terça-feira, 10 de março de 2026

Émile Zola - Germinal: Quarta Parte - (VI.b)

Germinal


Émile Zola

Tradução de Francisco Bittencourt

Quarta Parte

VI
 .


     Ainda não largara o bacalhau e pôs-se a limpar com grande afinco a sujeira das moscas com uma ótima faca nova, um desses pequenos punhais com cabo de osso onde se gravam provérbios. No dele lia-se a palavra "Amor", simplesmente. 

— Tens uma bela faca — observou Etienne. 
— É um presente de Lydie — respondeu Jeanlin, que deixou de contar que Lydie o roubara, por ordem dele, de um vendedor ambulante de Montsou, defronte do botequim Tête-Coupée.

     E, sem parar de raspar, acrescentou com orgulho: 

— Então, a minha casa não é boa? É mais aquecida que lá em cima e cheira muito melhor.

     Etienne sentara-se e estava resolvido a fazê-lo falar. Sua cólera passara, agora só tinha interesse por aquela criança perversa, tão valente e decidida em todos os seus vícios. Com efeito, gozava-se de certo bem-estar no fundo daquele buraco; o calor não era demasiado, a temperatura sempre igual em qualquer estação, uma tepidez de banho, enquanto lá em cima o rude dezembro gretava a pele dos miseráveis. Com o envelhecimento, as galerias se purificavam de todos os gases nocivos, o grisu desaparecera, sentia-se ali somente o cheiro fermentado das madeiras antigas, um odor sutil de éter, como que adocicado por uma pitada de cravo-da-índia. Aliás, era até agradável olhar para essas madeiras, que tinham adquirido uma palidez amarelecida de mármore, franjadas de uma renda esbranquiçada, de vegetações esponjosas que pareciam envolvê-las numa passamanaria entretecida de seda e pérolas. Outras, ainda, estavam recobertas de cogumelos. E havia uma revoada de borboletas brancas, de moscas e aranhas de neve, uma população descolorida, que nunca veria a luz do sol. 

— Mas tu não tens medo? — perguntou Etienne.

     Jeanlin encarou-o admirado. 

— Medo de quê? Estou compl etamente sozinho...

     Nesse ponto, o bacalhau já estava completamente limpo; acendeu um fogo baixo, esparramou as brasas e o pôs a assar. Em seguida, cortou um pão em dois pedaços. Era uma comida excessivamente salgada, mas assim mesmo deliciosa para estômagos sólidos.
     Etienne aceitara sua parte. 

— Agora não me espanta mais de te ver engordando enquanto emagrecemos. Sabes que o que estás fazendo é uma patifaria? Não pensas nos outros? 
— Ora! E por que os outros são bobos? 
— Aliás, fazes bem em esconder-te, porque se teu pai vier a saber que andas roubando estás frito. 
— Como se os burgueses não roubassem também! Tu é que dizes isso. Quando furtei este pão dos Maigrat, foi para descontar um que ele nos devia.

     O rapaz calou-se, com a boca cheia, perturbado. O menino fitava-o com aquela cara de rato, onde brilhavam dois olhos verdes e sobressaía um enorme par de orelhas, em toda a sua degenerescência de aborto humano, mas de uma inteligência cheia de meandros e de uma manha selvagem, lentamente reconquistada pela animalidade ancestral. A mina, que o tinha engendrado, acabara sua obra quebrando-lhe as pernas. 

— E a Lydie? — perguntou novamente Etienne. — Costumas trazê-la aqui?

     Jeanlin riu com desprezo. 

— A menina? Essa é boa! As mulheres falam muito.

     E continuou rindo, cheio de um imenso desdém por Lydie e Bébert. Não havia ninguém mais tolo do que eles. A ideia de que aceitavam cegamente todas as suas lorotas e sempre acabavam de mãos abanando, enquanto ele comia refesteladamente o seu bacalhau, dava-lhe uma comichão de prazer. Em seguida, concluiu com uma gravidade de pequeno filósofo: 

— E melhor estar só, assim não há discussões.

