Apolodoro[1] e um Companheiro
De seus flauteios então, tais foram as reações que eu e muitos
outros tivemos deste sátiro; mas ouvi-me como ele é
semelhante àque1es a quem o comparei, que poder maravilhoso
ele tem. Pois ficai sabendo que ninguém o conhece; mas eu a
revelarei, já que comecei. Estais vendo, com efeito, como
Sócrates amorosamente se comporta com os belos jovens, está
sempre ao redor deles, fica aturdido e como também ignora
tudo e nada sabe. Que esta sua atitude não é conforme à dos
silenos? E muito mesmo. Pois é aquela com que por fora ele se
reveste, como o sileno esculpido; mas lá dentro, uma vez
aberto, de quanta sabedoria imaginais, companheiros de
bebida, estar ele cheio? Sabei que nem a quem é belo tem ele a
mínima consideração, antes despreza tanto quanto ninguém
poderia imaginar, nem tampouco a quem é rico, nem a quem
tenha qualquer outro titulo de honra, dos que são enaltecidas
pelo grande número; todos esses bens ele julga que nada
valem, e que nós nada somos - a que vos digo - e é ironizando
e brincando com os homens que ele passa toda a vida. Uma vez
porém que fica sério e se abre, não sei se alguém já viu as
estátuas lá dentro; eu por mim já uma vez as vi, e tão divinas
me pareceram elas, com tanto aura, com uma beleza tão
completa e tão extraordinária que eu só tinha que fazer
imediatamente a que me mandasse Sócrates. Julgando porém
que ele estava interessado em minha beleza, considerei um
achado e um maravilhoso lance da fortuna, como se me
estivesse ao alcance, depois de aquiescer a Sócrates, ouvir tudo
a que ele sabia; o que, com efeito, eu presumia da beleza de
minha juventude era extraordinário! Com tais idéias em meu
espírito, eu que até então não costumava sem um
acompanhante ficar só com ele, dessa vez, despachando o
acompanhante, encontrei-me a sós - é preciso, com efeito,
dizer-vos toda a verdade; - prestai atenção, e se eu estou
mentindo, Sócrates, prova - pois encontrei-me, senhores, a sós
com ele, e pensava que logo ele iria tratar comigo a que um
amante em segredo trataria com o bem-amado, e me
rejubilava. Mas não, nada disso absolutamente aconteceu; ao
contrário, como costumava, se por acaso comigo conversasse e
passasse o dia, ele retirou-se e foi-se embora. Depois disso
convidei-o a fazer ginástica comigo e entreguei-me aos
exercícios, como se houvesse então de conseguir algo.
Exercitou-se ele comigo e comigo lutou muitas vezes sem que ninguém nos presenciasse; e que devo dizer? Nada me
adiantava. Como por nenhum desses caminhos eu tivesse
resultado, decidi que devia atacar-me ao homem à força e não
largá-lo, uma vez que eu estava com a mão na obra, mas logo
saber de que é que se tratava. Convido-o então a jantar
comigo, exatamente como um amante armando cilada ao bem
amado. E nem nisso também ele me atendeu logo, mas na
verdade com o tempo deixou-se convencer. Quando porém veio
à primeira vez, depois do jantar queria partir. Eu então,
envergonhado, larguei-o; mas repeti a cilada, e depois que ele
estava jantado eu me pus a conversar com ele noite adentro,
ininterruptamente, e quando quis partir, observando-lhe que era
tarde, obriguei-o a ficar. Ele descansava então no leito vizinho
ao meu, no mesmo em que jantara, e ninguém mais no
compartimento ia dormir senão nós. Bem, até esse ponto do
meu discurso ficaria bem fazê-lo a quem quer que seja; mas o
que a partir daqui se segue, vós não me teríeis ouvido dizer se,
primeiramente, como diz o ditado, no vinho, sem as crianças ou
com elas, não estivesse a verdade; e depois, obscurecer um ato
excepcionalmente brilhante de Sócrates, quando se saiu a
elogiá-lo, parece-me injusto. E ainda mais, o estado do que foi
mordido pela víbora é também o meu. Com efeito, dizem que
quem sofreu tal acidente não quer dizer como foi senão aos que
foram mordidos, por serem os únicos, dizem eles, que a
compreendem e desculpam de tudo que ousou fazer e dizer sob
o efeito da dor. Eu então, mordido por algo mais doloroso, e no
ponto mais doloroso em que se passa ser mordido — pois foi no
coração ou na alma, ou no que quer que se deva chamá-lo que
fui golpeado e mordido pelos discursos filosóficos, que têm mais
virulência que a víbora, quando pegam de um jovem espírito,
não sem dotes, e que tudo fazem cometer e dizer tudo - e
vendo por outro lado os Fedros, Agatãos, Erixímacos, os
Pausânias, os Aristodemos e os Aristófanes; e o próprio
Sócrates, é preciso mencioná-lo? E quantos mais... Todos vós,
com efeito, participastes em comum do delírio filosófico e dos
seus transportes báquicos e por isso todos ireis ouvir-me; pois
haveis de desculpar-me do que então fiz e do que agora digo.
