domingo, 12 de julho de 2026

Edgar Allan Poe - Contos: William Wilson (a)

Edgar Allan Poe - Contos


William Wilson 

Que dizer dela? que dizer da austera consciência, 
Esse espectro em meu caminho? 
Chamberlain, Pharronida

     Que me seja permitido, no momento, apresentar-me como William Wilson. A página imaculada ora diante de mim não necessita ser manchada com meu verdadeiro nome. Este já constituiu por demais objeto do desprezo, do horror, do repúdio de minha estirpe. Às mais remotas regiões do globo não espalharam os ventos indignados sua infâmia sem paralelo? Ah, o mais desamparado pária dentre todos os párias! Para o mundo não estás morto eternamente? para suas glórias, para suas flores, para suas douradas aspirações? e acaso uma nuvem densa, desoladora e infinita não paira por todo o sempre entre tuas esperanças e o céu?
     Não pretendo, mesmo que o pudesse, aqui ou agora, compor um relato de meus últimos anos de indizível sofrimento e desgraça imperdoável. Esse período — esses últimos anos — assumiram uma elevação súbita em torpeza cuja origem, e nada mais, é meu presente propósito determinar¹. Os homens em geral tornam-se vis gradualmente. De mim, num instante, toda a virtude caiu por inteiro, como um manto. Da perversidade relativamente trivial passei, com as passadas de um gigante, a excessos maiores que os de um Heliogábalo. Que acaso — que evento isolado provocou esse infortúnio, tende paciência enquanto o relato. A morte se aproxima; e a sombra que a precede lançou uma influência suavizante sobre meu espírito. Anseio, ao cruzar o vale sombrio, pela simpatia — quase ia dizendo pela piedade — de meus semelhantes. Eu de bom grado os faria crer que fui, em alguma medida, escravo de circunstâncias além do controle humano. Gostaria que encontrassem para mim, nos detalhes que estou prestes a dar, algum pequeno oásis de fatalidade em meio a um deserto de erros. Desejaria que admitissem — coisa que não se podem furtar a admitir — que, embora a tentação possa ter desde algum tempo existido em tamanha grandeza, o homem jamais assim foi, pelo menos, antes tentado — certamente, jamais a ela assim sucumbiu. E de tal modo, portanto, que assim nunca sofreu. Acaso não terei vivido em um sonho? Não estarei perecendo vítima do horror e mistério das mais fantásticas dentre todas as visões sublunares?

[1] Optou-se, com algumas exceções (e, como aqui, eventualmente a despeito da norma), pela fidelidade à pontuação original, bastante peculiar, às vezes, sobretudo no uso do travessão. Em 1848, um ano antes de sua morte, Poe assinou um artigo na Graham's Magazine em que manifestava sua intenção (não concretizada) de escrever um tratado sobre o assunto, e afirmava: “O travessão proporciona ao leitor uma escolha entre duas, três ou mais expressões, uma delas podendo ser mais forte que as outras, mas todas contribuindo para a ideia”.  