     Etienne acabara de comer seu pão. Bebeu um gole de genebra. Chegou a perguntar-se se era direito aceitar a hospitalidade de Jeanlin, se não seria melhor arrastá-lo para cima, proibindo-lhe novos roubos, sob a ameaça de tudo contar a seu pai. Mas, ao examinar aquele esconderijo subterrâneo, uma ideia começou a tomar corpo na sua cabeça: quem sabe não viria a precisar dele, para os companheiros ou para si, no caso de as coisas piorarem lá por cima? Fez o menino jurar que não mais dormiria fora de casa, como costumava fazer, preferindo aquela cama de feno ao lar. Depois, apanhando um pedaço de vela, partiu na frente, deixando-o a arrumar tranquilamente seus pertences.
     A filha de Mouque esperava-o, já cheia de angústia, sentada num caibro, apesar do frio intenso. Ao avistá-lo saltou-lhe ao pescoço. Foi como se lhe cravassem uma faca no coração, quando ele anunciou a sua vontade de não mais revê-la. Deus do céu! Por quê? Então ela não o amava bastante?
     Temendo sucumbir ao desejo de entrar na sua casa, encaminhou-a para a entrada, explicando-lhe o mais docemente possível que ela o comprometia aos olhos dos camaradas, que comprometia a causa política. Ela admirou-se; que tinha aquilo que ver com a política? Disse então que ele tinha era vergonha de ser visto ao seu lado; mas não estava magoada com isso, era bastante natural. Teve uma ideia: ofereceu-se para levar uma bofetada diante de todo mundo, para mostrar que estavam rompidos. Mas tinha de tornar a vê-la, pelo menos uma vezinha de tempos em tempos. Suplicou desesperadamente, jurou que ficaria escondida, que de agora em diante só o reteria por cinco minutos.
     Ele, muito comovido, continuou a recusar. Não tinha outro jeito... Ao despedir-se, quis ao menos beijá-la. Caminhando, tinham chegado à entrada de Montsou e continuavam abraçados sob a lua cheia, quando uma mulher passou junto deles com um brusco sobressalto, como se tivesse tropeçado numa pedra. 

— Quem é? — perguntou Etienne inquieto. 
— Catherine — respondeu a outra. — Está voltando da Jean-Bart.

     A mulher, agora, caminhava de cabeça baixa e pernas frouxas, com ar de muito cansada. O rapaz continuou a observá-la, desesperado de ter sido visto por ela, o coração invadido por um remorso sem causa. Então ela não estava com um homem? Não o fizera sofrer do mesmo sofrimento, ali mesmo, na estrada de Réquillart, quando se entregara a esse homem? Mas assim mesmo sentia-se deprimido por ter-lhe pago com a mesma moeda. 

— Queres que te diga uma coisa? — murmurou a filha de Mouque, ao partir, debulhada em lágrimas. — Se não me queres é porque tens outra.

