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domingo, 12 de julho de 2026

MPB: O Ouro e a Madeira

Ederaldo Gentil


No bairro onde nasceu,
fez-se menino e aprendiz, 
entre ponteiros cansados e 
o tique-taque 
que sustenta vidas. 

Na oficina do pai, 
moldou o tempo 
com as próprias mãos, 
enquanto a casa cheia 
pedia trabalho, pão, esperança.

Mas o tempo, esse velho mestre, 
às vezes cobra caro. E 
sua história, antes tão cheia de sons, 
foi ficando muda, como relógio esquecido 
no fundo de uma gaveta.

Partiu em silêncio, 
carregando uma tristeza funda,  
quase ninguém notou.  
mesmo esquecido, 
segue marcando o 
tempo dentro da gente.






O ouro afunda no mar, no mar
Madeira fica por cima, por cima
Ostra nasce do lodo, do lodo
Gerando pérola fina

O ouro afunda no mar
Madeira fica por cima
Ostra nasce do lodo
Gerando pérola fina

Não queria ser o mar
Me bastava a fonte
Muito menos ser a rosa
Simplesmente o espinho

Não queria ser caminho
Porém o atalho
Muito menos ser a chuva
Apenas o orvalho

Não queria ser o dia
Só a alvorada
Muito menos ser o campo
Me bastava o grão

Não queria ser a vida
Porém o momento
Muito menos ser concerto
Apenas a canção

O ouro afunda no mar, no mar
Madeira fica por cima, por cima
Ostra nasce do lodo, do lodo
Gerando pérola fina

O ouro afunda no mar
Madeira fica por cima
Ostra nasce do lodo
Gerando pérola fina

Não queria ser o mar
Me bastava a fonte
Muito menos ser a rosa
Simplesmente o espinho

Não queria ser caminho
Porém o atalho
Muito menos ser a chuva
Apenas o orvalho

Não queria ser o dia
Só a alvorada
Muito menos ser o campo
Me bastava o grão

Não queria ser a vida
Porém o momento
Muito menos ser concerto
Apenas a canção

O ouro afunda no mar, no mar
Madeira fica por cima, por cima
Ostra nasce do lodo, do lodo
Gerando pérola fina

O ouro afunda no mar
Madeira fica por cima
Ostra nasce do lodo
Gerando pérola fina

Não queria ser o mar
Me bastava a fonte
Muito menos ser a rosa
Simplesmente o espinho

Não queria ser caminho
Porém o atalho
Muito menos ser a chuva
Apenas o orvalho

Não queria ser o dia
Só a alvorada
Muito menos ser o campo
Me bastava o grão

Não queria ser a vida
Porém o momento
Muito menos ser concerto
Apenas a canção

O ouro afunda no mar, no mar
Madeira fica por cima, por cima
Ostra nasce do lodo, do lodo
Gerando pérola fina

O ouro afunda no mar
Madeira fica por cima
Ostra nasce do lodo
Gerando pérola fina

