quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Filosofia

Mário Reis







O mundo me condena,

E ninguém tem pena,

Falando sempre mal do meu nome,

Deixando de saber,

Seu eu vou morrer de sede,

Ou se vou morrer de fome.


Mas a filosofia,

Hoje me auxilia,

A viver indiferente assim,

Nesta prontidão sem fim,

Vou fingindo que sou rico,

Pra ninguém zombar de mim.


Não me incomodo,

Que você me diga,

Que a sociedade é minha inimiga,

Pois cantando neste mundo,

Vivo escravo do meu samba,

Muito embora vagabundo.


Quanto a você,

Da aristocracia,

Que tem dinheiro,

Mas não compra alegria,

Há de viver eternamente,

Sendo escrava dessa gente,

Que cultiva a hipocrisia.


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