Odisseia
Homero
Tradução: Carlos Alberto Nunes
Parte I
A Viagem de Telêmaco
Canto III
Em Pilo
“Telêmaco chega a Pilo junto com Atena na forma de Mentor e encontra os
Pílios terminando um sacrifício de touros para Posido. Perguntando sobre seu
pai, Nestor expõe alguns dos relatos de Troia.
Depois disso, Atena vai embora em forma de pássaro. Nestor oferece um
sacrifício a ela e envia Telêmaco para Lacônia junto com seu filho Pisístrato.”
(Scholie P S V)
E, quando o Sol se elevou, tendo o lago mui belo deixado,
em rumo à abóbada brônzea, para iluminar os eternos
deuses e os homens mortais, por sobre essa terra fecunda,
ei-los em Pilo, cidade do velho Neleu, de muralha
bem-construída. Na praia, uma oferenda de touros faziam,
negros, sem mácula, ao deus de cabelos escuros, Posido.
Nove fileiras de bancos havia, com homens quinhentos
em cada fila e na frente dos grupos, também, nove touros.
Chegam no ponto em que os Pílios aos deuses as coxas queimavam
pós das entranhas comerem; as cândidas velas da nave
baixam, cuidosos, e as dobram, saltando, depois, para terra.
Desce da nave Telêmaco; serve-lhe Atena de guia.
A de olhos glaucos, Atena, em primeiro lugar é quem fala:
“Deves, agora, Telêmaco, pôr a vergonha de lado,
pois empreendeste a viagem com o fim de saber, tão somente,
qual o destino que teve teu pai e em que terra se esconde.
Sem vacilar te dirige a Nestor, domador de cavalos,
porque saibamos que sábio conselho em seu peito se oculta.
Tu próprio deves pedir-lhe que fale conforme a verdade.
Como sensato varão, não dirá falsidade nenhuma.”
O ajuizado Telêmaco disse-lhe, então, em resposta:
“De que maneira, Mentor, me apresento, e como hei de falar-lhe?
Não sou versado em dizer bem-tecidos discursos, e tanto
mais que um mancebo se acanha ao falar com pessoa mais velha.”
A de olhos glaucos, Atena, lhe disse, em resposta, o seguinte:
“Hás de encontrar em ti próprio, Telêmaco, alguns pensamentos;
outros serão por qualquer divindade inspirados, pois creio
que vieste ao mundo e cresceste não contra a vontade dos deuses.”
Palas Atena, depois que assim disse, se pôs a guiá-lo
rapidamente. As pegadas da deusa seguia Telêmaco.
Ei-los chegados ao ponto em que os Pílios estavam sentados,
onde encontraram Nestor com seus filhos. Em torno, os mais sócios
tratam da festa; uns as carnes espetam, do assado outros cuidam.
Logo que viram pessoas de fora, vieram reunidos;
trocam apertos de mão e os convidam, sem mais, a assentar-se.
Aproximou-se-lhes, presto, Pisístrato, o claro Nestórida,
que, pelas mãos os tomando, os invita, cortês, a assentar-se
em velos brandos, que estavam na areia da praia estendidos,
junto do irmão Trasimedes e ao lado também do pai dele.
Parte das vísceras dá-lhes; depois, tendo enchido de vinho
áurea cratera, dirige-se à filha de Zeus poderoso,
Palas Atena, e lhe diz as seguintes palavras aladas:
“Ora, estrangeiro, também, a Posido, monarca dos mares,
cujo banquete aqui vieste encontrar, no decurso da viagem.
Logo que tenhas orado e libado, de acordo com o uso,
passa, também, para o outro a cratera de vinho melífluo,
para que libe, pois penso que sabe cultuar os divinos.
Todos os homens precisam da ajuda dos deuses eternos.
Mas ainda é moço; regula, talvez, em idade, comigo;
Eis o motivo por que a áurea cratera te oferto primeiro.”
Isso dizendo, lhe passa a cratera da doce bebida.
