A Divina Comédia
Tradução do italiano, apresentação e notas de Eugênio Vinci de Moraes
NOTA INTRODUTÓRIA
Eugênio Vinci de Moraes
Primeiro reino do além-túmulo, o Inferno é um abismo formado pelo impacto do corpo de Lúcifer, que foi atirado do céu após liderar a rebelião dos anjos. Em forma de cone, o buraco aberto pelo demônio é mais estreito na sua parte final, onde é mais fundo, e mais largo no início, que fica em Jerusalém, no hemisfério norte. Sua queda também originou a montanha do Purgatório, no hemisfério oposto.
O Inferno tem nove círculos e uma antessala ou vestíbulo. Nesses
círculos são punidos os pecadores em grau crescente, do pecado menor ao
maior – dos gentios e não batizados até os traidores.
No vestíbulo ou antessala estão os indolentes ou pusilânimes. Essa falta
impede-os de adentrar o Inferno. Eles correm atrás de um estandarte
enquanto são picados por vespas e moscas. Entre eles estão os anjos que
nem seguiram Lúcifer, nem ficaram ao lado de Deus.
O primeiro círculo fica na outra margem do rio Aqueronte, depois da
entrada do Inferno. Essa seção também é chamada de Limbo, e as almas dos
mortos chegam até ele no barco de Caronte, o primeiro barqueiro dos reinos
do além. No Limbo ficam as almas das crianças, mulheres e homens que
morreram sem batismo ou que viveram antes de Cristo. Grandes figuras da
Antiguidade vagam por ali, como Homero, Aristóteles e o próprio Virgílio.
Não se sente dor nele, só melancolia.
Os próximos cinco círculos (do segundo ao sexto) são destinados àqueles que pecaram por incontinência, ou seja, por luxúria, gula, avareza e prodigalidade, ira e heresia (cantos V a XI). Na porta do segundo círculo está Minós, o monstro infernal que sinaliza para que círculo o pecador deve ser lançado; no terceiro está Cérbero; no quarto, Pluto; no quinto, está o pântano formado pelo segundo rio do Inferno, o Estige; e no sexto círculo ergue-se a cidadela de Dite.
Os próximos cinco círculos (do segundo ao sexto) são destinados àqueles que pecaram por incontinência, ou seja, por luxúria, gula, avareza e prodigalidade, ira e heresia (cantos V a XI). Na porta do segundo círculo está Minós, o monstro infernal que sinaliza para que círculo o pecador deve ser lançado; no terceiro está Cérbero; no quarto, Pluto; no quinto, está o pântano formado pelo segundo rio do Inferno, o Estige; e no sexto círculo ergue-se a cidadela de Dite.
No sétimo círculo estão os violentos. Essa seção é dividida em três
giros, onde são castigados os violentos com o próximo, consigo mesmos e
com Deus. Na entrada desse círculo está o Minotauro. No primeiro giro, os
condenados ficam imersos no Flegetonte, rio de sangue escaldante, e
recebem flechadas de centauros quando emergem; no segundo giro estão os
suicidas e os dissipadores; e, no último giro, os blasfemadores, os
sodomitas e os usurários, que ficam debaixo de uma chuva de fogo (cantos
XII a XVII).
O oitavo círculo é dividido em dez fossas concêntricas, nas quais são punidos os fraudulentos. Com rosto de homem, corpo de serpente e cauda de escorpião, o monstro Gerião guarda essa seção, conhecida também como Malebolge. Nessas valas, estão os sedutores, os aduladores, os simoníacos, os adivinhos ou mágicos, os trapaceiros, os hipócritas, os ladrões, conselheiros fraudulentos, os cismadores ou semeadores da discórdia e os falsificadores (canto XVIII a XXX).
