sábado, 16 de maio de 2026

George Orwell - 1984: Parte 1.3 (Winston sonhava com sua mãe)

1984 - George Orwell

Tradução: Alexandre Hubner e Heloisa Jahn

Parte 1


3.
     
     Winston sonhava com sua mãe. Devia estar com uns dez ou onze anos quando a mãe desaparecera, pensou. Era uma mulher alta, majestosa, mais para calada, de movimentos lentos e cabeleira clara magnífica. Do pai, lembrava-se com menos clareza: moreno, magro, sempre vestindo roupas escuras impecáveis (Winston se lembrava especialmente das solas finíssimas de seus sapatos), e de óculos. Sem dúvida os dois haviam sido engolidos por um dos primeiros grandes expurgos dos anos 1950.
     Naquele momento a mãe estava sentada em algum lugar muito abaixo dele com sua irmã mais moça no colo. A única lembrança que Winston guardava da irmã era a de um bebê minúsculo, frágil, sempre em silêncio, com grandes olhos atentos. As duas tinham os olhos erguidos para ele. Estavam no interior de algum lugar subterrâneo — talvez o fundo de um poço ou de uma sepultura muito profunda —, mas era um lugar que, mesmo já estando tão abaixo do lugar onde ele estava, continuava a mover-se para baixo. As duas estavam no salão de um navio que naufragava, de olhos fixos nele, lá em cima, através da água que se turvava. Ainda havia ar no salão, elas ainda conseguiam vê-lo e ele a elas, mas o tempo todo as duas iam afundando, afundando nas águas verdes que um instante mais tarde haveria de ocultá-las para sempre. Ele estava fora, na luz, no espaço, enquanto elas eram sugadas para a morte, e estavam lá embaixo porque ele estava aqui em cima. Ele sabia e elas sabiam, ele via no rosto delas que elas sabiam. Não havia censura nem no rosto nem no coração delas, simplesmente a consciência de que teriam de morrer para que ele pudesse continuar vivo, e que isso era parte da ordem inevitável das coisas.
     Ele não conseguia se lembrar do que acontecera, mas em seu sonho sabia que de alguma maneira a vida de sua mãe e a de sua irmã haviam sido sacrificadas à sua. Era um desses sonhos que, mesmo mantendo o cenário onírico característico, são uma continuação da vida intelectual da pessoa, e em que tomamos consciência de fatos e ideias que continuamos achando novos e valiosos depois que acordamos. A questão que naquele momento atingiu Winston como um golpe foi o fato de que a morte de sua mãe, quase trinta anos antes, fora trágica e dolorosa de um modo que já não seria possível. Ele se dava conta de que a tragédia pertencia aos tempos de antigamente, aos tempos em que ainda havia privacidade, amor e amizade, e em que os membros de uma família se amparavam uns aos outros sem precisar saber por quê. A memória de sua mãe atormentava seu coração porque ela morrera amando-o, quando ele era jovem e egoísta demais para poder retribuir seu amor, e porque, de alguma maneira, ele não se lembrava como, ela