O coração denunciador¹
[1] Em 1845, Poe tornou-se proprietário e editor-chefe do Broadway Journal, de breve vida, no qual republicou vários de seus contos, incorporando correções manuscritas que izera em seu exemplar impresso dos Tales of the Grotesque and Arabesque (que planejava publicar com o novo título de Phantasy Pieces). Desse modo, quando julgou de interesse do leitor, a tradução procurou observar essas alterações ou assinalou as divergências nas edições. Aqui, a seguinte epígrafe de Longfellow foi então suprimida: “Art is long and Time is leeting/ And our hearts, though stout and brave,/ Still, like muf led drums, are beating/ Funeral marches to the grave” ( “A arte é longa, o Tempo, fugaz/ E nossos corações, embora fortes e corajosos,/ Ainda assim, como tambores abafados, seguem tocando/ Marchas fúnebres rumo ao túmulo”).Com efeito! — nervoso — tenho andado terrivelmente nervoso, ando com
os nervos à flor da pele; mas por que insistis que estou louco? A doença
intensificou meus sentidos — não os destruiu — tampouco os embotou.
Acima de tudo, aguçou o sentido da audição. Escutei todas as coisas no céu
e na terra. Escutei muitas coisas no inferno. Como, então, posso estar
louco? Sede todo ouvidos! e observai com que sensatez — com que calma
sou capaz de contar a história toda.
É impossível dizer em que momento a ideia penetrou em meu cérebro;
porém, uma vez concebida, perseguiu-me dia e noite. Objetivo, não havia.
Furor, não havia. Eu gostava do velho. Nunca me fizera mal. Nunca me
ofendera. De seu ouro nunca tive desejo algum. Acho que era seu olho!
sim, era isso! Um de seus olhos parecia o de um abutre — um olho azul
claro, velado pela catarata. Sempre que pousava sobre mim, meu sangue
gelava; e assim, pouco a pouco — muito gradualmente —, tomei a decisão
de tirar a vida do velho, e desse modo me livrar daquele olhar para
sempre.
Ora, eis o problema. Imaginais que estou louco. Loucos nada sabem. Mas
deveríeis ter me visto. Deveríeis ter visto quão sabiamente procedi — com
que cautela — com que precaução — com que dissimulação empenhei-me
na tarefa! Nunca fui tão bondoso com o velho quanto na semana toda que
antecedeu seu assassinato. E toda noite, perto da meia-noite, eu girava o
trinco da porta de seu quarto e a abria — ah, tão suavemente! E depois,
após ter aberto uma fresta suficiente para minha cabeça, introduzia por
ela uma lanterna escurecida, toda fechada, fechada, de modo que nenhuma
luz dali irradiasse, e então enfiava a cabeça. Ah, teríeis rido em ver com
que astúcia eu a enfiava! Eu a movia devagar — muito, muito devagar, de
modo que não perturbasse o sono do velho. Levava uma hora para inserir
minha cabeça inteira dentro da abertura até um ponto em que conseguisse
enxergá-lo deitado em sua cama. Há! — um louco teria mostrado tamanho
discernimento? E depois, quando minha cabeça estava dentro do quarto,
eu abria a tampa da lanterna cautelosamente — ah, tão cautelosamente —
cautelosamente (pois as dobradiças rangiam) — eu a abria o suficiente
apenas para que um único facho estreito pousasse sobre o olho vulturino.
E assim procedi por sete longas noites — toda noite, por volta da meia
noite —, mas encontrava o olho sempre fechado; e era impossível executar
o trabalho; pois não era o velho que me perturbava, mas seu Mau-Olhado.
E toda manhã, quando o dia raiava, eu entrava audaciosamente em seu
aposento, e falava corajosamente com ele, chamando-o pelo nome em um
tom amistoso, e lhe perguntando como passara a noite. De modo que por aí
já vedes como ele precisaria ser um velho bem perspicaz, deveras, para
suspeitar que toda noite, exatamente à meia-noite, eu o observava
enquanto dormia. Quando chegou a oitava noite tomei uma precaução mais do que
costumeira ao abrir a porta. O ponteiro dos minutos em um relógio seria
mais rápido do que minha mão. Nunca antes daquela noite eu sentira toda
a extensão de minhas capacidades — de minha sagacidade. Eu mal
conseguia conter meus sentimentos de triunfo. Pensar que lá estava eu,
abrindo a porta, de pouco em pouco, e que ele nem sequer sonhava com
meus atos ou pensamentos secretos. Cheguei até a rir com a ideia; e pode
ser que houvesse me escutado; pois moveu-se no leito subitamente, como
que assustado. Ora, pensaríeis talvez que recuei — mas não. Seu quarto
estava escuro como breu nas trevas espessas (pois as folhas das janelas ficavam bem fechadas, por medo de ladrões), de modo que eu sabia que
era incapaz de enxergar o vão da porta, e continuei a empurrá-la, mais um
pouco, mais um pouco.
