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domingo, 2 de março de 2025

Pra entender...

... a negação do carnaval...
em Porto Alegre e...
em Canoas!




Povos do Carnaval, de matriz africana e movimento LGBTQIA+ protestaram em frente a Prefeitura na quarta-feira (26) - Foto: Rafa Dotti


"... tudo pode ser ponderado. Esse argumento que ninguém entende nada, você pode dizer que o enredo está aí para que as pessoas passem a entender. Então, o que acontece: muita gente não entende nada é um deficit do sistema escolar brasileiro, que durante décadas e décadas e décadas ensina uma história euro-centrada, uma história branca... nesse sentido a escola de samba ocupa um papel importantíssimo no campo da educação." Luiz Antônio Simas


O cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça...

Charla Podcast





Os enredos são sensacionais e o mais importante: 
educativos no sentido histórico.




SIMAS dá aula nunca vista sobre a genialidade do LAÍLA no CARNAVAL




imagem icônica no Sambódromo...


Cristo Mendigo - Beija-Flor (1989)






Carnaval em 2025 não contará com investimento público municipal

A prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, informa que, em 2025, não será possível efetuar repasses financeiros para a realização das celebrações de Carnaval por escolas de samba no município. Embora reconheça o valor cultural e a tradição da festa na cidade, a administração municipal avaliou que, neste momento, a área da Saúde precisa da maior concentração de recursos possível, o que inviabilizou o investimento no Carnaval.

Segundo o secretário municipal de Cultura e Turismo, Pinheiro Neto, neste momento o município vai priorizar o pagamento dos salários dos médicos dos hospitais de Pronto-Socorro e Universitário que estão em atraso, mas a pasta já trabalha na organização de outra tradicional festividade, que ocorre em maio. “Nos comprometemos na organização de um grande evento em comemoração ao Dia do Trabalhador”, disse o secretário.



Carnaval em risco: veto a temas afro e LGBTQIA+ gera protestos em Canoas (RS)

Carnavalescos denunciam que secretário de Cultura impôs censura nos enredos e comunidade pede sua exoneração; MPF investiga

Ameaçado, o tão esperado Carnaval em Canoas, a terceira cidade mais populosa do Rio Grande do Sul, mobiliza a comunidade para que aconteça neste ano. Os carnavalescos, os povos de matriz africana e o movimento LGBTQIA+ denunciam a Prefeitura do município por preconceito racial e religioso e homofobia.

De acordo com nota da Federação Nacional das Escolas de Samba (Fenasamba), o secretário de Cultura e Turismo, Pinheiro Neto, em reunião com a Associação das Escola de Samba de Canoas (Aesc), colocou como condição para ceder espaço para os desfiles que os enredos não tenham temas de matriz africana, negros e LGBTQIA+.



Povos do Carnaval, de matriz africana e movimento LGBTQIA+ protestaram em frente a Prefeitura na quarta-feira (26) - Foto: Rafa Dotti



Prefeitura de Canoas (RS) tentou barrar temas negros e LGBTQIA+ no carnaval





sábado, 1 de março de 2025

Carnaval em Porto Alegre... já existiu, acreditem!

A história do Carnaval de Porto Alegre


A história do carnaval de Porto Alegre tem início no século XIX. Em 2006 foi declarado patrimônio histórico e cultural do Rio Grande do Sul. Mas parece que não está incluído como bem-vindo em Porto Alegre. Pelo menos, na Cidade Baixa onde se originou... não é bem-vindo.


Brigada Militar reprime foliões durante o Carnaval na Cidade Baixa, em Porto Alegre

Por Hora do Povo 



"No primeiro dia de Carnaval em Porto Alegre, a tradicional festa na Cidade Baixa foi marcada por um confronto entre foliões e a Brigada Militar. O episódio, que ocorreu na noite de sábado, 1º de março de 2025, chamou a atenção pela intensidade da repressão policial e deixou um saldo de tensão e críticas por parte dos participantes." Publicado em 1 de março de 2025



Desapaga POA

O atual Viaduto da Borges de Medeiros, ou Viaduto Otávio Rocha, nome do Intendente da época de execução da obra planejada no Plano de 1914. Foto: Acervo Museu José Joaquim Felizardo e Banco de Imagens do Programa Monumenta


"A pesquisa e os textos deste episódio sobre o carnaval foram de Carlos Raimundo Pereira e Orson Soares, com colaboração de Jane Mattos e Pedro Vargas. A locução dos áudios é de Lucas Samuel, Clara Falcão, Leila Mattos e Carlos Raimundo Pereira. A montagem e a trilha sonora têm a direção e criação de Bebeto Alves. O marketing é da Ju e a edição é minha e eu sou o Vitor Ortiz."

"Neste episódio final, vamos contar uma parte da história do carnaval de Porto Alegre, desde as primeiras folias de rua com os entrudos, os blocos de corso, os cordões, ranchos e marchinhas, chegando aos carnavais da elite nos salões dos clubes sociais, em contraste com a festa popular do Rei Momo Lelé no Areal da Baronesa e os desfiles das escolas de samba, que repetem em Porto Alegre o modelo do carnaval carioca. Vamos também buscar as causas de uma parte da sociedade ter rejeitado a construção da Pista de Eventos nas proximidades do centro e a sua transferência para o Complexo Cultural do Porto Seco."

