sexta-feira, 8 de maio de 2026

George Orwell - 1984: Parte 1.2 ( Quando apoiou a mão na maçaneta)

1984 - George Orwell

Tradução: Alexandre Hubner e Heloisa Jahn

Parte 1


2.
     
     Quando apoiou a mão na maçaneta, Winston percebeu que havia deixado o diário aberto em cima da mesa. Cobrindo o papel com letras garrafais, as frases ABAIXO O GRANDE IRMÃO quase podiam ser lidas do outro lado do aposento. Um descuido de uma estupidez inconcebível. Contudo, Winston se deu conta de que mesmo em pânico ele não quisera borrar o papel creme fechando o diário com a tinta ainda úmida.
     Respirou fundo e abriu a porta. No mesmo instante sentiu uma onda cálida de alívio percorrer-lhe o corpo. Uma mulher pálida, de aparência emaciada, cabelo ralo e rosto enrugado estava parada do lado de fora.

“Ah, camarada”, começou ela, num tom de voz monótono e queixoso, “tive a impressão de ouvir você chegar. Será que poderia ir até a minha casa dar uma olhada na pia da cozinha? Está entupida e...”

     Era a sra. Parsons, mulher de um vizinho de andar. (“Sra.” era uma forma de tratamento pouco favorecida pelo Partido — a ideia era chamar todo mundo de “camarada” —, porém com certas mulheres seu uso era quase instintivo.) Ela devia ter uns trinta anos, mas aparentava muito mais. Dava a impressão de ter poeira acumulada nas rugas do rosto. Winston a seguiu pelo corredor. Esses consertos de amador eram uma amolação quase diária. Os apartamentos das Mansões Victory eram antigos, haviam sido construídos em 1930, por volta disso, e estavam caindo aos pedaços. O reboco do teto e das paredes vivia despencando, o encanamento estourava com qualquer geada mais forte, havia goteiras no teto sempre que nevava, o sistema de calefação costumava ser regulado em potência baixa, isso quando não permanecia desligado por razões de economia. Os consertos que os moradores não conseguiam fazer sozinhos precisavam ser autorizados por comitês inacessíveis, capazes de retardar por dois anos uma singela troca de vidraça.

“Claro que só estou pedindo sua ajuda porque o Tom não está em casa”, disse a sra. Parsons sem mais explicações.

     O apartamento dos Parsons era maior que o de Winston, e sua esqualidez era de outro tipo. Tudo tinha um aspecto surrado, maltratado, como se um animal grande e violento tivesse acabado de passar por ali. Apetrechos esportivos — bastões de hóquei, luvas de boxe, uma bola de futebol furada, um calção suado pelo avesso — estavam largados pelo chão, e sobre a mesa via-se uma confusão de pratos sujos e livros de exercícios com as orelhas dobradas. As paredes ostentavam bandeiras vermelhas da Liga da Juventude e dos Espiões e um pôster em tamanho natural do Grande Irmão. Sentia-se o tradicional cheiro de repolho cozido comum ao prédio inteiro, só que temperado por um fedor ainda mais pronunciado de suor, que — percebia-se à primeira farejada, embora fosse difícil explicar por quê — era o suor de uma pessoa ausente no momento. Em outro cômodo alguém utilizava um pente e um pedaço de papel higiênico para tentar acompanhar o ritmo da marcha militar que continuava saindo da teletela.

“São as crianças”, disse a sra. Parsons, lançando um olhar um tanto apreensivo para a porta. “Ainda não puseram os pés fora de casa hoje. E claro que...”

     Ela tinha o hábito de deixar as frases pela metade. A pia da cozinha estava cheia quase até a borda de uma água imunda e esverdeada, cujo cheiro de repolho era simplesmente insuportável. Winston se ajoelhou e examinou o cotovelo do encanamento. Detestava ter de usar as mãos e detestava ter de se abaixar, coisa que sempre podia provocar um acesso de tosse. A sra. Parsons observava sem saber o que fazer.