Eu já enfiara toda a cabeça, e estava prestes a abrir a lanterna, quando meu polegar escorregou no ferrolho e o velho se aprumou na cama, gritando — “Quem está aí?”
Eu já enfiara toda a cabeça, e estava prestes a abrir a lanterna, quando meu polegar escorregou no ferrolho e o velho se aprumou na cama, gritando — “Quem está aí?”
Permaneci imóvel e sem nada dizer. Por uma hora inteira não mexi um
músculo e nesse meio-tempo não o ouvi voltar a se deitar. Ele continuava
sentado na cama, escutando atentamente; — exatamente como eu ficava a
fazer, noite após noite, de ouvidos esticados para os relógios da morte
dentro das paredes.¹
[1] Deathwatch beetle (Xestobium ruffovillosum), um tipo de caruncho que ao penetrar na madeira emite estalidos, tidos como mau agouro.
[1] Deathwatch beetle (Xestobium ruffovillosum), um tipo de caruncho que ao penetrar na madeira emite estalidos, tidos como mau agouro.
Em seguida escutei um ligeiro gemido, e soube que era o gemido do
terror mortal. Não era um gemido de dor ou de pesar — oh, não! —, era o
som baixo e abafado que se ergue do fundo da alma quando oprimida pelo
medo. Eu conhecia o som muito bem. Inúmeras noites, à meia-noite,
quando o mundo inteiro dormia, ele brotara das profundezas de meu
próprio peito, intensificando, com seu pavoroso eco, os terrores que me
afligiam. Digo que o conhecia bem. Eu conhecia o sentimento que
inquietava o velho, e me apiedei do homem, embora em meu íntimo risse.
Sabia que ele estava acordado desde o primeiro leve ruído, quando se
virara na cama. Seus medos haviam a partir desse momento crescido
dentro dele. Estivera tentando imaginá-los sem fundamento, mas fora
incapaz. Estivera dizendo a si mesmo — “Não é nada, apenas o vento na
chaminé — apenas um camundongo correndo pelo soalho” ou “foi somente
um grilo que cantou uma única vez”. Sim, ele estivera tentando se
tranquilizar com essas suposições: mas descobrira que fora tudo em vão.
Tudo em vão; porque a Morte, ao dele se aproximar, acossara-o com sua
sombra negra, e se lançara sobre a vítima, envolvendo-a. E foi a influência
fúnebre da sombra despercebida que o levou a sentir — embora sem nada
ver ou escutar — a sentir a presença de minha cabeça dentro do quarto.
Depois de ter esperado por um longo tempo, muito pacientemente, sem
ouvi-lo se deitar, resolvi abrir uma pequena — muito pequena, minúscula
— fresta na lanterna. Desse modo a abri — sereis incapazes de imaginar
quão furtivamente, furtivamente — até que, finalmente, um único facho
tênue como um filamento de teia brilhou através da fenda e pousou sobre
o olho vulturino.
O olho estava aberto — aberto, arregalado — e senti a fúria crescer
dentro de mim ao fitá-lo. Enxerguei-o com perfeita nitidez — todo ele de
um azul desbotado, com um véu hediondo a cobri-lo que gelou meus ossos
até a medula; mas nada mais podia eu enxergar do rosto do velho ou de
sua pessoa: pois dirigira o facho como que por instinto precisamente sobre
o ponto maldito.
Ora, mas já não vos expliquei que o que tomais equivocadamente por
loucura não é senão acuidade dos sentidos? — pois agora, digo mais,
chegava aos meus ouvidos um som baixo e surdo, como o que faz um
relógio envolto em algodão. Esse som, eu também o conhecia bem. Era o
batimento do coração do velho. Isso aumentou minha fúria, como as
batidas do tambor que estimulam a coragem do soldado.
