William Wilson
Que dizer dela? que dizer da austera consciência,
Esse espectro em meu caminho?
Chamberlain, Pharronida
Que me seja permitido, no momento, apresentar-me como William Wilson. A página imaculada ora diante de mim não necessita ser manchada com meu verdadeiro nome. Este já constituiu por demais objeto do desprezo, do horror, do repúdio de minha estirpe. Às mais remotas regiões do globo não espalharam os ventos indignados sua infâmia sem paralelo? Ah, o mais desamparado pária dentre todos os párias! Para o mundo não estás morto eternamente? para suas glórias, para suas flores, para suas douradas aspirações? e acaso uma nuvem densa, desoladora e infinita não paira por todo o sempre entre tuas esperanças e o céu?
Não pretendo, mesmo que o pudesse, aqui ou agora, compor um relato
de meus últimos anos de indizível sofrimento e desgraça imperdoável. Esse
período — esses últimos anos — assumiram uma elevação súbita em
torpeza cuja origem, e nada mais, é meu presente propósito determinar¹. Os homens em geral tornam-se vis gradualmente. De mim, num instante,
toda a virtude caiu por inteiro, como um manto. Da perversidade
relativamente trivial passei, com as passadas de um gigante, a excessos
maiores que os de um Heliogábalo. Que acaso — que evento isolado
provocou esse infortúnio, tende paciência enquanto o relato. A morte se
aproxima; e a sombra que a precede lançou uma influência suavizante
sobre meu espírito. Anseio, ao cruzar o vale sombrio, pela simpatia —
quase ia dizendo pela piedade — de meus semelhantes. Eu de bom grado
os faria crer que fui, em alguma medida, escravo de circunstâncias além do
controle humano. Gostaria que encontrassem para mim, nos detalhes que
estou prestes a dar, algum pequeno oásis de fatalidade em meio a um
deserto de erros. Desejaria que admitissem — coisa que não se podem
furtar a admitir — que, embora a tentação possa ter desde algum tempo
existido em tamanha grandeza, o homem jamais assim foi, pelo menos,
antes tentado — certamente, jamais a ela assim sucumbiu. E de tal modo,
portanto, que assim nunca sofreu. Acaso não terei vivido em um sonho?
Não estarei perecendo vítima do horror e mistério das mais fantásticas
dentre todas as visões sublunares?
[1] Optou-se, com algumas exceções (e, como aqui, eventualmente a despeito
da norma), pela fidelidade à pontuação original, bastante peculiar, às
vezes, sobretudo no uso do travessão. Em 1848, um ano antes de sua
morte, Poe assinou um artigo na Graham's Magazine em que manifestava
sua intenção (não concretizada) de escrever um tratado sobre o assunto, e
afirmava: “O travessão proporciona ao leitor uma escolha entre duas, três
ou mais expressões, uma delas podendo ser mais forte que as outras, mas
todas contribuindo para a ideia”.
Descendo de uma estirpe notável desde sempre por seu temperamento
imaginativo e facilmente excitável; e, na mais tenra infância, dei mostras de
ter herdado plenamente o caráter familiar. À medida que avançava em
anos, este se desenvolvia cada vez mais forte; constituindo, por muitas
razões, motivo de séria inquietação entre meus amigos, e de positivo
agravo para mim mesmo. Tornei-me cada vez mais teimoso, aferrado aos
mais estouvados caprichos, e presa das paixões mais ingovernáveis.
Pobres de espírito e vítimas dessas fraquezas de constituição semelhantes
às minhas próprias, meus pais pouco podiam fazer para deter as malignas
propensões com que eu me distinguia. Alguns esforços débeis e mal
direcionados redundaram em completo fracasso de sua parte e, é claro, em
total triunfo da minha. Desse momento em diante minha voz passou a ser
lei na família; e numa idade em que poucas crianças abandonaram suas
guias, fui deixado à orientação de minha própria vontade, e tornei-me, em
tudo a não ser no nome, senhor de minhas próprias ações.
