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quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Piazzolla, Guitarra, Bandoneón y Orquesta de Cuerdas

Alondra de la Parra & Orchestre de París


Yamandu Costa
Richard Galliano






Alondra de la Parra – Directora

Richard Galliano – Bandoneón
Yamandu Costa- Guitarra
 
Orchestre de Paris
Director Musical – Paavo Järvi


Richard Galliano plays Bach Live at Nancy Jazz Pulsations 2010




2:06 - Concerto pour violon, 1st mvt - BACH
5:59 - Concerto pour clavecin, 2nd mvt - BACH
9:33 - Concerto pour hautbois, 3rd mvt - BACH
13:29 - La valse à Margaux - Richard Galliano
17:30 - Sicilienne - BACH
20:04 - Tango pour Claude - Richard Galliano
24:35 - Petite Suite Française - Richard Galliano
33:00 - Beritwaltz - Richard Galliano ?
37:13 - Teulada et Odéon - Richard Galliano
42:14 - Opale Concerto 3rd mvt - Richard Galliano
49:07 - Oblivion - Astor Piazzolla
54:44 - Vuelvo al sur - Astor Piazzolla
1:01:24 - Escualo - Astor Piazzolla
1:08:05 - Menuet & Badinerie - BACH
1:11:28 - Habanerando - Richard Galliano


Yamandu Costa e Hamilton de Holanda
Conversa com Bial





Alondra de la Parra, Orchestre de Paris
Maurice Ravel - Bolero




café da manhã com choro
tangos
boleros
e as africanidades harmônicas
com muita tocação


domingo, 12 de março de 2023

Tango - Nostalgias

Marbella y A Manera de Café


- Nostalgias


Quiero emborrachar mi corazón
Para apagar un loco amor
Que más que amor es un sufrir
Y aquí vengo para eso

Pa' borrar antiguos besos
En los besos de otra boca
Si su amor fue flor de un día
¿Porqué cause siempre mía

Esa cruel preocupación?
Quiero por los dos la copa alzar
Para olvidar mi obstinación
Y más la vuelvo a recordar

Nostalgia
De escuchar su risa loca
Y sentir junto a mi boca
Como un fuego su respiración

Angustia
De sentirme abandonado
Y pensar que otro a su lado
Pronto, pronto le hablará de amor
¡Hermano!
Yo no quiero rebajarme
Ni pedirle, ni llorarle
Ni decirle que no puedo más vivir

Desde mi triste soledad
Veré caer las rosas muertas
De mi juventud

Gime, bandoneón, tu tango gris
Quizás a ti te hiera igual
Algún amor sentimental
Llora mi alma de fantoche

Solo y triste en esta noche
Noche negra y sin estrellas
Si las copas traen consuelos
Aquí estoy con mis desvelos

Para ahogarlas de una vez
Quiero emborrachar al corazón
Para después poder brindar
Por los fracasos del amor

Nostalgia
De escuchar su risa loca
Y sentir junto a mi boca
Como un fuego su respiración

Angustia
De sentirme abandonado
Y pensar que otro a su lado
Pronto, pronto le hablará de amor

¡Hermano!
Yo no quiero rebajarme
Ni pedirle, ni rogarle
Ni decirle que no puedo más vivir

Desde mi triste soledad
Veré caer las rosas muertas
De mi juventud

Composição: ENRIQUE DOMINGO CADICAMO ( LUNA ROSENDO ) / Juan Carlos Cobian








Dyango






Carlos Gardel





domingo, 21 de fevereiro de 2021

sobre Perfumes e Tango

 Perfume de Mulher - Tango





Cena do filme Perfume de Mulher (Scent of a Woman, 1992), quando Frank (Al Pacino) convida Donna (Gabrielle Anwar) para dançar o tango "Por Una Cabeza" (de Gardel e Le Pera).



terça-feira, 15 de outubro de 2019

Buenas noches, tanguitas...

todos e todas temos a mesma origem...