Os domésticos, e se mais alguém há profano e inculto, que
apliquem aos seus ouvidos portas bem espessas.
Como com efeito, senhores, a lâmpada se apagara e os servos
estavam fora, decidi que não devia fazer nenhum floreado com
ele, mas francamente dizer-lhe o que eu pensava; e assim o
interpelei, depois de sacudi-lo: - Sócrates, estás dormindo?
- Absolutamente - respondeu-me.
- Sabes então qual é a minha decisão?
- Qual é exatamente? - tornou-me.
- Tu me pareces - disse-lhe eu - ser um amante digno de mim,
o único, e te mostras hesitante em declarar-me. Eu porém é
assim que me sinto: inteiramente estúpido eu acho não te
aquiescer não só nisso como também em algum caso em que
precisasses ou de minha fortuna ou dos meus amigos. A mim,
com efeito, nada me é mais digno de respeito do que o tornar
me eu o melhor possível, e para isso creio que nenhum auxiliar
me é mais importante do que tu. Assim é que eu, a um tal
homem recusando meus favores, muito mais me envergonharia
diante da gente ajuizada do que se os concedesse, diante da
multidão irrefletida.
E este homem, depois de ouvir-me, com a perfeita ironia que é
bem sua e do seu hábito, retrucou-me:
- Caro Alcibíades, é bem
provável que realmente não sejas um vulgar, se chega a ser
verdade a que dizes a meu respeito, e se há em mim algum
poder pelo qual tu te poderias tornar melhor; sim, uma
irresistível beleza verias em mim, e totalmente diferente da
formosura que há em ti. Se então, ao contemplá-la, tentas
compartilhá-la comigo e trocar beleza por beleza, não é em
pouco que pensas me levar vantagens, mas ao contrário, em
lugar da aparência é a realidade do que é belo que tentas
adquirir, e realmente é “ouro por cobre” que pensas trocar. No
entanto, ditoso amigo, examina melhor; não te passe
despercebido que nada sou. Em verdade, a visão do pensamento começa a enxergar com agudeza quando a dos olhos
tende a perder sua força; tu porém estás ainda longe disso.
E eu, depois de ouvi-lo:
- Quanto ao que é de minha parte, eis
aí; nada do que está dito é diferente do que penso; tu porém
decide de acordo com o que julgares ser o melhor para ti e para
mim.
- Bem, tomou ele, nisso sim, tens razão; daqui por diante, com
efeito, decidiremos fazer, a respeito disso como do mais, o que
a nós dois nos parecer melhor.
