domingo, 9 de outubro de 2011

Ei! Wall Street, deixe as pessoas em Paz!


Pink Floyd Another brick in the wall







Another Brick In The Wall, Pt. 2

Pink Floyd

We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teacher! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall
We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teacher! Leave us kids alone!
All in all you're just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall
"Wrong, Do it again!"
"Wrong, Do it again!"
"If you don't eat yer meat, you can't have any
pudding. How can you
have any pudding if you don't eat yer meat?"
"You! Yes, you behind the bikesheds, stand still
lady!"

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Classe Média


Max Gonzaga e Banda Marginal






Classe Média

Max Gonzaga

Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio "coletivos"
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual
Mais eu "to nem ai"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "to nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol
Mas se o assalto é em moema
O assassinato é no "jardins"
A filha do executivo é estuprada até o fim
Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
Porque eu não "to nem ai"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "to nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

XI (1ª) - No se puede hacer la revolucion sin las mujeres


Vimos as mesmas atrocidades, mas de jeitos diferentes
Canalhas disfarçados de humanidade

baitasar


Caso exista destino... O meu é ser puta. Não, eu não quero chocar ninguém, nem você minha amiga querida. Mas chegou a hora da minha verdade. É agora ou nunca. É bem assim: tem hora de chorar, rir as gargalhadas e fugir, e fingir, e foder. Ah! Já sei, você foi ensinada a fingir como uma das branquelas: não consegue fingir de tanto fingir. Não acredito que você acredita que cada vez que um desses homens se enfia em minhas covinhas ele me faz gozar. Tudo fingimento minha querida. Eles me pagam para não fingir: eu finjo que não finjo.
Sabe como é, puta muda de patrão, mas não de condição. E minha amiga, a sina depois de conquistada com a fama precisa deitar na cama e aconselhar a zanga descontrolada a ter paciência. Perca-se tudo, menos a honra. Puta não pode embravecer; puta furiosa vai à cana e perde o sustento, às vezes, por causa de um vintém se gasta cem. Então, poupa teu vintém que um dia serás alguém. Muitas das gentes, mesmo aqui, no Morro do Galo, apostaram sobre quem me cortaria a cabeça. Juram que não apostavam por mal, apenas curiosidade e oportunidade de afirmar alguma coisa, qualquer coisa, contra la castellana; no início chorei muito, depois foi diferente ou não importava, o fim é sempre um fim.
Foi o destino que eu quis que me fez. Fugi da Montaña e do Coronel por crer que o meu destino seria longe de Piedras Altas e dos que viam tudo.
O Coronel era homem de poucos aparecimentos entre os pardos e os nativos. Por instinto, el hombres de maíz se desassossegavam com a desaparição do patrão na Montaña. Quanto menos o Coronel aparecia mais lhes aconselhava a prudência: os olhos do patrão vigiavam
(A desgraça do pobre é querer imitar o rico.) (Por que diz isso, Jaquín?) (Essa merda de aumentar o rebanho deu em nada, não temos as leiteiras, nem os bezerros, nem o touro, nem a vida.) (É preciso esperar os dias de parir.) (José, qual a desculpa para o aparecimento dos novilhos?)
Com certeza pensariam em algo.
Em Piedras Altas, naqueles dias de sumiço do touro, o Coronel criou um grupo de quadrilheiros pagos para perseguir o desaparecimento do animal do coronel. Aprisionaram um homem para torturar e amedrontar. Não sabiam por onde começar, então, a agonia começou por aquele coitado. Um qualquer que encontraram pelo caminho da roça. Quando a impunidade é assegurada, por quem tem o dever de policiar, os homens maus batem até se entediarem. E enfadados de bater e espremer, eles cortaram as duas mãos do pobre infeliz, e assim deixaram o torturado como recado de avisar aos escondidos da Montaña: a vida é apenas morte quando não se tem permissão do Coronel.
No momento em que Juzé Qualquer soube da crueldade, quis descer aos gritos sobre aqueles homens perversos, foi impedido pelo realismo ingênuo do seu propósito. Precisava manter os cuidados secretos da gestação das leiteiras, e ademais, um anão morto é apenas um nanico morto
(Espero que tanto sacrifício valha à pena...)
Escutava do viento as palavras da minha irmã
(Valentia no es privilegio.)
Nem o tempero da vingança, que precisa ser servida com cuidado e paciência
(Uma corja de assassinos... assassinos de contrato!) (¡Hijos-de-puta! ¡Asalariados de la muerte!)
Foram dias de muita frustração para Juzé Qualquer. Não fora feito homem para lutar, mas o cheiro insuportável e moribundo da muerte o fez querer rebelar los hombres mata-piolhos. Não havia tempo para treinar soldados, na verdade, ele tinha medo de aprender a matar com aqueles homens ingênuos. Resistia pendurar na sua consciência o gosto de matar em jovens e velhos de milho. Não tinha o paladar revolucionário: “Matar, se preciso!”
