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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Suíte Retratos - Radamés Gnattalli

Suite Retratos 

(Radamés Gnattali)
- Elias Barboza e Orquestra da PUCRS



"Uma música que na verdade são quatro músicas do Radamés Gnattali, grande compositor brasileiro - gaúcho -, ele fez uma suíte com quatro movimentos e cada movimento ele dedicou a um compositor brasileiro - e uma compositora brasileira. Ele deu o nome de Suíte Retratos, ou seja, se você ouvir a música vai acabar percebendo aspectos do Pixinguinha que é o primeiro movimento, do Ernesto Nazareth que é o segundo movimento, do Anacleto de Medeiros que é o terceiro movimento e da Chiquinha Gonzaga que é o quarto movimento." Hamilton de Holanda




A Suíte Retratos foi escrita em 1956...
- Elias Barboza e Orquestra da PUCRS

Maestro Marcio Buzatto
Violão João Vicente
Cavaquinho Fabio Azevedo
Pandeiro Fernando Sessé




"Assim, Pixinguinha entra como o representante maior do choro; Nazareth através da elegância de suas valsas; Anacleto, maestro da Banda do Corpo de Bombeiros, famoso pelos seus schottisches; e Chiquinha Gonzaga, “a primeira chorona e primeira pianeira” (CAZES, 1998, p.35), com o elemento do maxixe. A escolha destes quatro estilos pode ser interpretada também como uma breve amostra de alguns dos vários elementos que definiram o perfil da música brasileira: o choro como o principal símbolo da música urbana; a herança europeia representada pela valsa e pelo schottisch; e o ingrediente africano presente no rítmico corta jaca. Definida a estrutura da suíte, os movimentos de Retratos foram designados da seguinte forma: I - Pixinguinha (choro); II - Ernesto Nazareth (valsa); III - Anacleto de Medeiros (schottisch); IV - Chiquinha Gonzaga (corta jaca)." Luciano Chagas Lima





The Best of Jacob do Bandolim
- Brazilian Chorinho




1º movimento
Carinhoso (Pixinguinha)
- Jacob do Bandolim 
 




2º movimento
Expansiva (Ernesto Nazareth)
Ícaro Areba Pinto





3º movimento
Três Estrelinhas (Anacleto de Medeiros)
Jacob do Bandolim (1959)





4º movimento
Corta Jaca (Chiquinha Gonzaga) 
- Victor Angeleas, Márcio Marinho, Larissa Umaytá e Paulinho Felix





Suíte Retratos (Radamés Gnattali)
- Hamilton de Holanda e Fernando Cesar




Suíte é como se chama o conjunto de movimentos instrumentais dispostos com algum elemento de unidade para serem tocados sem interrupções.


terça-feira, 30 de junho de 2020

Ave Maria no Morro - Choro das 3

Choro das 3ªs-feiras


Choro das 3




e o morro inteiro no fim do dia
reza uma prece ave Maria
vou indo sem saber onde chegar
faça de conta que o tempo passou
e que a vida não continuou
a procura de nada
quem sabe na volta






Ave Maria no Morro de Herivelto Martins. Contamos com a participação especial de 3 músicos sorocabanos, Angelo, Ilvo Vianna Borracha​ e Paulo Roberto Godoy​.



Barracão de zinco
Sem telhado, sem pintura
Lá no morro
Barracão é bangalô

Lá não existe
Felicidade de arranha-céu
Pois quem mora lá no morro
Já vive pertinho do céu

Tem alvorada, tem passarada
Alvorecer
Sinfonia de pardais
Anunciando o anoitecer

E o morro inteiro no fim do dia
Reza uma prece ave Maria
E o morro inteiro no fim do dia
Reza uma prece ave Maria

Ave Maria
Ave
E quando o morro escurece
Elevo a Deus uma prece
Ave Maria


Composição de Herivelto Martins





Herivelto Martins & Pery Ribeiro







Programa - Só Pra Lembrar
- (Herivelto Martins)
TVE - 1992






então, vamos nesta vida comprida de samba-canção...


Caminhemos...








terça-feira, 23 de junho de 2020

Carinhoso - Choro das 3

Choro das 3ªs-feiras


Choro das 3



Tu és a forma ideal
Estátua magistral
Oh! Alma perenal
Do meu primeiro amor
Sublime amor





Carinhoso - Pixinguinha & João de Barro





Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim foges de mim

Ah, se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus
À procura dos teus
Vem matar esta paixão
Que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz







e uma valsa para ilustrar ainda mais... Pixinguinha é um poema





ROSA - Orlando Silva - Grav. Original



Tu és divina e graciosa
Estátua majestosa
Do amor!
Por Deus esculturada
E formada com ardor

Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida
Pelo beija-flor

Se Deus
Me fora tão clemente
Aqui neste ambiente
De luz, formada numa tela
Deslumbrante e bela

Teu coração
Junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado
Sobre a rosa e a cruz
Do arfante peito teu

Tu és a forma ideal
Estátua magistral
Oh! Alma perenal
Do meu primeiro amor
Sublime amor

Tu és de Deus
A soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração
Sepultas um amor

O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes
Cheios de sabor
Em vozes tão dolentes
Como um sonho em flor

És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim
Que tem de belo
Em todo resplendor
Da santa natureza

Perdão!
Se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh! Flor!
Meu peito não resiste
Oh! Meu Deus
O quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar
Em esperar
Em conduzir-te
Um dia ao pé do altar