“Claro que se o Tom estivesse em casa, resolvia o problema num instante”, disse ela. “Ele adora fazer esse tipo de coisa. É muito habilidoso, o Tom.”

     Parsons trabalhava com Winston no Ministério da Verdade. Era um sujeito gordinho mas diligente, de uma estupidez paralisante, um amontoado de entusiasmos imbecis — um daqueles burros de carga absolutamente submissos e dedicados de quem dependia, mais até que da Polícia das Ideias, a estabilidade do Partido. Aos trinta e cinco anos, acabara de ser excluído, contra a vontade, da Liga da Juventude, e antes de ingressar na Liga da Juventude conseguira permanecer com os Espiões um ano mais que a idade prevista nos estatutos. No Ministério, desempenhava alguma função subalterna que não tivesse a inteligência como requisito; por outro lado, porém, era figura de proa no Comitê Esportivo e em todos os demais comitês responsáveis pela organização de caminhadas comunitárias, manifestações espontâneas, campanhas de economia e atividades voluntárias em geral. Com discreto orgulho, entre uma e outra baforada de seu cachimbo, anunciava para quem quisesse ouvi-lo que tivera participações no Centro Comunitário toda santa noite ao longo dos últimos quatro anos. Um cheiro opressivo de suor, uma espécie de testemunho inconsciente da vida extenuante que ele levava, acompanhava-o aonde quer que fosse e impregnava o lugar mesmo depois de ele ter saído.

“A senhora tem uma chave inglesa?”, indagou Winston, tentando soltar a rosca do cotovelo.
“Uma chave inglesa”, repetiu a sra. Parsons, tornando-se no mesmo instante invertebrada. “Não sei, não sei. Pode ser que as crianças...”

     Ouviu-se um tropel de botinas e outra clarinada no pente quando as crianças irromperam na sala. A sra. Parsons apareceu com a chave inglesa. Winston deixou escorrer a água e tirou com repugnância o chumaço de cabelo humano que entupira o cano. Limpou os dedos o melhor que pôde na água fria da torneira e voltou para o outro aposento.

“Mãos ao alto!”, berrou uma voz selvagem.

     Um garoto de nove anos, bonito e com cara de brigão surgira detrás da mesa e o ameaçava com uma pistola de brinquedo, enquanto sua irmã menor, uns dois anos mais jovem, imitava-o utilizando um pedaço de madeira. Ambos trajavam os calções azuis, as camisetas cinza e os lenços vermelhos de amarrar no pescoço que compunham o uniforme dos Espiões. Winston ergueu as mãos acima da cabeça, mas com uma sensação incômoda — o jeito do menino era tão malévolo que a coisa não parecia ser de brincadeira.

“Você é um traidor!”, gritou o menino. “É um criminoso do pensamento! Um espião eurasiano! Eu acabo com você, vaporizo você, mando você para as minas de sal!”

     De repente as duas crianças estavam pulando em volta dele, gritando “Traidor!” e “Criminoso do pensamento!”, a garotinha imitando o irmão em todos os movimentos. Por alguma razão aquilo era um pouco apavorante, como as cambalhotas dos filhotes de tigre que não tardarão a crescer e tornar-se devoradores de homens. Havia uma espécie de ferocidade calculista nos olhos do garoto, um desejo bastante óbvio de bater ou dar chutes em Winston, e a consciência de que não faltava muito para alcançar o tamanho suficiente para fazer isso. Ainda bem que ele não tinha nas mãos um revólver de verdade, pensou Winston.
     Os olhos da sra. Parsons iam nervosamente de Winston para as crianças e destas para ele. À luz mais clara da sala de estar, ele reparou, não sem interesse, que de fato havia poeira acumulada nas rugas do rosto dela.