Minhas mais antigas lembranças de uma vida escolar estão ligadas ao
prédio grande, irregular, elisabetano de um vilarejo na Inglaterra, onde
havia um vasto número de árvores gigantescas e contorcidas, e onde todas
as casas eram excessivamente antigas. De fato, era um lugar onírico e que
trazia paz ao espírito, esse antigo e venerável povoado. Neste exato
momento, em minha imaginação, sinto o revigorante frescor de suas
alamedas profundamente sombreadas, inspiro a fragrância de seus
incontáveis arbustos e torno a estremecer com indefinível deleite sob o
repique profundo e cavernoso do sino da igreja rompendo, de hora em
hora, com seu troar repentino e taciturno, a quietude da fusca atmosfera
em que se encravava serenamente o dilapidado campanário gótico.
Proporciona-me, talvez, tanto prazer quanto hoje me é dado de algum
modo sentir deter-me em minuciosas recordações da escola e seus
assuntos. Mergulhado em infelicidade como estou — infelicidade, ai de
mim! por demais real —, espero ser perdoado se busco alívio, por mais
superficial e transitório que seja, no fraco por alguns poucos detalhes
aleatórios. Estes, além do mais, inteiramente triviais, e até ridículos em si
mesmos, assumem, em minha imaginação, adventícia importância, pois que
ligados a um período e local em que reconheço as primeiras ambíguas
advertências do destino que posteriormente me lançou em tão completas
trevas. Que me seja então permitido recordar.
O prédio, repito, era antigo e irregularmente distribuído. Seu terreno era
extenso, e um muro de tijolos alto e sólido, encimado por cimento com
cacos de vidro, circundava todo o entorno. Essa proteção semelhante à de
uma prisão compunha o limite de nosso domínio; além dele íamos apenas
três vezes por semana — uma delas nos sábados à tarde, quando,
acompanhados por dois mestres, recebíamos permissão para breves
caminhadas em formação por alguns dos campos vizinhos — e duas aos
domingos, quando marchávamos desse mesmo modo formal para o serviço
matutino e vespertino da única igreja no vilarejo. O diretor de nossa escola
era o ministro dessa igreja. Com que profundo espírito de admiração e
perplexidade soía eu observá-lo de nosso remoto banco na plateia, quando,
com passos solenes e vagarosos, subia ao púlpito! Aquele homem
reverendo, de semblante tão recatadamente benévolo, com seu manto tão
brilhante e tão clericalmente esvoaçante, a peruca tão minuciosamente
empoada, tão rígida e tão basta — como podia ser esse mesmo que, pouco
antes, com expressão severa, e em roupas manchadas de rapé,
administrava, palmatória na mão, as draconianas leis do internato? Ah,
gigantesco paradoxo, absolutamente imenso demais para ter uma solução!
Em um ângulo do pesado muro espreitava ameaçador um portão ainda
mais pesado. Guarnecido de rebites e ferrolhos e coroado por aguçadas
lanças de ferro. Que impressões de profundo temor ele não inspirava!
Nunca era aberto salvo pelas três periódicas saídas e ingressos já
mencionados; assim, a cada rangido de seus poderosos gonzos,
descobríamos uma plenitude de mistério — um mundo de matéria para
solene consideração, ou para ainda mais solene reflexão.
A extensa muralha era irregular na forma, exibindo diversos nichos
espaçosos. Destes, três ou quatro dentre os maiores constituíam o pátio de
recreio. O terreno era nivelado e coberto de cascalho fino e duro. Lembro
me bem de não haver árvores, nem bancos, nem nada similar ali. Claro que ficava nos fundos do prédio. Na frente havia um pequeno parterre, onde se
cultivavam buxos e outros arbustos; mas através dessa sagrada área
passávamos na verdade apenas nas mais raras ocasiões — como ao chegar
pela primeira vez na escola ou ao partir dali em definitivo, ou, talvez,
quando, após o convite dos pais ou de algum amigo, alegremente
tomávamos o caminho de casa para passar o Natal ou os feriados juninos.