     Descendo de uma estirpe notável desde sempre por seu temperamento imaginativo e facilmente excitável; e, na mais tenra infância, dei mostras de ter herdado plenamente o caráter familiar. À medida que avançava em anos, este se desenvolvia cada vez mais forte; constituindo, por muitas razões, motivo de séria inquietação entre meus amigos, e de positivo agravo para mim mesmo. Tornei-me cada vez mais teimoso, aferrado aos mais estouvados caprichos, e presa das paixões mais ingovernáveis. Pobres de espírito e vítimas dessas fraquezas de constituição semelhantes às minhas próprias, meus pais pouco podiam fazer para deter as malignas propensões com que eu me distinguia. Alguns esforços débeis e mal direcionados redundaram em completo fracasso de sua parte e, é claro, em total triunfo da minha. Desse momento em diante minha voz passou a ser lei na família; e numa idade em que poucas crianças abandonaram suas guias, fui deixado à orientação de minha própria vontade, e tornei-me, em tudo a não ser no nome, senhor de minhas próprias ações.
     Minhas mais antigas lembranças de uma vida escolar estão ligadas ao prédio grande, irregular, elisabetano de um vilarejo na Inglaterra, onde havia um vasto número de árvores gigantescas e contorcidas, e onde todas as casas eram excessivamente antigas. De fato, era um lugar onírico e que trazia paz ao espírito, esse antigo e venerável povoado. Neste exato momento, em minha imaginação, sinto o revigorante frescor de suas alamedas profundamente sombreadas, inspiro a fragrância de seus incontáveis arbustos e torno a estremecer com indefinível deleite sob o repique profundo e cavernoso do sino da igreja rompendo, de hora em hora, com seu troar repentino e taciturno, a quietude da fusca atmosfera em que se encravava serenamente o dilapidado campanário gótico.
     Proporciona-me, talvez, tanto prazer quanto hoje me é dado de algum modo sentir deter-me em minuciosas recordações da escola e seus assuntos. Mergulhado em infelicidade como estou — infelicidade, ai de mim! por demais real —, espero ser perdoado se busco alívio, por mais superficial e transitório que seja, no fraco por alguns poucos detalhes aleatórios. Estes, além do mais, inteiramente triviais, e até ridículos em si mesmos, assumem, em minha imaginação, adventícia importância, pois que ligados a um período e local em que reconheço as primeiras ambíguas advertências do destino que posteriormente me lançou em tão completas trevas. Que me seja então permitido recordar.
     O prédio, repito, era antigo e irregularmente distribuído. Seu terreno era extenso, e um muro de tijolos alto e sólido, encimado por cimento com cacos de vidro, circundava todo o entorno. Essa proteção semelhante à de uma prisão compunha o limite de nosso domínio; além dele íamos apenas três vezes por semana — uma delas nos sábados à tarde, quando, acompanhados por dois mestres, recebíamos permissão para breves caminhadas em formação por alguns dos campos vizinhos — e duas aos domingos, quando marchávamos desse mesmo modo formal para o serviço matutino e vespertino da única igreja no vilarejo. O diretor de nossa escola era o ministro dessa igreja. Com que profundo espírito de admiração e perplexidade soía eu observá-lo de nosso remoto banco na plateia, quando, com passos solenes e vagarosos, subia ao púlpito! Aquele homem reverendo, de semblante tão recatadamente benévolo, com seu manto tão brilhante e tão clericalmente esvoaçante, a peruca tão minuciosamente empoada, tão rígida e tão basta — como podia ser esse mesmo que, pouco antes, com expressão severa, e em roupas manchadas de rapé, administrava, palmatória na mão, as draconianas leis do internato? Ah, gigantesco paradoxo, absolutamente imenso demais para ter uma solução!
     Em um ângulo do pesado muro espreitava ameaçador um portão ainda mais pesado. Guarnecido de rebites e ferrolhos e coroado por aguçadas lanças de ferro. Que impressões de profundo temor ele não inspirava! Nunca era aberto salvo pelas três periódicas saídas e ingressos já mencionados; assim, a cada rangido de seus poderosos gonzos, descobríamos uma plenitude de mistério — um mundo de matéria para solene consideração, ou para ainda mais solene reflexão.
     A extensa muralha era irregular na forma, exibindo diversos nichos espaçosos. Destes, três ou quatro dentre os maiores constituíam o pátio de recreio. O terreno era nivelado e coberto de cascalho fino e duro. Lembro me bem de não haver árvores, nem bancos, nem nada similar ali. Claro que ficava nos fundos do prédio. Na frente havia um pequeno parterre, onde se cultivavam buxos e outros arbustos; mas através dessa sagrada área passávamos na verdade apenas nas mais raras ocasiões — como ao chegar pela primeira vez na escola ou ao partir dali em definitivo, ou, talvez, quando, após o convite dos pais ou de algum amigo, alegremente tomávamos o caminho de casa para passar o Natal ou os feriados juninos.
     Mas o prédio! — que edifício mais excêntrico e antigo aquele! — para mim, como era verdadeiramente um palácio encantado! Não havia de fato fim para seus meandros — para suas incompreensíveis subdivisões. Era difícil, a qualquer dado momento, dizer com certeza em qual de seus dois andares calhava de se estar. De cada cômodo para qualquer outro aconteceria seguramente de se topar com três ou quatro degraus, fosse para subir, fosse para descer. E ainda as passagens laterais eram inumeráveis — inconcebíveis — e de tal modo desembocando em si mesmas que nossas ideações mais exatas com respeito à totalidade da mansão não eram muito diferentes dessas com que ponderávamos sobre o infinito. Durante os cinco anos em que ali residi, nunca fui capaz de determinar com precisão em que remoto esconso localizava-se o pequeno dormitório reservado a mim e a cerca de dezoito ou vinte outros estudantes.
     A sala de aula era a maior da casa — e, eu não conseguia deixar de pensar, do mundo. Era muito comprida, estreita e desoladoramente baixa, com pontudas janelas góticas e forro de carvalho. Em um ângulo remoto e que nos infundia o terror ficava o recinto quadrado com cerca de dois a três metros compreendendo o sanctum, “durante o horário”, de nosso diretor, o reverendo dr. Bransby. Era uma sólida estrutura, com porta maciça, e, preferencialmente a abri-la na ausência do “Dominie”, teríamos todos de bom grado perecido sob a peine forte et dure². Em outros ângulos ficavam dois cubículos similares, muito menos reverenciados, na verdade, mas ainda assim objeto de grande respeito. Um deles era o púlpito do mestre “clássico”, outro, do “inglês e matemático”. Distribuídas pela sala, indo e vindo em uma irregularidade contínua, havia inumeráveis carteiras com bancos, escuras, antigas e desgastadas pelo tempo, cobertas com periclitantes pilhas de livros muito manuseados, e tão riscadas de iniciais, nomes inteiros, figuras grotescas e outros múltiplos trabalhos a canivete que estes haviam perdido inteiramente o pouco da forma original que porventura lhes coubera em um tempo havia muito ido. Um imenso balde d'água ficava numa extremidade da sala, e um relógio de dimensões estupendas na outra.