O entruto a primeira manifestação de folia popular trazida pelos portugueses, no final dos anos 1600 e começo dos anos 1700 D.C., começou a ser muito criticado: 

"O entrudo sofreu fortes críticas em relação ao seu aspecto violento e ofensivo e sobretudo popular com a participação dos escravizados nesse tipo de folia. As elites começaram a participar dos bailes de carnaval, em um espaço disciplinado e selecionado em que era tocada a polca e o entrudo foi aos poucos desaparecendo."

Quer saber mais dessa história de folia e repressão? Clique em Desapaga POA

Lembram das tribos carnavalescas?

Surgiram em Porto Alegre nos anos de 1940.

“As tribos carnavalescas nasceram em um contexto de afirmação da nacionalidade brasileira. Nessa nacionalidade, todo mundo via o indígena não como exótico, mas como parte de um todo. Esse todo era um ser brasileiro.” doutor em Letras pela UFRGS, Jackson Raymundo

Hoje, os desfiles ocorrem "bem distante do local onde nasceu o carnaval, das cercanias do Centro e da Cidade Baixa.

Repetindo... "desfechos históricos, como a transferência das Quitandeiras da Alfândega para a Praça do Paraíso, por volta de 1820; ou como a remoção das lavadeiras para o riacho, impostas pelo primeiro código de posturas no início do século XX; ou como a retirada dos moradores das proximidades da Ponte dos Açorianos para a construção do Viaduto da Borges; ou como a transferência de grande parte dos habitantes da Ilhota para a Restinga? O povo pobre e negro de Porto Alegre tem motivos para manter traumas com remoções abruptas."

"Depois de vinte anos de ditadura militar, repressão política e censura, em 1985, no contexto da redemocratização do país, as capitais brasileiras voltaram a eleger seus prefeitos e vereadores pelo voto direto. Porto Alegre – onde havia uma grande expectativa com o retorno de Leonel Brizola do exílio – elegeu um Prefeito Trabalhista, Alceu Collares, do PDT. Um prefeito negro, advogado, oriundo do MDB, movimento adversário do partido de sustentação da Ditadura Militar, a Arena. Na eleição seguinte, Olívio Dutra, o primeiro prefeito na história do Partido dos Trabalhadores na capital, um sindicalista militante do SindBancários, sucedeu Colares."

"Porto Alegre viveria então uma longa sequência de governos democrático-populares, já sob as luzes da Constituição Cidadã, de 1988."


Série Carnaval de Porto Alegre Parte 1 - 13/01/2016
Nação | TVE 




Rei Momo: saiba a origem do personagem e por que virou símbolo do Carnaval 
| Band Folia




Vicente Lomando Rao  (Porto Alegre, 4 de abril de 1908 - setembro de 1973)

O Rei Momo do carnaval de Porto Alegre por 22 anos, 1950 até 1972.


No natal de 1957, em festa promovida pela prefeitura de Porto Alegre, Rao desceu de helicóptero no meio do Parque da Redenção, fantasiado de Papai Noel. A partir daí, passou a ser também o Papai Noel oficial da cidade.

Em 1956, Rao foi eleito presidente da Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul, passando a ser conhecido também como líder sindical.

Primeiro Rei Momo oficial de Porto Alegre, reinou durante 22 anos, precisamente entre 1950 a 1972, jogador na década de 20, acabou sendo inscrito na história do Sport Club Internacional por ser um insuperável animador de torcida, criou a primeira escolinha de futebol, assim como a primeira torcida organizada “Camisa 12” no grande time do Internacional conhecido por rolo compressor nos anos 40/50, expressão também criada por Vicente Rao que fazia desenhos dos jogadores e do time todo e logo após os amassava, a partir deste momento que ele teve a ideia do rolo amassando todos os seus adversários, também é creditado a ele o surgimento de grandes bandeiras os estádios de futebol do Rio Grande do Sul, assim como foguetes e serpentinas. Nasceu no dia 04 de abril data de aniversário de seu clube do coração, por isso dizia que não tinha nascido e sim inaugurado.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Carnaval - Jararaca (1937)

Mamãe eu quero (1937 )





Mamãe Eu Quero
Marchinhas de Carnaval


Mamãe eu quero, mamãe eu quero,
Mamãe eu quero mamar!
Dá a chupeta! Dá a chupeta! Ai! Dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebê não chorar!

Dorme filhinho do meu coração!
Pega a mamadeira e entra no meu cordão.
Eu tenho uma irmã que se chama Ana:
De piscar o olho já ficou sem a pestana.

Eu olho as pequenas, mas daquele jeito
E tenho muita pena não ser criança de peito!...
Eu tenho uma irmã que é fenomenal:
Ela é da bossa e o marido é um boçal!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Carnaval - Cadê Zazá (1947)

Carlos Galhardo





Cadê Zazá

Carlos Galhardo


Cadê Zazá ?... Cadê Zazá ?...

Saiu dizendo, vou alí, já volto já,
Mas não voltou porque, porque será ?
Cadê Zazá, zá, zá, zá, zá ?

(Bis)

Sem ela vou vender meu bangalô,
Que tem tudo, mas não tem o seu amor,
Sem ela pra que serve geladeira,
Pra que ventilador ?
Pergunto e ninguém diz onde ela está,
Cadê Zazá, zá, zá, zá, zá ?