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domingo, 27 de outubro de 2024

Domingooouuu com Querelas do Brasil

O BraZil não conhece o BraSil


"Sofro pensando no Brasil...mas nunca como agora...triste um país tão cheio de gente boa ser massacrado por interesses espúrios. Gente da minha terra são trabalhadores(as) e honestos. Gente que ganha mal e luta para viver e comer em uma terra que plantando tudo dá. Malditos sejam todos aqueles que em nome da mentira e da luxúria roubam o presente e o futuro de nosso país."







O Brazil não conhece o Brasil
O Brasil nunca foi ao Brazil
Tapir, jabuti
Liana, alamanda, ali, alaúde
Piau, ururau, aki, ataúde
Piá-carioca, porecramecrã
Jobim akarore, Jobim-açu
Uô, uô, uô

Pererê, camará, tororó, olerê
Piriri, ratatá, karatê, olará
Pererê, camará, tororó, olerê
Piriri, ratatá, karatê, olará

O Brazil não merece o Brasil
O Brazil tá matando o Brasil

Jereba, saci
Caandrades, cunhãs, ariranha, aranha
Sertões, Guimarães, bachianas, águas
Imarionaíma, ariraribóia
Na aura das mãos de Jobim-açu
Uô, uô, uô

Jererê, sarará, cururu, olerê
Blá-blá-blá, bafafá, sururu, olará
Jererê, sarará, cururu, olerê
Blá-blá-blá, bafafá, sururu, olará

Do Brasil, SOS ao Brasil
Do Brasil, SOS ao Brasil
Do Brasil, SOS ao Brasil

Tinhorão, urutu, sucuri
Ujobim, sabiá, bem-te-vi

Cabuçu, Cordovil, Cachambi, olerê
Madureira, Olaria e Bangu, olará
Cascadura, Água Santa, Acari, olerê
Ipanema e Nova Iguaçu, olará

Do Brasil, SOS ao Brasil
Do Brasil, SOS ao Brasil

Composição: Aldir Blanc / Maurício Tapajós  



O Bêbado e a Equilibrista/Maria, Maria



Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A Lua, tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil

Meu Brasil que sonha
Com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora a nossa Pátria, mãe gentil
Choram Marias e Clarices
No solo do Brasil

Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança dança
Na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha
Pode se machucar

Azar
A esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar

Composição: Aldir Blanc / João Bosco


"Aos Nossos Filhos e Filhas"




Perdoem a cara amarrada
Perdoem a falta de abraço
Perdoem a falta de espaço
Os dias eram assim

Perdoem por tantos perigos
Perdoem a falta de abrigo
Perdoem a falta de amigos
Os dias eram assim

Perdoem a falta de folhas
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha
Os dias eram assim

E quando passarem a limpo
E quando cortarem os laços
E quando soltarem os cintos
Façam a festa por mim

Quando largarem a mágoa
Quando lavarem a alma
Quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim

Quando brotarem as flores
Quando crescerem as matas
Quando colherem os frutos
Digam o gosto pra mim

Composição: Ivan Lins / Vitor Martins


domingo, 31 de dezembro de 2023

Me deixas louca

Elis Regina

saudade daquilo que eu vivi e gostaria de ter vivido reinventando de novo

Algumas de tantas...




Romaria



O Bêbado e A Equilibrista



Como Nossos Pais



Me deixas louca



Quando caminho pela rua lado a lado com você
Me deixas louca
E quando escuto o som alegre do teu riso
Que me dá tanta alegria
Me deixas louca

Me deixas louca quando vejo mais um dia
Pouco a pouco entardecer
E chega a hora de ir pro quarto escutar
As coisas lindas que começas a dizer
Me deixas louca

Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague
Me deixas louca
Quando transmites o calor de tuas mãos
Pro meu corpo que te espera
Me deixas louca

E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas costas
Desaparecem as palavras
Outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
E me deixas louca

Composição: Armando Manzanero / Paulo Coelho


Atrás da porta




Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei
Me debrucei
Sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teus pelos
Teu pijama
Nos teus pés
Ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho

Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que inda sou tua
Só pra provar que inda sou tua

Composição: Chico Buarque / Francis Hime


Nada Será Como Antes



Aos Nossos Filhos




Perdoem a cara amarrada
Perdoem a falta de abraço
Perdoem a falta de espaço
Os dias eram assim