[2] Dominie: mestre-escola; peine forte et dure: punição que consistia em empilhar pedras sobre o peito do réu que se recusasse a se declarar culpado ou inocente, até ele falar ou morrer sufocado.

     Encerrado nas paredes maciças desse venerando ateneu, passei, embora não entediado nem desgostoso, os anos do terceiro lustro de minha vida. A fervilhante cabeça da infância prescinde de qualquer mundo ou incidente externo com que se ocupar ou se divertir; e a monotonia aparentemente melancólica de um colégio era repleta de uma excitação mais intensa do que minha juventude mais avançada derivou do luxo ou minha idade viril do crime. E contudo quero crer que meu desenvolvimento mental inicial guardava em si muito de incomum — muito, até, de outré³. Nos seres humanos como um todo os eventos da existência muito tenra raramente deixam na maturidade alguma impressão definida. Tudo são sombras cinzentas — uma lembrança tênue e irregular — uma recordação vaga de débeis prazeres e fantasiosos sofrimentos. Comigo tal não se dá. Na infância devo ter sentido com a energia de um homem o que hoje encontro gravado na memória em linhas tão vívidas, tão profundas e tão permanentes quanto os exergos das medalhas cartaginesas.

[3] “Anticonvencional”; “excêntrico”; “bizarro”.

     E contudo de fato — para a visão factual do mundo — como havia pouco que recordar! O despertar pela manhã, as chamadas para se recolher à noite; as horas de estudo, as sabatinas; os regulares meios períodos de descanso, e suas perambulações; o pátio de recreio com suas altercações, seus passatempos, suas intrigas; — isso tudo, mediante uma feitiçaria mental há muito esquecida, foi moldado de maneira a envolver uma imensidade de sensações, um mundo de ricos incidentes, um universo de emoção variada, das excitações mais apaixonadas e inspiradoras do espírito. “Oh, le bon temps, que ce siècle de fer!4.

[4] “Oh, não há tempos tão bons como este século de ferro.” Verso do poema “Le mondaine”, de Voltaire.