(Blanca, não quero sangue em minhas mãos, não espero ensinar a matar.) (Entonces, esta lucha ya es perdida.) (Desde o tempo do primeiro esbranquiçado.) (¿Y queda nada sino abuso, violencia y tormentos?) (Lutar.) (No entiendo...) (Minha querida, lutar e sobreviver é a obrigação de qualquer soldado, mas todos perdem a ternura.)
E assim, seguiu seu caminho naquele rebanho e paraíso destruído, se todos somos um destino, Juzé Qualquer Um, por certo, estava resistindo ao seu, um destino de morte e traição. Sabia que la muerte lhe viria chamar, como dever de ofício ao código de honra, todo hombre haverá de morrer em razão de alguma coisa, alguma ordem, algum descuido, alguma traição, sobreviver é sua obrigação, mas seu ato de covardia final.
Um período de calmaria anunciava a tempestade de destruição que se aproximava. Os homens pagos pelo dono dos milhos, dos campesinos e da Montaña aliviaram os patrulhamentos de cavalos entre os milhos. Na vila ou nas estradas, a vida quase voltava às normalidades do dia-a-dia. Os cachorros e as galinhas retornavam aliviadas ao cotidiano de resmungos e alaridos. Os ovos retornaram a aparecer nos ninhos. As poedeiras estavam acalmadas e empolgadas com a tarefa de pôr ovos.
As crianças brincavam de mocinho e bandido, ali, as fantasias entre los enfantes, o bandido e o mocinho se misturavam e separavam, conforme os amigos de um dia passavam a ser os inimigos no outro dia, dependia dos escolhidos para empunhar pistolas feitas de gravetos, que atiravam balas de chumbo saídas das gargantas, pá-pá-pá. O mocinho empunhava sua espada de pau, não podia ser muito pesada, nem frágil ao ponto que se partisse no primeiro golpe, era uma escolha difícil, não raras vezes, adiavam o início das escaramuças. As meninas somente se reuniam aos meninos nas tréguas para comerem bananas e falarem sus miedos.
Eu queria estar entre os meninos, acompanhando o dono da espada, qualquer que fosse, a cada novo dia. Queria ser a Blanca, La Leporina. Todas as manhãs, quando saíamos para os tiroteios de fantasia, riscava com carvão um corte no lábio de cima até as ventanas, enquanto esperava los niños decidirem quem seria o anão. Não me importava o escolhido, bastava que me cuidasse e empunhasse sua espada. Carregava meu companheiro por caminhos desconhecidos para eles. Estradas misteriosas imaginadas por mim, alguns desistiam e se entregavam assustados ao inimigo, esses não mereciam a confiança da La Leporina, recebiam o desprezo. Até que Juanito teve sua oportunidade como Qualquer Um. O guri já chegou com sua espada na mão, pronta para as escaramuças. Olhou para todos, um por um, até me encontrar, e disse
(Sígueme.)
Respondi que era a La Leporina e ele deveria me seguir. Não pareceu me escutar. Ordenou que os demais ficassem deitados de barriga e, com os olhos cerrados e as orelhas tapadas com as mãos, contassem até cem ou até onde conseguissem. Depois, com um olhar selvagem e desconfiado, voltou a me ordenar que o seguisse. Quase lhe respondi que o seguiria ao fim do mundo, mas já estávamos no fim do mundo. Silenciei e partimos.
(uno, dos, tres, cuatro, cinco, seis, siete...)
A cada vez que avançamos aquela contagem se perdia nos ruídos e alvoroço dos milhos. Até que iniciamos a trilha da mata. No início o carreiro me era conhecido, mas não demorou muito para me parecer perdida. Não lembrava onde, naquela confusão de idas e vindas, deixei de cuidar do caminho e desatentei, seguia apenas as ordens do Juanito. Isso não era um bom sinal, voltar seria penoso e exigiria de mim muito jeito de entender os mistérios da Montaña.
Pulamos uma cerca de farpas. Uma placa jogada no chão com uma caveira e uma cruz deitada pareciam anunciar que não devíamos estar daquele lado da cerca farpada
(Juanito, estamos longe...) (Asi, los chicos procuram e não nos acham.)
Depois de horas fugindo, já me parecendo que estávamos do outro lado da Montaña, Juanito fez sinal para que eu parasse de caminhar e falar. Foi quando me pareceu ouvir gritos abafados, desesperados. Primeiro, meu corpo amoleceu de pavor, pequenas gotinhas de xixi me escorreram, quis fugir, mas não conhecia o caminho da volta. Depois de uma nanica hesitação, Juanito ordenou o nosso avanço precavido.
Seguíamos gritos abafados, como se estivessem presos naquela Montaña sem ouvidos, berros que nunca foram escutados além da mestiçagem, então nunca existiram. Aqueles que não vivem não têm voz, si caminas te alcanza y si corres se te pega. A trilha dos milhos estava perdida desde tempos atrás, continuamos mata adentro e acima, um território desconhecido para nosotros. Já estava recobrada do meu amolecimento e a curiosidade empunhava meus pés. A clareza dos gritos indicava o caminho a ser andado. Juanito empunhava sua espada da pau, eu carregava a cicatriz de La Leporina, me achava encantada, mas o cheiro da muerte invadia nossos pequenos cuerpos y almas.
Súbito, Juanito se virou e tapou minha boca com a sua. O inesperado daquele gesto voltou a me assustar além da minha compreensão. Quis lhe perguntar por que, mas quando meus olhos aprenderam para onde olhar, o restante do meu xixi ficou a derramarse, como uma represa de pavor. Juanito não tapou a minha boca, mas cobriu o seu silêncio. O meu paraíso estava para sempre destruído.
