Edgar Allan Poe - Contos
O Mistério de Marie Roget
Título original: The Mystery of Marie Roget
Título original: The Mystery of Marie Roget
Publicado em 1842
continuando...
« Já sugeri que um perfeito patife nunca anda sem um lenço de bolso. Mas
não é para esse facto que quero agora chamar a sua atenção. Essa tira não foi
arrancada nem por falta de um lenço, nem com o fim suposto pelo Commercial.
Prova-o o lenço de bolso deixado no bosque, e prova também que não foi para
impedi-la de gritar o facto de a tira ter sido utilizada de preferência ao que teria
servido melhor para o efeito. Mas a instrução, falando da tira em questão, diz que
foi encontrada em torno do pescoço, amarrada de maneira a ficar muito larga, e
presa por um nó. Estes termos são vagos, mas diferem materialmente dos do
Commercial. A tira tinha uma largura de cerca de trinta centímetros e devia,
dobrada e enrolada longitudinalmente, constituir uma corda suficientemente
forte, apesar de ser de musselina. Eis a minha conclusão: o assassino solitário,
tendo transportado o cadáver até uma certa distância — do bosque ou de
qualquer outro local — servindo-se da tira amarrada em torno da cintura, chegou
à conclusão de que o peso transportado daquele modo, excedia as suas forças; há
indícios que provam que um fardo foi arrastado. Para o fazer foi preciso amarrar
qualquer coisa como uma corda a uma das extremidades. O ideal era amarrá-la
em torno do pescoço, pois a cabeça impedi-la-ia de deslizar do laço. Nesse
momento o assassino pensou evidentemente em servir-se da tira amarrada em
torno dos rins. E tê-la-ia sem dúvida utilizado se não fosse o enrolamento dessa
tira em torno do corpo, o nó que a prendia e o facto de não ter sido
completamente arrancada ao vestido. Era mais fácil rasgar uma nova tira da
saia. Rasgou-a, amarrou-a em torno do pescoço da vítima e serviu-se dela para
arrastar o corpo até ao rio. Que esta tira, cujo mérito era o de estar
imediatamente à mão, mas que não satisfazia perfeitamente o desígnio desejado,
tenha sido utilizada, demonstra que a sua necessidade surgiu numa altura em que
o assassino não estava em condições de reaver o lenço. Isto é, como supusemos,
quando já tinha deixado o bosque... se na verdade foi o bosque... e se encontrava
a meio caminho para o rio.
« Mas, dir-me-á, o depoimento da senhora Deluc designa expressamente
um bando de patifes, que se encontrariam nas vizinhanças do bosque, na altura,
ou por volta da altura do crime. Estou de acordo. Acredito até que havia uma
dúzia de bandos como o que descreveu a senhora Deluc, à hora, ou por volta da
hora, a que decorreu a tragédia. Mas o bando que atraiu sobre si a aversão
especial da senhora Deluc, ainda que o depoimento desta última tenha sido um
tanto ou quanto tardio e de algum modo suspeito, é o único designado por essa
velha e honesta dama como tendo comido os seus bolos e bebido a sua
aguardente sem se dar ao incómodo de pagar. Et hinc illae irae?
« Mas quais são os termos precisos do depoimento da senhora Deluc?
Apareceu um bando de desavergonhados, fizeram uma balbúrdia infernal,
comeram, beberam e saíram sem pagar, indo pelo mesmo caminho que tinham
seguido a jovem e o homem, tendo regressado ao albergue ao cair da tarde e
passado o rio a toda a pressa.
« Ora, este a toda a pressa pode ter parecido mais apressado à senhora
Deluc, que pensava, com dor e inquietação, nos seus bolos e na aguardente
roubados, e pelos quais talvez tivesse alimentado, até ao último momento, uma
leve esperança de compensação. Por outro lado, uma vez que se fazia tarde,
porque deu ela tanta importância a essa pressa? Não é certamente surpreendente
que um grupo, mesmo de patifes, queira regressar apressadamente, quando tem
um rio a atravessar em barcos pequenos, perante a ameaça de uma tempestade
e quando a noite se aproxima.
« Digo aproxima, pois a noite não tinha ainda caído completamente. Foi ao
fim da tarde que a indecorosa precipitação dos desavergonhados ofendeu os
castos olhos da senhora Deluc. Mas é-nos dito que nessa mesma noite a senhora
Deluc, assim como o seu filho mais velho, ouviram gritos de mulher nas
proximidades do albergue. E de que modo designa a senhora Deluc o instante em
que ouviu esses gritos? Foi, diz ela, pouco depois do cair da noite. Mas, pouco
depois do cair da noite é pelo menos noite, e ao fim da tarde, é ainda dia. Assim, é
suficientemente claro que o bando atravessou o rio antes dos gritos ouvidos por
acaso (?) pela senhora Deluc. E ainda que, nos numerosos relatos da instrução,
estas duas expressões distintas tenham sido citadas tal como eu as cito nesta
conversa, nenhum jornal, nem nenhum dos falcões da Polícia, notou até ao
momento a contradição que implicam.