Eu, então, depois do que vi e disse, e que como flechas deixei
escapar, imaginei-o ferido; e assim que eu me ergui sem ter-lhe
permitido dizer-me nada mais, vesti esta minha túnica - pois
era inverno - estendi-me por sob a manta deste homem, e
abraçado com estas duas mãos a este ser verdadeiramente
divino e admirável fiquei deitado a noite toda. Nem também
isso, ó Sócrates, irás dizer que estou falseando. Ora, não
obstante tais esforços meus, tanto mais este homem cresceu e
desprezou minha juventude, ludibriou-a, insultou-a e
justamente naquilo é que eu pensava ser alguma coisa,
senhores juízes; sois com efeito juízes da sobranceria de
Sócrates - pois ficai sabendo, pelos deuses e pelas deusas,
quando me levantei com Sócrates, foi após um sono em nada
mais extraordinário do que se eu tivesse dormido com meu pai
ou um irmão mais velho.
Ora bem, depois disso, que disposição de espírito pensais que
eu tinha, a julgar-me vilipendiado, a admirar o caráter deste
homem, sua temperança e coragem, eu que tinha encontrado
um homem tal como jamais julgava poderia encontrar em
sabedoria e fortaleza? Assim, nem eu podia irritar-me e privar-me de sua companhia, nem sabia como atraí-lo. Bem sabia eu,
com efeito, que ao dinheiro era ele de qualquer modo muito
mais invulnerável do que Ájax ao ferro, e na única coisa em que
eu imaginava ele se deixaria prender, ei-lo que me havia
escapado. Embaraçava-me então, e escravizado pelo homem
como ninguém mais por nenhum outro, eu rodava à toa. Tudo
isso tinha-se sucedido anteriormente; depois, ocorreu-nos fazer
em comum uma expedição em Potidéia, e éramos ali
companheiros de mesa. Antes de tudo, nas fadigas, não só a
mim me superava mas a todos os outros - quando isolados em
algum ponto, como é comum numa expedição, éramos forçados
a jejuar, nada eram os outros para resistir - e por outro lado
nas fartas refeições, era o único a ser capaz de aproveitá-las em
tudo mais, sobretudo quando, embora se recusasse, era forçado
a beber, que a todos vencia; e o que é mais espantoso de tudo
é que Sócrates embriagado nenhum homem há que o tenha
visto. E disso, parece-me, logo teremos a prova. Também
quanto à resistência ao inverno - terríveis são os invernos ali -
entre outras façanhas extraordinárias que fazia, uma vez,
durante uma geada das mais terríveis, quando todos ou
evitavam sair ou, se alguém saía, era envolto em quanta
roupagem estranha, e amarrados os pés em feltros e peles de
carneiro, este homem, em tais circunstâncias, saía com um manta do mesmo tipo que antes costumava trazer, e descalço
sobre o gelo marchava mais à vontade que os outros calçados,
enquanto que os soldados o olhavam de soslaio, como se o
suspeitassem de estar troçando deles. Quanto a estes fatos, ei-los aí:
mas também o seguinte, como o fez e suportou um bravo
lá na expedição, certa vez, merece ser ouvido. Concentrado
numa reflexão, logo se detivera desde a madrugada a examinar
uma ideia, e como esta não lhe vinha, sem se aborrecer ele se
conservara de pé, a procurá-la. Já era meio-dia, os homens
estavam observando, e cheios de admiração diziam uns aos
outros: Sócrates desde a madrugada está de pé ocupado em
suas reflexões! Por fim, alguns dos jônicos, quando já era de
tarde, depois de terem jantado - pois era então o estio -
trouxeram para fora os seus leitos e ao mesmo tempo que iam
dormir na fresca, observavam-no a ver se também a noite ele
passaria de pé. E ele ficou de pé, até que veia a aurora e o sol
se ergueu; a seguir foi embora, depois de fazer uma prece ao
sol. Se quereis saber nos combates - pois isto é bem justo que
se lhe leve em conta - quando se deu a batalha pela qual
chegaram mesmo a me condecorar os generais, nenhum outro
homem me salvou senão este, que não quis abandonar-me
ferido, e até minhas armas salvou comigo. Eu então, ó Sócrates,
insisti com os generais para que te conferissem essa honra, e
isso não vais me censurar nem irás dizer que estou falseando;
todavia, quando já os generais consideravam minha posição e
desejavam conceder-me a insigne honra, tu mesmo foste mais
solícito que os generais para que fosse eu e não tu que a
recebesse. E também, ó senhores, valia a pena observar
Sócrates, quando de Delião batia em retirada o exército; por
acaso fiquei ao seu lado, a cavalo, enquanto ele ia com suas
armas de hoplita. Ora, ele se retirava, quando já tinham
debandado os nossos homens, ao lado de Laques: acerco-me
deles e logo que os veja exorto-os à coragem, dizendo-lhes que
os não abandonaria. Foi aí que, melhor que em Potidéia, eu
observei Sócrates - pois o meu perigo era menor, por estar eu a
cavalo - primeiramente quanto ele superava a Laques, em
domínio de si; e depois, parecia-me, ó Aristófanes, segundo
aquela tua expressão, que também lá como aqui ele se
locomovia “impondo-se e olhando de través”, calmamente
examinando de um lado e de outro os amigos e os inimigos,
deixando bem claro a todos, mesma a distância, que se alguém tocasse nesse homem, bem vigorosamente ele se defenderia.