Campesinos estavam prisioneiros em forcas longas e baixas, semi-nus, de modo que os pés tocavam quase a terra, o fogo queimava vivos todos que ali estavam presos. Haviam certos gradis sobre garfos com um pequeno fogo por baixo a fim de que, lentamente, como animais sendo assados para um banquete, rodando sobre o fogo, dando gritos e em tormento infinitos, rendessem o espírito ao senhor da Montaña
(Basta encontrar as respostas para o Coronel...) — nenhuma resposta, apenas o lamentoso desespero dos condenados — (Caraca, cholo! És mejor hablar y deixar que pensem o que quiserem.) — somente os vivos ficam vivos — (Preguiçosos até para salvar suas vidas.)
Os risos de zombaria se misturavam as súplicas e gritos de dor.
Um vapor esbranquiçado subia acima das feridas, mas não ousava passar das árvores. Enchia com seu perfume de carne assada, tudo na sua volta. Grudado na pele, enfiados nos pés, nas mãos, las ventanas foram as primeiras que ficaram acostumadas com os vapores da carne grelhada. Fiquei sem respirar nos pulmões, rezava por um redemoinho de vento para fazer escapar aquele cheiro de carne mortificada.
Pensei num catavento assoprando para longe. Assoprava e assoprava, atirando cuspe no ar, empurrando com meus pequenos pulmões as pás até que ficou desgovernado, empurrava minha vontade de vomitar como um chicote empurra a dor dos seus estalos para os seus cadáveres gemendo. Não existe glória en la Montaña, apenas, cadáveres gratuitos.
La Muerte passeava sua indignação diante das fogueiras, junto com seu braço direito, el capataz do churrasco. O homem que aviva as brasas não tinha o braço esquerdo, entregue para salvar su patrón de emboscada dos índios
(Índios... Índios... O jeito é passar o fio da espada em todos.) — el hombre do braço direito parecia descontar a falta de um enfiando o outro com sua espada — (... porcaria! É gente sem importância.) (Mas fazem as covas del maíz.) (La Muerte esquece que podemos usar os cholos.) (Esses precisam de algum aliciante.) (Mierda, ninguém trabalha mais por gosto.) (Voltemos ao nosso serviço de urgência...) (Convencer os índios que morrer pela espada és mejor que morrer pelo fogo.) (Isso.)
Ficavam ali, torrando-se e queimando-se sobre esses gradis, quatro foi o que consegui contar ou a memória me deixa notar. Os gritos destes campesinos me impedem de dormir, mesmo hoje, tantos anos passados. Em certo momento, acho que o comandante de tudo aquilo ordenou que estrangulassem os porcos sendo assados, não conseguia dormir; mas o sargento, pelo menos a túnica me pareceu ser de um sargento — a manga do braço esquerdo estava amarrada na cintura, acho que devem existir sargentos com um braço — não quis que fossem estrangulados e ele mesmo embocou pelotas na boca de cada um, para que não gritassem. Atiçou o fogo até que ficassem torrados, dançava em meio a fumaça daquele cheiro de carne queimada, sentia prazer no medo que provocava, o sangue fervendo, as tripas tremendo, apenas a certeza da morte.
Juanito e eu retrocedemos sobre os passos de avançar, estávamos em retirada, não podíamos com o nosso olhar de dor, ver no outro a expiação daquele sofrimento nos despejaria os choros. Não havia tempo para histerismo. Não queríamos nenhuma confirmação, eles não queriam nenhuma testemunha. Enquanto não éramos a narração real um do outro, poderíamos desviar da realidade e falar de pesadelos, histórias de bruxas, esquecer as condolências por morte e reclamar da Montaña. O xixi que nos escapou pernas abaixo, os suores e tremores passariam às lendas e mistérios da devoradora de homens. O ar estava sufocante, mas tínhamos que voltar. De repente, estávamos cansados, perdidos e calados. Retrocedíamos tropeçando em nossas sombras e nas sombras que caiam da mata, depois dos milhos gigantescos. Movíamo-nos como formigas atontadas na selva de milhos, tentando aqui ou ali, até reconhecer algum sinal estúpido qualquer, mostrando o caminho para casa. Durante o caminho de volta não tivemos tiempo para combinarmos a história que contaríamos.
Vimos as mesmas atrocidades, mas de jeitos diferentes. Meus olhos estavam frios, a garganta e os olhos secos, como tomates ao sol, descarnados da pele. Minha alma em carne viva, avermelhada. Foi quando eu soube que os homens eram capazes de qualquer crueldade, mas ainda não descobrira todas as suas cruezas grosseiras, demências que meu corpo iria, como penitência por minha mestiçagem, ser obrigado a submeter-se.
A influência das palavras que serve para encantar crianças, não desperta campesinos tratados como niños y niñas líricas, espíritos caídos del cielo para a elegia daquela paisagem dourada. A bocarra do monstro devora seus corpos dia-a-dia com histórias de bruxas e fadas. A voz dos campesinos fica adormecida em tonterías, e vez ou outra se aprontava para deixar desarranjada a Montaña, atontada com a desobediência.
O Coronel vivia em seu palácio elegante, asseado dos sons do sofrimento, o ar isolado das nuvens cinzas, as noites com suas vagas claridades malvas, verdes e as fragrâncias das ervas. Depois de olhar a Montaña pela janela aberta, mira el cielo dourado em sombras. Os milhos adormecem.
Por estas horas não sabia por andava o touro desaparecido.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

