O ato democrático direto - depositar o seu voto na urna - para escolher o Diretor ou a Diretora nas escolas municipais de Porto Alegre, RS, trás mais que o simbolismo da liberdade de escutar, falar e decidir nas democracias.
Carrega consigo a vida prática do debate político didático e pedagógico das propostas dos candidatos e candidatas para o alcance visceral das comunidades escolares. Uma aprendizagem para outros momentos políticos. Reconhecer e distinguir discursos vazios das propostas que NÃO buscam a Totalidade da educação das crianças, jovens e adultos em nossa cidade... não é banal.
Negar ou interromper esse diálogo democrático de aprendizagem revela o autoritarismo preservado no caráter do prefeito e seu secretário municipal de educação, uma confissão das suas impossibilidades de aceitar o contraditório em escolas amoldas pelos silêncios? E seus desejos ditatoriais? Os diretores e diretoras serão convidados pelo chefe? Uau!
Em Porto Alegre, o prefeito está negando - é mais que simplesmente negar, na verdade, ele está retirando esse Direito conquistado pela comunidade escolar das escolas municipais da Capital gaúcha, na década de 90, lá do século XX - esse direito democrático conquistado com a Escola Cidadã.
É necessário uma escola além do giz e computadores, letras e números, ordem, ordens e marchas.
Uma escola sobre alegrias, coragem, dúvidas e medos, histórias e conversas... também é uma escola sobre aprendizagem de leituras e escolhas!
Uma escola sobre feminismo também é uma escola sobre liberdade!
Crianças, jovens e adultos são como as águas, crescem quando se encontram sorrindo, cantando, lendo, debatendo, brincando, escolhendo... falando de violência doméstica, racismo, ouvindo as outras vozes e ampliando consciências.
Impedir a escolha democrática dos diretores e diretoras das escolas municipais de porto alegre é uma maneira de tirar nossa força - alunos e alunas, pais e mães, funcionários e funcionárias, professores e professoras - no espaço público.
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