O ouro afunda no mar, no mar

Compositores: Ederaldo Gentil Pereira


Os Originais Do Samba - O Ouro e a Madeira





Ederaldo Gentil
Sambista raiz 




"Ederaldo Gentil Pereira, que ficaria conhecido como Ederaldo Gentil, nasceu no dia 7 de setembro de 1943, no Largo Dois de Julho, um dos tradicionais bairros do centro de Salvador, filho de D. Maria José de Souza (D. Zezé) e Sr. Carlos Gentil Peres, antigo relojoeiro da capital baiana. Faleceu em depressão, esquecido pela mídia e público, de falência múltipla dos órgãos, em 31 de março de 2012, no Hospital Ernesto Simões, em Salvador.
Alcione, no disco 'A voz do samba', interpretou uma composição sua em parceria com Batatinha, 'Espera'. Lançou, em 1976, seu segundo disco, 'Ederaldo Gentil - pequenino', interpretando diversasCriado no mesmo bairro de nascimento, aprendeu o ofício de relojoeiro trabalhando na modesta oficina do pai, ajudando a sustentar a família bastante numerosa . Adolescente mudou-se para o bairro do Tororó, também na área central da cidade, o mais forte reduto do carnaval baiano da época, e onde tomou gosto pelo carnaval, acompanhando o pai nos bailes à fantasia que eram realizados nos clubes tradicionais da cidade. composições de sua autoria, como 'O rei' (c/ Paulo Diniz), 'In-lê-in-lá' (c/ Anísio Félix), 'Vento forte' (c/ Eustáquio Oliveira) e 'A Bahia vem', em parceria com Batatinha.
Apesar de todo o sucesso, passa a ser ignorado pelas gravadoras e fica sem gravar.
Durante todos esses anos, no dia 2 de dezembro, continuou, junto com os parceiros Edil Pacheco e Batatinha, promovendo a anual festa da noite do samba na Bahia . Mas o tempo passou e viu o seu nome sendo pouco à pouco esquecido pela mídia e pelas gravadoras, e suas canções ainda continuavam sendo executadas nos bares das noites baianas, porém muitos nem sabiam que eram de sua autoria. Contam os amigos que, antes da reforma do bairro do Pelourinho, ele ainda gostava de circular pelas ruas do Centro Histórico, e, às vezes, chegava a corrigir quando os cantores e boêmios erravam cantando suas músicas.
Com o advento do axé music, somado à intolerância de algumas pessoas, foi a gota d´água para Ederaldo Gentil, que, vencido, e sem forças para resistir, entrega os pontos afastando-se de vez, ficando entregue ao desânimo e ao pessimismo, comportamentos que o levaram a um isolamento do mundo artístico e social.
Passou a viver recolhido a um exílio voluntário, dentro da sua casa no bairro da Vila Laura, com a irmã Denise Gentil e outros familiares. Em 1998, no disco 'Diplomacia', de Batatinha, juntamente com Batatinha, Nélson Rufino, Walmir Lima, Edil Pacheco e Riachão, participou da faixa 'De revólver não', e neste mesmo disco,foi gravada uma de suas parcerias com Batatinha, 'Ironia', interpretada por Jussara Silveira.
Ao lado Batatinha, Riachão, Panela, Nélson Rufino, Edil Pacheco, Walter Queirós, Tião Motorista, Chocolate, Roque Ferreira, Nélson Balalô, Paulinho Boca de Cantor e Walmir Lima, é considerado a representação do samba mais tradicional da Bahia."


Espera - Alcione





O Samba Nasceu na Bahia: Nelson Rufino e as Raízes do Samba





Descobri que te amo demais - Zeca pagodinho




O Mestre Sala dos Mares / Boca de sapo / O Ouro e a Madeira / Pra dizer adeus /        

domingo, 15 de março de 2026

MPB: Espelho

João Nogueira






Espelho

Nascido no subúrbio nos melhores dias
Com votos da família de vida feliz
Andar e pilotar um pássaro de aço
Sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço
Com as fardas mais bonitas desse meu país
O pai de anel no dedo e dedo na viola
Sorria e parecia mesmo ser feliz

Eh, vida boa
Quanto tempo faz
Que felicidade!
E que vontade de tocar viola de verdade
E de fazer canções como as que fez meu pai

Num dia de tristeza me faltou o velho
E falta lhe confesso que ainda hoje faz
E me abracei na bola e pensei ser um dia
Um craque da pelota ao me tornar rapaz
Um dia chutei mal e machuquei o dedo
E sem ter mais o velho pra tirar o medo
Foi mais uma vontade que ficou pra trás

Eh, vida à toa
Vai no tempo vai
E eu sem ter maldade
Na inocência de criança de tão pouca idade
Troquei de mal com Deus por me levar meu pai

E assim crescendo eu fui me criando sozinho
Aprendendo na rua, na escola e no lar
Um dia eu me tornei o bambambã da esquina
Em toda brincadeira, em briga, em namorar
Até que um dia eu tive que largar o estudo
E trabalhar na rua sustentando tudo
Assim sem perceber eu era adulto já

Eh, vida voa
Vai no tempo, vai
Ai, mas que saudade
Mas eu sei que lá no céu o velho tem vaidade
E orgulho de seu filho ser igual seu pai
Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é o espelho se quebrar


Compositores: Paulo Cesar Francisco Pinheiro, Joao Batista Nogueira Junior.