« Só tenho mais um argumento a acrescentar contra o famoso bando; mas
um argumento cujo peso é, pelo menos para a minha inteligência, irresistível. No
caso de uma bela recompensa e de um perdão total oferecidos a qualquer
cúmplice que deponha contra o cúmplice, não se pode supor por um instante
sequer que um membro qualquer de um bando de vis malandros, ou de uma
qualquer outra associação de homens, não tivesse há já muito tempo traído os
seus companheiros. Cada indivíduo desse bando nem está até tão desejoso de
receber a recompensa, ou tão desejoso de escapar, como aterrado pela ideia de
uma possível traição. E trai imediatamente, para não ser ele o traído. O facto de o
segredo não ter sido revelado é, em suma, a melhor das provas de que se trata
realmente de um segredo. Os horrores deste tenebroso caso só são conhecidos
por um ou dois seres humanos, e por Deus.
« Reunamos agora os factos — mesquinhos, é verdade, mas positivos — da
nossa longa análise. Chegámos à convicção, seja de um acidente fatal em casa
da senhora Deluc, seja de um crime cometido no bosque da barreira do Roule,
por um amante ou, pelo menos, por um amigo íntimo e secreto da defunta. Esse
amigo tem uma tez bronzeada. Essa tez, o nó da tira enrolada em torno da cintura
e o nó das tiras do chapéu da defunta, apontam para um homem do mar. A
camaradagem com a defunta, jovem um pouco leviana, é verdade, mas não
abjeta, denuncia-o como homem de posto superior ao de simples marujo. Ora,
as cartas urgentes, enviadas aos jornais, muito bem escritas, servem para
reforçar a nossa hipótese. O facto de uma escapada anterior, revelada pelo
Mercure, leva-nos a fundir no mesmo indivíduo o marinheiro e o oficial de
marinha, já conhecido por ter induzido a infeliz em falta.
« E aqui, muito oportunamente, apresenta-se uma outra consideração, a
que se relaciona com a ausência prolongada desse indivíduo de pele bronzeada.
Insistamos na pele deste homem, escura e bronzeada; uma pele levemente
bronzeada não poderia ter constituído o único ponto comum nas recordações de
Valence e da senhora Deluc. Mas por que está este homem ausente? Foi
assassinado pelo bando? Se foi, por que se encontravam só rastos da jovem? O
teatro dos dois assassínios deve ser o mesmo. E ele, o cadáver dele, onde está? Os
assassinos teriam provavelmente feito desaparecer os dois da mesma maneira.
Não, pode-se afirmar que o homem está vivo e que o que o impede de dar-se a
conhecer é o temor de ser acusado do crime. Só agora, decorrido tanto tempo,
podemos supor esta consideração agindo fortemente sobre ele... uma vez que
uma testemunha afirma tê-lo visto com Marie. Mas esse temor não teria
qualquer influência na altura do crime. O primeiro impulso de um inocente seria
denunciar o atentado e ajudar a encontrar os malfeitores. O seu próprio interesse
aconselhá-lo-ia a fazê-lo. Foi visto com a jovem, atravessou o rio com ela, num
barco descoberto. A denúncia dos assassinos teria parecido, mesmo a um idiota,
como o meio mais seguro, como o único meio de escapar ele próprio às
suspeitas. Não podemos supô-lo, nessa noite fatal, simultaneamente inocente e
ignorante do atentado. No entanto, só nessas circunstâncias impossíveis
poderíamos compreender que, vivo, tenha faltado ao dever de denunciar os
criminosos.
« E que meios possuímos para chegar à verdade? Veremos esses meios
multiplicarem-se e tornarem-se mais distintos à medida que avançarmos.
Passemos a crivo essa velha história de uma primeira fuga. Tomemos
conhecimento de toda a história desse oficial, assim como das circunstâncias
atuais que o rodeiam e dos locais onde se encontrava na época precisa do
assassínio. Comparemos cuidadosamente as diversas comunicações enviadas ao
jornal, tendo como objetivo incriminar um bando. Feito isto, comparemos essas
comunicações, tendo em conta o estilo, com as que foram enviadas numa época
anterior a um outro jornal, e insistindo tão fortemente na culpabilidade de
Mennais. Depois, comparemos novamente essas comunicações com a caligrafia
do oficial. Tentemos obter, através de um interrogatório mais minucioso à
senhora Deluc e aos seus filhos, e também a Valence, condutor de ónibus,
qualquer coisa de mais preciso sobre a aparência física do homem de pele
bronzeada. Perguntas habilmente dirigidas tirarão com toda a certeza de qualquer
destas testemunhas informações sobre este ponto particular — ou sobre outros —
informações que as testemunhas possuem sem que talvez elas próprias o saibam.