LATINOAMERICA


Calle 13  viña 2011 Camila Moreno e Inti Illimani





Latinoamérica (feat. Totó La Momposina, Susana Baca e María Rita)

Soy... soy lo que dejaron

Soy toda la sobra de lo que se robaron
Un pueblo escondido en la cima
Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima
Soy una fábrica de humo
Mano de obra campesina para tu consumo
frente de frío en el medio del verano
El amor en los tiempos del cólera, mi hermano!
Si el sol que nace y el día que muere
Con los mejores atardeceres
Soy el desarrollo en carne viva
Un discurso político sin saliva
Las caras más bonitas que he conocido
Soy la fotografía de un desaparecido
La sangre dentro de tus venas
Soy un pedazo de tierra que vale la pena
Una canasta con frijoles, soy Maradona contra Inglaterra
Anotándote dos goles
Soy lo que sostiene mi bandera
La espina dorsal del planeta, es mi cordillera
Soy lo que me enseñó mi padre
El que no quiere a su patría, no quiere a su madre
Soy américa Latina, un pueblo sin piernas, pero que camina
Oye!
Coro
Totó La Momposina:
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
María Rita:
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores
Totó La Momposina:
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
Susana Bacca:
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Calle 13
Tengo los lagos, tengo los ríos
Tengo mis dientes pa' cuando me sonrio
La nieve que maquilla mis montañas
Tengo el sol que me saca y la lluvia que me baña
Un desierto embriagado con peyote
Un trago de pulque para cantar con los coyotes
Todo lo que necesito, tengo a mis pulmunos respirando azul clarito
la altura que sofoca,
Soy las muelas de mi boca, mascando coca
El otoño con sus hojas desmayadas
Los versos escritos bajo la noches estrellada
Una viña repleta de uvas
Un cañaveral bajo el sol en Cuba
Soy el mar Caribe que vigila las casitas
Haciendo rituales de agua bendita
El viento que peina mi cabellos
Soy, todos los santos que cuelgan de mi cuello
El jugo de mi lucha no es artificial
Porque el abono de mi tierra es natural
Coro
Totó La Momposina:
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
Susana Bacca:
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores
María Rita:
você não pode comprar o vento
você não pode comprar o sol
você não pode comprar a chuva
você não pode comprar o calor
você não pode comprar as nuvens
você não pode comprar as cores
você não pode compar minha alegria
você não pode comprar as minha dores