Além do espelho
-João Nogueira e Paulo César Pinheiro





Além do Espelho

Quando eu olho o meu olho além do espelho
Tem alguém que me olha e não sou eu
Vive dentro do meu olho vermelho
É o olhar de meu pai que já morreu
O meu olho parece um aparelho
De quem sempre me olhou e protegeu
Assim como meu olho dá conselho
Quando eu olho no olhar de um filho meu

A vida é mesmo uma missão
A morte uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu

Sempre que um filho meu me dá um beijo
Sei que o amor de meu pai não se perdeu
Só de olhar seu olhar sei seu desejo
Assim como meu pai sabia o meu
Mas meu pai foi-se embora no cortejo
E no espelho eu chorei porque doeu
Só que vendo meu filho agora eu vejo
Ele é o espelho do espelho que sou eu

A vida é mesmo uma missão
A morte uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu

Toda imagem no espelho refletida
Tem mil faces que o tempo ali prendeu
Todos têm qualquer coisa repetida
Um pedaço de quem nos concebeu
A missão de meu pai já foi cumprida
Vou cumprir a missão que Deus me deu
Se meu pai foi o espelho em minha vida
Quero ser pro meu filho espelho seu

A vida é mesmo uma missão
A morte uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu

A vida é mesmo uma missão
A morte uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu

O meu medo maior é o espelho se quebrar
O meu medo maior é o espelho se quebrar
O meu medo maior é o espelho se quebrar
O meu medo maior é o espelho se quebrar

E o meu medo maior é o espelho se quebrar
E o meu medo maior é o espelho se quebrar
E o meu medo maior é o espelho se quebrar
E o meu medo maior é o espelho se quebrar
E o meu medo maior é o espelho se quebrar
E o meu medo maior é o espelho se quebrar


Compositores: Paulo Cesar Pinheiro, Joao Nogueira


João Nogueira fala sobre Clara Nunes e canta 
"Ser de Luz"





Paulo Cesar Pinheiro fala de Clara Nunes







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Pato FU
Canção Pra Você Viver Mais



sábado, 17 de janeiro de 2026

MPB: As Rosas Não Falam

Cartola


"Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos-solo, e sua carreira tomou um novo impulso com clássicos instantâneos como: "As Rosas não Falam"; "O Mundo É um Moinho"; "Acontece"; "O Sol Nascerá" (com Elton Medeiros); "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça); "Cordas de Aço"; "Alvorada", e; "Alegria". No final da década de 1970, mudou-se para o bairro Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980."


Lançamento:1974 
Formato(s): Disco de vinil de 7 Polegadas
Gravação:1974
Gênero(s): Samba
Duração2:51
Gravadora(s): Discos Marcus Pereira
Composição: Cartola
Produção: Juarez Barroso







Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão
Enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim

Queixo-me às rosas
Que bobagem, as rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim

Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão
Enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim

Queixo-me às rosas
Que bobagem, as rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim

Compositores: Angenor De Oliveira


Beth Carvalho



Álbum: Mundo Melhor
Ano: 1976
Composição: Cartola
RCA Victor
Obs: Áudio sem filtro com a máxima qualidade possível. Gravação própria.

A cantora Beth Carvalho incluiu esta composição no álbum Mundo Melhor(Playlist) (1976), sendo esta a primeira gravação de "As Rosas Não Falam" lançada comercialmente.



As Rosas Não Falam, por Emílio Santiago





"Conforme dados de 2021, ela era a décima primeira canção brasileira mais regravada de todos os tempos, de acordo com o ECAD, Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, que é o órgão responsável por captar e distribuir valores pagos pela execução de canções em eventos e nos mais diversos tipos de mídia."


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Cartola, Agenor de Oliveira

Nascimento: 
11 de outubro de 1908, Rio de Janeiro,
Origem:
Morro da Mangueira
Morte:
30 de novembro de 1980 (72 anos), Rio de Janeiro.