O oitavo círculo é dividido em dez fossas concêntricas, nas quais são punidos os fraudulentos. Com rosto de homem, corpo de serpente e cauda de escorpião, o monstro Gerião guarda essa seção, conhecida também como Malebolge. Nessas valas, estão os sedutores, os aduladores, os simoníacos, os adivinhos ou mágicos, os trapaceiros, os hipócritas, os ladrões, conselheiros fraudulentos, os cismadores ou semeadores da discórdia e os falsificadores (canto XVIII a XXX).
O último círculo, destinado aos traidores, é um poço repartido em
quatro zonas (cantos XXXI a XXXIV). Esse poço é cercado de gigantes e
no fundo há um lago congelado, o Cocito. É o lugar mais fundo do Inferno e
é muito frio. A primeira zona chama-se Caína, onde estão os que traíram
os parentes; a segunda zona, Antenora, onde penam os traidores da política
e da pátria; Ptolomeia é a terceira zona, onde estão os traidores dos
hóspedes; e a quarta zona, Judeca, em que penam aqueles que traíram seus
benfeitores. No fundo, está Lúcifer, em cujas costas Virgílio e Dante
caminham e encontram a saída do Inferno, que dá na praia do Purgatório,
no hemisfério sul.
Canto I (Prosa)
Dante se vê perdido, à noite, numa selva escura depois de ter se
desviado do caminho da verdade. Pela manhã ele chega ao pé de uma
colina, cuja encosta recebe os primeiros raios de sol. Aliviado, começa a
subida, mas três feras aparecem, uma em seguida da outra, à sua frente.
Elas o impedem de subir e o empurram de volta para a selva. Desesperado,
encontra o poeta Virgílio, que foi até lá para ajudá-lo. O poeta latino
convida Dante a segui-lo, a fim de cumprir o itinerário espiritual da
salvação, começando pelo Inferno, passando pelo Purgatório até atingir o
Paraíso.
[1] No meio do caminho desta vida me vi numa selva escura, onde me perdi da verdadeira via. Ah, mas como é duro falar desta selva selvagem, que, só de relembrá-la, traz-me de volta o pavor que lá senti. Tão amarga era que só à morte se compara. Mas para tratar do bem que lá vi, direi de outras coisas que lá encontrei.
[1] No meio do caminho desta vida me vi numa selva escura, onde me perdi da verdadeira via. Ah, mas como é duro falar desta selva selvagem, que, só de relembrá-la, traz-me de volta o pavor que lá senti. Tão amarga era que só à morte se compara. Mas para tratar do bem que lá vi, direi de outras coisas que lá encontrei.
[10] Não sei muito bem como entrei, tanto sono eu sentia no ponto onde
me perdi do reto caminho. Porém, depois que cheguei ao pé de uma colina,
ali onde terminava o vale que havia trespassado de pavor meu coração, olhei
para o alto e vi suas encostas já vestidas dos raios do Sol, planeta que guia a
todos retamente pelas veredas que trilhamos. Então apaziguou-se o medo
que senti, no lago do coração, nessa noite em que passei tão aflito.
[22] E como aquele que, como um náufrago, ofegante, chega à praia e se
volta para encarar as águas traiçoeiras, assim minha alma, que ainda se
afastava, voltou-se para olhar o lugar do qual homem algum jamais saiu
vivo. Depois de repousar um pouco, retomei o caminho pela praia deserta, e
passo a passo comecei a subir a colina. Mas eis que logo apareceu uma fera,
de pelo todo manchado, ágil e muito ligeira. E, em vez de fugir ao me ver,
me impedia o caminho, fazendo-me recuar várias vezes.
[37] Era a primeira parte da manhã, e o sol subia junto com as estrelas
que o acompanhavam quando o amor divino criou as primeiras coisas belas.