Perdoem por tantos perigos
Perdoem a falta de abrigo
Perdoem a falta de amigos
Os dias eram assim

Perdoem a falta de folhas
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha
Os dias eram assim

E quando passarem a limpo
E quando cortarem os laços
E quando soltarem os cintos
Façam a festa por mim

Quando largarem a mágoa
Quando lavarem a alma
Quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim

Quando brotarem as flores
Quando crescerem as matas
Quando colherem os frutos
Digam o gosto pra mim

Composição: Ivan Lins / Vitor Martins



E que venha 2024!
Viva a Palestina Livre!
Paz!
Liberdade!

terça-feira, 13 de junho de 2023

Música: Atrás da Porta

Elis Regina





Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus, juro que não acreditei
Eu te estranhei, me debrucei
Sobre o teu corpo e duvidei
E me arrastei, e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés, ao pé da cama

Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua
Até provar que ainda sou tua

Composição: Chico Buarque / Francis Hime



Ensaio - MPB Especial





conversando...






Atrás Da Porta · Elis Regina
Os Sonhos Mais Lindos
℗ 1972 Universal Music Ltda
Produtor: Roberto Menescal
Compositor: Chico Buarque
Compositor: Francis Hime



terça-feira, 8 de novembro de 2022

O Bêbado e a Equilibrista

Elis Regina

O Bêbado e a Equilibrista

João Bosco e Aldir Blanc



Lançada em 1979 no álbum Essa Mulher, de Elis Regina, O Bêbado e a Equilibrista foi adotada pelos brasileiros como o Hino da Anistia, em referência à lei que concedeu perdão aos perseguidos políticos e abriu caminho para o retorno da democracia no país.

Composta por João Bosco e Aldir Blanc, foi originalmente pensada por Bosco como uma homenagem a Charlie Chaplin, falecido em 1977. A harmonia, por exemplo, tem passagens melódicas propositalmente parecidas com Smile, do filme Tempos Modernos.





Assim como outras músicas escritas durante a ditadura, a letra de O Bêbado e a Equilibrista é recheada de metáforas (metáfora é uma figura de linguagem em que se transfere o nome de uma coisa para outra com a qual é possível estabelecer uma relação de comparação. Para que a comparação possa ocorrer, devem existir elementos semânticos - relativos ao significado - semelhantes entre as palavras ou expressões em questão), utilizadas para denunciar a situação do país. Vem ver a nossa análise!

A história por trás de O Bêbado e a Equilibrista


Ainda sobre Metáfora:

"O poeta argentino Lugones, lá pelos idos de 1909, escreveu pensar que os poetas estavam usando sempre as mesmas metáforas e que tentaria treinar a mão descobrindo novas metáforas para a lua. E, de fato, inventou várias centenas delas. Disse também, no prefácio a um livro chamado Lunário sentimental, que cada palavra é uma metáfora morta. Essa declaração, claro, é uma metáfora. Mas acho que todos sentimos diferença entre metáforas mortas e vivas. Se pegarmos qualquer bom dicionário etimológico (estou pensando em meu velho amigo ignorado, dr. Skeat) e se procurarmos uma palavra qualquer, na certa encontraremos uma metáfora enfurnada em alguma parte. - 'Esse Ofício do Verso'."
Jorge Luis Borges



Smile 

Michael Jackson







domingo, 30 de outubro de 2022

Nada Será Como Antes

Elis Regina / Milton Nascimento 

- Nada Será Como Antes







Eu já estou com o pé nessa estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes amanhã

Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol

Num domingo qualquer, qualquer hora
Ventania em qualquer direção
Sei que nada será como antes, amanhã

Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol


Composição: Milton Nascimento / Ronaldo Bastos



Elis



sábado, 29 de outubro de 2022

Maria! Maria!