"Cartola passou a infância no bairro de Laranjeiras (Rio de Janeiro). Na infância conheceu a música e o samba, aprendendo violão com o pai. Com dificuldades financeiras sua numerosa família foi obrigada a mudar para o Morro da Mangueira, a nascente favela, onde fez amizade com Carlos Cachaça e outros bambas, além de se iniciar no mundo da boemia, da malandragem e do samba. Após a morte de sua mãe abandonou os estudos — terminou apenas o primário. Virou servente de obra e passou a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía de cima. Por usar esse chapéu, ganhou dos colegas de trabalho o apelido "Cartola"."



As Rosas Não Falam
Cartola
Sax Tenor



quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Samba: Naquela Mesa

Zélia Duncan, Hamilton de Holanda e Nilze Carvalho







Naquela mesa, ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa, ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor

Naquela mesa, ele juntava a gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho, eu fiquei seu fã

Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse quanto dói a vida
Essa dor tão doída não doía assim

Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala no seu bandolim
Naquela mesa, tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim
Naquela mesa, tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim

Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala no seu bandolim
Naquela mesa, tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim
Naquela mesa, tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim

Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse quanto dói a vida
Essa dor tão doída não doía assim

Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala no seu bandolim
Naquela mesa, tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim
Naquela mesa, tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim

Composição: Sérgio Bittencourt


Sergio Bittencourt e Elizeth Cardoso





História real por trás dessa música. 
Naquela mesa imortalizada na voz do Nelson Gonçalves fala de um luto, história de um filho que perde um pai, um lugar que muita gente se identifica. E essa é uma história real. Naquela mesa foi escrita pelo Sérgio Bittencourt. O pai: Jacob do Bandolim!



Elizeth Cardoso | NAQUELA MESA / Sérgio Bittencourt




Elizeth Cardoso canta "Naquela mesa" ao lado do autor Sérgio Bittencourt, filho de Jacob do Bandolim, a quem dedicou esta canção. Ao lado, no palco, temos a presença de D. Adylia Bittencourt, viúva de Jacob.


Nelson Gonçalves




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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

MPB: Você abusou

Antônio Carlos & Jocafi

Paulinho Moska e Antônio Carlos e Jocafi
Zoombido

“A canção- Você Abusou- da dupla baiana de compositores e cantores Antonio Carlos e Jocafi é uma das trilhas sonoras oficiais da minha primeira infância, entre o Rio de Janeiro e a Bahia. Quando Stewie Wonder veio ao Brasil e a cantou ao vivo confessando sua paixão por ela, foi como uma epifania musical pra mim. O timbre de voz e a malemolência do afro-samba desenvolvido pelos dois parceiros nessa canção sintetiza toda sua maravilhosa obra, que inclui grandes sucessos como “Catendê”, “Desacato” e “Toró de Lágrimas”. Graças aos festivais da década de 70 eles puderam se conhecer e nos brindar com suas pérolas que reluziram também fora do Brasil. No nosso dueto pude realizar esse sonho que sempre me pareceu impossível: cantar “Você Abusou” com os próprios autores, num momento íntimo que só o Zoombido poderia me proporcionar. Agradeço. Tenho muitos mestres.“ (Paulinho Moska)






Você abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou
Mas não faz mal
É tão normal ter desamor
É tão cafona sofrer dor
Que eu já nem sei
Se é meninice ou cafonice o meu amor
Se o quadradismo dos meus versos
Vai de encontro aos intelectos
Que não usam o coração como expressão
Você abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou
E me perdoe se eu insisto nesse tema
Mas não sei fazer poema ou canção
Que fale de outra coisa que não seja o amor
Se o quadradismo dos meus versos
Vai de encontro aos intelectos
Que não usam o coração como expressão
Você abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou
Você abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou

Compositores: Antônio Carlos Marques Pinto / Jose Carlos Figueiredo 


Artista: Antônio Carlos e Jocafi
Data de lançamento: 1971
Álbum: Mudei de Ideia
Gêneros: MPB, Samba e Pagode






