quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Esquentando(03) a chegada da Elza em Porto Alegre, 08/03/2020

Elza Soares




"Felizmente terei o privilégio de babar ao vivo essa grande Elza Soares! Ao vivo, aqui em Porto Alegre!"





A Bossa Negra





Você foi um boato
Só agora eu sei 
Em quem acreditei 
Andou de boca em boca 
No meu coração 
Até que um dia 
Desmentiu minha ilusão 
Você foi a mentira 
Que deixou saudade 
Todo boato 
Tem um fundo de verdade

Haja o que houver 
Custe o que custar 
Hoje de você eu quero paz 
Sei que vou chorar 
Todo o meu sofrer 
Boato só o tempo desfaz 
Você foi a mentira 
Que deixou saudade 
Todo boato 
Tem um fundo de verdade






Roda Viva







A homenagem 
Jazz Sinfônica Brasil




A história da música popular brasileira é marcada e escrita por mulheres conhecidas por sua genialidade e talento – entre elas, Elza Soares. Para celebrar a vida de uma das maiores intérpretes nacionais, a TV Cultura exibe o show Jazz & Divas – Uma Homenagem a Elza Soares, que compõe a faixa Jazz Sinfônica Brasil. 

Comandada por Vera Fisher, a noite de homenagens conta com a presença da convidada principal, consagrada em 1999 pela Rádio BBC de Londres como a cantora do milênio. Realizado em dezembro de 2017, o concerto marcou a reinauguração do Auditório Simón Bolívar, do Memorial da América Latina, que foi fechado após o incêndio ocorrido em 2013. No show, a orquestra Jazz Sinfônica Brasil acompanha grandes nomes da música nacional, como Baby do Brasil, Sandra de Sá, Paula Lima, Rosana, Vânia Bastos, Liniker e As Bahias e a Cozinha Mineira.


histórias de avoinha: Solta a voz do rapaz!

mulheres descalças


Solta a voz do rapaz! 
Ensaio 128F – 2ª edição 1ª reimpressão



baitasar




quando um fanático – ou cínico-patife – sequestra os pensamento das pessoa na villa prometendo o céu na terra e o inferno no céu, ninguém mais se importa com a verdade, é quando a verdade passa a sê só a verdade do fanático e do cínico-patife – a gentarada da villa passa num tê mais curiosidade, afeição ou compaixão pela vida qui num seja a sua própria vida –, e a morte dum otro qualqué é o benefício qui num alivia o medo do desamô prudentru de si mesma

e assim, pru medo de perdê a vida qui tem os civilizado trata de cuidá duseu negócio qui mata, despreza e ignora, mais num esquece da caridade qui eles jura qui salva o desamô pudrento de si mesmo

um desses negócio é podê dá início ao fim planejado de acabá com os indígena e a vida da natureza qui eles tem – lógica, regulá, espontânea qui eles vive desde o nascimento – e qui se nega tê uma vida postiça, lisa e sem distinção como a vida dos villêro aplainado, igrejêro, xucro e estúpido 
  
villêro qui jura inocência, mais é bem capaz de matá em nome do seu modo de vivê escravizando, Esses índios vagabundos e indolentes – na sua maioria sem uso para as comodidades da Villa – não se sujeitam ao trabalho. É tudo bicho sem serventia, degolando ou queimando um, dois, ou muitos, não vai ter diferença!

otro desses negócio é corrigí o desacerto qui foi trazê os pretu sem serenidade nas escôia pra sê escravizado, Esses criolos que estão sempre fugindo não têm nobreza nem gratidão. São almas pequenas – se é que existe alma em algum deles – ávidas para mostrarem toda sua ingratidão com bruxarias na mata. Esses é preciso dobrar para não se perder o investimento ou acabar com o problema para não infectarem o restante da tropa de criolos. É calcular o custo e o benefício e não ter medo de agir. Comigo não tem conversa, criolo teimoso eu faço comer merda na frente dos outros. Assim, eles aprendem pelo exemplo que o melhor a fazer é obedecerem.
a praça tava em grito pra impô a própria vontade, a própria justiça diante duqui o pretu fez e ela imagina qui ele fez

Sinhô Moringue, o que há por trás do império do chimarrão e da bombacha? Por que tanto medo?