Milton Nascimento
 
- Maria, Maria (Acústico)







Direção e Roteiro: Matheus Senra

Nascimento Música
Manager: Augusto Kesrouani Nascimento

Equipe Universal Music
Direção Artística: Miguel Cariello
Gerente Artístico: Miguel Afonso
Coordenação Artístico: Fernanda Mesa, Igor Alarcon, Patricia Aidas Label Manager: Barbara Cotta

Elenco: Simone Mazzer, Zezé Motta, Camila Pitanga, Sophie Charlotte, Georgiana Góes, Arianne Botelho e Jéssica Ellen
Direção de Produção: Victoria Dannemann
Produção: Roberta Guedes
Direção de Fotografia e Steadycam: Dudu Mafra
Assistente de Direção: Juliana Coutinho
Direção de Movimento: Márcia Rubin
Operador de Cammate: Fábio Macedo
1º Assistente de Câmera: Fernando Macedo
2º Assistente de Câmera: Victor Vidigal
Montagem e Making of: Guga Dannemann
Color Grading: Riccardo Melchiades
Visagismo: Diva Correia
Figurino: Luiza Romar
Cenografia: Caetana Lara Resende
Eletricista Chefe: Alcino Algarrão
Assistentes de Cammate: Ricardo Couto e Gabriel Sardinha
Assistente de Produção: Gabriela Gonçalves
Assistentes de Visagismo: Lucas Souza e Cláudia Paes
Assistentes de Elétrica: Marco Antônio de Lima, Alexandre da Conceição e Anderson Viana
Foto Still: Sherolin Santos
Realização: Dannemann Entretenimento

Music video by Milton Nascimento performing Maria, Maria. © 2018 Nascimento Música, under exclusive license to Universal Music International



Elis Regina
Maria, Maria (1981)





Maria Maria 
(Fernando Brant / Milton Nascimento)

Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta

Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida

Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho, sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida

Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!


sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Elis - Me Deixas Loucooooo

Me Deixas Louca




"O lendário clipe do Fantástico que foi vetado pela Globo"









Quando caminho pela rua lado a lado com você
Me deixas louca
E quando escuto o som alegre do teu riso
Que me dá tanta alegria
Me deixas louca

Me deixas louca quando vejo mais um dia
Pouco a pouco entardecer
E chega a hora de ir pro quarto escutar
As coisas lindas que começas a dizer
Me deixas louca

Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague
Me deixas louca
Quando transmites o calor de tuas mãos
Pro meu corpo que te espera
Me deixas louca

E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas costas
Desaparecem as palavras
Outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
E me deixas louca




"quando ela sorri, olhando a câmera, estou sorrindo daqui também..."










inteligente politizada sensível... amava o que fazia e fazia muito bem






Composição: Armando Manzanero 
Versão: Paulo Coelho 
Ano: 1981

quarta-feira, 12 de junho de 2019

bom dia com deus... é se aventurar sem cordas

Elis
se eu quiser falar com Deus




falar é fácil
eu quero ver você cantar
com a alma e o corpo nus









Elis Regina - Se eu quiser falar com Deus
Composição : Gilberto Gil


Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nois
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus...


Se eu quiser falar com Deus 
Tenho que aceitar a dor 
Tenho que comer o pão 
Que o diabo amassou 
Tenho que virar um cão 
Tenho que lamber o chão 
Dos palácios, dos castelos 
Suntuosos do meu sonho 
Tenho que me ver tristonho 
Tenho que me achar medonho 
E apesar de um mal tamanho 
Alegrar meu coração... 

E se eu quiser falar com Deus 
Tenho que me aventurar 
Eu tenho que subir aos céus 
Sem cordas pra segurar 
Tenho que dizer adeus 
Dar as costas, caminhar 
Decidido, pela estrada 
Que ao findar vai dar em nada 
Nada, nada, nada, nada 
Nada, nada, nada, nada 
Nada, nada, nada, nada 
Do que eu pensava encontrar! 

Se eu quiser falar com Deus!



Bom diaaa... com Elis e seus cantares

Me deixas louca





quando espasmos e oração se juntam na mesma voz
e o alívio do espasmo é mais arrebatamento













Bom dia, Elis... para educar nossos escutares

Atrás da porta




quando as lágrimas sobem ao palco...











terça-feira, 28 de maio de 2019

Bom dia, Elis... ainda somos os mesmos

Como Nossos Pais





nossos ídolos ainda são os mesmos
e as aparências não enganam não
você pode até dizer que eu tô inventando,
mas é você que é mal passado
e que não vê
que o novo sempre vem
minha dor é perceber
que apesar de termos feito
tudo tudo tudo tudo
o que fizemos
ainda somos os mesmos










Como Nossos Pais


Não quero lhe falar
Meu grande amor
Das coisas que aprendi
Nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo


Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa


Por isso cuidado, meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado pra nós
Que somos jovens


Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço
O seu lábio e a sua voz


Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sinto tudo na ferida viva
Do meu coração


Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais


Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais


Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém


Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando


Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem


Hoje eu sei
Que quem me deu a ideia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando o vil metal


Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais


Composição: Antonio Carlos Belchior




sexta-feira, 10 de agosto de 2018

me deixas louca

elis regina

- me deixas louco



Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague
Me deixas louca








Quando caminho pela rua lado a lado com você
Me deixas louca
Quando escuto o som alegre do teu riso
Que me dá tanta alegria, me deixas louca
Me deixas louca quando vejo mais um dia
Pouco a pouco entardecer
E chega a hora de ir pro quarto escutar
As coisas lindas que começas a dizer
Me deixas louca
Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague
Me deixas louca
Quando transmites o calor de tuas mãos
Pro meu corpo que te espera
Me deixas louca
E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas
costas
Desaparecem as palavras, outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
me deixas louca
Sinto os teus braços se cruzando em minhas costas
Desaparecem as palavras, outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
e me deixas louca

Armando Manzanero / Paulo Coelho




domingo, 15 de abril de 2018

me deixas louca

elis regina

- me deixas louco



Outros sons enchem o espaço
você me abraça, a noite passa
e me deixas louca











Me Deixas Louca


Quando caminho pela rua lado a lado com você
Me deixas louca
E quando escuto o som alegre do teu riso
Que me dá tanta alegria
Me deixas louca

Me deixas louca quando vejo mais um dia
Pouco a pouco entardecer
E chega a hora de ir pro quarto escutar
As coisas lindas que começas a dizer
Me deixas louca

Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague
Me deixas louca
Quando transmites o calor de tuas mãos
Pro meu corpo que te espera
Me deixas louca

E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas costas
Desaparecem as palavras
Outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
E me deixas louca



Composição: Armando Manzanero / Paulo Coelho




sábado, 12 de agosto de 2017

Aos Nossos Filhos e Filhas

Elis Regina 

"Aos Nossos Filhos"




E quando largarem a mágoa
E quando lavarem a alma
E quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim


Façam a festa por mim








Perdoem a cara amarrada
Perdoem a falta de abraço
Perdoem a falta de espaço
Os dias eram assim

Perdoem por tantos perigos
Perdoem a falta de abrigo
Perdoem a falta de amigos
Os dias eram assim

Perdoem a falta de folhas
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha
Os dias eram assim

E quando passarem a limpo
E quando cortarem os laços
E quando soltarem os cintos
Façam a festa por mim

E quando largarem a mágoa
E quando lavarem a alma
E quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim

Quando brotarem as flores
Quando crescerem as matas
Quando colherem os frutos
Digam o gosto pra mim

Digam o gosto pra mim



Composição: Ivan Lins / Vitor Martins


....



Pergaminho Científico


“Aos nossos filhos” 

– artigo de Rosely Lira


Publicado em julho 8, 2012 
por pergaminhocientifico







Em janeiro de 2012 a morte de Elis Regina completou 30 anos. Eu tinha 14 anos, mas lembro muito bem da comoção nacional e da perda que representou para a música brasileira que, a cada ano, foi empobrecendo em termos de intérpretes e de letras marcantes que nos tocavam de uma maneira singular. Elis Regina era especialista em emocionar a todos que a assistiam, mesmo cantando com os olhos fechados, como se estivesse num diálogo interno e sem absolutamente nenhuma testemunha das suas autodescobertas, angústias, dúvidas e inquietações.



Trinta anos… O tempo passa mesmo voando ou a gente é que não se dá conta de que o tempo passa tão rápido? Muitas vezes nem o nosso próprio espelho denuncia essa velocidade e as marcas que vão se formando no nosso rosto e corpo. É preciso que alguém de fora nos alerte sobre como estamos gordas demais ou magras demais; com os cabelos grisalhos demais ou até como a nossa expressão de cansaço ou de tristeza se faz tão marcante, tomando o espaço do riso aberto da juventude, isento de maiores preocupações. Parece que quem está fora continua buscando na gente aquela leveza e os traços simples e livres e até parece que é um ato de crueldade, já que desconhecem ou minimizam o quanto caminhamos e que os obstáculos que enfrentamos e vencemos deixou marcas tão profundas que muitas vezes extrapolaram os sentidos e se manifestaram através das rugas, da introspecção ou do olhar desconfiado e triste. Envelhecer e amadurecer é carregar uma vida toda de erros e acertos e isso pesa.