     No dia seguinte o tempo estava esplêndido: um céu claro de da, um desses maravilhosos dias de inverno, quando a terra dura soa como um cristal debaixo dos pés.
     Jeanlin escapou de casa à uma hora, mas teve de esperar Bébert por trás da igreja e quase tiveram de partir sem Lydie, que a mãe mantinha fechada no porão. Acabava de ser solta, mas puseram-lhe um cesto nos braços, dizendo-lhe que, se não voltasse com ele cheio de dentes-de-leão, seria novamente encerrada com os ratos a noite inteira. Por isso, cheia de medo, quis ir colher a salada imediatamente, mas Jeanlin dissuadiu-a; veriam isso mais tarde.
     Havia muito tempo que Polônia, a enorme coelha de Rasseneur, preocupava-o; passava justamente defronte do Avantage, quando a coelha saiu para a rua. Agarrou-a de um salto pelas orelhas, enfiou-a no cesto da menina e saíram correndo. Iam divertir-se à grande, fazendo-a correr como um cão até a floresta.
     Mas pararam para ver Zacharie e o jovem Mouque, que, depois de terem bebido uma cerveja com mais dois companheiros, iniciavam sua grande partida de críquete. Tinham apostado um boné novo e um lenço vermelho, depositados no Rasseneur. Os quatro jogadores, dois a dois, tiraram a sorte para o primeiro turno, da Voreux à fazenda Paillot, cerca de três quilômetros; foi Zacharie quem ganhou; ele apostara em sete lances, ao passo que o jovem Mouque pedira oito. Tinham pousado a bola, o pequeno ovo torneado de raiz de buxo, no chão da estrada, com a ponta para cima. Todos empunhavam seus tacos, ou maços de ferro oblíquos, de cabos longos e enrolados em barbante muito apertado. Davam duas horas quando iniciaram a partida. Zacharie, magistralmente, no seu primeiro turno, composto de uma série de três lances, enviou a bola a mais de quatrocentos metros através dos campos de beterraba, pois era proibido jogar nas aldeias e estradas, onde já tinha morrido gente por causa desse esporte. O jovem Mouque, igualmente forte, arremessou a bola com tanto ímpeto, que ela foi cair cento e cinquenta metros para trás. E a partida continuou, uma equipe avançando, a outra fazendo recuar, ambas correndo, todos com os pés contundidos pelas arestas geladas da terra lavrada.
     A princípio, Jeanlin, Bébert e Lydie tinham corrido atrás dos jogadores, entusiasmados com as grandes tacadas. Depois, lembraram-se de Polônia, que eles sacudiam no cesto, e, abandonando a partida já no campo aberto, soltaram a coelha para ver se era capaz de correr muito. Em liberdade, ela saiu desabaladamente e os três correndo atrás; foi uma caçada de hora, em alta velocidade, cheia de desvios bruscos, gritos e bracejar no vazio. Se a coelha não estivesse com um início de gravidez, nunca a teriam apanhado.
     Ainda esbaforidos, ouviram pragas que os fizeram voltar a cabeça. Encontravam-se novamente no meio do jogo de críquete e era Zacharie quem praguejava, porque por um triz não rachara a cabeça do irmão.
     Os jogadores já estavam na quarta rodada: da fazenda Paillot tinham ido aos Quatre-Chemins, dos Quatre-Chemins a Montoire, e agora, em seis lances, de Montoire ao Pré-des-Vaches. Tinham ' percorrido duas léguas e meia em uma hora, tendo ainda parado no ! botequim do Vincent e na venda Trois-Sages, para beberem cerveja. Desta vez o jovem Mouque era mão. Tinha apenas dois lances para fazer, sua vitória estava assegurada quando Zacharie, usando do seu direito, sempre escarnecendo dos adversários, lançou a bola para trás com tanta destreza, que esta foi cair num fosso profundo. O parceiro do jovem Mouque não conseguiu tirá-la dali, foi um desastre. Os quatro jogadores começaram a discutir aos gritos, a partida estava no seu auge, e, devido ao empate, teriam de recomeçá-la. Do Pré-des-Vaches ao início das Herbes-Rousses não havia mais do que dois quilômetros, que seriam vencidos em cinco lances. Lá beberiam mais umas cervejas no Lerenard.
     Jeanlin teve uma ideia. Deixou-os partir, tirou um barbante do bolso e amarrou-o à pata traseira esquerda de Polônia. Isso transformou-se numa grande brincadeira; a coelha corria adiante dos três garotos, puxando da perna, desancando de uma maneira tão ridícula, que eles riam como loucos. Depois amarraram-na pelo pescoço, fazendo-a galopar; como ela já estivesse cansada, arrastaram-na de barriga, de costas, como se fosse um carrinho de brinquedo. Como aquilo já durasse mais de uma hora e o animal estivesse estertorando, meteram-no outra vez no cesto ao ouvirem, perto do bosque, em Cruchot, os jogadores, cujo caminho atravessavam mais uma vez.
