sexta-feira, 22 de maio de 2026

MPB: Paralelas

Belchior

- Paralelas (1978)

"Paralelas é uma canção de Belchior, lançada em 1977 no álbum "Coração Selvagem", e aborda temas de amor e a passagem do tempo. Ela soa muito atual, pois revela a alienação humana moderna e a nossa expectativa contábil em relação a vida, o conflito do sucesso material e o vazio existencial, utilizando de metáforas alegóricas como: “As paralelas dos pneus na água das ruas” - marcas dos pneus podem ser dois amantes que caminham lado a lado mas nunca se encontram, que fogem do que é seu."

Teu infinito sou eu!






Dentro do carro, sobre o trevo a cem por hora
oh! Meu amor
Só tens agora os carinhos do motor

E no escritório em que eu trabalho e fico rico
Quanto mais eu multiplico diminui o meu amor

Em cada luz de mercúrio, vejo a luz do teu olhar
Passas praças, viadutos, nem te lembras de voltar
De voltar, de voltar

No Corcovado
Quem abre os braços sou eu!
Copacabana, esta semana, o mar sou eu!
Como é perversa a juventude do meu coração
Que só entende o que é cruel e o que é paixão

E as paralelas dos pneus n'água das ruas
São duas estradas nuas em que foges do que é teu
No apartamento, oitavo andar, abro a vidraça e grito
Grito quando o carro passa
teu infinito sou eu, sou eu, sou eu, sou eu

No corcovado quem abre os braços sou eu
Copacabana esta semana o mar sou eu
Como é perversa a juventude do meu coração
Que só entende o que é cruel e o que é paixão

Compositor: Antonio Carlos Belchior (Belchior)



Pondé analisa a música "Paralelas", de Belchior: "É um pressuposto romântico"





Você tem uma expectativa contábil diante da vida?


Quando O Amor Acontece / Aos Nossos Filhos / Só Hoje / Mal Secreto / Paralelas /          

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