Palas se alegra por ver a prudência do justo guerreiro,
que a áurea cratera em primeiro lugar ofertado lhe havia,
e ao soberano Posido dirige seus votos ferventes:
“Ouve-me, ó deus, que circundas a terra, não queiras negar-nos
que se realizem os votos e súplicas, que ora fazemos.
Glória, em primeiro lugar, em Nestor e seus filhos derrama;
aos moradores de Pilo concede também recompensa
grata por esta hecatombe solene; e, por último, dá-nos,
enquanto a mim e a Telêmaco, irmos de volta na negra
nave, depois que tivermos concluído o objetivo da viagem.”
Dessa maneira suplica, e ela própria realiza seus votos,
Passa a Telêmaco uma bela cratera com alça dupla,
para que o filho do claro Odisseu de igual modo libasse.
Logo que a carne por fora tostou, dos espetos a tiram,
cortam-na em postas e se banqueteiam esplendidamente.
Tendo assim, pois, a vontade da fome e da sede saciado,
toma a palavra o Gerênio Nestor, condutor de cavalos:
“Ora que os hóspedes já se alegraram no nosso banquete,
é permitido fazer-lhes perguntas porque se nomeiem.
Ó estrangeiro, quem sois? Donde vindes nas úmidas vias?
É por algum interesse, ou à toa cruzais o mar vasto,
como piratas, que vagam sem rumo, arriscando suas vidas
enquanto vão conduzindo a desgraça a pessoas estranhas?”
O ajuizado Telêmaco disse-lhe, então, em resposta,
sem se tolher, pois Atena coragem lhe havia infundido,
para que acerca de seu pai ausente pergunta fizesse,
como também conquistasse entre os homens um nome preclaro:
“Filho do grande Neleu, ó Nestor, dos Aquivos orgulho!
já que perguntas a terra de origem, vou logo dizer-to.
De Ítaca viemos, que está edificada na base do Neio,
não por negócio do povo, mas, como o direi, no meu próprio.
Pus-me no rasto da fama sem par de meu pai, para novas
obter do divo e paciente Odisseu, que contigo, assim dizem,
tendo lutado com os homens de Troia, saqueou-lhes o burgo.
Temos notícias de como tombaram na Morte lutuosa
quantos em Troia lutaram, na guerra com seus defensores,
menos aquele, a que o filho de Crono deu fim ignorado,
pois ninguém sabe dizer, com que certeza, onde a vida perdesse,
quer fosse em terra, contra homens em luta, que imigos seriam,
quer sobre o mar agitado, nas ondas da deusa Anfitrite.
Venho, por isso, implorar aos teus joelhos, porque me refiras
sobre seu fim lastimável, quer tenhas a tudo assistido
com os próprios olhos, quer tenhas por outro vagante sabido
notícias dele, que a mãe concebeu como ser desditoso.
Nada atenues por pena, talvez, ou até mesmo respeito,
mas tudo conta sem falha, tal como tu próprio o observaste.
Eu te suplico, se acaso meu pai, Odisseu, de alta fama,
ou por palavras, ou obras, se desempenhou de promessa
feita na terra troiana, onde muito os Aqueus padecestes.
Ora te lembra de tudo, e me conta conforme a verdade.”
Disse-lhe, então, o Gerênio Nestor, condutor de cavalos:
“Filho, uma vez que me lembras o que de trabalhos passamos
quando entre os povos Troianos os fortes guerreiros Aquivos,
quer percorrendo em navios o mar nebuloso, à procura
do que pilharmos, para onde quisesse levar-nos Aquiles,
quer combatendo em redor da cidade soberba de Príamo.
Sim, lá tombaram sem vida os heróis mais notáveis e fortes;
lá, sepultado, se encontra o mavórtico Ajaz; lá, o Pelida;
lá, também, Pátroclo, bom conselheiro, qual deus sempiterno,
como meu filho querido, que à força aliava a beleza,
o meu Antíloco, mestre na pugna e veloz na carreira.
Outros trabalhos, ainda, aturamos; e quem poderia
enumerar todos eles, dos homens mortais que hoje vivem?