Mas o prédio! — que edifício mais excêntrico e antigo aquele! — para
mim, como era verdadeiramente um palácio encantado! Não havia de fato fim para seus meandros — para suas incompreensíveis subdivisões. Era
difícil, a qualquer dado momento, dizer com certeza em qual de seus dois
andares calhava de se estar. De cada cômodo para qualquer outro
aconteceria seguramente de se topar com três ou quatro degraus, fosse
para subir, fosse para descer. E ainda as passagens laterais eram
inumeráveis — inconcebíveis — e de tal modo desembocando em si
mesmas que nossas ideações mais exatas com respeito à totalidade da
mansão não eram muito diferentes dessas com que ponderávamos sobre o
infinito. Durante os cinco anos em que ali residi, nunca fui capaz de
determinar com precisão em que remoto esconso localizava-se o pequeno
dormitório reservado a mim e a cerca de dezoito ou vinte outros
estudantes.
A sala de aula era a maior da casa — e, eu não conseguia deixar de
pensar, do mundo. Era muito comprida, estreita e desoladoramente baixa,
com pontudas janelas góticas e forro de carvalho. Em um ângulo remoto e
que nos infundia o terror ficava o recinto quadrado com cerca de dois a
três metros compreendendo o sanctum, “durante o horário”, de nosso
diretor, o reverendo dr. Bransby. Era uma sólida estrutura, com porta
maciça, e, preferencialmente a abri-la na ausência do “Dominie”, teríamos
todos de bom grado perecido sob a peine forte et dure². Em outros ângulos ficavam dois cubículos similares, muito menos reverenciados, na verdade,
mas ainda assim objeto de grande respeito. Um deles era o púlpito do
mestre “clássico”, outro, do “inglês e matemático”. Distribuídas pela sala,
indo e vindo em uma irregularidade contínua, havia inumeráveis carteiras
com bancos, escuras, antigas e desgastadas pelo tempo, cobertas com
periclitantes pilhas de livros muito manuseados, e tão riscadas de iniciais,
nomes inteiros, figuras grotescas e outros múltiplos trabalhos a canivete
que estes haviam perdido inteiramente o pouco da forma original que
porventura lhes coubera em um tempo havia muito ido. Um imenso balde
d'água ficava numa extremidade da sala, e um relógio de dimensões
estupendas na outra.
[2] Dominie: mestre-escola; peine forte et dure: punição que consistia em
empilhar pedras sobre o peito do réu que se recusasse a se declarar
culpado ou inocente, até ele falar ou morrer sufocado.
Encerrado nas paredes maciças desse venerando ateneu, passei,
embora não entediado nem desgostoso, os anos do terceiro lustro de
minha vida. A fervilhante cabeça da infância prescinde de qualquer mundo
ou incidente externo com que se ocupar ou se divertir; e a monotonia
aparentemente melancólica de um colégio era repleta de uma excitação
mais intensa do que minha juventude mais avançada derivou do luxo ou
minha idade viril do crime. E contudo quero crer que meu
desenvolvimento mental inicial guardava em si muito de incomum —
muito, até, de outré³. Nos seres humanos como um todo os eventos da
existência muito tenra raramente deixam na maturidade alguma
impressão definida. Tudo são sombras cinzentas — uma lembrança tênue
e irregular — uma recordação vaga de débeis prazeres e fantasiosos
sofrimentos. Comigo tal não se dá. Na infância devo ter sentido com a
energia de um homem o que hoje encontro gravado na memória em linhas
tão vívidas, tão profundas e tão permanentes quanto os exergos das
medalhas cartaginesas.
[3] “Anticonvencional”; “excêntrico”; “bizarro”.
[3] “Anticonvencional”; “excêntrico”; “bizarro”.