o barão num parecia desistí daquele duelo nem deixá as coisa sê resolvida pela morte do pretu pendurado na praça sem tê a voz escutada

E eu lá sou homem de ter medo? A qual medo o Barão se refere?

parecia num adiantá todo esforço do barão, as pessoa na praça acuava o pretu por hábito, burrice, maldade e ignorância, gente mergulhada na rotina do tédio, hipnotizadas pela hipocrisia e sonâmbulos da certeza qui a caridade salva

Eu apenas perguntei... por que o rapaz está sendo caçado? E o sinhô Moringue respondeu que o acusado está sendo preso porque é merdeiro e parece ser um negro perigoso...

o moringue ergueu levemente a mão dos anel, inté o tamanho dos ombro do barão, pedia um breve aparte nas palavra dotro, É mais grave que isso, sinhô Barão.

o barão num parô nem pareceu dá importância pra precipitação inventada do moringue

... E depois emendou que se os nativos não se sujeitam ao trabalho, muito menos, ao trabalho voluntário, não farão falta se o fio da navalha rasgar o pescoço dos indolentes.

agora, é as duas mão do moringue erguida

Barão, não foi nada tão dramático, eis o talento do moringue pra conversá e desconversá, dispondo o otro pra lá e cá, é só o sinhô fazer um levantamento da opinião dos villêros. O Barão vai perceber que ninguém – ou quase ninguém – liga se esses vagabundos são eliminados.

Na verdade, sinhô Moringue muitos sabem e se alegram, outros enxergam e fingem ignorar, e muitos outros reparam, mas sem compreender o que acontece.

o moringue desceu as mão e subiu o barulho das palavra

Chega de criolos e selvagens com casco de cuia se matando ou bebendo até a inconsciência! O fedor na senzala é muito desagradável.

os corpo faminto segue existindo e fedendo nas imundície da escravidão

Isso parece uma tocaia de extermínio, o barão denunciô a intenção e o desdém pras palavra do barão

O criolo não é prisioneiro de guerra porque não estamos em guerra, sinhô Barão. Os criolos estão bem alimentados, chegam a ter duas rações diárias, mas se cansam de repetir que a Villa é um lugar horrível para eles e que precisam fugir. A Villa não é um lugar de atrocidades. É? Mas quais atrocidades? É muito nhenehnehe...

é espantoso, mais a gentarada boa da villa se anuncia civilizada e culta, mesmo infligindo essas maldade toda nos pretu e nos nativo de antes da villa existí, usqui sempre foi daqui

tudo gente bem-intencionada  

as boa intenção sempre foi clara: caridade, mais pra quem num merece recebê caridade: solidão prus nativo vagabundo e aniquilação prus pretu rebelde qui sabe o seu lugá de serví o serviço, mais num qué serví e tem o defeito da balda

intenção infame

pra muntu dos pretu a liberdade vai chegá tarde demais, e prus nativo nem esse tempo vai chegá

nada disso choca o mundo da villa, o mundo dos civilizado só qué sabê do proveito e da economia qui pode tê no uso da carne humana preta, ninguém além dos pretu e dos nativo rejeita essas boa intenção pruqui sabe qui num existi boa intenção, é o faz de conta da usura

enquanto tem bão uso tem utilidade, mais precisa mostrá amabilidade, servidão e sê um bão bajuladô; pretu birrento, malmandado e turrão é ensinado no tronco qui o alívio chega com a obediência

Então, o sinhô Moringue está dizendo que esse espetáculo na praça é para servir de exemplo?

Dizendo assim, o sinhô Barão faz parecer que as correntes são indevidas e que esse criolo merece sentar à mesa com qualquer um aqui da praça.

