocava dores agudas que
iam de seus calcanhares a suas nádegas e que muitas vezes acabavam lhe
provocando um novo ataque de tosse. A sensação semiprazerosa abandonou
suas meditações. O passado, refletiu ele, não fora simplesmente alterado; na
verdade fora destruído. Pois como fazer para verificar o mais óbvio dos fatos,
quando o único registro de sua veracidade estava em sua memória? Tentou
se lembrar do ano em que ouvira a primeira menção ao Grande Irmão. Achava
que devia ter sido em algum momento dos anos 1960, mas era impossível ter
certeza. Nas histórias do Partido, é evidente que o Grande Irmão aparecia
como o líder e o guardião da Revolução desde seus primeiríssimos dias. Seus
feitos haviam sido recuados gradualmente no tempo até atingir o mundo
fabuloso dos anos 1940 e 50, quando os capitalistas, com seus estranhos
chapéus cilíndricos, ainda circulavam pelas ruas de Londres a bordo de
grandes automóveis cintilantes ou em carruagens puxadas por cavalos e
equipadas com laterais de vidro. Impossível saber o que era verdade e o que
era mentira nessa fábula. Winston não conseguia se lembrar sequer da data
em que o próprio Partido passara a existir. Não lhe parecia que tivesse ouvido
a palavra Socing antes de 1960, mas quem sabe na expressão utilizada pela
Velhafala — ou seja, “Socialismo inglês” — ela um dia tivesse sido de uso
corrente. Tudo se desmanchava na névoa. Às vezes, de fato, era possível
apontar uma mentira específica. Não era verdade, por exemplo, que, como
afirmavam os livros de história do Partido, o Partido tivesse inventado o avião.
Winston se lembrava de que na sua mais tenra infância já existiam aviões.
Só que era impossível provar o que quer que fosse. Nunca havia a menor
prova de nada. Uma única vez em toda a sua vida ele tivera nas mãos uma
prova documental irrefutável da falsificação de um fato histórico. E naquela
ocasião...
“Smith!”, berrou a voz rabugenta na teletela. “6079 Smith W! Isso
mesmo, você! Incline-se mais, por favor! Você não está dando tudo o que
pode. Não está se esforçando. Incline-se, por favor! Assim! Agora está
melhor, camarada. Posição de descanso, todo o pelotão. Olhem para mim.”
Um suor quente repentino brotara por todo o corpo de Winston. Seu
rosto permanecia completamente inescrutável. Nunca dê mostras de
desânimo! Nunca dê mostras de ressentimento! Uma simples chispa no
olhar podia ser sua perdição. Ficou observando enquanto a instrutora erguia
os braços acima da cabeça e — impossível dizer “graciosamente”, mas com
notável exatidão e eficiência — inclinou-se e encaixou a ponta dos dedos das
mãos embaixo dos dedos dos pés.
“Assim, camaradas! É assim que eu quero que vocês façam o exercício.
Olhem de novo como eu faço. Tenho trinta e nove anos e pari quatro filhos.
Agora olhem.” Ela voltou a dobrar o corpo. “Vocês podem ver que os meus
joelhos não estão dobrados. Todos vocês são capazes de fazer isso. Basta
querer”, acrescentou ao endireitar o corpo. “Qualquer pessoa com menos de
quarenta e cinco anos é perfeitamente capaz de tocar os dedos dos pés. Nem
todos têm o privilégio de lutar na linha de frente, mas pelo menos podemos
nos manter em forma. Pensem em nossos rapazes no fronte de Malabar! E
nos marinheiros nas Fortalezas Flutuantes! Imaginem só o que eles têm de
aguentar! Agora vamos tentar de novo. Assim está melhor, camarada, muito
melhor”, acrescentou em tom estimulante quando Winston, num arranco
violento, conseguiu tocar os dedos dos pés sem dobrar os joelhos pela
primeira vez em vários anos.
continua na página 35...
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George Orwell (pseudônimo de Eric Arthur Blair) nasceu em 25 de junho de 1903, na Índia. Com menos de um ano de idade, o escritor foi morar na Inglaterra, onde estudou no Eton College. Mais tarde, trabalhou na Polícia Imperial Indiana, na Birmânia, e, também, lutou na Guerra Civil Espanhola, ao lado dos republicanos.
Foi apenas em 1945 que o autor teve sucesso em sua carreira literária, com a publicação de seu livro A revolução dos bichos. Depois, o romancista publicou, em 1949, sua obra mais famosa, o livro 1984, que, assim como aquele, condena os regimes totalitários. Ele faleceu em 21 de janeiro de 1950, em Londres.Mil novecentos e oitenta e quatro é um romance distópico do escritor inglês George Orwell. Foi publicado em 8 de junho de 1949 pela Secker & Warburg como o nono e último livro de Orwell concluído em vida.