sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Cinema: Barravento

Cinema Novo

Glauber Rocha

1962

Barravento (1962) é o primeiro longa-metragem dirigido por Glauber Rocha e é considerado uma das obras fundadoras do Cinema Novo brasileiro. O filme se passa numa comunidade de pescadores negros no litoral da Bahia e acompanha o retorno de Firmino (Antônio Pitanga), que tenta libertar seus conterrâneos da exploração econômica e das crenças que, segundo ele, contribuem para sua submissão.

    Temas principais
- Conflito entre tradição religiosa e consciência política.
- A influência do candomblé na vida comunitária.
- Exploração econômica dos trabalhadores.
- Questões de identidade negra e herança africana.
- O choque entre visões revolucionárias e valores culturais locais.
     Importância para o Cinema Novo
Barravento já apresenta características que marcariam a obra de Glauber Rocha:
- filmagem em locações reais;
- forte preocupação social e política;
- valorização da cultura popular brasileira;
- linguagem cinematográfica inovadora e crítica

Embora Firmino pareça representar a razão e a revolução, o filme não rejeita simplesmente a religiosidade popular. Ao longo da narrativa, Glauber mostra uma tensão complexa entre transformação social e respeito à cultura da comunidade, evitando uma solução simples para o conflito.

Direção:
Glauber Rocha

Roteiristas:
Luiz Paulino Dos Santos
Glauber Rocha
Jose Teles





    

Elenco:
Antonio Pitanga como Firmino (nos créditos aparece como Antonio Sampaio)
Luiza Maranhão como Cota
Lucy de Carvalho como Naína
Aldo Teixeira como Aruã
Lidio Silva como Mestre
Edmundo Albuquerque
Francisco dos Santos Brito
Hélio de Oliveira
Antônio Carlos dos Santos
João Gama como Vicente
Milton Gaucho
Fred Júnior
Alair Liguori
Elio Moreno Lima como Homem loiro
Jota Luna como Homem de cabelos escuros
Braga Netto
Rosalvo Plínio
Jose Teles
Flora Vasconcelos como Rosa
Dona Zezé


Glauber Rocha - Glauber Pedro de Andrade Rocha (Vitória da Conquista, 14 de março de 1939 – Rio de Janeiro, 22 de agosto de 1981) foi um cineasta, escritor, ator e ativista político brasileiro. Nos anos 1960, teve uma breve atuação como jornalista, enquanto crítico de cinema após deixar o curso de Direito em 1961. É considerado pela crítica e pelo público como um dos maiores nomes da história do cinema brasileiro. Foi o principal nome do Cinema Novo, movimento cinematográfico dos anos 1960 e 1970.

Reverenciado como um gênio revolucionário, foi um dos fundadores do movimento de vanguarda Cinema Novo, e muitas de suas obras, como Deus e o Diabo Na Terra do Sol, Terra em Transe e O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, são frequentemente listadas como alguns dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

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Parte 03: 
Parte 04:
Parte 05:

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