os grito indignado na praça subiu inté abafá as palavra dos dois, Criolo não senta, come em pé, Falando assim, até parece que negro é gente, Tem é que comer merda na frente dos outros criolos, Mercadoria estragada não tem mais jeito, só com chicotada, chute e paulada, Chamem o sinhô Padre, Bobagem! Não chamem nada, nem convertendo pra Deus consegue se salvar, Mas é bom marcar com a marca da cruz do ferro em brasa, a praça tava piquinina pra tanto ódio, dava pra sentí qui nem o deus dos branco passava ali perto, a cruz em brasa reluzia e encantava com o aborrecimento, a repugnância, a antipatia, a raiva e o ódio secreto qui se afogava no silêncio comedido e ensinado ficá escondido

quando as violência e as maldade se mistura com a ironia tudo se torna ferramenta qui desperta os mau intento qui tudo qui é gente tem guardado, mais precisa querê se fazê ignorante pra se soltá das boa manêra de vivê, e quanto mais ignorante se faz mais admiradô e devoto-cego fica do chefe capitão-do-mato

Mas se é só isso que vosmecê tem para acusar o rapaz... é uma acusação fraca, quase arranjada, cheia de idas e vindas, e sem testemunhas. É uma acusação simbólica!

a praça parô os grito das palavra do ódio mau humorado, sem gracejo, num queria se aliviá da vontade de pensá no pretu como uma coisa e num como gente quié, então, soltô os grito sem palavra, apupô as palavra do barão

o moringue se aproveitô dos grito pra se mostrá inda mais pru barão

subiu a mão dos anel e sem um suspiro de palavra a praça bedeceu e se calô

Simbólico? Ouça, Barão... ninguém é preso sem ter culpa. E o criolo correndo é um prato cheio de culpa!

Culpado! O criolo é culpado, Criolo correndo tá fugindo, e assim a praça ia morrendo de ódio

Então, leve o rapaz para o juiz e que lá se faça o julgamento. Aqui na praça é só linchamento!
dava pra sentí a vontade do moringue oiá em volta, só pra confirmá qui tudo na praça tava oiando pra ele – e a gentarada oiava atentamente pra ele – confiante, zangado, mau humorado, pronto pra falá sem se apoiá apenas nas palavra, mais colocando nas palavra uqui tava vendo nas cara, nos jeito e nos grito da praça

Estava guardando a cereja do bolo para o ajuizamento, mas se o sinhô Barão pede... o criolinho é acusado de tentativa de fuga e afogar o dono dele num penico cheio de merda!

os murmúrio de nojo e medo na praça subiu aos céus, foi quando a religiosidade se mudô do céu pra terra, e a praça se adonô das vontade do deus, Meu Deus! Não pode escapar do castigo, Um castigo exemplar, Criolo do demônio, Tem que pendurar e arrancar o couro, A forca é pouco sofrimento!

a praça virô o centro da ceguêra na villa, um lugá de perigo pra quem se atrevê discordá, mais o barão num podia mais recuá – ele inté qui podia, mais num queria, escôieu o lado qui queria ficá –, ele subiu a voz pra cima da gritaria

Então, que o sinhô Moringue solte a voz do rapaz!





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Leia também:


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Ensaio 127Bm – 2ª edição 1ª reimpressão

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Esquentando(02) a chegada da Elza em Porto Alegre, 08/03/2020

Elza Soares



"Que mulher é essa Elza Soares!!! 
Sua voz rasga a alma.... tanto talento e tanta história...conseguiu tão tardiamente o que já merecia há tempos: o verdadeiro respeito e admiração do povo brasileiro, que já se enxergava nela mas não queria se ver...verdadeiro talento da favela.. bravo Elza, bravo!"





- A Carne (Negra)





A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra

Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
Que vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos

A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra

Que fez e faz história
Segurando esse país no braço
O cabra aqui não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento
Mas muito bem intencionado
E esse país
Vai deixando todo mundo preto
E o cabelo esticado

Mas mesmo assim
Ainda guardo o direito
De algum antepassado da cor
Brigar sutilmente por respeito
Brigar bravamente por respeito
Brigar por justiça e por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar, brigar, brigar

A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra


Composição: Seu Jorge







- Lata D'água






- Dura na Queda






Considerada a melhor cantora do milênio pela BBC de Londres, ela nasceu em Vila Vintém (Rio de Janeiro) no dia 23 de junho de 1937. Cantora de samba com mais de dez álbuns lançados, ela foi casada com Mané Garrincha com quem teve um filho, que morreu em um acidente de carro com apenas nove anos de idade. Ela é a ilustre Elza Soares.



