quarta-feira, 1 de julho de 2026

Edgar Allan Poe - Contos: O Mistério de Marie Roget (g)

Edgar Allan Poe - Contos


O Mistério de Marie Roget
Título original: The Mystery of Marie Roget
Publicado em 1842  

continuando...

« E aqui temos de voltar a uma observação do Commercial, sobre a qual já me detive um pouco: Um pedaço de uma das saias da infeliz jovem fora arrancado, amarrado em torno do pescoço e preso atrás com um nó, provavelmente para impedi-la de gritar. Isto foi feito por indivíduos que nem sequer tinham um lenço de bolso.
« Já sugeri que um perfeito patife nunca anda sem um lenço de bolso. Mas não é para esse facto que quero agora chamar a sua atenção. Essa tira não foi arrancada nem por falta de um lenço, nem com o fim suposto pelo Commercial. Prova-o o lenço de bolso deixado no bosque, e prova também que não foi para impedi-la de gritar o facto de a tira ter sido utilizada de preferência ao que teria servido melhor para o efeito. Mas a instrução, falando da tira em questão, diz que foi encontrada em torno do pescoço, amarrada de maneira a ficar muito larga, e presa por um nó. Estes termos são vagos, mas diferem materialmente dos do Commercial. A tira tinha uma largura de cerca de trinta centímetros e devia, dobrada e enrolada longitudinalmente, constituir uma corda suficientemente forte, apesar de ser de musselina. Eis a minha conclusão: o assassino solitário, tendo transportado o cadáver até uma certa distância — do bosque ou de qualquer outro local — servindo-se da tira amarrada em torno da cintura, chegou à conclusão de que o peso transportado daquele modo, excedia as suas forças; há indícios que provam que um fardo foi arrastado. Para o fazer foi preciso amarrar qualquer coisa como uma corda a uma das extremidades. O ideal era amarrá-la em torno do pescoço, pois a cabeça impedi-la-ia de deslizar do laço. Nesse momento o assassino pensou evidentemente em servir-se da tira amarrada em torno dos rins. E tê-la-ia sem dúvida utilizado se não fosse o enrolamento dessa tira em torno do corpo, o nó que a prendia e o facto de não ter sido completamente arrancada ao vestido. Era mais fácil rasgar uma nova tira da saia. Rasgou-a, amarrou-a em torno do pescoço da vítima e serviu-se dela para arrastar o corpo até ao rio. Que esta tira, cujo mérito era o de estar imediatamente à mão, mas que não satisfazia perfeitamente o desígnio desejado, tenha sido utilizada, demonstra que a sua necessidade surgiu numa altura em que o assassino não estava em condições de reaver o lenço. Isto é, como supusemos, quando já tinha deixado o bosque... se na verdade foi o bosque... e se encontrava a meio caminho para o rio.
« Mas, dir-me-á, o depoimento da senhora Deluc designa expressamente um bando de patifes, que se encontrariam nas vizinhanças do bosque, na altura, ou por volta da altura do crime. Estou de acordo. Acredito até que havia uma dúzia de bandos como o que descreveu a senhora Deluc, à hora, ou por volta da hora, a que decorreu a tragédia. Mas o bando que atraiu sobre si a aversão especial da senhora Deluc, ainda que o depoimento desta última tenha sido um tanto ou quanto tardio e de algum modo suspeito, é o único designado por essa velha e honesta dama como tendo comido os seus bolos e bebido a sua aguardente sem se dar ao incómodo de pagar. Et hinc illae irae?
« Mas quais são os termos precisos do depoimento da senhora Deluc? Apareceu um bando de desavergonhados, fizeram uma balbúrdia infernal, comeram, beberam e saíram sem pagar, indo pelo mesmo caminho que tinham seguido a jovem e o homem, tendo regressado ao albergue ao cair da tarde e passado o rio a toda a pressa.
« Ora, este a toda a pressa pode ter parecido mais apressado à senhora Deluc, que pensava, com dor e inquietação, nos seus bolos e na aguardente roubados, e pelos quais talvez tivesse alimentado, até ao último momento, uma leve esperança de compensação. Por outro lado, uma vez que se fazia tarde, porque deu ela tanta importância a essa pressa? Não é certamente surpreendente que um grupo, mesmo de patifes, queira regressar apressadamente, quando tem um rio a atravessar em barcos pequenos, perante a ameaça de uma tempestade e quando a noite se aproxima.