se sacrificara a uma concepção de lealdade privada e inalterável. Eram coisas que, ele percebia, não poderiam acontecer agora. Agora havia medo, ódio e dor, mas não dignidade na emoção, não tristezas profundas ou complexas. Winston tinha a sensação de ver todas essas coisas nos grandes olhos de sua mãe e de sua irmã, olhando para ele lá de baixo, através da água verde, centenas de braças abaixo, sem nunca parar de afundar.
     No momento seguinte viu-se sobre uma relva curta e viçosa numa tarde de verão em que os raios oblíquos do sol douravam o solo. A paisagem que contemplava era uma recorrência tão frequente em seus sonhos que nunca se sentia totalmente seguro de tê-la ou não tê-la visto na vida real. Em suas divagações, chamava-a de Terra Dourada. Era um pasto antigo recortado pelas dentadas dos coelhos e percorrido por uma trilha sinuosa, com um ou outro promontório de toupeira. Na sebe irregular do outro lado do campo, a brisa balançava muito suavemente os ramos dos olmos, com suas folhas estremecendo de leve em densas massas que lembravam cabelos de mulher. Em algum lugar bem próximo mas que o olhar não alcançava, havia uma torrente límpida movendo-se devagar; nela, os robalinhos nadavam nas poças sob os chorões.
     A garota de cabelo escuro vinha pelo campo na direção dele. Com um único movimento ela se despojou da roupa e jogou-a para um lado com desdém. Seu corpo era branco e liso, mas Winston não sentia desejo. Na verdade, mal olhou para aquele corpo, pois estava tomado de admiração pelo gesto da moça jogando a roupa para um lado. Com sua graça e displicência, era um gesto que parecia aniquilar toda uma cultura, todo um sistema de pensamento, como se o Grande Irmão, o Partido e a Polícia das Ideias pudessem ser todos jogados no nada com um único e glorioso movimento de braço. Aquele era um gesto que também pertencia aos tempos de antigamente. Winston acordou com a palavra “Shakespeare” nos lábios.
     A teletela emitia um zumbido de rachar o crânio que se manteve no mesmo diapasão por trinta segundos. Com efeito, eram sete e quinze da manhã, hora em que os funcionários dos escritórios precisam se levantar. Winston arrancou o próprio corpo da cama com dificuldade — nu, pois os membros do Partido Exterior recebiam somente três mil cupons de vestuário por ano, e um pijama custava seiscentos — e apanhou uma camiseta encardida e um short que estavam jogados sobre uma cadeira. Atividades Físicas começaria em três minutos. No instante seguinte ele se viu dobrado ao meio por uma violenta crise de tosse que quase sempre o atacava logo depois que ele acordava. A tosse esvaziara seus pulmões tão completamente que ele só conseguiu voltar a respirar depois que se deitou de costas e aspirou o ar profundamente algumas vezes. Tinha as veias dilatadas pelo esforço de tossir e a úlcera varicosa começara a comichar.