"Foi nossa única parceria 
em que a música é 100% de Jocafi, 
e a letra, 100% minha". (Antônio Carlos)



Stevie Wonder & Aisha Morris 
GAROTA DE IPANEMA & VOCÊ ABUSOU 
Rock in Rio / 30 09 2011 




quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Samba: Verdade chinesa

Emílio Santiago





Era só isso que eu queria da vida
Uma cerveja, uma ilusão atrevida
Que me dissesse uma verdade chinesa
Com uma intenção de um beijo doce na boca

A tarde cai, noite levanta a magia
Quem sabe a gente vai se ver outro dia
Quem sabe o sonho vai ficar na conversa
Quem sabe até a vida pague essa promessa

Muita coisa a gente faz
Seguindo o caminho que o mundo traçou
Seguindo a cartilha que alguém ensinou
Seguindo a receita da vida normal

Mas o que é vida afinal?
Será que é fazer o que o mestre mandou?
É comer o pão que o diabo amassou
Perdendo da vida o que tem de melhor

Senta, se acomoda, à vontade, 'tá em casa
Toma um copo, dá um tempo que a tristeza vai passar
Deixa, pra amanhã tem muito tempo
O que vale é o sentimento e o amor que a gente tem no coração

Era só isso que eu queria da vida
Uma cerveja, uma ilusão atrevida
Que me dissesse uma verdade chinesa
Com uma intenção de um beijo doce na boca

A tarde cai, noite levanta a magia
Quem sabe a gente vai se ver outro dia
Quem sabe o sonho vai ficar na conversa
Quem sabe até a vida pague essa promessa

A tarde cai, noite levanta a magia
Quem sabe a gente vai se ver outro dia
Quem sabe o sonho vai ficar na conversa
Quem sabe até a vida pague essa promessa

Mas o que é vida afinal?
Será que é fazer o que o mestre mandou?
É comer o pão que o diabo amassou
Perdendo da vida o que tem de melhor

Senta, se acomoda, à vontade, 'tá em casa
Toma um copo, dá um tempo que a tristeza vai passar
Deixa, pra amanhã tem muito tempo
O que vale é o sentimento e o amor que a gente tem no coração

Senta, se acomoda, à vontade, 'tá em casa
Toma um copo, dá um tempo que a tristeza vai passar
Deixa, pra amanhã tem muito tempo
O que vale é o sentimento e o amor que a gente tem no coração

Senta, se acomoda, à vontade, 'tá em casa
Toma um copo, dá um tempo que a tristeza vai passar
Deixa, pra amanhã tem muito tempo
O que vale é o sentimento e o amor que a gente tem no coração

Senta, se acomoda, à vontade, 'tá em casa
Toma um copo, dá um tempo que a tristeza vai passar

Compositores: Carlos De Carvalho Colla / Gilson Vieira Da Silva

Artista: Emílio Santiago
Data de lançamento: 1990
Álbum: Aquarela Brasileira 3
Gêneros: MPB, Samba e Pagode, Axé


OABRJ lamenta morte do compositor e advogado Carlos Colla
13/01/2023

Autor de sucessos como "Bye Bye Tristeza" formou-se em Direito antes de se dedicar à música


A OABRJ, por meio de sua Comissão de Direitos Autorais, Direitos Imateriais e Entretenimento (Cdadie), lamenta profundamente a morte do músico e advogado Carlos Colla nesta sexta-feira, dia 13. O compositor, que fora submetido a uma cirurgia por causa de dois aneurismas na aorta abdominal, sofreu uma parada respiratória e morreu, aos 78 anos, no Rio de Janeiro.

Nascido em 5 de agosto de 1944, em Niterói, Colla se formou em Direito e chegou a exercer a profissão antes de se dedicar inteiramente à música. O compositor teve mais de 2 mil canções gravadas, principalmente por Roberto Carlos, que imortalizou o sucesso "Falando sério". Outras composições incluem "Sonho por sonho", gravada pela dupla Leandro e Leonardo; "Tô deixando você", sucesso na voz de Chitãozinho e Xororó, e "Bye, Bye Tristeza", hit da cantora Sandra de Sá.

