sábado, 1 de outubro de 2022

Cinema Paradiso by Chris Botti and Yo-Yo Ma

Cinema Paradiso 


by Chris Botti and Yo-Yo Ma





Ennio Morricone 
- Cinema Paradiso (In Concerto - Venezia 10.11.07)





Cinema Paradiso (1988)




Nos anos que antecederam a chegada da televisão em uma pequena cidade da Sicília, o garoto Toto (Salvatore Cascio) ficou hipnotizado pelo cinema local e iniciou uma amizade com Alfredo (Philippe Noiret), projecionista que se irritava com certa facilidade, mas tinha um enorme coração. Todos estes acontecimentos chegam em forma de lembrança quando Toto (Jacques Perrin), agora um um cineasta de sucesso, recebe a notícia de que Alfredo faleceu.


Três canções para a mesma Layla

Something



The Beatles 
- Something (George Harrison)
 





Eric Clapton 
- Wonderful Tonight 




Wonderful Tonight


É tarde da noite
Ela pensa em qual roupa vestir
Ela se maquia
E escova seus longos cabelos loiros

E então ela me pergunta: Estou bonita?
E eu digo: Sim, você está maravilhosa esta noite

Nós vamos para uma festa
E todo o mundo se vira para ver
Esta linda dama
Caminhando por toda parte comigo

E então ela me pergunta: Você está bem?
E eu digo: Sim, eu me sinto maravilhoso esta noite

Eu me sinto maravilhoso
Porque vejo a luz do amor no seu olhar
E o mais incrível disso tudo
É que você simplesmente não percebe
O quanto eu te amo

É hora de irmos para casa agora
Estou com dor de cabeça
Então eu a dou as chaves do carro
E ela me ajuda a ir para cama

Então eu digo para ela
Quando apago a luz
Digo: Minha querida, você estava maravilhosa esta noite
Ah, minha querida, você estava maravilhosa esta noite

Ooh, ooh, ooh, ooh

Composição: Eric Clapton



Eric Clapton 
- Layla (Pattie Boyd)




Estoy enamorado

 DONATO & ESTEFANO


Quero beber os beijos da sua boca
Como se fossem gotas de orvalho
E num acorde doce de violão
Passear loucuras em seus sentimentos
Porque estou apaixonado
E o seu amor me fez grande



Quiero beber los besos de tu boca
Como si fueran gotas de rocío
Y allí en el aire dibujar tu nombre
Junto con el mío

Y en un acorde dulce de guitarra
Pasear locuras en tus sentimientos
Y en el sutil abrazo de la noche
Sepas lo que siento

Que estoy enamorado
Y tu amor me hace grande
Que estoy enamorado
¡Y qué bien
Y qué bien me hace amarte!

Dentro de ti quedarme en cautiverio
Para sumarme al aire que respiras
Y en cada espacio unir mis ilusiones
Junto con tu vida

Que si naufrago me quede en tu orilla
Y de recuerdos sólo me alimente
Y que despierte del sueño profundo
Sólo para verte

Que estoy enamorado
Y tu amor me hace grande
Que estoy enamorado
¡Y qué bien
Y qué bien me hace amarte!

Voy a encender el fuego de tu piel callada
Mojaré tus labios de agua apasionada
Para que tejamos sueños de la nada

Que estoy enamorado
Y tu amor me hace grande
Que estoy enamorado
¡Y qué bien
Y qué bien me hace amarte!

Composição: Donato / Stefano


Thalia, Pedro Capó



Quero beber os beijos da sua boca
Como se fossem gotas de orvalho
E ali no ar desenhar seu nome
Junto com o meu

E num acorde doce de violão
Passear loucuras em seus sentimentos
E no sutil abraço de uma noite
Você saiba o que eu sinto


Porque estou apaixonado
E o seu amor me faz grande
Porque estou apaixonado
E que bem
E que bem me faz te amar!

Dentro de você fico em cativeiro
Para me juntar ao ar que você respira
E em cada espaço unir meus sonhos
Com sua vida

Que se eu naufragar fico em sua costa
E me alimentarei só de recordações
E que eu desperte de um sono profundo
Só para te ver

Porque estou apaixonado
E o seu amor me faz grande
Porque estou apaixonado
E que bem
E que bem me faz te amar!

Vou acender o fogo de sua pele calada
Molharei teus lábios de água apaixonada
Para que tenhamos sonhos do nada

Porque estou apaixonado
E o seu amor me faz grande
Porque estou apaixonado
E que bem
E que bem me faz te amar!



Thalia 
- Qué Será De Ti 
(Como Vai Voce)





sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Ricardo Reis - Nada fica de nada. Nada somos

Fernando Pessoa






Nada fica de nada. Nada somos
 
Nada fica de nada. Nada somos.
Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese

Da húmida terra imposta,
Cadáveres adiados que procriam.