“Grupo de trinta a quarenta!”, ganiu uma voz feminina de furar os tímpanos. “Grupo de trinta a quarenta! Para seus lugares, por favor. Trinta a quarenta!”

     Winston ficou em posição de sentido diante da teletela, na qual a imagem de uma mulher bastante jovem, muito magra mas musculosa, vestindo túnica e sapatos de ginástica, já ocupara seu lugar. 

“Dobrando os braços, esticando os braços!”, berrou ela. “Me acompanhem. Um, dois, três, quatro! Um, dois, três, quatro! Vamos lá, camaradas, quero ver um pouco mais de energia! Um, dois, três, quatro! Um, dois, três, quatro!...”

     A dor do ataque de tosse não afastara por completo da cabeça de Winston a impressão deixada pelo sonho, e o movimento rítmico do exercício a recompôs em parte. Enquanto jogava mecanicamente os braços para diante e para trás, ostentando no rosto a expressão de prazer compenetrado vista como correta para a execução das Atividades Físicas, ele se esforçava para recuar o pensamento para o período difuso de sua primeira infância. Era extraordinariamente difícil. Até o fim da década de 1950, nenhum problema; daí em diante, tudo desbotava. Na ausência de todo e qualquer registro externo a que recorrer, até mesmo o contorno de sua própria vida perdia a nitidez. A pessoa conseguia evocar os acontecimentos mais notáveis, que muito provavelmente jamais haviam ocorrido. Lembrava-se de detalhes de incidentes sem conseguir recompor sua atmosfera, e havia longos períodos em branco aos quais não conseguia atribuir fato algum. Naquele tempo tudo era diferente. Mesmo os nomes dos países e suas formas no mapa, tudo era diferente. A Pista de Pouso Um, por exemplo, na época não era chamada assim: na época seu nome era Inglaterra, ou Grã-Bretanha, embora Londres — disto ele estava seguro — sempre tivesse se chamado Londres.
     Winston não conseguia se lembrar de jeito nenhum de uma época em que seu país não estivesse em guerra, mas era evidente que existira um intervalo bastante prolongado de paz durante sua infância, porque uma de suas memórias mais antigas era de um ataque aéreo que aparentemente pegara todo mundo de surpresa. Talvez fosse na época em que Colchester fora atingida pela bomba atômica. Ele não se lembrava do ataque em si, mas lembrava-se da mão de seu pai apertando a sua enquanto os dois desciam, desciam, desciam correndo para chegar a algum lugar profundamente enterrado no chão, dando voltas e mais voltas numa escada em espiral que retinia debaixo de seus pés e que acabou cansando tanto as suas pernas que ele começou a choramingar e os dois foram forçados a parar para descansar. A mãe, com seu jeito lento e desconectado, vinha logo atrás deles. Trazia sua irmãzinha no colo — ou quem sabe fosse apenas uma trouxa de cobertores que ela carregava: não sabia muito bem se a irmã já havia nascido àquela altura. Por fim haviam chegado a um lugar barulhento, entupido de gente, que ele percebera ser uma estação de metrô.
     Havia pessoas sentadas sobre toda a superfície do piso de pedra e também pessoas comprimidas umas contra as outras, sentadas em beliches de metal, umas por cima das outras. Winston, sua mãe e seu pai arrumaram um lugar no chão, e perto deles havia um velho e uma velha sentados lado a lado num beliche. O velho vestia um terno escuro bem-posto e tinha o cabelo muito branco coberto por um boné preto, de pano: seu rosto estava rubro e seus olhos azuis cheios de lágrimas. Cheirava a gim. Parecia que o gim exalava de sua pele como suor, e seria possível imaginar que as lágrimas que lhe brotavam dos olhos fossem puro gim. Mas embora estivesse um pouco bêbado, ele também sofria sob o peso de uma dor genuína e intolerável. À sua maneira infantil, Winston entendeu que alguma coisa terrível, alguma coisa que estava além do perdão e que jamais poderia ser remediada, acabara de suceder. Ao mesmo tempo, teve a impressão de que sabia que coisa era essa. Alguém que o velho amava, uma netinha, talvez, havia sido morto. O velho repetia a pequenos intervalos de tempo:

“A gente não devia ter confiado neles. Bem que eu falei, Mãe, não foi? É nisso que dá confiar neles. Eu disse e repeti. A gente não devia ter confiado naqueles canalhas.”