E depois sigamos o rasto desse barco recolhido pelo bateleiro na manhã de
segunda-feira, dia 23 de junho, e que desapareceu da delegação sem que o
oficial de serviço desse por isso, e sem leme, numa época anterior à da
descoberta do cadáver. Com cuidado, com uma perseverança conveniente,
seguiremos infalivelmente esse barco, pois não só o bateleiro que o encontrou
pode reconhecê-lo, como também dispomos do leme que lhe pertence. Não é
possível que, quem quer que seja, de coração alegre e sem fazer perguntas,
tenha abandonado o leme de um barco à vela. Não houve anúncio público
referente à descoberta desse barco. Foi silenciosamente levado para a delegação
e silenciosamente voltou a desaparecer. Mas como é possível que o proprietário
do barco tenha podido, sem anúncio público, numa época tão aproximada como
a manhã de terça-feira, saber onde estava amarrada a embarcação encontrada à
deriva na manhã de segunda-feira, a menos que o julguemos em comunicação
com a Marinha, numa relação pessoal e permanente, implicando o
conhecimento dos mais pequenos interesses e das mais pequenas notícias locais?
« Ao falar do assassino solitário arrastando o seu fardo para o rio, já disse
que deve ter tido necessidade de servir-se de um barco. Compreendemos agora
que Marie Roget deve ter sido lançada à água de bordo de um barco. A coisa,
muito naturalmente, passou-se dessa maneira. O cadáver não deve ter sido
confiado às águas baixas do rio. As marcas encontradas nas costas e nos ombros
da vítima revelam as escoriações provocadas pelo fundo de um barco. O facto
de o corpo ter sido encontrado sem um peso só vem corroborar a nossa ideia. Se
tivesse sido lançado da margem, ter-se-ia certamente tomado a precaução de
lastrá-lo. Só podemos explicar a ausência de um lastro supondo que o assassino se
esqueceu de arranjar um antes de fazer-se ao largo. No momento de confiar o
cadáver ao rio, deve certamente ter-se apercebido do seu esquecimento, mas
não tinha à mão com que remediá-lo. Preferiu arriscar tudo a voltar à margem
maldita. Uma vez desembaraçado da fúnebre carga, o assassino apressou-se a
regressar à cidade. Então, em qualquer cais obscuro, pôs pé em terra. Mas o
barco, tê-lo-á posto em segurança? Estava demasiado apressado para pensai em
tal ninharia! E até, amarrando-o ao cais, estaria, na sua ideia, a deixar uma prova
contra si mesmo; o seu pensamento mais natural era afastar para longe de si, o
mais longe possível, tudo o que tivesse qualquer relação com o crime. Não só
deve ter fugido para longe do cais, como não deve ter consentido ao barco que lá
ficasse. Com toda a certeza, deixou-o à deriva.
« Prossigamos o nosso pensamento... Na manhã seguinte, o miserável fica
aterrorizado ao ver que o barco foi encontrado e está amarrado junto a um local
onde talvez seja forçado pelo dever a dirigir-se frequentemente. Na noite
seguinte, sem ousar reclamar o leme, faz desaparecer a embarcação. Onde está
agora esse barco sem leme? Vamos a descobri-lo, e que seja essa uma das
nossas primeiras investigações. Esse barco conduzir-nos-á, com uma rapidez que
nos espantará a nós próprios, ao homem que dele se serviu na fatal noite de
domingo. A confirmação acrescentar-se-á à confirmação e seguiremos a pista
desse homem.»
Por motivos que não especificaremos, mas que saltam aos olhos dos nossos
numerosos leitores, permitimo-nos suprimir aqui, no manuscrito que nos foi
entregue, a parte onde se encontra pormenorizada a investigação levada a cabo
com base no indício, aparentemente tão ligeiro, descoberto por Dupin. Julgamos
que bastará dizer que o resultado desejado foi obtido, e que o prefeito cumpriu
escrupulosamente, embora não sem repugnância, os termos do seu contrato com
o meu amigo.