E contudo de fato — para a visão factual do mundo — como havia pouco
que recordar! O despertar pela manhã, as chamadas para se recolher à
noite; as horas de estudo, as sabatinas; os regulares meios períodos de
descanso, e suas perambulações; o pátio de recreio com suas altercações,
seus passatempos, suas intrigas; — isso tudo, mediante uma feitiçaria
mental há muito esquecida, foi moldado de maneira a envolver uma
imensidade de sensações, um mundo de ricos incidentes, um universo de
emoção variada, das excitações mais apaixonadas e inspiradoras do
espírito. “Oh, le bon temps, que ce siècle de fer!”4.
[4] “Oh, não há tempos tão bons como este século de ferro.” Verso do poema “Le mondaine”, de Voltaire.
Na verdade, o ardor, o entusiasmo e a imperiosidade de minha
disposição não tardaram a me conferir um caráter destacado entre meus
colegas e, mediante graduações lentas mas naturais, renderam-me uma
ascendência sobre todos os não muito mais velhos do que eu; — todos, com
uma exceção. Essa exceção se encontrava na pessoa de um aluno que,
embora sem parentesco comigo, ostentava o mesmo nome de batismo e
sobrenome; — circunstância, na verdade, pouco notável; pois, não obstante
uma linhagem nobre, o meu era um desses nomes ordinários que parecem,
por direito prescritivo, ter sido, em tempos imemoriais, propriedade
comum do vulgo. Nessa narrativa portanto intitulei a mim mesmo William
Wilson — nome fictício não muito diferente do real. Apenas meu
homônimo, dentre todos os que no linguajar escolar constituíam “nosso
círculo”, ousava competir comigo nos estudos da sala de aula, nos esportes
e altercações do pátio — ousava recusar-se a crer implicitamente em
minhas asserções, e submeter-se a minha vontade — na verdade,
interferir com minha autoridade arbitrária no que quer que fosse. Se
existe um despotismo supremo e absoluto no mundo, é o despotismo de
uma mente superior na infância sobre os espíritos menos enérgicos de
seus companheiros.
A rebeldia de Wilson para mim constituía fonte do maior constrangimento; — tanto mais porque, a despeito da bravata com que em público eu fazia questão de tratá-lo, bem como a suas pretensões, secretamente percebia temê-lo, e não conseguia deixar de pensar na igualdade que mantinha tão facilmente comigo como uma prova de sua genuína superioridade; pois que não ser derrotado custava-me um esforço perpétuo. E contudo essa superioridade — mesmo essa igualdade — não era com efeito admitida por ninguém mais a não ser eu mesmo; nossos colegas, devido a uma cegueira inexplicável, pareciam nem sequer desconfiar disso. Na verdade, sua competição, sua resistência e particularmente sua impertinência e obstinada interferência com os meus propósitos eram não tão manifestas, mas antes privadas. Ele parecia destituído igualmente da ambição que me impelia e da energia apaixonada de mente que me capacitava a me sobressair. Em sua rivalidade poder-se ia conjecturar que agia unicamente por um desejo caprichoso de estorvar, surpreender ou mortificar minha pessoa; embora houvesse ocasiões em que eu não conseguia deixar de observar, com um sentimento misto de admiração, humilhação e irritação, que temperava suas injúrias, seus insultos ou suas contradições com uma afetuosidade de modos que era decerto por demais inadequada e seguramente por demais indesejável. Esse comportamento singular eu só o podia conceber como derivando de uma rematada presunção dando-se ares vulgares de apoio condescendente e proteção.