Mas mesmo então me refreei e permaneci imóvel. Mal respirava. Segurava a lanterna sem um movimento. Tentava manter o mais fixamente possível a réstia sobre o olho. Nesse ínterim o infernal tamborilar do coração aumentava. Foi ficando mais rápido, mais rápido, e mais alto, mais alto a cada instante. O terror do velho devia ser extremo! Ficava mais alto, e digo mais, ficava mais alto a cada momento! — prestais bastante atenção em minhas palavras? Já vos expliquei como sou nervoso: sou, de fato. E agora, na calada da noite, em meio ao pavoroso silêncio daquela antiga casa, um ruído assim tão estranho enervou-me ao ponto de um terror incontrolável. E contudo, por mais alguns minutos, refreei-me e permaneci imóvel. Mas o batimento ficava mais alto, mais alto! Achei que o coração fosse explodir. E então uma nova angústia tomou conta de mim — o som alcançaria os ouvidos de algum vizinho! A hora do velho chegara! Com um poderoso urro, abri a lanterna completamente e pulei no quarto. Ele deu um grito — apenas um. Numa fração de segundo arrastei-o ao chão e puxei a pesada cama sobre ele. Então sorri alegremente, vendo a façanha até ali cumprida. Mas, por vários minutos, o coração seguiu batendo com um som abafado. Isso, entretanto, não me perturbou; não seria escutado através da parede. E enfim cessou. O velho estava morto. Removi a cama e examinei o cadáver. Sim, ele estava morto, morto como uma pedra. Pousei a mão sobre o coração e a mantive ali por vários minutos. Não havia pulsação. Ele estava morto como uma pedra. Seu olho não mais me incomodaria.
Mas mesmo então me refreei e permaneci imóvel. Mal respirava. Segurava a lanterna sem um movimento. Tentava manter o mais fixamente possível a réstia sobre o olho. Nesse ínterim o infernal tamborilar do coração aumentava. Foi ficando mais rápido, mais rápido, e mais alto, mais alto a cada instante. O terror do velho devia ser extremo! Ficava mais alto, e digo mais, ficava mais alto a cada momento! — prestais bastante atenção em minhas palavras? Já vos expliquei como sou nervoso: sou, de fato. E agora, na calada da noite, em meio ao pavoroso silêncio daquela antiga casa, um ruído assim tão estranho enervou-me ao ponto de um terror incontrolável. E contudo, por mais alguns minutos, refreei-me e permaneci imóvel. Mas o batimento ficava mais alto, mais alto! Achei que o coração fosse explodir. E então uma nova angústia tomou conta de mim — o som alcançaria os ouvidos de algum vizinho! A hora do velho chegara! Com um poderoso urro, abri a lanterna completamente e pulei no quarto. Ele deu um grito — apenas um. Numa fração de segundo arrastei-o ao chão e puxei a pesada cama sobre ele. Então sorri alegremente, vendo a façanha até ali cumprida. Mas, por vários minutos, o coração seguiu batendo com um som abafado. Isso, entretanto, não me perturbou; não seria escutado através da parede. E enfim cessou. O velho estava morto. Removi a cama e examinei o cadáver. Sim, ele estava morto, morto como uma pedra. Pousei a mão sobre o coração e a mantive ali por vários minutos. Não havia pulsação. Ele estava morto como uma pedra. Seu olho não mais me incomodaria.
Se continuais a me reputar louco, não mais o ireis fazê-lo quando
descrever as avisadas precauções que tomei para ocultar o corpo. A noite
avançava e trabalhei com presteza, mas em silêncio. Antes de mais nada
desmembrei o cadáver. Decepei-lhe a cabeça, os braços e as pernas.
Em seguida removi três tábuas do soalho do aposento e depositei tudo
em meio aos caibros. Depois recoloquei as pranchas com tal perícia, com
tal astúcia, que nenhum olho humano — nem mesmo o dele — poderia ter
detectado alguma coisa errada. Nada ficou por ser lavado — nenhuma
mancha de espécie alguma — nenhum respingo de sangue. Eu fora
extremamente cauteloso quanto a isso. Uma tina recolhera tudo — rá! Rá!
Após ter dado cabo de todas essas tarefas, eram quatro da manhã — ainda escuro como a meia-noite. Quando o sino badalou a hora, uma batida se fez ouvir na porta da rua. Desci para atender com o coração leve — pois o que tinha eu agora a temer? Três homens entraram, e se apresentaram, com perfeita polidez, como agentes de polícia. Um grito ouvido por um vizinho durante a noite; isso levantara a suspeita de algum crime; alguém dera queixa na delegacia e eles (os policiais) haviam sido mandados para dar uma busca na casa.
Após ter dado cabo de todas essas tarefas, eram quatro da manhã — ainda escuro como a meia-noite. Quando o sino badalou a hora, uma batida se fez ouvir na porta da rua. Desci para atender com o coração leve — pois o que tinha eu agora a temer? Três homens entraram, e se apresentaram, com perfeita polidez, como agentes de polícia. Um grito ouvido por um vizinho durante a noite; isso levantara a suspeita de algum crime; alguém dera queixa na delegacia e eles (os policiais) haviam sido mandados para dar uma busca na casa.
