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sexta-feira, 20 de março de 2020

A teoria gnóstica da terra plana...

Centro de Referência para o Ensino de Física



A “sabedoria” na Terra Plana: o navio de ponta cabeça.




Globalista ama a matemática é tudo provado por cálculo. Eu queria ver uma foto tirada por um satélite dito geo-estacionário de um navio navegando de ponta cabeça aqui na terra, aí acabaria a discussão.




Respondido por: Prof. Luiz Cláudio Mesquita de Aquino - Depto. de Ciências Exatas - FACSAE/UFVJM - Campus Mucuri



Esse é um pedido de muitos dos terraplanistas. Como é usual na mitologia da Terra Plana, esse pedido não tem significado e é materialmente equivocado, a começar com a referência à verticalidade! Em qualquer lugar da Terra um navio ao boiar não estará de ponta cabeça (a menos que seja o Poseidon depois de emborcar em uma onda gigante) pois o fio de prumo (para não falar em gravidade, palavra ininteligível no vocabulário terraplanês) apontará do convés superior do navio para o convés inferior.





Vamos fazer as contas, porque sim, nós amamos a Matemática já que ela nos ajuda a construir toda a nossa tecnologia (usada também pelos terraplanistas) e a entender o funcionamento da Natureza.


Os maiores navios de cruzeiro chegam a ter 60m de altura. Considerando que o raio médio da Terra é 6.371km, a altura desse navio representa aproximadamente 0,00094% do raio da Terra.


Vamos considerar agora uma bola de futebol com aproximadamente 11cm de raio, como as bolas oficiais da FIFA. Tomando 0,00094% disso teríamos 0,0001034cm. Ou seja, teríamos 1,034μm. Sabe o que pode ter esse tamanho? Uma bactéria! Será que dá para tirar a foto de uma bola de futebol com uma bactéria de ponta cabeça aparecendo? Pensemos um pouco… Na montagem da foto abaixo o navio teria uns 720km de altura! Isso é aproximadamente “apenas” 80 Montes Everest empilhados.





Por outro lado, vamos imaginar que o terraplanista entenda que não é possível a foto exibir a Terra e o navio ao mesmo tempo. O terraplanista quer agora dar um “zoom” em uma foto tirada por um satélite até ver o navio de ponta cabeça como na montagem a seguir. Obviamente ao ver essa foto ele pode alegar que foi invertida de modo artificial (como de fato foi o caso da montagem abaixo). Ou seja: mesmo que fosse possível tirar a foto e o navio pudesse ser observado, ele iria dizer que ela é falsa! Se o terraplanista acha que todas as fotos que já existem são falsas, o que fará ele acreditar em qualquer outra foto que seja exibida?





domingo, 10 de novembro de 2019

Livrarias que reexistem nos fazem bem... feiras, também

Bamboletras









quando me deparei com o "pequeno texto" abaixo (que transcrevo do facebook), quase uma resenha sobre o prazer de procurar livros com as mãos no papel, entendi que não nos basta falar dos livros! mostrar os livros! precisamos também dizer onde podemos encontrá-los: em bibliotecas, é muito provável que... talvez, mas também podemos entrar em livrarias, mas quais ainda não sucumbiram aos livros de auto-ajuda?! quais livrarias não mantém escondidas do público autores e autoras tão importantes à nossa caminhada humana, quais resistem a insanidade? onde podemos encontrar ou reencontrar autores e autoras como Adélia Prado, Albert Camus, Ariano Suassuna, Baudelaire, Balzac, Brecht, Machado de Assis, Galeano, Drummond, Dostoiévski, Garcia Lorca, Florbela, Pessoa, Arendt, Juan Rulfo, Lima Barreto, Cortázar, Kafka, Julio Verne, Manoel Bomfim, Mia Couto, Patativa, Simone Beauvoir, Stendhal... e tantos e tantas mais, em quais livrarias encontramos o lugar que pertencemos e nos perdemos e nos achamos? é só o que posso pagar que me pertence? gosto de pensar que livrarias como a Bamboletras nos pertencem mais que aos seus donos...

"Estava indo a uma "grande livraria", daquelas em que chega um momento de não se saber aonde é o caixa e a saída. Mudei de ideia, estava na hora de conhecer a Livraria Bamboletras (Milton Ribeiro). Pensa em GRANDE Livraria, daquelas que sabemos aonde fica o caixa e a saída, mas é tamanha a qualidade dos seus livros que não dá vontade de ir embora. Posso entrar de olhos vendados, pegar qualquer livro e tenho a certeza que sairei satisfeito. Além de um ótimo atendimento. Agora entendo as postagens "Atrás do Balcão da Bamboletras". Fiquei uns 40 min lendo e escolhendo. As pessoas que entravam já puxam conversa, estavam familiarizadas com o espaço, contando o porque do livro escolhido, as relações dos livros com suas vidas. Ambiente muito acolhedor que propicia esses momentos." Bruno Marques



a Bamboletras "reexiste!" aqui, em Porto Alegre, com qualidade no acervo e no atendimento. mas, por certo, outras estejam resistindo por esse mundo afora, mas onde? quais?