A rebeldia de Wilson para mim constituía fonte do maior constrangimento; — tanto mais porque, a despeito da bravata com que em público eu fazia questão de tratá-lo, bem como a suas pretensões, secretamente percebia temê-lo, e não conseguia deixar de pensar na igualdade que mantinha tão facilmente comigo como uma prova de sua genuína superioridade; pois que não ser derrotado custava-me um esforço perpétuo. E contudo essa superioridade — mesmo essa igualdade — não era com efeito admitida por ninguém mais a não ser eu mesmo; nossos colegas, devido a uma cegueira inexplicável, pareciam nem sequer desconfiar disso. Na verdade, sua competição, sua resistência e particularmente sua impertinência e obstinada interferência com os meus propósitos eram não tão manifestas, mas antes privadas. Ele parecia destituído igualmente da ambição que me impelia e da energia apaixonada de mente que me capacitava a me sobressair. Em sua rivalidade poder-se ia conjecturar que agia unicamente por um desejo caprichoso de estorvar, surpreender ou mortificar minha pessoa; embora houvesse ocasiões em que eu não conseguia deixar de observar, com um sentimento misto de admiração, humilhação e irritação, que temperava suas injúrias, seus insultos ou suas contradições com uma afetuosidade de modos que era decerto por demais inadequada e seguramente por demais indesejável. Esse comportamento singular eu só o podia conceber como derivando de uma rematada presunção dando-se ares vulgares de apoio condescendente e proteção.
Talvez fosse este último traço na conduta de Wilson, combinado a nossa
identidade de nome, e ao mero acidente de termos ingressado na escola no
mesmo dia, que ventilou entre as classes mais velhas do colégio a ideia de
que éramos irmãos. Os alunos maiores em geral não indagam com grande
rigor os assuntos dos mais novos. Disse antes, ou deveria tê-lo feito, que
Wilson não era, no mais remoto grau, ligado a minha família. Mas
seguramente se de fato fôssemos irmãos deveríamos ser gêmeos; pois,
após deixar a instituição do dr. Bransby, casualmente vim a saber que meu
homônimo nascera no dia 19 de janeiro de 1809 — e isso é de certo modo
uma coincidência notável; pois esse é precisamente o dia de meu próprio
nascimento5.
[5] Poe modificou a data nas diversas edições desse conto ao longo de sua
vida (inicialmente 1811, depois 1809 e, por fim, 1813). Aqui mantida a
mais significativa, em que o próprio escritor nasceu. (N. do T.)
Talvez pareça estranho que a despeito da contínua ansiedade em mim
ocasionada pela rivalidade de Wilson, e por seu intolerável espírito
contestador, eu era incapaz de vir a odiá-lo inteiramente. Tínhamos, para
ser exato, quase todos os dias uma briga em que, concedendo-me
publicamente a palma da vitória, ele, de algum modo, excogitava uma
maneira de me fazer sentir não ser seu verdadeiro merecedor; e, contudo,
um senso de orgulho de minha parte e uma genuína dignidade da dele
mantinham-nos sempre no que se costuma chamar de “bons termos”,
embora houvesse muitos pontos de forte conformidade operando em
nossos temperamentos para despertar em mim um sentimento que talvez
exclusivamente nossa situação impedia de amadurecer em amizade. Difícil
é de fato definir, ou mesmo descrever, meus reais sentimentos para com
ele. Formavam um composto variegado e heterogêneo; — parte
animosidade petulante, que ainda não era ódio, parte estima, uma dose de
respeito, e muito medo, com uma quantidade imensa de curiosidade. Para
o moralista será desnecessário dizer, além do mais, que Wilson e eu
éramos os mais inseparáveis dos companheiros.
continua...
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Edgar Allan Poe
CONTOS
Originalmente publicados entre 1831 e 1849
__________________
Edgar Allan Poe (nascido Edgar Poe; Boston, Massachusetts, Estados Unidos, 19 de Janeiro de 1809 — Baltimore, Maryland, Estados Unidos, 7 de Outubro de 1849) foi um autor, poeta, editor e crítico literário estadunidense, integrante do movimento romântico estadunidense. Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos e é geralmente considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por sua contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Ele foi o primeiro escritor americano conhecido por tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difíceis.
Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele frequentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado. Depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).
Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova Iorque. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn (posteriormente renomeado para The Stylus), porém, em 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, morreu antes que pudesse ser produzido. A causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.
Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.
Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele frequentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado. Depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).
Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova Iorque. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn (posteriormente renomeado para The Stylus), porém, em 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, morreu antes que pudesse ser produzido. A causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.
Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.
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