Nem que cinco anos aqui demorasses, ou seis, porventura,
a perguntar que de dores sofreram os divos Acaios,
antes, cansado, à tua pátria, de novo, tornar escolheras.
Muitos trabalhos lhes demos durante noves anos, a braços
com numerosas insídias, alfim pelo Crônida esfeitas¹.
Mas, quanto à astúcia ninguém suportava confronto com ele,
que, na inventiva de ardis, sobre-estava a qualquer companheiro,
teu genitor, o divino Odisseu. Se, de fato, tu fores
dele oriundo; ao mirar-te, me sinto tomado de espanto.
Muito pareces com ele, na fala; ninguém suporia
que, por tal modo condigno, um rapaz conseguisse expressar-se.
Por todo o tempo em que lá demoramos, jamais dissentimos,
eu e o divino Odisseu, nos conselhos, assim como na ágora;
sempre, porém, com um só pensamento e conselhos prudentes,
dávamos nossa opinião aos Aqueus, só visando à vitória.
Mas, quando a excelsa cidade de Príamo, enfim, destruímos,
às naus subimos velozes; um deus dispersou os Aquivos.
Zeus planejou no mais íntimo triste regresso aos Acaios,
visto nem todos se terem mostrado sensatos e justos.
Disto proveio tocar à mor parte um destino funesto,
pela zizânia terrível que a filha do pai poderoso,
a de olhos glaucos, Atena, lançou entre fortes Atridas.
Estes resolvem reunir a assembleia-geral dos Acaios,
inoportunos e contra os costumes, depois do Sol posto.
E, quando os nobres Aquivos, pesados de vinho, chegaram,
tomam, então, a palavra, e o motivo do apelo apresentam.
Primeiramente, exortou Menelau os guerreiros Aquivos
a se lembrarem da volta e sulcarem das águas o dorso.
Mas Agamémnone o alvitre rejeita; deter pretendia
todos os homens, a fim de ofertar hecatombes sagradas,
para que a cólera grande de Atena pudesse aplacar-se.
Tolo! De fato, ignorava que lhe era impossível dobrá-la,
pois não se muda assim, prestes, a mente dos deuses eternos.
Dessa maneira ficaram, trocando palavras azedas.
Alçam-se, logo, os Aquivos ornados de grevas bem-feitas,
com indizível clamor, divididos, também, em dois grupos.
Por toda a noite ficamos volvendo propósitos graves,
desencontrados, pois Zeus preparava maiores desgraças.
Pela manhã arrastamos a nau para as ondas sagradas,
dentro metendo as riquezas e escravas de baixa cintura.
Mas a metade do povo resolve ficar ali mesmo
com Agamémnone, pastor do povo, de Atreu descendente.
“Nossa metade, embarcando-se, afasta-se logo; velozes
vogam, por ter um dos deuses o mar cor de vinho aplanado.
Mal aportamos em Tênedo, sacrificamos aos deuses
por nossa volta; mas Zeus inda não resolvera o retorno.
Que crueldade! De novo entre nós a discórdia suscita.
Uns, tendo à frente Odisseu, de prudentes e sábios conselhos,
fazem mudar a derrota da nave de pontas recurvas,
para fazerem, de novo, a vontade do Atrida Agamémnone.
Eu, por meu lado, e os navios velozes, que formam meu séquito,
logo, fugimos, por vermos que um deus meditava arruinar-nos;
foge o guerreiro Tidida, também, concitando a companhia.
O louro herói Menelau vem mais tarde reunir-se conosco,
na ilha de Lesbo, ao tratarmos da rota que urgia fazermos:
se pela ilha de Psira, por cima de Quio escabrosa,
tendo aquela outra à sinistra, se rumo seguindo diverso,
indo por baixo de Quio, a costear o Mimante ventoso.
Todos, então, suplicamos ao deus nos mandasse um presságio.
Deu-nos sinal, ordenando cortarmos o mar para Eubeia,
para que cedo pudéssemos todos fugir dos perigos.