     Agora, Zacharie, o jovem Mouque e os outros dois devoravam os quilômetros sem outro descanso que o tempo necessário para esvaziar copos em todas as tabernas do caminho. Das Herbes-Rousses tinham ido parar em Buchy, depois na Croix-de-Pierre, depois em Chamblay. A terra estremecia sob o calcar dos seus pés correndo sem descanso atrás da bola que pulava sobre a neve. O tempo estava bom, não se atolavam, nem corriam o risco de quebrar as pernas. No ar seco, as grandes tacadas espocavam como tiros. As mãos musculosas seguravam o cabo enrolado em barbante e o corpo inteiro se lançava, como para abater o boi. E isso durante horas, de um extremo a outro da planície, por cima dos fossos, das cercas, dos taludes dos caminhos, dos muros baixos dos cerrados. Era preciso ter bons foles no peito e juntas de ferro nos joelhos. Os britadores desenferrujavam-se com paixão nesse esporte. Havia fanáticos de vinte e cinco anos que chegavam a jogar num raio de dez léguas. Aos quarenta anos, já pesados, não jogavam mais.
     Davam cinco horas, o crepúsculo já começava. Mais um jogo até a floresta de Vandame, para decidir quem ganharia o boné e o lenço. Zacharie gracejou, com a sua indiferença zombeteira pela política: seria engraçado se caíssem bem no meio dos camaradas.
     Quanto a Jeanlin, desde a saída do conjunto habitacional, tinha por meta a floresta, apesar do seu jeito de estar apenas correndo os campos. Com um gesto indignado ameaçou Lydie, que, cheia de remorso e medo, falou em voltar à Voreux para colher dentes-de-leão. Então iam perder a reunião? Ele queria ouvir o que os velhos diriam. Empurrou Bébert, propôs alegrar o resto do caminho até as árvores desamarrando Polônia e perseguindo-a a pedradas. Seu plano secreto era matá-la; desejava levá-la para a sua toca de Réquillart e ali comê-la. A coelha recomeçou sua fuga, de focinho levantado e orelhas caídas: uma pedra esfolou-lhe o lombo, outra arrancou-lhe o rabo; apesar da escuridão crescente, os garotos a teriam matado se não tivessem visto, no centro de uma clareira, Etienne e Maheu parados. Atiraram-se sobre o animal, pondo-o mais uma vez dentro do cesto. Quase no mesmo momento, Zacharie e os companheiros davam a última tacada, lançando a bola, que foi cair a poucos metros da clareira. Estavam todos em pleno local da reunião.
     Por toda a região, nas estradas e sendas da planície rasa, havia, desde o cair da tarde, uma longa fila, um deslizar de sombras silenciosas, caminhando isoladas ou em grupos, em direção às fímbrias violáceas da floresta. Todas as aldeias se esvaziavam, até as mulheres e crianças partiam como para um passeio sob o grande céu claro. Agora que os caminhos se tornavam escuros, não se distinguia mais essa multidão em marcha esgueirando-se para o mesmo local; sentia-se apenas o seu bater de pés, confusa, arrebatada por um único desejo. Ao longo das cercas, entre as moitas, apenas havia um roçar leve, um rumor vago de vozes noturnas.
     O Sr. Hennebeau, que nesse momento justamente voltava para casa montado na sua égua, apurava o ouvido para aquele rumor perdido. Encontrara casais que passeavam lentamente naquele belo anoitecer de inverno. Mais namorados que, beijando-se, iam esconder-se por trás dos muros para alguns momentos de prazer. Não eram esses os seus encontros habituais, moças deitadas no fundo dos fossos, indigentes enchendo-se da única alegria que não custava nada? E aqueles imbecis ainda se queixam da vida, quando tinham, à farta, a felicidade única de se amarem! De bom grado teria estourado de fome como eles, se pudesse recomeçar a existência com uma mulher que se entregasse sobre os cascalhos com todo o corpo e de coração aberto. Não encontrava consolo para a sua desgraça, invejava aqueles miseráveis. De cabeça baixa voltava para casa, guiado pelo passo moroso da sua égua, desesperado com aqueles ruídos longos que se perdiam na amplidão do campo em trevas, nos quais só distinguia beijos.