Eis por que com segurança se retirava, ele e o seu
companheiro; pois quase que, nos que assim se comportam na
guerra, nem se toca, mas é aos que fogem em desordem que se
persegue.
Muitas outras virtudes certamente poderia alguém louvar em
Sócrates, e admiráveis; todavia, das demais atividades, talvez
também a respeito de alguns outros se pudesse dizer outro
tanto; o fato porém de a nenhum homem assemelhar-se ele,
antigo ou moderno, eis o que é digno de toda admiração. Com
efeito, qual foi Aquiles, tal poder-se-ia imaginar Brasidas e
outros, e inversamente, qual foi Péricles, tal Nestor e Antenor -
sem falar de outros - e todos os demais por esses exemplos se
poderia comparar; o que porém é este homem aqui, o que há
de desconcertante em sua pessoa e em suas palavras, nem de
perto se poderia encontrar um semelhante, quer se procure
entre os modernos, quer entre os antigos, a não ser que se lhe
faça a comparação com os que eu estou dizendo, não com
nenhum homem, mas com os silenos e os sátiros, e não só de
sua pessoa como de suas palavras.
Na verdade, foi este sem dúvida um ponto em que em minhas
palavras eu deixei passar, que também os seus discursos são
muito semelhantes aos silenos que se entreabrem. A quem
quisesse ouvir os discursos de Sócrates pareceriam eles
inteiramente ridículos à primeira vez: tais são os nomes e frases
de que por fora se revestem eles, como de uma pele de sátiro
insolente! Pois ele fala de bestas de carga, de ferreiros, de
sapateiros, de correeiros, e sempre parece com as mesmas
palavras dizer as mesmas coisas, a ponto de qualquer
inexperiente ou imbecil zombar de seus discursos. Quem porém
os viu entreabrir-se e em seu interior penetra, primeiramente
descobrirá que, no fundo, são os únicos que têm inteligência, e
depois, que são o quanto possível divinos, e os que o maior
número contêm de imagens de virtude, e o mais possível se
orientam, ou melhor, em tudo se orientam para o que convém
ter em mira, quando se procura ser um distinto e honrado
cidadão.
Eis aí, senhores, o que em Sócrates eu louvo; quanto ao que,
pelo contrário, lhe recrimino, eu o pus de permeio e disse os
insultos que me fez. E na verdade não foi só comigo que ele os
fez, mas com Cármides, o filho de Glauco, com Eutidemo, de Díocles, e com muitíssimos outros, os quais ele engana fazendo
se de amoroso, enquanto é antes na posição de bem-amado
que ele mesmo fica, em vez de amante. E é nisso que te
previno, ó Agatão, para não te deixares enganar por este
homem e, por nossas experiências ensinado, te preservares e
não fazeres como o bobo do provérbio, que “só depois de sofrer
aprende”.
continua página 57...