Logo começa a soprar a viração; os navios apartam
rapidamente o caminho piscoso, até que, pela noite,
vão fundear em Geresto. De bois muitas coxas queimamos
ao deus Posido, por termos o pélago imenso medido.
Nas naus simétricas a Argos chegamos após quatro dias,
onde ficaram os sócios do forte Tidida, Diomedes,
o picador. Para Pilo voguei, sem deixar de ter nunca
vento propício, que um deus nos fazia soprar de contínuo.
“Dessa maneira, meu filho, voltei, sem ter outras notícias
quanto ao destino ulterior dos Acaios, quais mortos, quais vivos.
Mas quanto soube, depois que aqui vivo em o nosso palácio,
vou relatar-te, como é de justiça, sem falha nenhuma.
Dizem que os fortes Mirmídones sem contratempos chegaram,
sob o comando do filho preclaro do excelso Pelida,
como, também, Filocretes, filho notável de Peante.
Idomeneu para Creta, também, trouxe os sócios, sem perdas,
quantos da guerra escaparam; nenhum pelo mar foi tragado.
O que respeita ao Atrida, soubeste-lo, embora distantes,
de sua volta e do fim desditoso, que Egisto lhe urdiu.
Este, porém, já pagou ignominiosamente seu feito.
Nada melhor para o herói, quando morre, do que deixar filho
homem, também, pois aquele se vinga de Egisto assassino,
que, com traiçoeira artimanha, matara seu pai muito ilustre.
Tu, também, caro! Crescido te vejo e com bela aparência.
Sê corajoso, porque também possam vindouros louvar-te.”
O ajuizado Telêmaco disse-lhe, então, em resposta:
“Filho do grande Neleu, ó Nestor, dos Aquivos orgulho,
sobejamente vingou-se, de fato, e os Acaios imensa
glória hão de dar-lhe, que há de chegar sem deslustre aos vindouros.
Oh, quem me dera que os deuses tal força, também, me outorgassem,
para que, enfim, conseguisse vingar a molesta protérvia²
dos pretendentes soberbos que iníquas ações me maquinam.
Tanta ventura, porém, os eternos do Olimpo não deram
nem a meu pai nem a mim; ora cumpre sofrer com paciência.”
Disse-lhe, então, o Gerênio Nestor, condutor de cavalos:
“Filho, uma vez que mo lembras, por teres falado em tal coisa,
dos pretendentes contaram-me, de tua mãe, numerosos,
que, a teu mau grado, em tua casa praticam ações revoltantes.
Dize-me se te submetestes voluntariamente, ou se o povo
se mostra às claras infenso, atendendo de um deus às palavras?
Quem nos dirá que não volte e consiga infligir-lhes castigo,
quer venha só, quer seguido de todos os homens Aquivos?
Se a de olhos glaucos, Atena, quisesse também distinguir-te
como ao preclaro Odisseu distinguia entre todos, outrora,
nos vastos plainos de Troia, onde muito os Aqueus padecemos!
Nunca me foi tão patente a afeição das eternas deidades,
como ante a clara assistência que Palas, então, lhe dicava.
Caso quisesse dignar-se de amar-te e querer-te, em sua alma,
muitos, por certo, a lembrança das bodas perder haveriam.”
O ajuizado Telêmaco disse-lhe, então, em resposta:
“Tal vaticínio, ó ancião, não presumo que venha a efetuar-se;
é por demais excessivo e me espanta; esperar não me atrevo
tal conjuntura, ainda mesmo que os deuses eternos o queiram.”
A de olhos glaucos, Atena, lhe disse, em resposta, o seguinte:
“Mas que palavras, Telêmaco, deixas fugir dessa boca?
Mesmo de longe é mui fácil a um deus socorrer qualquer homem.
Sim, preferira sofrer em minha alma trabalhos sem conta,
mas para a pátria tornar e rever o meu dia de volta,
a me finar no meu próprio palácio, tal como Agamémnone,
que sucumbiu ante a fraude de sua mulher e de Egisto.