Jurar aos pés do Onipotente
Em preces comoventes
De dor, e receber a unção
Da tua gratidão

Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te
Até meu padecer
De todo fenecer





Orlando Silva




Pixinguinha






terça-feira, 16 de junho de 2020

Chão de Estrelas - Choro das 3

Choro das 3ªs-feiras


Choro das 3



os decassílabos, a poesia, o poeta , a genialidade
a sensibilidade, a sonoridade, o varal

o chão de estrelas

Nossas roupas comuns dependuradas
Na corda, qual bandeiras agitadas
Pareciam um estranho festival
Festa dos nossos trapos coloridos
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre feriado nacional








Choro das 3 apresenta o show " A Volta do Boêmio - 100 Anos de Nelson Gonçalves" com Paulo Godoy. 
Viaje com o Choro das 3 e o Paulo Godoy nesse show tributo a grande voz de Nelson Gonçalves. 
“Chão de Estrelas” de Silvio Caldas e Orestes Barbosa é um clássico da música popular brasileira, e uma das músicas mais belas já compostas. Com a métrica perfeita, mostra a capacidade incrível que o brasileiro tem de ver o lado bom das coisas.





Minha vida era um palco iluminado
Eu vivia vestido de dourado
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio dos guizos falsos da alegria
Andei cantando a minha fantasia
Entre as palmas febris dos corações

Meu barracão no morro do Salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro
Foste a sonoridade que acabou
E hoje, quando do sol, a claridade
Forra o meu barracão, sinto saudade
Da mulher pomba-rola que voou

Nossas roupas comuns dependuradas
Na corda, qual bandeiras agitadas
Pareciam um estranho festival
Festa dos nossos trapos coloridos
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre feriado nacional

A porta do barraco era sem trinco
Mas a lua, furando o nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão
Tu pisavas nos astros, distraída
Sem saber que a ventura desta vida
É a cabrocha, o luar e o violão


Composição: Orestes Barbosa / Silvio Caldas







Chão De Estrelas - Sílvio Caldas



Numa visita ao poeta Guilherme de Almeida, em 1935, Sílvio Caldas (vídeo) mostrou-lhe uma canção inédita, intitulada "Foste a Sonoridade Que Acabou". Terminada a apresentação, a canção recebeu um novo nome: "Chão de Estrelas". Aconteceu a mudança por sugestão de Guilherme, tomado de súbito entusiasmo pelos versos, que eram de Orestes Barbosa. Sobre o fato, ele escreveria trinta anos depois (em crônica incluída no livro Chão de Estrelas, de Orestes): "Nem de nome eu conhecia o autor. Mas o que então dele pensei e disse, hoje o repito: uma só dessas duas imagens - o varal das roupas coloridas e as estrelas no chão (... ) - é quanto basta para que ainda haja um poeta sobre a terra". Mas não pára em Guilherme de Almeida o fascínio despertado por "Chão de Estrelas" entre nossos poetas. Em 1956, numa crônica em louvor a Orestes, Manuel Bandeira terminava assim: "Se se fizesse aqui um concurso (...) para apurar qual o verso mais bonito de nossa língua, talvez eu votasse naquele de Orestes: 'tu pisavas os astros distraída..."'. Composto por Sílvio Caldas sobre um poema em decassílabos - que Orestes relutou em consentir que fosse musicado -, "Chão de Estrelas" é a obra-prima da dupla, que produziu um total de quinze canções, a maioria de muito boa qualidade ("Quase Que Eu Disse", "Suburbana", "Torturante Ironia" etc.). Essas composições cantam amores perdidos ou impossíveis, tratados do ponto de vista masculino e quase sempre localizados em cenários urbanos arranha-céus, apartamentos, cinemas... Embora tenha se destacado no seu lançamento em 1937, "Chão de Estrelas" só se tornaria um sucesso nacional na década de 1950, quando Sílvio Caldas a gravou pela segunda vez. Chão de Estrelas (canção, 1937) - Sílvio Caldas e Orestes Barbosa

ArquivoRaissaAmaral




Chão de Estrelas - Nelson Gonçalves




domingo, 29 de março de 2020

Andrea Motis y Joan Chamorro acercando su música a su barrio, sant Andreu

Andrea Motis y Joan Chamorro 

acercando su música a su barrio, Sant Andreu




E você...
conhece a bossa nova?

... podemos escutar Bossa Nova e Pixinguinha em muitos lugares do mundo enquanto no Brasil...
ouvimos essa maravilha em todas as rádios e shows







No festival de jazz de Sant Andreu, como todos os anos, o bar da Colômbia tem sido palco, "com sinal incluído", do bom jazz da magnífica escola criada por Joan Chamorro.





.... ah, o Carinhoso...

... Palau de la Música Catalana











sábado, 19 de maio de 2018

Senhoras e Senhores... Frevo Baião Maracatu Choro Jazz!

SPOK QUINTETO

- 8ª EDIÇÃO FESTIVAL CHORO JAZZ



quando você não sabe o que dizer
ou não quer dizer nada...
escute

é demais! é muito arretado!
os mestres estão junto...








Uma cidade que educa com música não fica doente nunca!



sábado, 21 de outubro de 2017

Série: Choro Encanta 01 - Ingênuo

Pizindim e Bruno Lacerda

mais o violão de 7 cordas




ouvir choro desperta algo que dói... 
e mesmo assim encanta. 
será que é isso o que sente um músico quando toca choro?