Sorri — pois o que tinha eu a temer? Dei as boas-vindas aos cavalheiros.
O grito, expliquei, fora proferido por mim mesmo, em um sonho. O velho,
acrescentei, se achava ausente, no interior. Levei meus visitantes por toda
a casa. Convidei-os a investigar — investigar bem. Conduzi-os, enfim, ao
quarto dele. Mostrei-lhes suas posses valiosas, em segurança, intocadas. No
entusiasmo de minha confiança, trouxe cadeiras para o quarto, e insisti
que ficassem ali descansando de sua faina, enquanto de minha parte, com
a irrefreável audácia de meu triunfo perfeito, punha minha própria
cadeira exatamente sobre o ponto sob o qual repousava o corpo da vítima.
Os policiais se deram por satisfeitos. Minha conduta os convencera. Eu
estava singularmente à vontade. Sentaram e, enquanto eu respondia
animadamente, conversaram sobre coisas familiares. Porém, em pouco
tempo, senti que empalidecia e desejei que partissem. Minha cabeça doía e
era como se um sino repicasse em meus ouvidos: mas eles continuavam
sentados, conversando. O sino tornou-se mais distinto: — continuou, e
tornou-se mais distinto: falei com maior desembaraço para me livrar da
sensação: mas ela continuou, e ganhou materialidade — até que,
finalmente, descobri que o ruído não estava dentro de meus ouvidos.
Sem dúvida eu agora ficava muito pálido; — mas falava com maior fluência, e elevando a voz. Contudo, o som aumentou — e o que podia eu
fazer? Era um som baixo, abafado, acelerado — muito parecido com o som
que um relógio faz quando envolto em algodão. Fiquei sem ar — e contudo
os policiais nada ouviam. Falei com maior rapidez — com maior veemência;
mas o ruído aumentava e aumentava. Fiquei de pé e discuti trivialidades,
em um tom esganiçado e gesticulando violentamente; mas o ruído
aumentava e aumentava. Por que eles não iam embora? Andei pelo quarto
de um lado ao outro com pesadas passadas, como que enervado até a fúria
sob o escrutínio dos homens — mas o ruído aumentava e aumentava. Oh,
Deus! o que podia eu fazer? Espumei — me encolerizei — praguejei! Girei
a cadeira sobre a qual estivera sentado, e arrastei-a sobre as tábuas, mas o
ruído se elevava acima de tudo e continuava a aumentar. Ficou mais alto —
mais alto — mais alto! E mesmo assim os homens continuavam a conversar
afavelmente, e sorriam. Era possível que não estivessem escutando? Deus
Todo-Poderoso! — não, não! Eles escutavam! — eles suspeitavam! — eles
sabiam! — estavam escarnecendo de meu horror! — isso foi o que pensei
então, e isso é o que penso agora. Mas qualquer coisa era melhor do que
aquela agonia! Qualquer coisa era mais tolerável do que aquela zombaria!
Eu não podia suportar aqueles sorrisos de hipocrisia por mais tempo! Senti
que tinha de gritar ou morrer! — e então — outra vez! — escutai! mais
alto! mais alto! mais alto! mais alto! —
“Patifes!”, urrei, “basta de dissimulações! Admito o que fiz! — arrancai
as tábuas! — aqui, aqui! — é o batimento de seu odioso coração!”
Edgar Allan Poe (nascido Edgar Poe; Boston, Massachusetts, Estados Unidos, 19 de Janeiro de 1809 — Baltimore, Maryland, Estados Unidos, 7 de Outubro de 1849) foi um autor, poeta, editor e crítico literário estadunidense, integrante do movimento romântico estadunidense. Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos e é geralmente considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por sua contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Ele foi o primeiro escritor americano conhecido por tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difíceis.
Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele frequentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado. Depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).
Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova Iorque. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn (posteriormente renomeado para The Stylus), porém, em 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, morreu antes que pudesse ser produzido. A causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.
Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.
continua página 101...
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Leia também:
Metzengerstein / Silêncio / Um Manuscrito encontrado numa Garrafa / A Entrevista /
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Uma Descida ao Maelstrom (01) / A Ilha da Fada / A Máscara da Morte Vermelha / A Quinta de Arnheim (1) /
O coração delator / O Escaravelho de Ouro(a) / O Retrato Oval / O Mistério de Marie Roget (a) / Leonizando /
O coração denunciador /
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Edgar Allan Poe
CONTOS
Originalmente publicados entre 1831 e 1849
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Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele frequentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado. Depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).
Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova Iorque. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn (posteriormente renomeado para The Stylus), porém, em 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, morreu antes que pudesse ser produzido. A causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.
Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.
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