“Eles fazem tanta algazarra”, disse ela. “Estão desapontados porque não puderam ver o enforcamento. Estou ocupada demais para levá-los e o Tom não vai chegar a tempo do trabalho.” 
“Por que a gente não pode ir ver o enforcamento?”, rugiu o garoto com seu vozeirão. 
“A gente quer ir no enforcamento! A gente quer ir no enforcamento!”, cantarolou a garotinha, que continuava pulando ao redor de Winston. 

     Alguns prisioneiros eurasianos, praticantes de crimes de guerra, seriam enforcados no Parque naquela noite, lembrou-se Winston. Isso acontecia aproximadamente uma vez por mês, e era um espetáculo muito popular. As crianças faziam questão de que os pais as levassem para assistir. Despediu se da sra. Parsons e avançou para a porta. Mas não dera seis passos no corredor quando algo o atingiu na nuca com uma pancada extremamente dolorosa. Foi como ser espetado com um pedaço de arame incandescente. Winston virou-se a tempo de ver a sra. Parsons arrastando o filho apartamento adentro enquanto o menino guardava um estilingue no bolso. 

“Goldstein!”, trovejou o garoto enquanto a mãe fechava a porta. Mas o que mais impressionou Winston foi o olhar de pânico impotente estampado no rosto cinzento da mulher.

     De volta a seu apartamento, passou depressa diante da teletela e tornou a sentar-se à mesa, ainda massageando a nuca. A teletela já não transmitia música. Em vez disso, uma voz militar sincopada lia, com uma espécie de prazer atroz, uma descrição dos armamentos da nova Fortaleza Flutuante que acabara de ser ancorada entre a Islândia e as Ilhas Faroe.
     Com crianças daquele tipo, pensou Winston, aquela infeliz mulher deve levar uma vida de terror. Mais um ou dois anos e eles começariam a vigiá-la noite e dia em busca do menor sintoma de inortodoxia. Quase todas as crianças eram horríveis atualmente. O pior de tudo era que, por meio de organizações como a dos Espiões, elas eram transformadas em selvagens incontroláveis de maneira sistemática — e nem assim mostravam a menor inclinação para rebelar-se contra a disciplina do Partido. Pelo contrário, adoravam o Partido e tudo que se relacionasse a ele. As canções, os desfiles, as bandeiras, as marchas, os exercícios com rifles de brinquedo, as palavras de ordem, o culto ao Grande Irmão — tudo isso, para elas, era uma espécie de jogo sensacional. Toda a sua ferocidade era voltada para fora, dirigida contra os inimigos do Estado, contra os estrangeiros, os traidores, os sabotadores, os criminosos do pensamento. Chegava a ser natural que as pessoas com mais de trinta anos temessem os próprios filhos. E com razão, pois era raro que uma semana se passasse sem que o Times trouxesse um parágrafo descrevendo como um pequeno bisbilhoteiro — “herói mirim” era a expressão usada com mais frequência — ouvira às escondidas os pais fazerem algum comentário comprometedor e os denunciara à Polícia das Ideias.
     A ferroada do projétil lançado pelo estilingue já não doía. Winston pegou a caneta sem muito ânimo, perguntando-se se encontraria alguma outra coisa para escrever no diário. De repente voltou a pensar em O’Brien.
     Alguns anos antes — quantos? Devia fazer uns sete anos — ele sonhara que estava andando num aposento completamente às escuras. E alguém sentado a um lado disse, quando ele passou: “Ainda nos encontraremos no lugar onde não há escuridão”. Isso foi dito com muita tranquilidade, de forma quase despreocupada — era uma afirmação, não uma ordem. Ele seguira em frente sem se deter. O curioso é que na época, no sonho, as palavras não lhe causaram maior impressão. Só mais tarde e aos poucos elas começaram a adquirir um significado. Já não se lembrava se fora antes ou depois do sonho que vira O’Brien pela primeira vez; e tampouco se lembrava de quando identificara pela primeira vez a voz do sonho como sendo a de O’Brien. De todo modo, a identidade era inegável. O’Brien era a pessoa que falara com ele no escuro.
     Winston nunca soubera com certeza — mesmo depois da troca de olhares daquela manhã, continuava sendo impossível ter certeza — se O’Brien era amigo ou inimigo. Se bem que isso não parecesse importar muito. Havia entre eles um elo de entendimento cuja importância era maior que o afeto ou a comunhão de ideias. “Ainda nos encontraremos no lugar onde não há escuridão”, dissera ele. Winston não sabia o que isso significava, apenas que de uma maneira ou de outra aquilo acabaria se tornando realidade.
     A voz transmitida pela teletela fez uma pausa. No ar estagnado pairou o toque de um clarim, nítido e belo. A voz prosseguiu com aspereza: 