Hoje ouvi, depois de muitos anos, a música, na voz de Elis Regina, Aos nossos filhos (letra de Ivan Lins e Vitor Martins) e mais uma vez me emocionei com a interpretação fantástica e com a letra profunda. Quando Elis gravou essa música ainda tinha os filhos bem pequenos e parecia que estava pedindo um perdão adiantado pelas suas falhas ou oferecendo uma explicação sobre a sua incapacidade momentânea de ser ou de fazer diferente. Elis tentou e fez diferente, mas sucumbiu às suas fraquezas, mas nós estamos vivos. Pois é: estamos vivos… A letra é de dois homens, mas só posso falar do papel de mãe e seria uma arrogante se tentasse emitir alguma opinião sobre como eu seria se fosse homem e pai. Talvez a interpretação masculina da letra até seja diferente da minha. Talvez a genialidade de Elis faça, por mim, essa leitura sob a ótica feminina.



Ser mãe, para mim, é uma tarefa que começa exatamente no dia em que sabemos da gravidez e que não termina nunca. Acho até que nem termina quando o filho se vai antes da gente. Se é um compromisso diário e eterno, não tem manual nem como colocar os filhos dentro de um armário até amadurecermos ou termos melhores condições financeiras, como é que vamos escolher se vamos errar ou acertar? Se não existe uma receita não pode ser justo que as pessoas se sintam no direito de nos fazer cobranças, pois insisto que só é possível dar o que temos hoje, a quem quer que seja, mas principalmente aos nossos filhos. Não adianta para nós, como filhos, cobrarmos dos nossos pais ações diferentes ou de qualquer outro pai ou mãe.


Acho que essa é a mensagem da música: “Perdoem… Os dias eram assim.” As pessoas reagem diferentemente em cada momento e essa relação entre pais e filhos talvez seja o melhor exercício para a compreensão e para o perdão que possa existir. Os pais estão sempre a pedir perdão aos filhos, como se eles nunca deixassem de ser crianças. Os pais sempre julgam que poderiam ter feito o melhor, como se a eles coubesse o dom da perfeição. Aos filhos, parece que sempre cabe o dom do julgamento e da cobrança.


A segunda parte da música expressa, para mim, toda a esperança de que os filhos possam nos redimir e que possam fazer diferente, depois de terem se libertado das falhas que viram que os pais cometeram e, que, por conta delas, tanto os julgaram. “Digam o gosto pra mim.” é o verdadeiro pedido de clemência naqueles momentos finais da vida, quando precisamos ouvir que tudo valeu a pena e que os nossos filhos superaram o que não conseguimos superar e que fizeram aquilo que tanto queríamos ter feito. Infelizmente, nem sempre acontece assim… Pais e filhos cometem erros iguais e diferentes. Nem sempre os filhos fazem melhor do que os pais fizeram. Nem sempre perdoam os seus pais e nem sempre são perdoados por seus filhos.


“Digam o gosto pra mim.” é o que gostaria de dizer aos meus filhos momentos antes de fechar os olhos, como na cena final de um drama. Assim, encerraria meus dias como se tivesse saído de um filme, acreditando que tudo deu certo para os meus personagens preferidos. Sairia de cena com a sensação maravilhosa de ter escolhido o melhor filme para a minha vida.




Aos Nossos Filhos
(Ivan Lins e Vitor Martins)

Perdoem a cara amarrada,
Perdoem a falta de abraço,
Perdoem a falta de espaço.
Os dias eram assim…Perdoem por tantos perigos,
Perdoem a falta de abrigo,
Perdoem a falta de amigos,
Os dias eram assim…

Perdoem a falta de folhas,
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha,
Os dias eram assim…

E quando passarem a limpo,
E quando cortarem os laços,
E quando soltarem os cintos,
Façam a festa por mim…
E quando lavarem a mágoa,
E quando lavarem a alma
E quando lavarem a água,
Lavem os olhos por mim…Quando brotarem as flores,
Quando crescerem as matas,
Quando colherem os frutos,
Digam o gosto pra mim…
Digam o gosto pra mim…





O Bêbado e A Equilibrista

Elis Regina

O Bêbado e A Equilibrista




Meu Brasil

Que sonha com a volta do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete.
Chora a nossa pátria mãe gentil,
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil.










Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel,
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu,
Chupavam manchas torturadas, que sufoco!
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil.

Meu Brasil


Que sonha com a volta do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete.
Chora a nossa pátria mãe gentil,
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil.


Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista

Tem que continuar...




Composição: Aldir Blanc / João Bosco




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A fascinante "O Bêbado e a Equilibrista" de João Bosco e Aldir Blanc








"O Bêbado e a Equilibrista" é uma das mais famosas músicas que berraram nos ouvidos da covarde ditadura - mesmo "covarde ditadura" sendo redundante, vale destacar - militar que assolou - e assombrou - o Brasil de 1964 a 1985. A música foi composta por Aldir Blanc e João Bosco e lançada no LP "Linha de Passe", em 1979 e gravada por Elis Regina, voz que deu forma à música e ficou conhecidíssima.

Como a doce adjetivação da esperança - equilibrista - existem muitas possibilidades para as geniais - e geniosas - metáforas de Aldir Blanc. Como a de que as "estrelas" seriam generais e "céu", a prisão. 

Betinho, sociólogo, ativista pelos direitos humanos, perseguido e exilado na época do regime militar, era irmão do, também genial, Henrique de Souza, o cartunista Henfil, este que foi apresentado ao compositor Aldir Blanc por sua amiga, a cantora Elis Regina, no verão de 1975, iniciando assim uma boa amizade.

Henfil costumava encher os ouvidos do amigo de suas memórias do "mano" Betinho, exilado desde 1971.

Sensibilizado com o falecimento de Charlie Chaplin, João Bosco compôs uma linda melodia em sua homenagem e chamou Aldir para mostrá-la. Aldir letrou a música e fez uma singela homenagem ao rimar "Brasil" com "irmão do Henfil", esta rima, que por sua vez teve papel de emoção, mobilização, transformação e incentivo a uma nação reprimida. Aldir afirmou que se dissesse "Betinho", ninguém reconheceria, a referência ao irmão Henfil era mais forte, ele já tinha fama na época, enquanto a imagem pública de Betinho veio a se formar com força já pelos anos noventa, principalmente após a criação da "Ação da Cidadania".

Herbert de Souza, o Betinho, ouviu pela primeira vez a canção, na doce voz de Elis, exilado no México. Seu irmão telefonou e pôs, sem nada avisar, para que ouvisse. Ao enviar a fita cassete, Henfil escreveu um recado:


 "Mano velho, prepare-se! Agora nós temos um hino e quem tem um hino faz uma revolução!".

Dito e feito!

A campanha pela anistia irrestrita foi a primeira movimentação nacional que obteve sucesso desde o início da sangrenta ditadura militar no Brasil. Vários manifestos ocorreram no mundo inteiro, inclusive a Conferência Internacional da Mulher, no México, que fez de 1975 o Ano Internacional pela Anistia.

Em 1979, Betinho desembarcou no Aeroporto de Congonhas e se deparou com uma manifestação: Cerca de duzentas pessoas cantavam "O Bêbado e a Equilibrista".






Como Nossos Pais

Elis Regina 

Como Nossos Pais




Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos

Como os nossos pais









Como Nossos Pais


Não quero lhe falar
Meu grande amor
Das coisas que aprendi
Nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo

Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa

Por isso cuidado, meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado pra nós
Que somos jovens

Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço
O seu lábio e a sua voz

Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sinto tudo na ferida viva
Do meu coração

Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais

Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém

Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando

Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem

Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando o vil metal

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais



Composição: Antonio Carlos Belchior




O Que Foi Feito Devera (De Vera)

Elis Regina e Milton Nascimento

1978



E o que foi feito é preciso
Conhecer para melhor prosseguir









O que foi feito, amigo,
De tudo que a gente sonhou
O que foi feito da vida,
O que foi feito do amor
Quisera encontrar aquele verso menino
Que escrevi há tantos anos atrás
Falo assim sem saudade,
Falo assim por saber
Se muito vale o já feito,
Mas vale o que será
Mas vale o que será
E o que foi feito é preciso
Conhecer para melhor prosseguir
Falo assim sem tristeza,
Falo por acreditar
Que é cobrando o que fomos
Que nós iremos crescer
Nós iremos crescer,
Outros outubros virão
Outras manhãs, plenas de sol e de luz
Alertem todos alarmas
Que o homem que eu era voltou
A tribo toda reunida,
Ração dividida ao sol
E nossa vera cruz,
Quando o descanso era luta pelo pão
E aventura sem par
Quando o cansaço era rio
E rio qualquer dava pé
E a cabeça rolava num gira-girar de amor
E até mesmo a fé não era cega nem nada
Era só nuvem no céu e raiz
Hoje essa vida só cabe
Na palma da minha paixão
Devera nunca se acabe,
Abelha fazendo o seu mel
No canto que criei,
Nem vá dormir como pedra e esquecer
O que foi feito de nós