Provocações - Elza Soares






quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

histórias de avoinha: chegô no piano

mulheres descalças


chegô no piano
Ensaio 127Bv – 2ª edição 1ª reimpressão



baitasar




os dois seguia desencostado e parecia qui assim ia sê sempre, deitada pra durumí abandonada, usóio acordado pra zaranzá pra lá e cá, sem febre e sem vontade de se curá

os pecado da carne ia continuá na quietação do ânimo, ausência de guerra na mudez, só nos pensamento – único lugá sem gabação, sem rebaixamento, sem incomodação, lugá seguro de brincá –, os peito inchando na indiferença e com paciência resfriando os pano da cama, a vozeria qui faz o curação ficá divertido, interessado, manso, cuidadoso e jeitoso se perdendo no toque de recolhê pru sossego qui num fala, num faz confusão

descuidado e desapegado das paixão da vida o curação fica aborrecido, briguento, desarrumado, descuidado e deselegante


só fica no curação desarrumado da vida as vaidade da teimosia sem entendimento, num é bão vivê assim tão desmemoriado dos caminho quentinho dos pano da cama

as erva, as planta e os chá tem a sua serventia, mais num tem cura maió qui a cura pelas mão, pela voz adocicada do amô e os usóio abarrotado da rijura do tesão

às veiz, ocê fica tão sozinha qui inté faz sentido se confortá com as própria mão – muda e com medo –, é um alívio de munta validade, mais é bão tê cuidado pra num tropeçá no desdém e se acomodá com o descaso entediado das mão, se deixá elas fica muntu interessada de ajudá

o curação precisa bem mais qui as própria mão, ele precisa das mão qui brinca como se estivesse escrevendo poesia, flutuando os dedo pelos rio e as curva dos monte, desenhando pequenos desenho nas virilha, queimando, afogando e se desculpando com mais desenho e verso com a língua

o curação com poesia serve a pele do corpo pras mão qui canta enquanto as parede sobe e desce exausta, feliz e abraçada


Ela gosta mais do piano do que se preparar para agarrar um marido, esse foi otro susto com as palavra  solta da sua rosinha

num pode evitá a cara espantada qui fez pra sua muié, oiava pra ela sentada naquele vazio de boneca de pano, O que ela quer mais? Não lava roupa, não lava louça e tem um negra para mandar... vive solta pela casa. Meu Deus, o que essa mulher quer mais?


e pela primêra veiz, quase se pruguntô – mais foi coisa de duração pouca – se a dona rosinha algum dia quis sê uma esposa como deve sê uma esposa de verdade

mais num se pruguntô, quando se tem medo da resposta e falta valentia é bão num pruguntá, É melhor deixar tudo sereno, parô aqui com a compaixão e subiu a presunção de querê parecê mais duqui tem sido a sua vida toda, o siô augusto num retrucô dona rosinha, no seu modo divê, a sua dona de casa precisava um qui otro ajuste qui ele num tava interessado em fazê logo

a mãezinha sentiu o gosto doce do desacato

em legítima defesa avançô empunhando as arma das palavra, Foi o Paizinho que colocou esse gosto na menina, ele voltô ficá de boca aberta, num tava acostumado tê tanta conversa com dona rosinha – e com dona rosinha falando –, o tempo ajuda acostumá e desacostumá com as coisa boa, e tumbém as coisa ruim

no caso dos dois, é tão pouca conversa mole qui eles num tem muntu acerto de conta – ela cuida da casa, ele cuida de tudo –, entre os dois num teve o costume de jogá conversa fora um com otro, e como já num teve o costume da conversa, desde o começo dos entendimento de comprá e sê vendida – num teve namoro, num teve pedido, só um recibo de compra e venda –, o siô augusto num vê necessidade ditê uqui nunca foi preciso tê

pra dona rosinha foi uma mudança mole, lenta e avantajada qui ficô com mais gosto quando arredondô da barriga e o siô augusto comprô a antônia pra uso na casa – uma preta já feita e acostumada pra serví, pronta pra uso e qui num disputava em formosura as graça e os capricho na cama do siô augusto –, foi quando passô de propriedade pra uso e fruto do marido pra uma meió adequação, dona de pretu, É assim mesmo, a vida tira e a vida dá. O melhor remédio é agradecer à Deus Nosso Senhor pela sua misericórdia e aproveitar as oportunidades.

