"Rosa de Hiroshima" é um poema de Vinícius de Moraes que denuncia os horrores da bomba atômica e se tornou um símbolo artístico e musical de protesto contra a guerra.
Rosa de Hiroshima - Secos e Molhados ao vivo no Maracanãzinho.
"O poema foi escrito em 1946, um ano após a devastação causada pelas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial. A explosão da bomba "Little Boy" em Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, matou dezenas de milhares de pessoas instantaneamente e deixou sobreviventes com sequelas físicas e genéticas permanentes, incluindo queimaduras, cegueira e doenças relacionadas à radiação. Vinícius de Moraes, diplomata brasileiro e atento aos conflitos internacionais, utilizou o poema como forma de protesto e memorial da tragédia."
Pensem nas crianças
Mudas, telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada
Poema: Vinícius de Moraes
Música: Gerson Conrad
Vinicius de Moraes e Antônio Carlos Jobim
Vinicius de Moraes e Antônio Carlos Jobim
- A Felicidade
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade é uma coisa louca
Mas tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo isto ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato sempre dela muito bem
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
Composição: Antônio Carlos Jobim / Vinícius de Moraes
Era uma vez / Trem bala / Sutilmente / Querelas do Brasil / Eu te devoro / Lanterna dos afogados /
O segundo Sol / Anunciação / Disparada / Apesar de você / O Bêbado e a Equilibrista / Sozinho / Verdade chinesa /
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade é uma coisa louca
Mas tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo isto ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato sempre dela muito bem
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
Composição: Antônio Carlos Jobim / Vinícius de Moraes
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O segundo Sol / Anunciação / Disparada / Apesar de você / O Bêbado e a Equilibrista / Sozinho / Verdade chinesa /
Pra rua me levar / Pra não dizer que não falei das flores / Apenas um rapaz latino-americano / Eu te amo /
Canção da América / Vento bravo / Do Fundo do Meu Coração / Dona / A Carne / Meu abrigo / Clube da Esquina /
O Que Foi Feito Devera (De Vera) / Sentado à Beira do Caminho / Maria Fumaça / Ainda Bem / Amor I love you /
O barquinho , O pato , Manhã de carnaval / A Lista / Rosa de Hiroshima /
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