A morte do compositor foi confirmada por seu filho Carlos Colla Jr. A filha do compositor, Dani Colla, ocupa atualmente o cargo de coordenadora da Cdadie da Seccional.

***

Gilson Vieira da Silva, conhecido artisticamente por Gilson (Macau, 1 de agosto de 1952) é um cantor, compositor e produtor musical brasileiro. Radicado desde 1966 no Rio de Janeiro, é irmão do também cantor Nazareno Vieira, falecido em 2012, e dedica-se atualmente à função de produtor musical.

Notabilizou-se a partir de 1976, com "Casinha Branca", composta por Joran (seu principal parceiro de composições) e Marcelo, que integrou a trilha sonora da telenovela Marrom Glacê, de 1979. A música, que fez parte do primeiro LP, um compacto simples batizado com o nome do cantor, permaneceu nas paradas de sucesso durante um ano, e foi regravada por diversos artistas, como Fábio Jr. Roberta Campos e Maurício Mattar, com destaque para a interpretação de Maria Bethânia, que a incluiu no CD Maricotinha ao vivo - 35 Anos de Carreira, em 2002. O cantor, compositor e baterista inglês Jim Capaldi por meio de cover adaptou a canção para o inglês em "Old Photographs".

Compôs outros sucessos, como “Verdade Chinesa” (parceria com Carlos Colla gravada por Emilio Santiago), “Fim de Solidão” (parceria com Carlos Colla e Joran gravada por José Augusto) e “I Love You” (gravada por Adriana).

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sábado, 22 de novembro de 2025

Samba: Vou festejar

Jorge Aragão e Convidados


Chora
Não vou ligar (não vou ligar)
Chegou a hora, vais me pagar
Pode chorar, pode chorar

Mas chora!

Chora
Não vou ligar (não vou ligar)
Chegou a hora, vais me pagar
Pode chorar, pode chorar

É o teu castigo
Brigou comigo sem ter porquê
Eu vou festejar, vou festejar
O teu sofrer, o teu penar

Você pagou com traição
A quem sempre lhe deu a mão
Você pagou com traição
A quem sempre lhe deu a mão

Mas chora!

Chora
Não vou ligar (eu não, essa aqui não)
Chegou a hora, vais me pagar
Pode chorar, pode chorar

Mas chora!

Chora
Não vou ligar (eu não, essa aqui não)
Chegou a hora, vais me pagar
Pode chorar, pode chorar

É o teu castigo
Brigou comigo sem ter porquê
Eu vou festejar, vou festejar
O teu sofrer, o teu penar

Você pagou com traição
A quem sempre lhe deu a mão
Você pagou com traição
A quem sempre lhe deu a mão

Eu vou festejar, vou festejar
O teu sofrer, o teu penar

Você pagou com traição
A quem sempre lhe deu a mão
Você pagou com traição
A quem sempre lhe deu a mão

Composição: Jorge Aragão / Dida / Neoci Dias





Em 2016, ano do centenário do samba, o Sambabook chegou à sua quinta edição e comemorou o sucesso absoluto das quatro edições anteriores que homenagearam as obras de João Nogueira, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho e Dona Ivone Lara. O reverenciado da vez foi ninguém menos que o grande poeta do samba Jorge Aragão, que naquele ano celebrava 40 anos de carreira.