terça-feira, 30 de maio de 2017

Querelas do Brasil

ELIS REGINA




O Brazil não merece o Brasil
O Brazil ta matando o Brasil









Querelas do Brasil



O Brazil não conhece o Brasil
O Brasil nunca foi ao Brazil
Tapir, jabuti, liana, alamandra, alialaúde
Piau, ururau, aqui, ataúde
Piá, carioca, porecramecrã
Jobim akarore Jobim-açu
Oh, oh, oh

Pererê, câmara, tororó, olererê
Piriri, ratatá, karatê, olará

O Brazil não merece o Brasil
O Brazil ta matando o Brasil
Jereba, saci, caandrades
Cunhãs, ariranha, aranha
Sertões, Guimarães, bachianas, águas
E Marionaíma, ariraribóia,
Na aura das mãos de Jobim-açu
Oh, oh, oh

Jererê, sarará, cururu, olerê
Blablablá, bafafá, sururu, olará

Do Brasil, SoS ao Brasil
Do Brasil, SoS ao Brasil
Do Brasil, SoS ao Brasil

Tinhorão, urutu, sucuri
O Jobim, sabiá, bem-te-vi
Cabuçu, Cordovil, Cachambi, olerê
Madureira, Olaria e Bangu, Olará
Cascadura, Água Santa, Acari, Olerê
Ipanema e Nova Iguaçu, Olará
Do Brasil, SoS ao Brasil
Do Brasil, SoS ao Brasil



Composição: Aldir Blanc



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Aos Meus Filhos e Filhas

Elis

Aos Nossos Filhos




Perdoem a cara amarrada
Perdoem a falta de abraço
Perdoem a falta de espaço
Os dias voltaram a serem assim










Aos Nossos Filhos

Perdoem a cara amarrada
Perdoem a falta de abraço
Perdoem a falta de espaço
Os dias eram assim

Perdoem por tantos perigos
Perdoem a falta de abrigo
Perdoem a falta de amigos
Os dias eram assim

Perdoem a falta de folhas
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha
Os dias eram assim

E quando passarem a limpo
E quando cortarem os laços
E quando soltarem os cintos
Façam a festa por mim

Quando lavarem a mágoa
Quando lavarem a alma
Quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim

Quando brotarem as flores
Quando crescerem as matas
Quando colherem os frutos
Digam o gosto pra mim



Composição: Ivan Lins / Vitor Martins



terça-feira, 9 de maio de 2017

Um Por Todos

Elis Regina




Avante, um por todos e todos por um!











Um Por Todos

Do ventre chão da terra mãe
Nasce o herói improvisado
Querido filho pranteado da fortuna e do acaso
Avante, um por todos e todos por um!
Ficam das lutas ao longe
Duas medalhas pregadas em peitos de bronze
E as bandeirinhas e as rifas
O foguetório e a fanfarra
Meio velório, meio farra
O sentimento dos teus pares
Herói dos escolares e das lavadeiras
Ó Deus das moças solteiras
Que rezam ao teu retrato sobre a penteadeira
Eu te conheço, sei o preço da fama
E não esqueço
Que deitei em tua cama em teu berço
Eu sei teu preço, eu te conheço
Meu oportuno herói
Eu lavo as mãos, Pôncio cônscio pilhado em flagrante
Lavo as mãos e prossigo adiante
Eu por mim mesma
Todos por mim, meu oportuno herói




Composição: Aldir Blanc / João Bosco

Um Por Todos (Aldir Blanc & João Bosco)
Músicos: Cesar Camargo Mariano : Teclados
Cesar Camargo Mariano : Piano Elétrico
Crispim Del Cistia : Teclados
Natan Marques : Viola 12 Cordas
Nenê (Realcino Lima Filho) : Bateria
Wilson Gomes : Baixo Elétrico
Arranjador: Cesar Camargo Mariano