domingo, 19 de julho de 2026

MPB: Açaí

Djavan

Djavan Caetano Viana (Maceió, 27 de janeiro de 1949)


assombração da luz, 
          tocando a manhã
       dedilha um violão triste 
  um sax refogado
ilusão, 
            peso de solidão 
                vigia o peito 
   sentinela do mundo
    vento soprou  
rajadas tortas, 
      dança invisível, 
    e a paixão surgia como fera
tubarão 
  o silêncio
       E no fim, 
castelo de areia
                            desfeito com elegância, 
                                                                    grãos que o mar leva.


Açaí - Djavan (1986)
Djavan no festival "Jazzvision Made in America" em 1986 em Los Angeles.
Voz: Djavan Caetano Viana
Banda Sururu de Capote:
Sax Soprano: Zé Nogueira
Tenor: Widor Santiago
Trompete: Nelson Henrique
Trombone: Jorge Simões
Percussão: Armando Marçal
Baixo: Sizão Machado
Bateria: Theo Lima
Teclados: Hugo Fatoruzo.





Solidão de manhã
Poeira tomando assento
Rajada de vento
Som de assombração
Coração, sangrando toda palavra sã

A paixão, puro afã
Místico clã de sereia
Castelo de areia
Ira de tubarão, ilusão
O sol brilha por si

Açaí, guardiã
Zum de besouro, um ímã
Branca é a tez da manhã

Açaí, guardiã
Zum de besouro, um ímã
Branca é a tez da manhã

Açaí, guardiã
Zum de besouro, um ímã

Branca é a tez da manhã

Açaí, guardiã
Zum de besouro, um ímã
Branca é a tez da manhã

Solidão de manhã
Poeira tomando assento
Rajada de vento
Som de assombração
Coração, sangrando toda palavra sã

La pasión, puro afã
Místico clã de sereia
Castelo de areia
Ira de tubarão, ilusão
O sol brilha por si

Açaí, guardiã
Zum de besouro, um ímã
Branca é a tez da manhã

Açaí, guardiã
Zum de besouro, um ímã
Branca é a tez da manhã

Açaí, guardiã
Zum de besouro, um ímã
Branca é a tez da manhã

Açaí, guardiã
Zum de besouro, um ímã
Branca é a tez da manhã...



Açaí - Gal Costa e Djavan
Gal Costa e Djavan cantam "Açaí" em 1982.





Djavan, Chico Buarque e Gal Costa - Nuvem Negra

"Chico parece sempre mais encantado de estar presente e assistir os outros do que de participar propriamente." "A voz da Gal é surreal, e a capacidade lírica do Djavan e do Chico Buarque é impressionante. Três dos maiores gênios das gerações de sempre."




Não adianta me ver sorrir, espelho meu
Meu riso é seu
E eu estou ilhada
Hoje não ligo a TV nem mesmo pra ver o Jô
Não vou sair, se ligarem não estou
À manhã que vem nem bom dia eu vou dar
Se chegar alguém
A me pedir um favor eu não sei
Tá difícil ser eu sem reclamar de tudo
Passa nuvem negra, larga o dia
E vê se leva o mal que me arrasou
Pra que não faça sofrer mais ninguém
Esse amor que é raro
E é preciso
Pra nos levantar me derrubou
Não sabe parar de crescer e doer
Passa nuvem negra, larga o dia
E vê se leva o mal que me arrasou
Pra que não faça sofrer mais ninguém
Esse amor que é raro
E é preciso
Pra nos levantar me derrubou
Não sabe parar de crescer e doer

Não adianta me ver sorrir, espelho meu
Meu riso é seu
Eu estou ilhada
Hoje não ligo a TV nem mesmo pra ver o Jô
Não vou sair, se ligarem não estou
À manhã que vem nem bom dia eu vou dar
Se chegar alguém
A me pedir um favor eu não sei
Tá difícil ser eu sem reclamar de tudo
Passa nuvem negra, larga o dia
E vê se leva o mal que me arrasou
Pra que não faça sofrer mais ninguém
Esse amor que é raro
E é preciso
Pra nos levantar me derrubou
Não sabe parar de crescer e doer
Passa nuvem negra, larga o dia
E vê se leva o mal que me arrasou
Pra que não faça sofrer mais ninguém
Esse amor que é raro
E é preciso
Pra nos levantar me derrubou
Não sabe parar de crescer e doer

Composição: Djavan

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