     Na verdade, o ardor, o entusiasmo e a imperiosidade de minha disposição não tardaram a me conferir um caráter destacado entre meus colegas e, mediante graduações lentas mas naturais, renderam-me uma ascendência sobre todos os não muito mais velhos do que eu; — todos, com uma exceção. Essa exceção se encontrava na pessoa de um aluno que, embora sem parentesco comigo, ostentava o mesmo nome de batismo e sobrenome; — circunstância, na verdade, pouco notável; pois, não obstante uma linhagem nobre, o meu era um desses nomes ordinários que parecem, por direito prescritivo, ter sido, em tempos imemoriais, propriedade comum do vulgo. Nessa narrativa portanto intitulei a mim mesmo William Wilson — nome fictício não muito diferente do real. Apenas meu homônimo, dentre todos os que no linguajar escolar constituíam “nosso círculo”, ousava competir comigo nos estudos da sala de aula, nos esportes e altercações do pátio — ousava recusar-se a crer implicitamente em minhas asserções, e submeter-se a minha vontade — na verdade, interferir com minha autoridade arbitrária no que quer que fosse. Se existe um despotismo supremo e absoluto no mundo, é o despotismo de uma mente superior na infância sobre os espíritos menos enérgicos de seus companheiros.
     A rebeldia de Wilson para mim constituía fonte do maior constrangimento; — tanto mais porque, a despeito da bravata com que em público eu fazia questão de tratá-lo, bem como a suas pretensões, secretamente percebia temê-lo, e não conseguia deixar de pensar na igualdade que mantinha tão facilmente comigo como uma prova de sua genuína superioridade; pois que não ser derrotado custava-me um esforço perpétuo. E contudo essa superioridade — mesmo essa igualdade — não era com efeito admitida por ninguém mais a não ser eu mesmo; nossos colegas, devido a uma cegueira inexplicável, pareciam nem sequer desconfiar disso. Na verdade, sua competição, sua resistência e particularmente sua impertinência e obstinada interferência com os meus propósitos eram não tão manifestas, mas antes privadas. Ele parecia destituído igualmente da ambição que me impelia e da energia apaixonada de mente que me capacitava a me sobressair. Em sua rivalidade poder-se ia conjecturar que agia unicamente por um desejo caprichoso de estorvar, surpreender ou mortificar minha pessoa; embora houvesse ocasiões em que eu não conseguia deixar de observar, com um sentimento misto de admiração, humilhação e irritação, que temperava suas injúrias, seus insultos ou suas contradições com uma afetuosidade de modos que era decerto por demais inadequada e seguramente por demais indesejável. Esse comportamento singular eu só o podia conceber como derivando de uma rematada presunção dando-se ares vulgares de apoio condescendente e proteção.
     Talvez fosse este último traço na conduta de Wilson, combinado a nossa identidade de nome, e ao mero acidente de termos ingressado na escola no mesmo dia, que ventilou entre as classes mais velhas do colégio a ideia de que éramos irmãos. Os alunos maiores em geral não indagam com grande rigor os assuntos dos mais novos. Disse antes, ou deveria tê-lo feito, que Wilson não era, no mais remoto grau, ligado a minha família. Mas seguramente se de fato fôssemos irmãos deveríamos ser gêmeos; pois, após deixar a instituição do dr. Bransby, casualmente vim a saber que meu homônimo nascera no dia 19 de janeiro de 1809 — e isso é de certo modo uma coincidência notável; pois esse é precisamente o dia de meu próprio nascimento5.

[5] Poe modificou a data nas diversas edições desse conto ao longo de sua vida (inicialmente 1811, depois 1809 e, por fim, 1813). Aqui mantida a mais significativa, em que o próprio escritor nasceu. (N. do T.)

     Talvez pareça estranho que a despeito da contínua ansiedade em mim ocasionada pela rivalidade de Wilson, e por seu intolerável espírito contestador, eu era incapaz de vir a odiá-lo inteiramente. Tínhamos, para ser exato, quase todos os dias uma briga em que, concedendo-me publicamente a palma da vitória, ele, de algum modo, excogitava uma maneira de me fazer sentir não ser seu verdadeiro merecedor; e, contudo, um senso de orgulho de minha parte e uma genuína dignidade da dele mantinham-nos sempre no que se costuma chamar de “bons termos”, embora houvesse muitos pontos de forte conformidade operando em nossos temperamentos para despertar em mim um sentimento que talvez exclusivamente nossa situação impedia de amadurecer em amizade. Difícil é de fato definir, ou mesmo descrever, meus reais sentimentos para com ele. Formavam um composto variegado e heterogêneo; — parte animosidade petulante, que ainda não era ódio, parte estima, uma dose de respeito, e muito medo, com uma quantidade imensa de curiosidade. Para o moralista será desnecessário dizer, além do mais, que Wilson e eu éramos os mais inseparáveis dos companheiros.

continua...
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William Wilson (a) /             
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Edgar Allan Poe
CONTOS
Originalmente publicados entre 1831 e 1849
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Edgar Allan Poe (nascido Edgar Poe; Boston, Massachusetts, Estados Unidos, 19 de Janeiro de 1809 — Baltimore, Maryland, Estados Unidos, 7 de Outubro de 1849) foi um autor, poeta, editor e crítico literário estadunidense, integrante do movimento romântico estadunidense. Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos e é geralmente considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por sua contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Ele foi o primeiro escritor americano conhecido por tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difíceis.
Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele frequentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado. Depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).
Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova Iorque. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn (posteriormente renomeado para The Stylus), porém, em 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, morreu antes que pudesse ser produzido. A causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.
Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.

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