« Digo aproxima, pois a noite não tinha ainda caído completamente. Foi ao fim da tarde que a indecorosa precipitação dos desavergonhados ofendeu os castos olhos da senhora Deluc. Mas é-nos dito que nessa mesma noite a senhora Deluc, assim como o seu filho mais velho, ouviram gritos de mulher nas proximidades do albergue. E de que modo designa a senhora Deluc o instante em que ouviu esses gritos? Foi, diz ela, pouco depois do cair da noite. Mas, pouco depois do cair da noite é pelo menos noite, e ao fim da tarde, é ainda dia. Assim, é suficientemente claro que o bando atravessou o rio antes dos gritos ouvidos por acaso (?) pela senhora Deluc. E ainda que, nos numerosos relatos da instrução, estas duas expressões distintas tenham sido citadas tal como eu as cito nesta conversa, nenhum jornal, nem nenhum dos falcões da Polícia, notou até ao momento a contradição que implicam.
« Só tenho mais um argumento a acrescentar contra o famoso bando; mas um argumento cujo peso é, pelo menos para a minha inteligência, irresistível. No caso de uma bela recompensa e de um perdão total oferecidos a qualquer cúmplice que deponha contra o cúmplice, não se pode supor por um instante sequer que um membro qualquer de um bando de vis malandros, ou de uma qualquer outra associação de homens, não tivesse há já muito tempo traído os seus companheiros. Cada indivíduo desse bando nem está até tão desejoso de receber a recompensa, ou tão desejoso de escapar, como aterrado pela ideia de uma possível traição. E trai imediatamente, para não ser ele o traído. O facto de o segredo não ter sido revelado é, em suma, a melhor das provas de que se trata realmente de um segredo. Os horrores deste tenebroso caso só são conhecidos por um ou dois seres humanos, e por Deus.
« Reunamos agora os factos — mesquinhos, é verdade, mas positivos — da nossa longa análise. Chegámos à convicção, seja de um acidente fatal em casa da senhora Deluc, seja de um crime cometido no bosque da barreira do Roule, por um amante ou, pelo menos, por um amigo íntimo e secreto da defunta. Esse amigo tem uma tez bronzeada. Essa tez, o nó da tira enrolada em torno da cintura e o nó das tiras do chapéu da defunta, apontam para um homem do mar. A camaradagem com a defunta, jovem um pouco leviana, é verdade, mas não abjeta, denuncia-o como homem de posto superior ao de simples marujo. Ora, as cartas urgentes, enviadas aos jornais, muito bem escritas, servem para reforçar a nossa hipótese. O facto de uma escapada anterior, revelada pelo Mercure, leva-nos a fundir no mesmo indivíduo o marinheiro e o oficial de marinha, já conhecido por ter induzido a infeliz em falta.
« E aqui, muito oportunamente, apresenta-se uma outra consideração, a que se relaciona com a ausência prolongada desse indivíduo de pele bronzeada. Insistamos na pele deste homem, escura e bronzeada; uma pele levemente bronzeada não poderia ter constituído o único ponto comum nas recordações de Valence e da senhora Deluc. Mas por que está este homem ausente? Foi assassinado pelo bando? Se foi, por que se encontravam só rastos da jovem? O teatro dos dois assassínios deve ser o mesmo. E ele, o cadáver dele, onde está? Os assassinos teriam provavelmente feito desaparecer os dois da mesma maneira. Não, pode-se afirmar que o homem está vivo e que o que o impede de dar-se a conhecer é o temor de ser acusado do crime. Só agora, decorrido tanto tempo, podemos supor esta consideração agindo fortemente sobre ele... uma vez que uma testemunha afirma tê-lo visto com Marie. Mas esse temor não teria qualquer influência na altura do crime. O primeiro impulso de um inocente seria denunciar o atentado e ajudar a encontrar os malfeitores. O seu próprio interesse aconselhá-lo-ia a fazê-lo. Foi visto com a jovem, atravessou o rio com ela, num barco descoberto. A denúncia dos assassinos teria parecido, mesmo a um idiota, como o meio mais seguro, como o único meio de escapar ele próprio às suspeitas. Não podemos supô-lo, nessa noite fatal, simultaneamente inocente e ignorante do atentado. No entanto, só nessas circunstâncias impossíveis poderíamos compreender que, vivo, tenha faltado ao dever de denunciar os criminosos.
