sábado, 18 de julho de 2026

Dostoiévski - Os Irmãos Karamazov Livro 3 (V. Confissão de um coração ardente e debocado)

Os Irmãos Karamazov

Fiódor Dostoiévski


PRIMEIRA PARTE
LIVRO III
OS SENSUAIS
V
CONFISSÃO DE UM CORAÇÃO ARDENTE E DESBOCADO
  
— Pois bem! — disse Aliócha. — Conheço agora a primeira parte do caso. 
— Isto é, um drama, que se passou lá. A segunda parte será uma tragédia e se desenrolará aqui. 
— Não compreendo nada dessa segunda parte. 
— E eu, será que eu compreendo alguma coisa? 
— Escuta, Dimítri, há um ponto importante. Dize-me, ainda és noivo? 
— Não fiquei noivo imediatamente, mas só três meses depois daquele acontecimento. No dia seguinte, disse a mim mesmo que estava tudo liquidado, terminado, que não haveria consequências. Ir pedi-la em casamento pareceu-me uma baixeza. De seu lado, não me deu ela sinal de vida durante as seis semanas que passou ainda na cidade. De parte uma exceção, entretanto: no dia seguinte à sua visita, a arrumadeira delas introduziu-se em minha casa e, sem dizer uma palavra, entregou-me um envelope a mim endereçado. Abro-o: continha o restante dos 5.000 rublos. Fora preciso restituir 4.500, a perda de venda da obrigação ultrapassava 200 rublos. Ela me restituía 260, creio — não me lembro exatamente —, e sem uma palavra de explicação. Procurei no pacote um sinal qualquer a lápis, nada! Fiz farra com o que me restava de meu dinheiro, a tal ponto que o novo major se viu forçado a fazer-me censuras. O tenente coronel entregara sua caixa intacta, para espanto geral, porque acreditava-se a coisa impossível. Depois do que, caiu doente, ficou três semanas de cama e sucumbiu em cinco dias a um amolecimento cerebral. Enterraram-no com honras militares, porque não tivera ele tempo de ser reformado. Catarina Ivânovna, sua irmã e sua tia, dez dias após o enterro, partiram para Moscou. No dia de sua partida somente (não as havia revisto), recebi um bilhete azul, com esta única linha escrita a lápis: 

"Escrever-lhe-ei. Espere. C." 

"Em Moscou, os negócios delas arranjaram-se duma maneira tão rápida quão extraordinária, tal como um conto das Mil e Uma Noites. A principal parenta de Catarina Ivânovna, uma generala, perdeu bruscamente suas duas sobrinhas, suas herdeiras mais próximas, mortas, na mesma semana, de varíola. Transtornada, ligou-se a Cátia como à sua própria filha, vendo nela sua derradeira esperança, refez seu testamento em seu favor e deu-lhe — de mão para mão — 80.000 rublos de dote, para dispor deles à sua vontade. É histérica; tive ocasião de observá-la mais tarde em Moscou. Uma bela manhã, recebo pelo correio 4.500 rublos, com extrema surpresa minha, bem entendido. Três dias depois chega a carta prometida. Tenho-a ainda, conservá-la ei até minha morte; queres que ta mostre? Não deixes de lê-la: oferece-se ela mesma a partilhar minha vida. 'Amo-o loucamente; que não me ame, não me importa, contente-se em ser meu marido. Não se espante, não o incomodarei em nada; serei um de seus móveis, o tapete sobre o qual você anda... Quero amá-lo eternamente, salvá-lo-ei de você mesmo...' Aliócha, sou mesmo indigno de repetir estas linhas em minha vil linguagem, com o tom de que jamais pude corrigir- me! Até agora, essa carta traspassou-me o coração e acreditas que me sinto à vontade hoje? Respondi-lhe imediatamente (era-me impossível ir a Moscou). Escrevi com minhas lágrimas. Envergonhar-me-ei eternamente de lhe ter lembrado que era ela agora rica e dotada — e eu sem recursos. Falei de dinheiro. Deveria ter-me contido, mas minha pena traiu-me. Escrevi também a Ivã, então em Moscou, e expliquei-lhe tudo quanto era possível, uma carta de seis páginas; mandei Ivã à casa dela. Que tens que te faz olhar-me? Sim, Ivã apaixonou-se por ela; ainda o está agora, sei disso. Cometi uma tolice, do ponto de vista mundano, mas talvez seja essa tolice que nos salvará a todos. Não vês que ela o honra, que o estima? Pode ela, depois de ter-nos comparado um com o outro, amar um homem tal como eu, sobretudo depois do que se passou aqui?"