e gostamos de dançar junto...
mulheres e homens do tango









Apesar das sucessivas tentativas de extermínio dos negros e das diversas campanhas de apagamento de suas contribuições, são eles os responsáveis pelo elemento central da identidade argentina, o tango.





domingo, 22 de setembro de 2019

Buenos dias, tanguitas...

todos e todas temos a mesma origem...





e gostamos de dançar junto...
mulheres e homens do tango













Afro-Argentina, a origem africana do tango


Luis Gustavo Reis*
Pragmatismo Político









Segundo a respeitável plataforma digital Slave Voyages, cerca de 10 a 12 milhões de seres humanos foram arrancados da África para serem escravizados nas Américas. Desse total, aproximadamente 40% desembarcaram no Brasil que, assim como Roma, foram as maiores sociedades escravistas da história da humanidade.

O tráfico transatlântico de escravos, que vigorou por quase quatrocentos anos, deixou marcas profundas em todas as regiões onde foi adotado, constituindo um sólido legado perceptível até os dias de hoje. Milhares de africanos escravizados desembarcaram em cidades como Buenos Aires, Lima, Nova York, Rio de Janeiro, Havana, Cidade do México, Caracas, Montevidéu, Kingstown, Porto Príncipe entre diversas outras e formavam, em determinados períodos, a maioria da população na Argentina, Peru, Estados Unidos, Brasil, Cuba, Jamaica, Venezuela, Uruguai, Jamaica e Haiti.

Quem percorre atualmente as ruas de Buenos Aires, por exemplo, assiste aos jogos de futebol dos times argentinos, encanta-se pelos belos filmes produzidos pelos portenhos, pode se perguntar o que aconteceu com os quase 74 mil africanos que desembarcaram no Rio da Prata (como era conhecida a região até 1816) que não são vistos nos lugares citados. Como um grupo que compunha metade da população em 1776, constituí apenas 4% dos habitantes atuais?

Ocorre que no século XIX, o país foi acometido por uma grave epidemia de febre amarela responsável por dizimar parcelas significativas da população, especialmente os negros desassistidos dos serviços de saúde. Além da febre, o período foi marcado por diversas guerras internas e externas onde legiões de soldados escravizados foram enviados para serem trucidados nos campos de batalha.

Não bastassem esses horrores, nos idos de 1852 o presidente Justo José Urquiza decidiu recrudescer a política de embranquecimento da população implementada quatro anos antes. Para isso, distribuiu milhares de passaportes aos negros, principalmente aos homens, e os convocou a deixar o país. A empreitada logrou resultados e no início do século XX haviam poucos afro-argentinos no território, parte deles concentrados em Chacomús.

Apesar das sucessivas tentativas de extermínio dos negros e das diversas campanhas de apagamento de suas contribuições, são eles os responsáveis pelo elemento central da identidade argentina, o tango.

Desde meados do século XVIII, escravizados de diferentes etnias concentrados em Buenos Aires formaram sociedades de ajuda mútua onde praticavam, além de outras particularidades, cultos religiosos. Dançavam ao toque de tambores, entoavam canções ancestrais, reverenciavam altares repletos de símbolos sagrados e invocavam deuses até entrarem em transe.

Esses grupos religiosos deram origem ao chamado candombe (do banto Ka n’dombele, que significa “rezar aos deuses”), existente tanto na Argentina como em outras regiões do Rio da Prata (a origem do candombe divide estudiosos até hoje). Nos candombes, havia diversos elementos e rituais religiosos relacionados às distintas tradições africanas, além da prática de coroamento de reis e rainhas negros. Ao longo dos anos, o candombe foi se transformando e ganhando diversos significados, combinando períodos de legalidade e proibição sancionadas pelos poderosos senhores escravistas.

Após a abolição da escravidão (1813), os egressos do cativeiro passaram a se reunir em lugares que chamaram “casa de tango” (também conhecidas como “casas de tambó” ou “sítios”), substituindo os tradicionais candombes. Nessas casas, faziam reuniões, batucavam e cantavam diferentes músicas, religiosas ou não, criando um universo generoso de sociabilidades. No entanto, esses lugares passaram a incomodar as autoridades que ordenaram seu fechamento e a criminalização dos encontros.