Mas para todos a Morte é uma só, nem conseguem os deuses,
indo ao mais caro dos homens, sequer defendê-lo, ao ser ele
pelo Destino exicial alcançado, da Moira funesta.”
O ajuizado Telêmaco disse-lhe, então, em resposta:
“Não mais falemos, Mentor, disso agora, conquanto apreensivos.
Não é possível que volte; o que é certo é que os deuses eternos
o condenaram à Morte, entregando-o ao escuro Destino.
Ora desejo saber outra coisa e também informar-me,
junto a Nestor, que, em justiça e prudência, aos demais sobre-excede,
pois, dizem todos, que em três gerações já estendeu o seu mando.
Quando o contemplo, parece que vejo um dos deuses eternos.
Ora, Neleio Nestor, a verdade inconcussa me narra:
Como morreu Agamémnone, o Atrida de extensos domínios?
E Menelau, onde estava? Que dolos valeram a Egisto
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Prelúdio
Parte I
Canto II.a / Canto II.b / Canto III.a /
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Homero é considerado o maior poeta da Grécia Antiga. Estima-se que tenha vivido entre os séculos IX e VIII a.C. Sua obra foi composta e transmitida oralmente, e, devido à falta de evidências, alguns estudiosos chegam até a duvidar de sua existência.
Atribui-se a Homero, tradicionalmente, a autoria das obras Ilíada e Odisseia, dois clássicos que reconstituem a civilização grega com incrível riqueza de detalhes.
[1] A frase “alfim pelo Crônida esfeitas” é uma tradução poética, em português arcaizante. Vamos destrinchar cada parte para entender o sentido.
Crônida = “filho de Crono”, isto é, Zeus.
É uma forma tradicional, usada em traduções mais literárias, para se referir ao deus.
Esfeitas = forma arcaica de “feitas”, “realizadas”, “executadas”.
Alfim = aqui está o ponto mais obscuro. Em algumas traduções antigas, “alfim” aparece como forma poética para “alvo”, “branco”, “puro”, ou como adaptação de termos gregos ligados a “resplendor” ou “proteção”. Em certos contextos da Odisseia, pode estar ligado a armas, dádivas, sinais divinos ou ações.
Alfim = aqui está o ponto mais obscuro. Em algumas traduções antigas, “alfim” aparece como forma poética para “alvo”, “branco”, “puro”, ou como adaptação de termos gregos ligados a “resplendor” ou “proteção”. Em certos contextos da Odisseia, pode estar ligado a armas, dádivas, sinais divinos ou ações.
Sentido provável da frase, tomando o conjunto, a expressão deve significar algo como:
“obras (ou feitos) alvos/puros realizados pelo Crônida (Zeus)” ou “ações resplandecentes feitas por Zeus”
Em outras palavras, trata-se de uma referência poética aos feitos de Zeus, destacando sua autoridade e grandeza.
“obras (ou feitos) alvos/puros realizados pelo Crônida (Zeus)” ou “ações resplandecentes feitas por Zeus”
Em outras palavras, trata-se de uma referência poética aos feitos de Zeus, destacando sua autoridade e grandeza.
[2] Molesta protérvia:
protérvia = insolência, arrogância, atrevimento desmedido.
molesta = dolorosa, incômoda, odiosa. Juntas, formam algo como “a odiosa insolência”.
vingar - Aqui no sentido clássico: punir, retribuir, fazer pagar.
conseguisse vingar - Expressa um desejo ou hipótese: “se pudesse punir”, “se lograsse retribuir”.
A “protérvia” é quase sempre associada a hýbris, a arrogância que exige castigo.protérvia = insolência, arrogância, atrevimento desmedido.
molesta = dolorosa, incômoda, odiosa. Juntas, formam algo como “a odiosa insolência”.
vingar - Aqui no sentido clássico: punir, retribuir, fazer pagar.
conseguisse vingar - Expressa um desejo ou hipótese: “se pudesse punir”, “se lograsse retribuir”.
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Odisseia, de Homero - Canto 3
- Telêmaco chega a Pilo em busca de notícias de Odisseu
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