— Estou persuadido de que é um homem como tu que ela devo amar, e não um homem como ele.
— É sua própria virtude que ela ama e não a mim — deixou Dimítri escapar, malgrado seu, com irritação. Pôs-se a rir, mas de súbito seus olhos cintilaram; tornou-se totalmente vermelho e deu um violento murro sobre a mesa. 
— Juro-o, Aliócha — exclamou ele, num acesso de furor não fingido contra si mesmo —, podes crê-lo ou não, mas, tão verdade como Deus é santo e que o Cristo é Deus, e, se bem que haja eu zombado de seus nobres sentimentos, não duvido da angélica sinceridade deles; sei que minha alma é um milhão de vezes mais vil que a dela. É nesta certeza que consiste a tragédia. A bela desgraça! Declame-se um pouco! Eu também declamo e, no entanto, sou perfeitamente sincero. Quanto a Ivã, imagino que deve ele maldizer a natureza, ele que é tão inteligente! Quem teve a preferência? Um monstro tal como eu, que não pude arrancar-me da devassidão, quando todos me observavam e isto sob os olhos de minha noiva! E sou eu preferido? Mas por quê? Porque aquela moça quer, como prova de reconhecimento, constranger se a uma existência desgraçada! É absurdo! Jamais falei a Ivã neste sentido, e ele, bem entendido, jamais fez a menor alusão a isso; mas o destino se cumprirá, cada qual segundo seus méritos; o réprobo afundar-se-á definitivamente no lamaçal de que gosta. Estou dizendo incoerências, as palavras não exprimem meu pensamento, como se as empregasse ao acaso, mas o que fixei realizar-se-á. Afogar-me- ei na lama e ela casará com Ivã. 
— Irmão, espera — interrompeu Aliócha, numa agitação extraordinária. — Há um ponto que ainda não me explicaste; continuas seu noivo. Como queres romper, se ela a isso se opõe?  
— Sou noivo, recebemos a bênção oficial. Ocorreu em .Moscou, quando cheguei em grande cerimônia, com os ícones. A generala nos abençoou; imagina que chegou mesmo a felicitar Cátia: "Escolheste bem", disse ela. "Leio em seu coração." Quanto a Ivã, não lhe agradou; ela não lhe dirigiu nenhum cumprimento. Em Moscou tive longas conversas com Cátia; pintei-me nobremente, tal como era, com toda a sinceridade. Ela tudo escutou:
Houve um enleio encantador 
E ternas palavras ouviram-se... 
Houve também palavras altivas. Arrancou-me a promessa de corrigir-me. Prometi. E eis em que ponto estou.
— Chamei-te, trouxe-te aqui hoje, lembra-te, para enviar-te hoje mesmo à casa de Catarina Ivânovna, e...
— Que mais?
— Dize-lhe que não irei mais à casa dela, cumprimentando-a de minha parte. 
— Será possível?
— Não, é impossível; assim, peço-te que vás lá em meu lugar, não poderia dizer-lhe isto eu mesmo. 
— E tu, aonde irás? 
— Voltarei ao meu lodaçal. 
— Isto é, à casa de Gruchka! — exclamou tristemente Aliócha, juntando as mãos. — Rakítin tinha, pois, razão. E eu que acreditava que era apenas uma ligação passageira!  
— Um noivo com uma amante!. Seria possível, com tal noiva e aos olhos de todos? Não perdi de todo a honra. Desde o momento em que passei a frequentar Grúchenhka, deixei de ser noivo e homem honesto, dou-me conta disso. Que tens para me olhar assim? Fui à casa dela a primeira vez na intenção de bater-lhe. Soubera, e sei agora de fonte limpa, que aquele capitão, delegado por meu pai, entregara a Grúchenhka uma ordem de pagamento assinada por mim; tratava-se de processar-me na justiça, na esperança de abater-me e de obter minha desistência. Queriam amedrontar-me. Ia eu pois surrá-la. Já tivera ocasião de vê-la ligeiramente. Uma mulher muito ordinária. Sabia da estória daquele velho comerciante seu amante, que não durará muito mais tempo, mas lhe deixará uma bela soma. Sabia que ela era também gananciosa, emprestando com usura, velhaca e debochada, sem compaixão! Fui para dar-lhe uma correção e fiquei em casa dela. Aquela mulher é a peste. Contaminei-me, tenho-a na pele. Tudo está acabado doravante, não há mais outra perspectiva. O ciclo dos tempos passou. Eis onde me encontro. Como que de propósito tinha eu então 3.000 rublos no bolso. Fomos a Mókroie, a 25 verstas daqui, mandei buscar ciganos, ofereci champanha a todos os mujiques, às mulheres e às moças do local. Três dias depois, estava sem nada. E pensas que obtive o mínimo favor? Nada ela me mostrou. Asseguro-te, é toda sinuosa. A intrujona, seu corpo lembra uma cobra, vê-se isso em suas pernas, até o dedo mindinho de seu pé esquerdo que tem essa sinuosidade. Vi-o e beijei-o, mas foi tudo, juro-te. Ela me disse: "Queres, casarei contigo, embora pobre. Se me prometes não me bater e deixar-me fazer tudo quanto quiser, talvez me case", e riu, e ri também agora!
 