Leis feitas, estátuas vistas, odes findas —
Tudo tem cova sua. Se nós, carnes
A que um íntimo sol dá sangue, temos
Poente, porque não elas?
Somos contos contando contos, nada.
.
28-9-1932



O mar jaz. Gemem em segredo os ventos

O mar jaz. Gemem em segredo os ventos
Em Éolo cativos,
Apenas com as pontas do tridente
Franze as águas Neptuno,
E a praia é alva e cheia de pequenos
Brilhos sob o sol claro.
Eu quisera, Neera, que o momento,
Que ora vemos, tivesse
O sentido preciso de uma frase
Visível nalgum livro.
Assim verias que certeza a minha
Quando sem te olhar digo
Que as cousas são o diálogo que os deuses
Brincam tendo connosco.
Se esta breve ciência te coubesse,
Nunca mais julgarias
Ou solene ou ligeira a clara vida,
Mas nem leve nem grave,
Nem falsa ou certa, mas assim, divina
E plácida, e mais nada.
.
6-10-1914





Sábio é o que se contenta com o espetáculo do mundo

Sábio é o que se contenta com o espetáculo do mundo,
E ao beber nem recorda
Que já bebeu na vida,
Para quem tudo é novo
E imarcescível sempre.

Coroem-no pâmpanos. ou heras. ou rosas volúveis,
Ele sabe que a vida
Passa por ele e tanto
Corta a flor como a ele
De Átropos a tesoura.

Mas ele sabe fazer que a cor do vinho esconda isto,
Que o seu sabor orgíaco
Apague o gosto ás horas,
Como a uma voz chorando
O passar das bacantes.

E ele espera, contente quase e bebedor tranquilo,
E apenas desejando
Num desejo mal tido
Que a abominável onda
O não molhe tão cedo.
.
19-6-1914



Tornar-te-ás só quem tu sempre foste

Tornar-te-ás só quem tu sempre foste.
O que te os deuses dão, dão no começo.
De uma só vez o Fado
Te dá o fado, que és um.

A pouco chega pois o esforço posto
Na medida da tua força nata —
A pouco, se não foste
Para mais concebido.

Contenta-te com seres quem não podes
Deixar de ser. Ainda te fica o vasto
Céu p’ra cobrir-te, e a terra,
Verde ou seca a seu tempo.
.
12-5-1921




Vive sem horas. Quanto mede pesa
 
Vive sem horas. Quanto mede pesa,
E quanto pensas mede.
Num fluido incerto nexo, como o rio
Cujas ondas são ele,
Assim teus dias vê, e se te vires
Passar, como a outrem, cala.
.
8-9-1932






Amo o que vejo porque deixarei

Amo o que vejo porque deixarei
Qualquer dia de o ver.
Amo-o também porque é.

No plácido intervalo em que me sinto,
Do amar, mais que ser,
Amo o haver tudo e a mim.
Melhor me não dariam, se voltassem,
Os primitivos deuses,
Que também, nada sabem.
.
11-10-1934



________________

Ricardo Reis — vida dele

O Dr. Ricardo Reis nasceu dentro da minha alma no dia 29 de Janeiro de 1914, pelas 11 horas da noite. Eu estivera ouvindo no dia anterior uma discussão extensa sobre os excessos, especialmente de realização, da arte moderna. Segundo o meu processo de sentir as coisas sem as sentir, fui-me deixando ir na onda dessa reação momentânea. Quando reparei em que estava pensando, vi que tinha erguido uma teoria neoclássica, e que a ia desenvolvendo. Achei-a bela e calculei interessante se a desenvolvesse segundo princípios que não adopto nem aceito.


Sarau... Condor e cronópio - (Julio Cortázar)

Condor e cronópio


Julio Cortázar
(1914-1984)




Um condor cai como um relâmpago sobre um cronópio que passa por Tinogasta, encurrala-o contra um muro de granito e diz com grande petulância:

Condor. “Atreve-te a dizer que não sou bonita.

Cronópio. "Você é o pássaro mais bonito que eu já vi."

Condor. "Mas todavia.

Cronópio. "Você é mais bonita que a ave do paraíso."

Condor. — Atreve-te a dizer que não voo alto.

Cronópio. “Você voa a alturas vertiginosas e é completamente supersônico e estratosférico.

Condor. "Atreve-te a dizer que eu cheiro ruim."

Cronópio. "Você cheira melhor do que um litro cheio de colônia Jean-Marie Farina."

Condor. “Cara de merda. Não deixa uma única clareira donde sacudirle un picotazo.