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Apolodoro e um Companheiro(i)
Apolodoro e um Companheiro(j)
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Platão (428/7-348/7 a.C.)
Nasceu em Atenas, por volta de 428/7, e era membro de uma aristocrática e ilustre família. Descendia dos antigos reis de Atenas, de Sólon e era também sobrinho de Crítias (460/403) e Cármides, dois dos "Trinta Tiranos" que governaram Atenas em -404. Lutou na Guerra do Peloponeso entre 409 e 404, e a admiração por Sócrates, que conheceu em algum momento desse período, foi decisiva em sua vida.
O seu verdadeiro nome era Arístocles, mas devido à sua compleição física recebeu a alcunha de Platão (significa literalmente "ombros largos"). Frequentou com assiduidade os ginásios, obtendo prêmios por duas vezes nos Jogos Istímicos. Começou por seguir as lições de Crátilo, discípulo de Heraclito, e as de Hermógenes, discípulo de Parménides. Em princípio, por tradição familiar deveria seguir a vida política. Contudo, a experiência do governo dos trinta tiranos que governaram Atenas por imposição de Esparta (404-403 a.C.), e da qual fazia parte dois dos seus tios Crístias e Cármides, distanciaram-no desta opção de vida, pelo menos do modo como a política era exercida. O fato que mais o marcou foi a influência que sobre ele exerceu Sócrates, tendo-se feito seu discípulo por volta de 408, quando contava vinte anos. Nele encontrou o mestre, que veio a homenagear na sua obra, fazendo-o interlocutor principal da quase totalidade dos seus diálogos.
Após a morte de Sócrates, em 399 a.C., Platão realizou inúmeras viagens, travando contato com importantes filósofos e escolas de pensamento suas contemporâneas. Em Megara, travou contato com Euclides e sua escola; no Egito, Sicília e Magna Grécia, aprofundou seus conhecimentos através do contato com a sabedoria egípcia e os ensinamentos eleáticos e pitagóricos, este último especialmente através do encontro com Arquitas de Tarento. De passagem por Siracusa, ligou-se a Díon e Dionísio, tirano de Siracusa. Estas duas personagens desempenharam papel fundamental na posterior vida política de Platão.
De volta a Atenas, fundou em 387 a Academia, passando a dedicar-se ao ensino e à composição de sua obra filosófica.
Em 365 e em 361 esteve novamente em Siracusa, a pedido do amigo Díon, numa tentativa inútil de transformar o jovem Dionísios II (-367/-342), filho e sucessor de Dionísios I, no "reifilósofo" que idealizara.
Desiludido com a dificuldade de colocar em prática suas idéias filosóficas, Platão não mais saiu de Atenas.
Durante o ultimo período da sua vida continuou a dirigir a Academia, e escreveu o Timeu, O Crítias e As Leis ,que não chegou a acabar falecendo por volta de 347.
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[1] O interlocutor de Sócrates não está só (N.T.)
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* Sileno era descrito como o mais velho, o mais sábio e o mais beberrão dos seguidores de Dioniso, e era descrito como tutor do jovem deus nos hinos órficos. Quando estava sob o efeito do álcool, Sileno adquiria conhecimentos especiais e o poder da profecia.(N.E.)
* Pifre, substantivo masculino, variação de Pífaro: instrumento de sopro de madeira que se assemelha à flauta.(N.E.)
* Mársias, na mitologia grega, é um sátiro frígio que aparece como figura central em duas histórias que envolvem música. Em uma delas, Marsias recolhe a flauta que havia sido abandonada por Atena, porque esta, ao tocá-lo, ficava com as bochechas infladas, provocando a zombaria de outras deusas.
Na outra história, Mársias passa a se considerar um músico tão perfeito que desafia Apolo para uma competição, sendo que o vencedor teria o direito de punir o perdedor. Apolo vence, Mársias é amarrado a uma árvore e esfolado vivo. Do seu sangue, nasce o rio Mársias, na Frígia.(N.E.)
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