Estas mais a aurora e a doce primavera davam-me motivo para esperar e não
temer a besta malhada. Porém, não houve como não me apavorar à vista de
um leão. Ele se dirigia a mim, com a cabeça erguida, raivoso e esfomeado,
tão feroz que o ar estremecia em sua presença. E uma loba, cuja avidez
marcava-se em sua magreza e que a tanta gente fez infeliz, perturbou-me de
tal modo com o pavor que sua visão me encetava que perdi a esperança de
continuar a subir. Como alguém que algo conquista, mas tudo perde com o
tempo, e então chora e se entristece, assim fez-me sentir a fera persistente,
que vindo lentamente em minha direção me empurrava para a região onde o
sol se cala.
[61] Enquanto descia apareceu-me à frente um vulto, tão calado quanto
um mudo. Ao vê-lo assim naquele grande deserto, gritei para ele:
– Tem piedade de mim!¹ Quem está aí, sombra ou homem certo?
[1] Em latim, no original “Miserere di me” (vv. 64).
Ele me respondeu
– Homem? Homem, não, homem fui um dia. Meus pais eram lombardos,
mantuanos ambos. Quando nasci, Júlio César governava, e vivi na Roma
governada pelo valoroso Augusto, no tempo dos deuses falsos e mentirosos.
Fui poeta e cantei a vinda de Troia do justo filho de Anquises, Enéas, depois
que sua soberba cidadela foi queimada. Mas por que tu recuas tão
desalentado? Por que não sobes a amável colina que é princípio e razão de
toda a felicidade?
[79] – Mas és tu, Virgílio, a fonte de eloquência da qual jorra tão imenso
rio? – respondi a ele, envergonhado. – Ó, dos outros poetas o lume e a honra
valham-me o estudo e o grande amor que à tua obra tantos anos dediquei. Tu
és meu mestre e o meu autor; e foi de ti que colhi o estilo que muito me
honra. Vê a fera que me faz recuar, ajuda-me com ela, renomado sábio, pois
ela faz minhas veias e pulsos gelarem.
[91] – A ti convém fazer outra viagem – respondeu ele, depois de ver
minhas lágrimas –, se queres escapar deste lugar selvagem. Porque esta
besta fera, razão do teu apelo, não deixa ninguém atravessar seu caminho e
não só impede a todos como a todos assassina. É tão naturalmente malvada
e depravada que jamais sacia sua vilania, assim que acaba de comer sente
mais fome ainda. Ela se acasala com muitos animais, e com muitos haverá
ainda de se acasalar, até o dia em que o Galgo virá e a matará
dolorosamente. Ele não se nutrirá de terras nem de moeda, mas de saber,
amor e virtude e irá redimir a Itália, pela qual morreram dolorosamente a
virgem Camila, Euríalo, Turno e Niso.¹ O Galgo a caçará por todos os
cantos até lançá-la ao Inferno, lá de onde a inveja é primeiramente
distribuída. [110] Para o Inferno quero que me sigas, porque penso ser isso o
melhor para ti. Lá serei teu guia. Vou te levar ao sítio eterno, onde ouvirás
gritos desesperados; onde verás os antigos espíritos sofrendo sua segunda
morte; além de ver aqueles que estão contentes no fogo do Purgatório
porque esperam atingir, quando assim tiver de ser, as almas felizes. Às quais
depois, se desejares subir, outra alma mais digna te conduzirá, com a qual te
deixarei ao partir, porque o imperador que lá em cima governa, tendo sido
eu rebelde à sua lei, não me quer em seu reino.² Em todas partes impera e lá
ele reina, lá é sua cidade e o alto trono. Ah, feliz daquele que por ele é
escolhido!
[1] Heróis da Guerra de Troia.
[1] Heróis da Guerra de Troia.
[2] O imperador é Deus, e seu reino é o Céu.
[130] Disse a ele então:
– Poeta, te peço, pelo Deus que não conheceste, para fugir deste mal maior, que me leves para onde disseste, para que eu veja a porta de São Pedro e aqueles sobre os quais falas com tanta dor.