     Mas quem eram esses canalhas em quem eles não deviam ter confiado Winston já não conseguia se lembrar.
     Desde mais ou menos aquela época, a guerra fora literalmente contínua, embora, a rigor, não tivesse sido o tempo todo a mesma guerra. Durante vários meses, em seus tempos de criança, houvera combates confusos nas ruas de Londres, e de alguns deles Winston guardava uma lembrança nítida. Só que seria praticamente impossível reconstruir a história de todo aquele período, dizer quem lutava contra quem neste ou naquele dado momento, pois não havia registros escritos e os relatos orais jamais se referiam a algum quadro político diferente do vigente. Naquele momento, por exemplo, em 1984 (se é que estavam em 1984), a Oceania estava em guerra com a Eurásia e era aliada da Lestásia. Nunca, em nenhuma declaração pública ou privada, era admitido que as três potências alguma vez tivessem se agrupado de modo diferente. Na verdade, como Winston sabia muito bem, há não mais de quatro anos a Oceania estava em guerra com a Lestásia e em aliança com a Eurásia. Só que isso não passava de uma amostra de conhecimento furtivo que ele por acaso possuía graças ao fato de sua memória não estar corretamente controlada. Em termos oficiais, a troca de aliados jamais acontecera. A Oceania estava em guerra com a Eurásia: em consequência, a Oceania sempre estivera em guerra com a Eurásia. O inimigo do momento sempre representava o mal absoluto, com o resultado óbvio de que todo e qualquer acordo passado ou futuro com ele era impossível.
     O assustador, refletiu Winston pela décima milésima vez enquanto forçava os ombros dolorosamente para trás (com as mãos nos quadris, giravam o tronco da cintura para cima, um exercício considerado benéfico para os músculos das costas), o assustador era que talvez tudo aquilo fosse verdade. Se o Partido era capaz de meter a mão no passado e afirmar que esta ou aquela ocorrência jamais acontecera — sem dúvida isso era mais aterrorizante do que a mera tortura ou a morte.
     O Partido dizia que a Oceania jamais fora aliada da Eurásia. Ele, Winston Smith, sabia que a Oceania fora aliada da Eurásia não mais de quatro anos antes. Mas em que local existia esse conhecimento? Apenas em sua própria consciência que, de todo modo, em breve seria aniquilada. E se todos os outros aceitassem a mentira imposta pelo Partido — se todos os registros contassem a mesma história —, a mentira tornava-se história e virava verdade. “Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente controla o passado”, rezava o lema do Partido. E com tudo isso o passado, mesmo com sua natureza alterável, jamais fora alterado. Tudo o que fosse verdade agora fora verdade desde sempre, a vida toda. Muito simples. O indivíduo só precisava obter uma série interminável de vitórias sobre a própria memória. “Controle da realidade”, era a designação adotada. Em Novafala: “duplipensamento”.

“Descansar!”, bramou a instrutora, com uma leve ponta de cordialidade.

     Winston largou os braços ao longo do corpo e pouco a pouco voltou a encher os pulmões com ar. Sua mente deslizou para o labiríntico mundo do duplipensamento. Saber e não saber, estar consciente de mostrar-se cem por cento confiável ao contar mentiras construídas laboriosamente, defender ao mesmo tempo duas opiniões que se anulam uma à outra, sabendo que são contraditórias e acreditando nas duas; recorrer à lógica para questionar a lógica, repudiar a moralidade dizendo-se um moralista, acreditar que a democracia era impossível e que o Partido era o guardião da democracia; esquecer tudo o que fosse preciso esquecer, depois reinstalar o esquecido na memória no momento em que ele se mostrasse necessário, depois esquecer tudo de novo sem o menor problema: e, acima de tudo, aplicar o mesmo processo ao processo em si. Esta a última sutileza: induzir conscientemente a inconsciência e depois, mais uma vez, tornar-se inconsciente do ato de hipnose realizado pouco antes. Inclusive entender que o mundo em “duplipensamento” envolvia o uso do duplipensamento.
     A instrutora ordenava que ficassem novamente em posição de sentido.

“E agora vamos ver quais de nós são capazes de encostar a mão nos dedos dos pés!”, disse entusiasmada. “Inclinem-se todos sem dobrar os joelhos, por favor, camaradas. Um-dois! Um-dois!...”