     Dimítri Fiódorovitch ergueu-se presa duma espécie de furor. Tinha ar de ébrio. Seus olhos estavam injetados de sangue.

— Pretendes seriamente casar com ela? — Se ela consentir, será imediatamente; se recusar, ficarei ainda assim com ela, serei seu criado. Tu, tu... Aliócha...

     Parou diante dele e se pôs a sacudi-lo violentamente pelos ombros.

— Sabes tu, inocente, que tudo isso é delírio, um delírio inconcebível, porque há nisso uma tragédia?
— Fica sabendo, Aliócha, que posso ser um homem perdido, de paixões vis, mas que Dimítri Karamázov jamais será um ladrão, um vulgar ratoneiro. Pois bem, fica sabendo agora que sou esse ladrão, esse ratoneiro! Quando ia eu à casa de Grúchenhka para castigá-la, naquela manhã mesma Catarina Ivânovna mandou-me chamar e pediu-me com grande segredo (ignoro por qual motivo) que eu fosse à sede da província enviar 3.000 rublos a Agáfia Ivânovna, em Moscou. Ninguém devia saber disso na cidade. Fui à casa de Grúchenhka com aqueles 3.000 rublos no bolso e serviram eles para pagar nossa excursão a Mókroie. Em seguida, fiz que ia à sede da província, que tinha enviado o dinheiro; quanto ao recibo, "esqueci-me" de lhe levar, malgrado minha promessa. Agora, que pensas? Irás dizer-lhe: "Ele manda cumprimentá-la". Ela te perguntará: "E o dinheiro?" E tu lhe responderás: "Ele é uma criatura de uma sensualidade animal, uma criatura vil, incapaz de conter-se. Em lugar de enviar seu dinheiro, gastou-o, não podendo resistir à tentação". Mas podes também acrescentar: "Dimítri Fiódorovitch não é um ladrão; aqui estão os seus 3 000 rublos que ele restitui, envie-os a senhorita mesma a Agáfia Ivânovna e receba as homenagens dele". Seria apenas meio mal, não, porém, se ela te perguntar: "Onde está o dinheiro?"
— Mítia, és desgraçado, mas não tanto quanto pensas. Não te mates de desespero!
— Pensas que vou estourar os miolos, se não conseguir reembolsar esses 3.000 rublos? Absolutamente. Não tenho a mínima coragem agora; mais tarde, talvez... agora vou à casa de Gruchenhka... Lá deixarei a pele. 
— Então?
— Casarei com ela, se ela me quiser; quando seus amantes chegarem, passarei para o quarto vizinho. Estarei lá para engraxar os sapatos deles, aquecer o samovar, levar recados...
— Catarina Ivânovna compreenderá tudo — declarou solenemente Aliócha. — Compreenderá teu profundo pesar e te perdoará. Tem espírito elevado, verá que não se pode ser mais desgraçado do que tu. — Ela não perdoará tudo — sorriu Mítia. — Há nisso uma coisa imperdoável aos olhos de toda mulher. Sabes o que vale mais a pena fazer?
— Que é?
— Entregar-lhe os 3.000 rublos.
— Onde arranjá-los? Escuta, tenho 2.000, Ivã dar-te á 1.000, e estará completa a conta. 
— Quando receberei os teus 3.000 rublos? És ainda menor, quanto ao mais é preciso absolutamente que rompas com ela por mim, hoje mesmo, entregando o dinheiro ou não, porque não posso demorar mais tempo, no ponto em que estão as coisas. Amanhã, já seria demasiado tarde. Vai à casa de papai. 