[130] Disse a ele então:
– Poeta, te peço, pelo Deus que não conheceste, para fugir deste mal maior, que me leves para onde disseste, para que eu veja a porta de São Pedro e aqueles sobre os quais falas com tanta dor.
[136] Então ele andou e eu o segui.
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Canto I (Poesia)
Tradução Xavier Pinheiro
Dante, perdido numa selva escura, erra nela toda a noite. Saindo ao
amanhecer, começa a subir por uma colina, quando lhe atravessam a
passagem uma pantera, um leão e uma loba, que o repelem para a selva.
Aparece-lhe então a imagem de Virgílio, que o reanima e se oferece a tirá-lo
de lá, fazendo-o passar pelo Inferno e pelo Purgatório. Beatriz, depois, o
guiará ao Paraíso. Dante o segue.
Achei-me numa selva tenebrosa,
3 Tendo perdido a verdadeira estrada.
Dizer qual era é cousa tão penosa,
Desta brava espessura a asperidade,
6 Que a memória a relembra inda cuidosa.
Na morte há pouco mais de acerbidade;
Mas para o bem narrar lá deparado
9 De outras cousas que vi, direi verdade.
Contar não posso como tinha entrado;
Tanto o sono os sentidos me tomara,
12 Quando hei o bom caminho abandonado.
Depois que a uma colina me cercara,
Onde ia o vale escuro terminando,
15 Que pavor tão profundo me causara.
Ao alto olhei, e já, de luz banhando,
Vi-lhe estar às espaldas o planeta,
18 Que, certo, em toda parte vai guiando.
Então o assombro um tanto se aquieta,
Que do peito no lago perdurava,
21 Naquela noite atribulada, inquieta.
E como quem o anélito esgotava
Sobre as ondas, já salvo, inda medroso
24 Olha o mar perigoso em que lutava,
O meu ânimo assim, que treme ansioso,
Volveu-se a remirar vencido o espaço
27 Que homem vivo jamais passou ditoso.
Tendo já repousado o corpo lasso,
Segui pela deserta falda avante;
30 Mais baixo sendo o pé firme no passo.
Eis da subida quase ao mesmo instante
Assoma ágil e rápida pantera
33 Tendo a pele por malhas cambiante.
Não se afastava de ante mim a fera;
E em modo tal meu caminhar tolhia,
36 Que atrás por vezes eu tornar quisera.
No céu a aurora já resplandecia,
Subia o sol, dos astros rodeado,
39 Seus sócios, quando o Amor divino um dia
A tais primores movimento há dado.
Me infundiam desta arte alma esperança
42 Da fera o dorso alegre e mosqueado,
A hora amena e a quadra doce e mansa.
De um leão de repente surge o aspecto,
45 Que ao meu peito o pavor de novo lança.
Que me investisse então cuido inquieto;
Com fome e raiva atroz fronte levanta;
48 Tremer parece o ar ao seu consepto.
Eis surge loba, que de magra espanta;
De ambições todas parecia cheia;
51 Foi causa a muitos de miséria tanta!
Com tanta intensa torvação me enleia
Pelo terror, que o cenho seu movia,
54 Que a mente à altura não subir receia,
Como quem lucro anela noite e dia,
Se acaso o tempo de perder lhe chega,
57 Rebenta em pranto e triste se excrucia,
A fera assim me fez, que não sossega;
Pouco a pouco me investe até lançar-me
60 Lá onde o sol se cala e a luz me nega.
Quando ao vale eu já ia baquear-me
Alguém fraco de voz diviso perto,
63 Que após largo silêncio quer falar-me.
Tanto que o vejo nesse grão deserto,
— “Tem compaixão de mim” — bradei transido —
66 “Quem quer que sejas, sombra ou homem certo!”