« E que meios possuímos para chegar à verdade? Veremos esses meios multiplicarem-se e tornarem-se mais distintos à medida que avançarmos. Passemos a crivo essa velha história de uma primeira fuga. Tomemos conhecimento de toda a história desse oficial, assim como das circunstâncias atuais que o rodeiam e dos locais onde se encontrava na época precisa do assassínio. Comparemos cuidadosamente as diversas comunicações enviadas ao jornal, tendo como objetivo incriminar um bando. Feito isto, comparemos essas comunicações, tendo em conta o estilo, com as que foram enviadas numa época anterior a um outro jornal, e insistindo tão fortemente na culpabilidade de Mennais. Depois, comparemos novamente essas comunicações com a caligrafia do oficial. Tentemos obter, através de um interrogatório mais minucioso à senhora Deluc e aos seus filhos, e também a Valence, condutor de ónibus, qualquer coisa de mais preciso sobre a aparência física do homem de pele bronzeada. Perguntas habilmente dirigidas tirarão com toda a certeza de qualquer destas testemunhas informações sobre este ponto particular — ou sobre outros — informações que as testemunhas possuem sem que talvez elas próprias o saibam. E depois sigamos o rasto desse barco recolhido pelo bateleiro na manhã de segunda-feira, dia 23 de junho, e que desapareceu da delegação sem que o oficial de serviço desse por isso, e sem leme, numa época anterior à da descoberta do cadáver. Com cuidado, com uma perseverança conveniente, seguiremos infalivelmente esse barco, pois não só o bateleiro que o encontrou pode reconhecê-lo, como também dispomos do leme que lhe pertence. Não é possível que, quem quer que seja, de coração alegre e sem fazer perguntas, tenha abandonado o leme de um barco à vela. Não houve anúncio público referente à descoberta desse barco. Foi silenciosamente levado para a delegação e silenciosamente voltou a desaparecer. Mas como é possível que o proprietário do barco tenha podido, sem anúncio público, numa época tão aproximada como a manhã de terça-feira, saber onde estava amarrada a embarcação encontrada à deriva na manhã de segunda-feira, a menos que o julguemos em comunicação com a Marinha, numa relação pessoal e permanente, implicando o conhecimento dos mais pequenos interesses e das mais pequenas notícias locais?
« Ao falar do assassino solitário arrastando o seu fardo para o rio, já disse que deve ter tido necessidade de servir-se de um barco. Compreendemos agora que Marie Roget deve ter sido lançada à água de bordo de um barco. A coisa, muito naturalmente, passou-se dessa maneira. O cadáver não deve ter sido confiado às águas baixas do rio. As marcas encontradas nas costas e nos ombros da vítima revelam as escoriações provocadas pelo fundo de um barco. O facto de o corpo ter sido encontrado sem um peso só vem corroborar a nossa ideia. Se tivesse sido lançado da margem, ter-se-ia certamente tomado a precaução de lastrá-lo. Só podemos explicar a ausência de um lastro supondo que o assassino se esqueceu de arranjar um antes de fazer-se ao largo. No momento de confiar o cadáver ao rio, deve certamente ter-se apercebido do seu esquecimento, mas não tinha à mão com que remediá-lo. Preferiu arriscar tudo a voltar à margem maldita. Uma vez desembaraçado da fúnebre carga, o assassino apressou-se a regressar à cidade. Então, em qualquer cais obscuro, pôs pé em terra. Mas o barco, tê-lo-á posto em segurança? Estava demasiado apressado para pensai em tal ninharia! E até, amarrando-o ao cais, estaria, na sua ideia, a deixar uma prova contra si mesmo; o seu pensamento mais natural era afastar para longe de si, o mais longe possível, tudo o que tivesse qualquer relação com o crime. Não só deve ter fugido para longe do cais, como não deve ter consentido ao barco que lá ficasse. Com toda a certeza, deixou-o à deriva.
« Prossigamos o nosso pensamento... Na manhã seguinte, o miserável fica aterrorizado ao ver que o barco foi encontrado e está amarrado junto a um local onde talvez seja forçado pelo dever a dirigir-se frequentemente. Na noite seguinte, sem ousar reclamar o leme, faz desaparecer a embarcação. Onde está agora esse barco sem leme? Vamos a descobri-lo, e que seja essa uma das nossas primeiras investigações. Esse barco conduzir-nos-á, com uma rapidez que nos espantará a nós próprios, ao homem que dele se serviu na fatal noite de domingo. A confirmação acrescentar-se-á à confirmação e seguiremos a pista desse homem.»