Para driblar a proibição e se adaptar as contingências do momento, os frequentadores reinventaram os espaços, rearticularam suas relações e deram origem as chamadas “casas de bailes”, onde prevaleciam músicas embaladas por piano, flauta, violino, bandoneón e outros instrumentos, coreografadas por danças que misturavam o gingado do candombe, passos detalhadamente marcados e traços de sensualidade. No alvorecer de 1877, um grupo de negros inspirados no candombe e nas casas de bailes inventaram uma dança que chamaram especificamente de “tango”.

Desde o período colonial, alguns negros haviam aprendido música clássica, que passaram a tocar e a ensinar em várias escolas do país. No século XIX, pianistas como Ignacio San Martín e Teodoro Hipólito Guzmán, tocavam na orquestra da catedral de Buenos Aires. Remigio Navarro, Roque Rivero e Rosendo Mendizábal intercalavam aulas de piano e apresentações em festas apinhadas de gente.

Havia também dezenas de compositores, entre eles Casildo Thompson, Frederico Espinoza e Zenón Rolón que se destacaram pelas belíssimas canções que escreveram. Gabino Ezeiza, nascido em 1858 no então bairro negro de San Telmo, Buenos Aires, compôs mais de quinhentas músicas, entre elas tangos que foram imortalizados e ganharam projeção internacional.

Ao entrar no século XX, o tango sofreu diversas influências europeias que modificaram não apenas as letras das músicas, mas também as coreografias e os espaços onde era tocado. Dos bailes frequentados por negros e brancos pobres marginalizados, passou aos salões da alta sociedade, integrando o repertório de casas de espetáculo que iam de Nova York à Paris. Ao passo que o século avançava, acelerava-se também o apagamento da origem africana do tango, conhecido atualmente como herança dos imigrantes europeus.

De Norte à Sul das Américas, os africanos e seus descentes construíram e influenciaram a formação de diversos elementos culturais, muitos deles escamoteados pelas sistemáticas falsificações da história. Baseados em uma ideologia que estabelecia hierarquias entre os grupos humanos, ideia muito comum nos dias de hoje inclusive no Brasil, as autoridades argentinas e seus asseclas não foram capazes de destruir a força dos escravizados que deixaram suas impressões digitais no país e foram os responsáveis pela criação do símbolo máximo nacional, queira-se ou não.


Leia aqui todos os textos de Luis Gustavo Reis
*Luis Gustavo Reis é professor, editor de livros didáticos e colabora para Pragmatismo Político


quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Buenos dias, tanguitas... Mundial de Tango 2019

Mundial de tango 2019 


Baile final campeones, mundial de tango 2019 pista

Agustina Piaggio, Maxim Gerasimov




dançar junto...
mulheres e homens do tango













Inés Torres Cappiello y Jesús Taborda
Final mundial de tango escenario 2019 |







Artem Luchin e Irina Samoilova 
final by Alex2019








quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Bom noite, Tango - Por una Cabeza

Por una Cabeza 

- Carlos Gardel




Por una cabeza, todas las locuras
Su boca que besa
Borra la tristeza
Calma la amargura









Por una cabeza, de un noble potrillo
Que justo en la raya, afloja al llegar
Y que al regresar, parece decir
No olvides, hermano
Vos sabes, no hay que jugar

Por una cabeza, metejón de un día
De aquella coqueta y risueña mujer
Que al jurar sonriendo el amor que está mintiendo
Quema en una hoguera
Todo mi querer

Por una cabeza, todas las locuras
Su boca que besa
Borra la tristeza
Calma la amargura

Por una cabeza
Si ella me olvida
Qué importa perderme
Mil veces la vida
Para qué vivir

Cuántos desengaños, por una cabeza
Yo juré mil veces no vuelvo a insistir
Pero si un mirar me hiere al pasar
Su boca de fuego
Otra vez quiero besar