e quanto mais tempo foi se passando e mais longe eles foi ficando do começo silencioso mais o muro das palavra num dita foi subindo

o siô augusto num tava entendendo nada daquela novidade, dona rosinha falando em voz alta, sendo indelicada, sem remorso pela ofensa solta, empurrando as palavra nos seus ouvido, E agora isso, a parasita destravando as palavras, destapando o pensamento fraco dela. Esse não é um comportamento digno de elogio. Eu conheço o roteiro dessa história, depois do arrependimento virá solicitar compaixão e me propor o duelo da reconciliação nos panos da cama. Estou surpreso com a Dona Rosinha, ela parecia sempre estar mais dormindo do que viva. Não abria os olhos nem quando lhe forçava as intimidades do homem na sua mulher. Parece que a parasita dorminhoca acordou falando.

num sabia dizê pruqui isso lhe dava um prazê ressentido, uma comichão nas vontade da virilha, tudo tem seu preço, mais tumbém fez ele se acordá prum perigo qui num chegava sê uma ameaça, dona rosinha tava falando além do próprio costume, isso podia dá impressão de arrogância, indício de ingratidão

virô as costa, A dona Rosinha está brincando com a própria vida. Tem coisa que um homem não pode deixar passar.

num ia deixá aparecê pra muié a desorientação qui tava, cambaleô inté o piano sem vontade de caminhá, foi o jeito qui encontrô pra se afastá das novidade de num tê as palavra pra revidá e encerrá aquele assunto como dono de tudo, precisava resistí, Afinal, a minha filhinha gostar de música não pode ser empecilho para arranjar um bom marido. Gostar de música é coisa de mulher bem educada. Calma, Augusto, calma. Ainda não chegou o tempo do poste mijar no cachorro e, se depender de mim, nunca vai chegar.

por enquanto ia resistí sem muntu grito, o copo ainda num tava cheio, bastava fechá a cara e mostrá o azedume dusóio, era uma arte rude e muda duseu jeito de dizê, Não quero! Não é possível! Não posso! Não sei! Vai à merda! Foda-se!

os dois tinha uma vida de sombra sem risada qui inté podia tê apetite, mais ele num sabia vê, e assim, ele vivia o drama de durumí cusóio aberto

a vida sem gosto num cria nem se encanta, só destrói, fecha os braço e num abraça nem ela mesma

chegô no piano





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Esquentando a chegada da Elza em Porto Alegre, 08/03/2020

Elza Soares




"Agora que eu faço da vida sem você
você não me ensinou a te esquecer"




Espumas ao Vento
Joyce Cândido e Elza Soares





(Trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro)


Sei que ai dentro ainda mora
Um pedaço de mim
Um grande amor não se acaba assim
Feito espumas ao vento

Não é coisa de momento
Raiva passageira
Mania que dá e passa
Feito brincadeira
O amor deixa marcas que não dá para apagar

Sei que errei, estou aqui
Pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo

Sem saber direito aonde ir e o que fazer
Eu não encontro uma palavra
Para te dizer
Mas se eu fosse você
Eu voltava pra mim de novo

E de uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora em que você chegar


Composição: José Accioly Cavalcante Neto





(Trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro)


A Deusa da Minha Rua




Você Não Me Ensinou a Te Esquecer
Caetano Veloso




A Dança Louca Das Borboletas
Zé Ramalho E Sepultura




O Amor é Filme
Cordel do Fogo Encantado




A Dama de Ouro
Zeu Britto




Lisbela
Los Hermanos








Lisbela e o Prisioneiro - O Filme







Fadas
Luiz Melodia e Elza Soares





Devo de ir, fadas
Inseto voa cego e sem direção
Eu bem te vi, nada
Ou fada borboleta, ou fada canção


As ilusões fartas
A fada com varinha virei condão
Rabo de pipa, olho de vidro
Pra suportar uma costela de Adão

Um toque de sonhar sozinho
Te leva em qualquer direção
De flauta, remo ou moinho
De passo a passo passo...


Compositores: Luiz Carlos Dos Santos





Malandro
Jorge Aragão e Elza Soares