     Por motivos que não especificaremos, mas que saltam aos olhos dos nossos numerosos leitores, permitimo-nos suprimir aqui, no manuscrito que nos foi entregue, a parte onde se encontra pormenorizada a investigação levada a cabo com base no indício, aparentemente tão ligeiro, descoberto por Dupin. Julgamos que bastará dizer que o resultado desejado foi obtido, e que o prefeito cumpriu escrupulosamente, embora não sem repugnância, os termos do seu contrato com o meu amigo.
     O artigo do senhor Poe conclui nestes termos:
     Compreender-se-á que falo de simples coincidências e de nada mais. O que já disse a este respeito deve bastar. Não há no meu coração qualquer espécie de fé no sobrenatural. Que a Natureza e Deus fazem dois, nenhum homem no seu perfeito juízo negará. Que o último, tendo criado a primeira, possa, à Sua vontade, governá-la ou modificá-la, é igualmente incontestável. Digo: à Sua vontade, pois é uma questão de vontade, e não de poder, como supuseram absurdos lógicos. Não é que a Divindade não possa modificar as Suas leis, mas não A insultemos imaginando uma necessidade possível de modificação. Essas leis foram feitas, desde a origem, para abarcar todas as contingências que possam estar escondidas no futuro. Porque para Deus tudo é presente.
     Repito, pois, que falo destas coisas simplesmente como de coincidências. Algumas palavras ainda. Encontrar-se-á na minha narrativa com que estabelecer um paralelo entre a sorte da infortunada Mary Cecilia Rogers, pelo menos na medida em que a sua sorte é conhecida, e a de uma tal Marie Roget, até uma dada época da sua história... paralelo de que a minuciosa e surpreendente exatidão é feita para embaraçar a razão. Sim, tudo isso saltará aos olhos. Mas que não se suponha por um só instante que, prosseguindo a triste história de Marie a partir do ponto em questão e seguindo até ao desenlace todo o mistério que a envolvia, eu tenha tido o desígnio secreto de sugerir uma extensão do paralelo ou sequer insinuar que as medidas tomadas em Paris para descobrir o assassino de uma caixeira ou que medidas baseadas num método de raciocínio análogo produziriam um resultado análogo.
      Pois, relativamente à última parte da suposição, deve considerar-se que a mais pequena variação nos elementos dos dois problemas poderia engendrar os mais graves erros de cálculo, fazendo divergir as duas correntes de acontecimentos, aproximadamente da mesma maneira que, em aritmética, um erro, que. por si só parece irrisório, pode produzir mais tarde, pela força acumulativa da multiplicação, um resultado assustadoramente distante da verdade.
     E, quanto à primeira parte, não devemos esquecer que esse mesmo cálculo das probabilidades, que já invoquei, proíbe toda e qualquer ideia de extensão do paralelo... proíbe-a com um rigor tanto mais imperioso quanto esse paralelo já foi mais extenso e mais exato. Eis uma afirmação anormal que, embora pareça saída do domínio do pensamento geral (o pensamento estranho às matemáticas), só foi até agora bem compreendida pelos matemáticos. Nada, por exemplo, é mais difícil do que convencer o leitor não especialista de que, se um jogador de dados conseguiu tirar os dois seis duas vezes seguidas, o facto é uma razão suficiente para apostar forte em como à terceira vez não sairão os dois seis. Uma opinião deste género é geralmente rejeitada pela inteligência. Não se compreende de que modo possam as duas jogadas já feitas, e já completamente perdidas no passado, influenciar uma jogada que ainda só existe no futuro. A probabilidade de tirar os dois seis parece igual à que havia em qualquer outro momento do jogo — isto é: exclusivamente submetida à influência das variadíssimas incógnitas do rolar de um par de dados.
     E é uma reflexão que parece tão evidente que todo e qualquer esforço para contradizê-la é na maioria das vezes acolhido com um sorriso trocista, ou por uma condescendência atenciosa. O erro em questão, grande erro, cheio por vezes de consequências, não pode ser criticado dentro dos limites que aqui me são impostos, e para os filósofos não tem necessidade de sê-lo. Basta dizer que faz parte de uma série infinita de enganos em que a Razão tropeça no seu caminho, devido à infeliz propensão para procurar a verdade no pormenor.

Fim

continua na página 495...
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Edgar Allan Poe
CONTOS
Originalmente publicados entre 1831 e 1849
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Edgar Allan Poe (nascido Edgar Poe; Boston, Massachusetts, Estados Unidos, 19 de Janeiro de 1809 — Baltimore, Maryland, Estados Unidos, 7 de Outubro de 1849) foi um autor, poeta, editor e crítico literário estadunidense, integrante do movimento romântico estadunidense. Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos e é geralmente considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por sua contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Ele foi o primeiro escritor americano conhecido por tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difíceis.
Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele frequentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado. Depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).
Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova Iorque. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn (posteriormente renomeado para The Stylus), porém, em 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, morreu antes que pudesse ser produzido. A causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.
Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.

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