“Homem não sou” — tornou-me — “mais hei sido,
Pais lombardos eu tive; sempre amada
69 Mântua lhes foi; haviam lá nascido.
“Nasci de Júlio em era retardada,
Vivi em Roma sob o bom Augusto,
72 Quando em deuses havia a crença errada.
“Poeta, decantei feitos do justo
Filho de Anquíses, que de Troia veio,
75 Depois que Ilion soberbo foi combusto.
“Mas por que tornas da tristeza ao meio?
Por que não vais ao deleitoso monte,
78 Que o prazer todo encerra no seu seio?”
“— Oh! Virgílio, tu és aquela fonte
Donde em rio caudal brota a eloquência?”
81 Falei, curvando vergonhoso a fronte. —
“Ó dos poetas lustre, honra, eminência!
Valham-me o longo estudo, o amor profundo
84 Com que em teu livro procurei ciência!
“És meu mestre, o modelo sem segundo;
Unicamente és tu que hás-me ensinado;
87 O belo estilo que honra-me no mundo.
“A fera vês que o passo me há vedado;
Sábio famoso, acode ao perseguido!
90 Tremo no pulso e veias, transtornado!”
Respondeu, do meu pranto condoído:
“Te convém outra rota de ora avante
93 Para o lugar selvagem ser vencido.
“A fera, que te faz bradar tremente,
Aqui passar não deixa impunemente;
96 Tanto se opõe, que mata o caminhante.
“Tem tão má natureza, é tão furente,
Que os apetites seus jamais sacia,
99 E fome, impando, mais que de antes sente.
“Com muitos animais se consorcia,
Há-de a outros se unir té ser chegado
102 Lebréu, que a leve à hórrida agonia.
“Por ouro ou por poder nunca tentado
Saber, virtude, amor terá por norte,
105 Sendo entre Feltro e Feltro potentado.
“Será da humilde Itália amparo forte,
Por quem Camila a virgem dera a vida,
108 Turno Eurialo, Niso acharam morte.
“Por ele, em toda parte, repelida
Irá lançar-se no infernal assento,
111 Donde foi pela Inveja conduzida.
“Agora, por teu prol, eu tenho o intento
De levar-te comigo; ir-te-ei guiando
114 Pela estância do eterno sofrimento,
“Onde, estridentes gritos escutando,
Verás almas antigas em tortura
117 Segunda morte a brados suplicando.
“Outros ledos verás, que, em prova dura
Das chamas, inda esperam ter o gozo
120 De Deus no prêmio da imortal ventura.
“Se lá subir quiseres, um ditoso
Espírito, melhor te será guia,
123 Quando eu deixar-te, ao reino glorioso.
“Do céu o Imperador, a rebeldia
Minha à lei castigando, não consente
126 Que eu da cidade haja a alegria.
“Em toda parte impera onipotente,
Mas tem no Empíreo sua augusta sede:
129 Feliz, por ele, o eleito à glória ingente!”
— “Vate, rogo-te” — eu disse — “me concede,
Por esse Deus, que nunca hás conhecido,
132 Porque este e maior mal de mim se arrede.
“Que, até onde disseste conduzido,
A porta de São Pedro eu vá contigo
E veja os maus que houveste referido”.
136 Move-se o Vate então, após o sigo
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— 1. Em meio etc. Aos 35 anos. Dante tinha 35 anos no dia 25 de março de
1300, ano no qual o papa Bonifácio VIII proclamou o primeiro Jubileu.
— 2.
Tenebrosa etc., simbólica selva dos vícios humanos.
— 32. Pantera, símbolo
da luxúria e da fraude; politicamente, de Florença.
— 44. Um leão, símbolo
da soberba e da violência; politicamente, da França.
— 49. Loba, símbolo da
avareza e da incontinência; politicamente da Cúria Romana.
— 62. Alguém
etc., o poeta Virgílio Maro, símbolo da razão humana.
— 105. Entre Feltro e
Feltro, entre Montefeltro e Feltro.
— 122. Espírito melhor, Beatriz, a mulher
que Dante amou.
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