— À casa de nosso pai?
— Sim, primeiro à casa dele. Pede-lhe o dinheiro. 
— Mítia, ele jamais o dará.
— Ora essa, sei bem disso! Alieksiéi, sabes o que seja o desespero? 
— Sim. 
— Escuta, juridicamente, ele não me deve nada. Recebi minha parte, sei disso. Mas, moralmente, deve-me ele alguma coisa, sim ou não? Foi com os 28.000 rublos de minha mãe que ele ganhou 100.000. Que me dê apenas 3.000 rublos, não mais, e terá salvo minha alma do inferno e muitos pecados lhe serão perdoados. Contentar-me-ei com essa soma, juro-te, ele não ouvirá mais falar de mim. Forneço-lhe uma derradeira ocasião de ser um pai. Dize-lhe que é Deus que lhe oferece. 
— Mítia, ele não os dará a preço algum.
— Sei bem disso, tenho a certeza. Agora sobretudo! Mas há melhor. Nestes últimos dias, soube ele pela primeira vez seriamente (note este advérbio) que Gruchenhka não estava brincando e se decidiria talvez a dar o salto, a casar-se comigo. Conhece o caráter daquela gata. Pois bem, dar-me-ia ele dinheiro ainda por cima, para favorecer a coisa, quando está louco por ela? Não é tudo, escuta isto. Há já cinco dias, pôs ele de parte 3.000 rublos em notas de 100, num grande envelope com cinco sinetes, amarrado por uma fita cor-de-rosa. Vês como estou a par? O envelope traz escrito: "Para meu anjo, Grúchenhka, se consentir em vir à minha casa". Ele mesmo rabiscou isso, às ocultas, e todo mundo ignora que tem ele esse dinheiro, exceto o criado Smierdiákov, em quem confia ele tanto quanto em si mesmo. Há três ou quatro dias que aguarda Grúchenhka, na esperança de que ela irá buscar o envelope; ela fê-lo saber "que talvez fosse". Se ela for à casa do velho, poderei eu esposá-la? Compreendes tu agora por que me escondo aqui e tocaio? 
— Ela?
— Sim. As proprietárias cederam um quartinho a Fomá, antigo soldado de nossa guarnição. Está a serviço delas, monta guarda de noite e caça tetrazes durante o dia. Instalei-me em casa dele; essas mulheres e ele ignoram meu segredo, isto é, que estou aqui de tocaia.
— Somente Smierdiákov o sabe? 
— Sim. Será ele quem me advertirá, se Grúchenhka for à casa do velho. 
— Foi ele quem te falou do pacote?  
— Com efeito. É um grande segredo. O próprio Ivã ignora. O velho mandou-o dar um passeio a Tchermachniá por dois ou três dias; apareceu um comprador para a madeira, oferecendo 8 000 rublos; o velho pediu a Ivã que o ajudasse, que fosse em lugar dele. Quer afastá-lo para receber Grúchenhka. 
— Ele a espera, por conseguinte, hoje? 
— Não, ela não irá hoje, de acordo com certos indícios. Decerto que não! — exclamou Mítia. — É também a opinião de Smierdiákov. Papai está agora à mesa com Iva, a beber. Vai, pois, Alieksiéi, e pede lhe esses 3.000 rublos. 
— Mítia, meu caro, que tens pois? — exclamou Aliócha, saltando de seu lugar para examinar o rosto desvairado de Dimítri. 