O artigo do senhor Poe conclui nestes termos:
Compreender-se-á que falo de simples coincidências e de nada mais. O
que já disse a este respeito deve bastar. Não há no meu coração qualquer espécie
de fé no sobrenatural. Que a Natureza e Deus fazem dois, nenhum homem no
seu perfeito juízo negará. Que o último, tendo criado a primeira, possa, à Sua
vontade, governá-la ou modificá-la, é igualmente incontestável. Digo: à Sua
vontade, pois é uma questão de vontade, e não de poder, como supuseram
absurdos lógicos. Não é que a Divindade não possa modificar as Suas leis, mas
não A insultemos imaginando uma necessidade possível de modificação. Essas
leis foram feitas, desde a origem, para abarcar todas as contingências que
possam estar escondidas no futuro. Porque para Deus tudo é presente.
Repito, pois, que falo destas coisas simplesmente como de coincidências.
Algumas palavras ainda. Encontrar-se-á na minha narrativa com que estabelecer
um paralelo entre a sorte da infortunada Mary Cecilia Rogers, pelo menos na
medida em que a sua sorte é conhecida, e a de uma tal Marie Roget, até uma
dada época da sua história... paralelo de que a minuciosa e surpreendente
exatidão é feita para embaraçar a razão. Sim, tudo isso saltará aos olhos. Mas que
não se suponha por um só instante que, prosseguindo a triste história de Marie a
partir do ponto em questão e seguindo até ao desenlace todo o mistério que a
envolvia, eu tenha tido o desígnio secreto de sugerir uma extensão do paralelo ou
sequer insinuar que as medidas tomadas em Paris para descobrir o assassino de
uma caixeira ou que medidas baseadas num método de raciocínio análogo
produziriam um resultado análogo.
Pois, relativamente à última parte da suposição, deve considerar-se que a
mais pequena variação nos elementos dos dois problemas poderia engendrar os
mais graves erros de cálculo, fazendo divergir as duas correntes de
acontecimentos, aproximadamente da mesma maneira que, em aritmética, um
erro, que. por si só parece irrisório, pode produzir mais tarde, pela força
acumulativa da multiplicação, um resultado assustadoramente distante da
verdade.
E, quanto à primeira parte, não devemos esquecer que esse mesmo cálculo
das probabilidades, que já invoquei, proíbe toda e qualquer ideia de extensão do
paralelo... proíbe-a com um rigor tanto mais imperioso quanto esse paralelo já
foi mais extenso e mais exato. Eis uma afirmação anormal que, embora pareça
saída do domínio do pensamento geral (o pensamento estranho às matemáticas),
só foi até agora bem compreendida pelos matemáticos. Nada, por exemplo, é
mais difícil do que convencer o leitor não especialista de que, se um jogador de
dados conseguiu tirar os dois seis duas vezes seguidas, o facto é uma razão
suficiente para apostar forte em como à terceira vez não sairão os dois seis. Uma
opinião deste género é geralmente rejeitada pela inteligência. Não se
compreende de que modo possam as duas jogadas já feitas, e já completamente
perdidas no passado, influenciar uma jogada que ainda só existe no futuro. A
probabilidade de tirar os dois seis parece igual à que havia em qualquer outro
momento do jogo — isto é: exclusivamente submetida à influência das
variadíssimas incógnitas do rolar de um par de dados.
E é uma reflexão que parece tão evidente que todo e qualquer esforço para
contradizê-la é na maioria das vezes acolhido com um sorriso trocista, ou por
uma condescendência atenciosa. O erro em questão, grande erro, cheio por
vezes de consequências, não pode ser criticado dentro dos limites que aqui me
são impostos, e para os filósofos não tem necessidade de sê-lo. Basta dizer que
faz parte de uma série infinita de enganos em que a Razão tropeça no seu
caminho, devido à infeliz propensão para procurar a verdade no pormenor.
Fim
continua na página 495...
__________________
Leia também:
Metzengerstein / Silêncio / Um Manuscrito encontrado numa Garrafa / A Entrevista /
Metzengerstein / Silêncio / Um Manuscrito encontrado numa Garrafa / A Entrevista /
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Edgar Allan Poe
CONTOS
Originalmente publicados entre 1831 e 1849
__________________
Edgar Allan Poe (nascido Edgar Poe; Boston, Massachusetts, Estados Unidos, 19 de Janeiro de 1809 — Baltimore, Maryland, Estados Unidos, 7 de Outubro de 1849) foi um autor, poeta, editor e crítico literário estadunidense, integrante do movimento romântico estadunidense. Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos e é geralmente considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por sua contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Ele foi o primeiro escritor americano conhecido por tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difíceis.
Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele frequentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado. Depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).
Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova Iorque. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn (posteriormente renomeado para The Stylus), porém, em 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, morreu antes que pudesse ser produzido. A causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.
Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.
Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele frequentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado. Depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).
Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova Iorque. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn (posteriormente renomeado para The Stylus), porém, em 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, morreu antes que pudesse ser produzido. A causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.
Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.
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