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Jorge Aragão é o convidado do Samba na Gamboa

Neste #SambaNaGamboa, Teresa Cristina recebe o Poeta do Samba, Jorge Aragão, que vai cantar seus sucessos e relembrar o começo da carreira, no Cacique de Ramos.



terça-feira, 18 de novembro de 2025

Samba: Brincadeira tem hora

Xande de Pilares








Não brinque com meu amor
Não brinque com meu amor
Meu amor não é brincadeira
E nem é coisa sem valor

O meu peito é uma esteira
Onde a paz se deitou
O meu peito é uma esteira
Onde a paz se deitou

Eu chamo você demora
Eu já disse à você
(Brincadeira tem hora)
Eu quero rir, você chorar
(Brincadeira tem hora)
Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora

A solidão vive açoitando meu peito
Procuro um jeito ligeiro
Dela sempre me esquivar

Mas a luz que ilumina meu caminho
Ilustra meu pergaminho
Com as vitórias que a vida me dá

Maltrata quem te adora
(Brincadeira tem hora)
Eu chego e você vai embora
(Brincadeira tem hora)

Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora

Um coração, quando ama choraminga
O olhar lacrimeja e até míngua
Em busca de carinho
Amor é coisa que nasce dentro da gente
Quem não tem, vive doente
Perdido nos descaminhos

Essa paixão me devora
(Brincadeira tem hora)
Juro por nossa Senhora
(Brincadeira tem hora)
Oh! Brincadeira

Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora

Não brinque com meu amor
Não brinque com meu amor
Meu amor não é brincadeira
E nem é coisa sem valor

O meu peito é uma esteira
Onde a paz se deitou
O meu peito é uma esteira
Onde a paz se deitou

Eu chamo você demora
Eu já disse à você
(Brincadeira tem hora)
Eu quero rir você chora
(Brincadeira tem hora)

Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora

Um coração, quando ama choraminga
O olhar lacrimeja e até míngua
Em busca de carinho
Amor é coisa que nasce dentro da gente
Quem não tem, vive doente
Perdido nos descaminhos

Maltrata quem te adora
Brincadeira tem hora
Eu chego e você vai embora
Brincadeira tem hora

Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora

Vou embora, vou embora
(Brincadeira tem hora)
E lá vem rompendo a aurora
(Brincadeira tem hora)
Oh

Brincadeira tem hora
Brincadeira tem hora
(Brincadeira)
Brincadeira tem hora
Brincadeira meu bem

Eu vou pra Juiz de Fora
Brincadeira tem hora
Ou então pra Pirapora
Brincadeira tem hora
É que essa paixão me devora

Composição: Beto Sem Braço / Zeca Pagodinho


Amargura ( Zeca Pagodinho/ Camunguelo)




Na estreia da nova temporada do “Samba na Gamboa”, Teresa Cristina recebe o sambista número 1 do Brasil, Zeca Pagodinho, para conversar sobre o lado compositor de Zeca e cantar as músicas escritas pelo bamba.

 


Samba na Gamboa recebe Zeca Pagodinho




Brincadeira Tem Hora
Não Sou Mais Disso
Termina Aqui
Se Tivesse Dó
Dor de Amor
Mutirão de Amor
Lente de Contato
Voo de Paz
Quando Te Vi Chorando
Lama nas Ruas
Se Eu For Falar de Tristeza
Judia de Mim

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Deixa a vida me levar / Brincadeira tem hora / Vou festejar /

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MEU GURUFIM - CLÁUDIO CAMUNGUELO - Sim, é Samba!



quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Samba: Deixa A Vida Me Levar

Zeca Pagodinho


Data de lançamento: 2002
Álbum: Deixa avida me levar
Gêneros: Samba
Composição: Eri Do Cais / Serginho Meriti






Eu já passei por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida, espero ainda a minha vez
Confesso que sou de origem pobre
Mas meu coração é nobre, foi assim que Deus me fez

Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

Só posso levantar as mãos pro céu
Agradecer e ser fiel ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso
Com o que tenho, vivo
De mansinho lá vou eu

Se a coisa não sai do jeito que eu quero
Também não me desespero
O negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos, lá vou eu
E sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

Eu já passei por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida, espero ainda a minha vez
Confesso que sou de origem pobre
Mas meu coração é nobre, foi assim que Deus me fez

Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Deixa a vida me levar (vida, leva, vida, leva eu)
Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Deixa a vida me levar (vida, leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu


Cantor e compositor Serginho Meriti é o convidado do Samba na Gamboa



Clique no minuto 25min45s ou assista todo Gamboa que tá demais...

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Deixa a vida me levar / Brincadeira tem hora /