No puedes comprar el sol...
No puedes comprar la lluvia
vamos caminando, vamos dibujando x2

Calle 13
Trabajo bruto, pero con orgullo
Aquí se comparte, lo mío es tuyo
Este pueblo no se ahoga con marullo
Y se derrumba yo lo reconstruyo
tampoco pestañeo cuando te miro
para que te recuerde de mi apellido
La operación Condor invadiendo mi nido
Perdono pero nunca olvido
Oye!
Vamos camimando
Aquí se respira lucha
Vamos caminando
Yo canto porque se escucha
Vamos caminando
Aquí estamos de pie
Que viva la américa!
No puedes comprar mi vida...

domingo, 2 de outubro de 2011

People Have The Power




People Have the Power

I was dreaming in my dreaming
Of an aspect bright and fair
And my sleeping it was broken
But my dream it lingered near
In the form of shining valleys
Where the pure air recognized
And my senses newly opened
I awakened to the cry
That the people / have the power
To redeem / the work of fools
Upon the meek / the graces shower
It's decreed / the people rule

The people have the power
The people have the power
The people have the power
The people have the power

Vengeful aspects became suspect
And bending low as if to hear
And the armies ceased advancing
Because the people had their ear
And the shepherds and the soldiers
Lay beneath the stars
Exchanging visions
And laying arms
To waste / in the dust
In the form of / shining valleys
Where the pure air / recognized
And my senses / newly opened
I awakened / to the cry

Refrain

Where there were deserts
I saw fountains
Like cream the waters rise
And we strolled there together
With none to laugh or criticize
And the leopard
And the lamb
Lay together truly bound
I was hoping in my hoping
To recall what i had found
I was dreaming in my dreaming
God knows / a purer view
As i surrender to my sleeping
I commit my dream to you

Refrain

The power to dream / to rule
To wrestle the world from fools
It's decreed the people rule
It's decreed the people rule
Listen
I believe everything we dream
Can come to pass through our union
We can turn the world around
We can turn the earth's revolution

We have the power
People have the power ...

As Pessoas Tem o Poder

Eu estava sonhando no meu sonho
Com um aspecto luminoso e justo
E o meu sono, foi quebrado
Mas o meu sonho permaneceu perto
Na forma de vales brilhantes
Onde o ar puro reconhecido
E os meus sentidos recém abertos
Eu acordei com o grito
Que as pessoas / tem o poder
Para redimir / o trabalho dos tolos
Sobre o submisso / as graças se despejam

Está decretado / as pessoas mandam

As pessoas tem o poder
As pessoas tem o poder
As pessoas tem o poder
As pessoas tem o poder

Aspectos vingativos se tornaram suspeitos
Se dobrando devagar como se ouvissem
E os exercitos pararam de avançar
Porque as pessoas prestaram atenção

E os pastores e os soldados

Ficam sob as estrelas
Trocando visões
E colocando as armas no chão
Para dissiparem / na poeira
Na forma de / vales brilhantes
Onde o ar puro / reconhecido
E os meus sentidos / recém abertos
Eu acordei / com o grito

Refrão

Onde havia desertos
Eu vi fontes
Como creme as águas nascem
E nós passeamos juntos lá
Com nada a rir ou criticar
E o leopardo
E o cordeiro
Ficam juntos verdadeiramente amarrados
Eu estava esperando na minha esperança
Para recordar o que eu descobrira
Estava sonhando no meu sonho
Deus conhece / uma visão mais pura
Enquanto eu me rendo ao meu sono
Eu entego meu sonho a você

Refrão

O poder de sonhar / de mandar
De combater o mundo dos tolos
Está decretado, as pessoas mandam
Está decretado, as pessoas mandam
Escutem
Eu acredito que tudo que nós sonhamos
Pode vir a ser nossa união

Nós podemos girar o mundo
Nós podemos transformar a revolução da Terra

Nós temos o poder
As pessoas tem o poder ...