continua na página 242...
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Quarta Parte - (VI.b) / 
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O pai de Zola tinha 44 anos quando conheceu Émilie-Aurélie Aubert, numa de suas viagens a Paris. Apesar da grande diferença de idade — a moça não chegara aos vinte anos —, acabaram casando-se. O resultado dessa união foi Émile Zola, nascido em 12 de abril de 1840, durante uma estada do casal em Paris. O menino mal conheceu o pai: em 1847, François faleceu. 
As coisas ficaram difíceis. Sozinha e com grandes esforços, a mãe procurou equilibrar o orçamento doméstico e fazer que o filho estudasse. De certa forma, ela teve sucesso: Zola foi aluno do Colégio Notre-Dame e do Colégio de Aix. Quando o rapaz atingiu a maioridade, partiu com Émilie para Paris e, graças a um amigo da família, conseguiu um emprego na Alfândega.
Em dezembro de 1859, concluía sua primeira obra em prosa, Les Grisettes de Provence (As Costureirinhas de Provença). Continuava, porém, desconhecido e insatisfeito. Ele mesmo costumava dizer: "Ser sempre desconhecido é chegar a duvidar de si; nada engrandece os pensamentos de um autor como o sucesso".
Assim, no início de 1866, deixou o emprego para dedicar-se à literatura. 
Abandonou o romantismo de seus anos de adolescência e passou a admirar outros autores: Balzac (1799-1850), Stendhal (1783-1842), Flaubert (1821-1880). Essa guinada para o realismo devia-se principalmente às suas últimas leituras: das teorias evolucionistas de Darwin (1809-1882) até o Tratado da Hereditariedade Natural do Dr. Lucas, passando pela Filosofia da Arte de Taine (1328-1893). No entanto, o que parece tê-lo feito decidir-se pelo realismo foi a Introdução ao Estudo da Medicina Experimental (1865), de Claude Bernard (1813-1878). Essa obra foi importante para o rumo que Zola imprimiria a toda a sua obra: o rigor científico no romance, cujo objetivo, diria ele, é o mesmo das experiências de laboratório, isto é, o conhecimento da realidade. O que Claude Bernard havia feito com o corpo humano Zola faria com as paixões e os meios sociais.
Para fazer Germinal, Zola não se satisfez com a simples busca de documentos. Foi passar alguns meses numa região mineira. Morou em cortiços, bebeu cerveja e genebra nos botequins e desceu ao fundo dos poços para observar de perto o trabalho dos operários. Aos poucos foi se familiarizando com o meio onde viviam aqueles homens. Descobriu quais as principais doenças causadas pela mineração. Sentiu o problema dos baixos salários, os sacrifícios dos mineiros, a gota que cai com uma regularidade incrível sobre seus rostos, a dificuldade de empurrar um vagonete por um corredor estreito, o drama do salto na escuridão que eles têm de dar para poderem sobreviver. Numa passagem admirável, descreve a emoção de uma greve de operários. Mostra seu ódio animal. Um ódio que destrói tudo à sua passagem. Uma violência viva nos corpos que querem libertar-se, mesmo à custa da total destruição. Mostra também o amor feito sobre o carvão, os pequenos dramas das dívidas, as brigas no cortiço, a promiscuidade de pais e filhos em casas muito pequenas. A obra obteve enorme repercussão.
Em 29 de setembro de 1901, em Paris, Émile Zola morre asfixiado pelo gás do aquecedor.

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