     Winston abominava aquele exercício, que provocava dores agudas que iam de seus calcanhares a suas nádegas e que muitas vezes acabavam lhe provocando um novo ataque de tosse. A sensação semiprazerosa abandonou suas meditações. O passado, refletiu ele, não fora simplesmente alterado; na verdade fora destruído. Pois como fazer para verificar o mais óbvio dos fatos, quando o único registro de sua veracidade estava em sua memória? Tentou se lembrar do ano em que ouvira a primeira menção ao Grande Irmão. Achava que devia ter sido em algum momento dos anos 1960, mas era impossível ter certeza. Nas histórias do Partido, é evidente que o Grande Irmão aparecia como o líder e o guardião da Revolução desde seus primeiríssimos dias. Seus feitos haviam sido recuados gradualmente no tempo até atingir o mundo fabuloso dos anos 1940 e 50, quando os capitalistas, com seus estranhos chapéus cilíndricos, ainda circulavam pelas ruas de Londres a bordo de grandes automóveis cintilantes ou em carruagens puxadas por cavalos e equipadas com laterais de vidro. Impossível saber o que era verdade e o que era mentira nessa fábula. Winston não conseguia se lembrar sequer da data em que o próprio Partido passara a existir. Não lhe parecia que tivesse ouvido a palavra Socing antes de 1960, mas quem sabe na expressão utilizada pela Velhafala — ou seja, “Socialismo inglês” — ela um dia tivesse sido de uso corrente. Tudo se desmanchava na névoa. Às vezes, de fato, era possível apontar uma mentira específica. Não era verdade, por exemplo, que, como afirmavam os livros de história do Partido, o Partido tivesse inventado o avião. Winston se lembrava de que na sua mais tenra infância já existiam aviões. Só que era impossível provar o que quer que fosse. Nunca havia a menor prova de nada. Uma única vez em toda a sua vida ele tivera nas mãos uma prova documental irrefutável da falsificação de um fato histórico. E naquela ocasião...

“Smith!”, berrou a voz rabugenta na teletela. “6079 Smith W! Isso mesmo, você! Incline-se mais, por favor! Você não está dando tudo o que pode. Não está se esforçando. Incline-se, por favor! Assim! Agora está melhor, camarada. Posição de descanso, todo o pelotão. Olhem para mim.”

     Um suor quente repentino brotara por todo o corpo de Winston. Seu rosto permanecia completamente inescrutável. Nunca dê mostras de desânimo! Nunca dê mostras de ressentimento! Uma simples chispa no olhar podia ser sua perdição. Ficou observando enquanto a instrutora erguia os braços acima da cabeça e — impossível dizer “graciosamente”, mas com notável exatidão e eficiência — inclinou-se e encaixou a ponta dos dedos das mãos embaixo dos dedos dos pés.

“Assim, camaradas! É assim que eu quero que vocês façam o exercício. Olhem de novo como eu faço. Tenho trinta e nove anos e pari quatro filhos. Agora olhem.” Ela voltou a dobrar o corpo. “Vocês podem ver que os meus joelhos não estão dobrados. Todos vocês são capazes de fazer isso. Basta querer”, acrescentou ao endireitar o corpo. “Qualquer pessoa com menos de quarenta e cinco anos é perfeitamente capaz de tocar os dedos dos pés. Nem todos têm o privilégio de lutar na linha de frente, mas pelo menos podemos nos manter em forma. Pensem em nossos rapazes no fronte de Malabar! E nos marinheiros nas Fortalezas Flutuantes! Imaginem só o que eles têm de aguentar! Agora vamos tentar de novo. Assim está melhor, camarada, muito melhor”, acrescentou em tom estimulante quando Winston, num arranco violento, conseguiu tocar os dedos dos pés sem dobrar os joelhos pela primeira vez em vários anos.

continua na página 35...
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Parte 1.2 ( Quando apoiou a mão na maçaneta) / Parte 1.3 (Winston sonhava com sua mãe) /        
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George Orwell (pseudônimo de Eric Arthur Blair) nasceu em 25 de junho de 1903, na Índia. Com menos de um ano de idade, o escritor foi morar na Inglaterra, onde estudou no Eton College. Mais tarde, trabalhou na Polícia Imperial Indiana, na Birmânia, e, também, lutou na Guerra Civil Espanhola, ao lado dos republicanos.
Foi apenas em 1945 que o autor teve sucesso em sua carreira literária, com a publicação de seu livro A revolução dos bichos. Depois, o romancista publicou, em 1949, sua obra mais famosa, o livro 1984, que, assim como aquele, condena os regimes totalitários. Ele faleceu em 21 de janeiro de 1950, em Londres.
Mil novecentos e oitenta e quatro é um romance distópico do escritor inglês George Orwell. Foi publicado em 8 de junho de 1949 pela Secker & Warburg como o nono e último livro de Orwell concluído em vida.

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