“Atenção! Atenção, por favor! Uma notícia-relâmpago acaba de chegar do fronte malabarense. Nossas forças obtiveram gloriosa vitória no sul da Índia. Estou autorizado a afirmar que a ação que noticiamos neste momento pode perfeitamente deixar a guerra a uma distância mensurável do final. Eis a notícia-relâmpago...”

     Más notícias a caminho, pensou Winston. E de fato, logo depois da descrição sanguinolenta da aniquilação de um exército eurasiano, com um número elevadíssimo de soldados inimigos mortos ou feitos prisioneiros, veio o anúncio de que, a partir da semana seguinte, a ração de chocolate seria reduzida de trinta para vinte gramas.
     Winston arrotou de novo. O efeito do gim estava passando, substituído por uma sensação de esvaziamento. A teletela — fosse para comemorar a vitória, fosse para apagar a lembrança da porção de chocolate perdida — atacou com Oceânia, glória a ti. As pessoas deviam ouvi-la em posição de sentido.
     Oceânia, glória a ti deu lugar a uma seleção musical mais leve. Winston se aproximou da janela, sempre de costas para a teletela. O dia continuava frio e sem nuvens. Em algum lugar ao longe uma bomba-foguete explodiu com um estrondo surdo, reverberante. Eram vinte ou trinta delas caindo sobre Londres todas as semanas.
     Lá embaixo, na rua, o vento castigava o cartaz rasgado, agitando-o de um lado para o outro, e a palavra Socing, condizentemente, aparecia e desaparecia. Socing. Os sagrados princípios do Socing. Novafala, duplipensamento, a mutabilidade do passado. Winston tinha a sensação de estar vagando pelas florestas do fundo do mar, perdido num mundo monstruoso em que o monstro era ele próprio. Estava sozinho. O passado estava morto, o futuro era inimaginável. Que certeza podia ter de que naquele momento uma criatura humana, uma que fosse, estivesse do lado dele? E como saber se o domínio do Partido não seria para sempre? À guisa de resposta, vieram-lhe à cabeça os três slogans estampados na fachada branca do Ministério da Verdade:

GUERRA É PAZ 
LIBERDADE É ESCRAVIDÃO 
IGNORÂNCIA É FORÇA

     Tirou do bolso uma moeda de vinte e cinco centavos. Ali também, em letras minúsculas e precisas, estavam inscritos os mesmos slogans, e do outro lado da moeda via-se a cabeça do Grande Irmão. Até na moeda os olhos perseguiam a pessoa. Nas moedas, nos selos, nas capas dos livros, em bandeiras, em cartazes e nas embalagens dos maços de cigarro — em toda parte. Sempre aqueles olhos observando a pessoa e a voz a envolvê-la. Dormindo ou acordada, trabalhando ou comendo, dentro ou fora de casa, no banho ou na cama — não havia saída. Com exceção dos poucos centímetros que cada um possuía dentro do crânio, ninguém tinha nada de seu.
     O sol avançara e as infindáveis janelas do Ministério da Verdade, agora que já não recebiam luz direta, pareciam tão temíveis quanto as seteiras de uma fortaleza. O coração de Winston se encolheu diante do enorme vulto piramidal. O edifício era forte demais, não havia como tomá-lo. Nem mil bombas-foguetes seriam capazes de destruí-lo. Voltou a perguntar-se para quem estaria escrevendo o diário. Para o futuro, para o passado — para uma época talvez imaginária. E diante dele estava o extermínio, não a morte. O diário seria reduzido a cinzas e ele próprio viraria vapor. Somente a Polícia das Ideias leria o que ele havia escrito, antes de suprimirem tudo da existência e da memória. Como era possível fazer um apelo ao futuro, quando nem um rastro seu, nem mesmo uma palavra anônima rabiscada num pedaço de papel, tinha condições de sobreviver fisicamente?
     A teletela deu as horas: duas da tarde. Winston devia sair em dez minutos. Precisava estar de volta ao trabalho às duas e meia.
     Curiosamente, o anúncio das horas pareceu dar-lhe novo ânimo. Era um fantasma solitário afirmando uma verdade de que ninguém jamais ouviria falar. Só que, enquanto a afirmasse, de alguma maneira obscura a continuidade não se romperia. Não era fazendo-se ouvir, mas mantendo a sanidade mental que a pessoa transmitia sua herança humana. Voltou para a mesa, molhou a pena da caneta e escreveu:

   Ao futuro ou ao passado, a um tempo em que o pensamento seja livre, em que os homens sejam diferentes uns dos outros, em que não vivam sós — a um tempo em que a verdade exista e em que o que for feito não possa ser desfeito:
   Da era da uniformidade, da era da solidão, da era do Grande Irmão, da era do duplipensamento — saudações!

     Ele já estava morto, refletiu. Parecia-lhe que só agora, quando começava a ser capaz de formular seus pensamentos, dera o passo decisivo. As consequências de toda ação estão contidas na própria ação. Escreveu:

   O pensamento-crime não acarreta a morte: o pensamento-crime é a morte.

     Agora que se via como um homem morto, tornava-se importante continuar vivo o maior tempo possível. Dois dedos de sua mão direita estavam sujos de tinta. Era exatamente o tipo de detalhe que podia entregar uma pessoa. Algum fanático enxerido do Ministério (uma mulher, talvez, alguém como a mulher de cabelo ruivo ou a moça de cabelo preto do Departamento de Ficção) podia ficar intrigado e começar a se perguntar por que ele havia passado o intervalo do almoço escrevendo, por que teria usado uma caneta antiquada, o que teria escrito — e depois soltar alguma insinuação no local adequado. Foi até o banheiro e removeu cuidadosamente a tinta dos dedos com o sabonete marrom-escuro, um sabonete que raspava a mão como uma lixa e que, portanto, atendia muito bem a seus propósitos.
     Guardou o diário na gaveta. Não fazia sentido pensar em escondê-lo, mas ele podia ao menos garantir que a eventual descoberta de sua existência não lhe passasse despercebida. Um fio de cabelo atravessado na extremidade das páginas era óbvio demais. Com a ponta do dedo, recolheu um grãozinho identificável de poeira esbranquiçada e o depositou num canto da capa, de onde certamente cairia se alguém mexesse no caderno.

continua na página 35...
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Parte 1.2 ( Quando apoiou a mão na maçaneta) /     
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George Orwell (pseudônimo de Eric Arthur Blair) nasceu em 25 de junho de 1903, na Índia. Com menos de um ano de idade, o escritor foi morar na Inglaterra, onde estudou no Eton College. Mais tarde, trabalhou na Polícia Imperial Indiana, na Birmânia, e, também, lutou na Guerra Civil Espanhola, ao lado dos republicanos.
Foi apenas em 1945 que o autor teve sucesso em sua carreira literária, com a publicação de seu livro A revolução dos bichos. Depois, o romancista publicou, em 1949, sua obra mais famosa, o livro 1984, que, assim como aquele, condena os regimes totalitários. Ele faleceu em 21 de janeiro de 1950, em Londres.
Mil novecentos e oitenta e quatro é um romance distópico do escritor inglês George Orwell. Foi publicado em 8 de junho de 1949 pela Secker & Warburg como o nono e último livro de Orwell concluído em vida.

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