     Acreditou por um instante que ele estivesse louco.

— Pois bem! O quê? Não perdi a razão — declarou ele, de olhar fixo e quase solene. — Não temas. Sei o que digo, creio nos milagres.
— Nos milagres?
— Nos milagres da Providência. Deus conhece meu coração. Vê meu desespero. Permitiria ele que se realizasse tal horror? Aliócha, creio nos milagres, vai! 
— Irei. Dize-me, esperar-me-ás aqui?
— Decerto. Compreendo que será demorado, não se pode abordá-lo diretamente. Está bêbedo agora. Esperarei aqui, três, quatro, cinco horas, mas fica sabendo que hoje, até mesmo à meia-noite, deves ir à casa de Catarina, com ou sem dinheiro. Dirás: "Dimítri Fiódorovitch pediu-me que lhe apresentasse seus cumprimentos". Quero que lhe repitas esta frase exatamente.
— Mítia! E se Grúchenhka for hoje... ou amanhã, ou depois de amanhã? 
— Grúchenhka? Vigiarei, forçarei a porta, impedirei. 
— Mas se... 
— Então, matarei. Não suportarei isso. 
— A quem matarás? 
— O velho. Nela não tocarei. 
— Irmão, que dizes? 
— Não sei, não sei... Talvez mate, talvez não mate. Receio que sua cara se me torne odiosa, naquele momento. Odeio sua papada, seu nariz, seus olhos, seu sorriso impudente. Dão-me náuseas. Esse ódio é que me causa medo. Não poderia resistir a ele.
— Irei, Mítia. Creio que Deus arranjará tudo da melhor forma possível e nos poupará essas coisas horríveis.
— E eu aguardarei o milagre. Mas se ele não se realizar, então...

      Aliócha, pensativo, dirigiu-se para a casa de seu pai.
 
continua na página 176...
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Leia também:
Livro 1
Livro 2
Livro 3 
I. Na antecâmara / II. Lisavieta Smirdiáchtchaia / III. Confissão de um coração ardente em versos / 
IV. Confissão de um coração ardente - anedotas / V. Confissão de um coração ardente e desbocado /                                       
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Leia também: 
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Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski, nascido em Moscou, 11 de novembro de 1821 — falecido em São Petersburgo, 9 de fevereiro de 1881, foi um escritor, filósofo e jornalista russo. É considerado por muitos um dos maiores romancistas e pensadores da história, bem como um dos maiores «psicólogos» que já existiu, ao considerar a designação e etimologia mais ampla do termo, como investigador da psique.
Os Irmãos Karamazov é um romance de Fiódor Dostoiévski, escrito em 1879, uma das mais importantes obras das literaturas russa e mundial, ou, conforme afirmou Freud: "a maior obra da história". Freud considera esse romance, juntamente com Édipo Rei e Hamlet, três importantes livros a respeito do embate pai e filho, e retratam o complexo de Édipo.

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