Basta de carreras, se acabo la timba
Un…



Por una Cabeza
Interpretada pelo famoso violinista armênio
Varo (Varazdat Khachumyan)






Perfume de Mulher
clipe de filme (1992)







Por una Cabeza (Original) - Carlos Gardel
Música: Carlos Gardel
Letra: Alfredo Le Pera






domingo, 24 de março de 2019

Bom dia, Tango - La Cumparsita

Carlos Gardel


- La Cumparsita





Si supieras,
Que aún dentro de mi alma,
conservo aquel cariño
que tuve para ti
Quién sabe si supieras
que nunca te he olvidado,
volviendo a tu pasado
te acordarás de mí










Si supieras,
Que aún dentro de mi alma,
conservo aquel cariño
que tuve para ti
Quién sabe si supieras
que nunca te he olvidado,
volviendo a tu pasado
te acordarás de mí


Los amigos ya no vienen
ni siquiera a visitarme,
nadie quiere consolarme
en mi aflicción
desde el día que te fuiste
siento angustias en mi pecho,
decí, percanta, qué has hecho
de mi pobre corazón?


Al cotorro abandonado
ya ni el sol de la mañana
asoma por la ventana
como cuando estabas vos,
y aquel perrito compañero,
que por tu ausencia no comía,
al verme solo el otro día
también me dejó


Si supieras,
Que aún dentro de mi alma,
conservo aquel cariño
que tuve para ti
Quién sabe si supieras
que nunca te he olvidado,
volviendo a tu pasado
te acordarás de mí



Compositores: Gerardo Matos Rodríguez
















terça-feira, 12 de março de 2019

Bom dia, Tango - Mano a Mano

Carlos Gardel 

- Mano a Mano




Tu presencia de bacana puso calor en mi nido
Fuiste buena, consecuente, y yo sé que me has querido
Como no quisiste a nadie, como no podrás querer
Y mañana cuando seas descolado mueble viejo
Y no tengas esperanzas en el pobre corazón
Si precisás una ayuda, si te hace falta un consejo
Acordate de este amigo que ha de jugarse el pellejo
P'ayudarte en lo que pueda cuando llegue la ocasión








Mano A Mano


Rechiflado en mi tristeza, hoy te evoco y veo que has sido
En mi pobre vida paria sólo una buena mujer
Tu presencia de bacana puso calor en mi nido
Fuiste buena, consecuente, y yo sé que me has querido
Como no quisiste a nadie, como no podrás querer


Se dio el juego de remanye cuando vos, pobre percanta
Gambeteabas la pobreza en la casa de pensión
Hoy sos toda una bacana, la vida te ríe y canta
Los morlacos del otario los tirás a la marchanta
Como juega el gato maula con el misero ratón


Hoy tenés el mate lleno de infelices ilusiones
Te engrupieron los otarios, las amigas, el gavión
La milonga entre magnates con sus locas tentaciones
Donde triunfan y claudican milongueras pretensiones
Se te ha entrado muy adentro en el pobre corazón


Nada debo agradecerte, mano a mano hemos quedado
No me importa lo que has hecho, lo que hacés ni lo que harás
Los favores recibidos creo habértelos pagado
Y si alguna deuda chica sin querer se había olvidado
En la cuenta del otario que tenés se la cargás


Mientras tanto, que tus triunfos, pobres triunfos pasajeros
Sean una larga fila de riquezas y placer
Que el bacán que te acamala tenga pesos duraderos
Que te abrás en las paradas con cafishios milongueros
Y que digan los muchachos: es una buena mujer


Y mañana cuando seas descolado mueble viejo
Y no tengas esperanzas en el pobre corazón
Si precisás una ayuda, si te hace falta un consejo
Acordate de este amigo que ha de jugarse el pellejo
P'ayudarte en lo que pueda cuando llegue la ocasión


Composição: Carlos Gardel / Esteban Celedonio Flores / José Razzano