Este apêndice contém os principais nomes¹ mencionados na Ilíada, apresentando um pequeno resumo do seu mito e pelo menos uma remissão ao seu aparecimento na obra, com o(s) número(s) do(s) canto(s) seguido(s) do(s) número(s) do(s) verso(s). Também estão presentes termos não usuais em português, usados por Homero. No entanto, não se trata de um índice remissivo completo.
[1] Um dos problemas em relação aos nomes gregos é a forma de transliterá-los, isto é, escrevê-los em caracteres latinos. Assim, temos Posídon, Posido, Poseidon, como também Atlas e Atlante ou Agamenon, Agamenão e Agamémnone, entre outros. Aqui, neste apêndice, seguimos as escolhas do tradutor. (N.R.)
Calcante: vidente de Micenas, que interpreta o voo dos pássaros. Filho de
Testor, é neto de Apolo e o dom da vidência lhe foi dado por este deus. É um dos
maiores adivinhos da Grécia e grande conselheiro nas batalhas. É ele quem
sugere a ideia do cavalo de madeira para que os guerreiros entrem em Troia,
quem diz que sem Aquiles Troia nunca seria tomada, e também quem interpreta
a serpente comendo oito pássaros, dizendo que Troia seria apenas tomada depois
do oitavo ano (ver I, 69; e II, 300).
Calipso: não aparece na Ilíada, mas é importante na Odisseia. Às vezes é
chamada de ninfa e às vezes de deusa. É filha de Atlante (ou Atlas). Vivia na
mítica Ilha de Ogígia, onde prendeu Odisseu durante sete anos, lhe oferecendo a
imortalidade, se ele aceitasse tê-la como esposa. Mas é obrigada pelos deuses a
ajudá-lo a voltar para casa. Algumas versões dizem que ela teve um filho de
Odisseu.
Castor e Polideuces (Pólux): irmãos gêmeos, chamados Dióscuros, filhos de
Zeus e Leda, irmãos de Helena e Clitemnestra (estas, casadas com os irmãos
Menelau e Agamémnone). Na mesma noite em que Leda se deitou com Zeus,
este na forma de cisne, ela também se deita com seu marido mortal, Tindareu, rei
da Lacônia (Lacedemônia). Tem, assim, quatro gêmeos, sendo Polideuces (ou
Polideuses) e Helena filhos de Zeus e Castor e Clitemnestra filhos de Tíndaro
(ver III, 237).
Criseide: ver Crises (ver I, 310).
Crises: pai de Criseide, raptada por Agamémnone mas devolvida para o seu
pai. No entanto, ela estava grávida, e seu filho, nomeado pelo avô Crises, tem
uma parte na lenda de Orestes, seu irmão por parte de pai (ver I, 11).
Crônida: vários personagens nos textos homéricos são chamados pelo nome
de seus pais. Assim, Aquiles é o peleio ou pélida (filho de Peleu), Peleu é o
eácida (filho de Eaco, e às vezes o próprio Aquiles é dito ser eácida por ser neto
de Eaco), Zeus é o Crônida (filho de Crono), Pisístrato é o Nestórida (filho de
Nestor), os atridas são Menelau e Agamémnone (filhos de Atreu) etc.
Normalmente as terminações em -ida e -ido indicam que se trata de um nome
derivado do pai da personagem (ver I, 405, 539).
Crono: filho de Urano (Céu) e Gaia (Terra), castrou o pai, que escondia os
filhos debaixo de Gaia, mas se tornou também um pai terrível: casando com sua
irmã, Reia, devora-os todos assim que nascem. É pai dos Olímpicos e do caçula
Zeus, que é o único que tem a coragem de iniciar a luta contra Crono, iniciando a
titanomaquia. De acordo com a etimologia, não se pode fazer, como
levianamente se faz, uma relação direta com a palavra “tempo” (Chrónos:
tempo; Kronos: deus), mas, arquetipicamente, sempre foi dito ser Crono o deus
do tempo. É vencido por Zeus, que liberta seus irmãos de dentro de sua barriga
(ver VIII, 479; e XIX, 204, 274).
Deífobo: filho de Príamo e o irmão preferido de Heitor. Foi ele quem reconheceu Páris, seu irmão que havia sido criado longe de casa nos jogos dos funerais (ver Páris). Ele ganha a mão de Helena depois que Páris morre em uma competição com seu irmão, Heleno. Deífobo é morto por Menelau depois de Troia ter sido saqueada (ver XIII, 413).
Deméter: é a deusa da fertilidade da terra, pertencendo à geração dos Olímpicos. É filha de Crono e Reia e por isso irmã de Zeus, Deméter é a deusa do milho, dos grãos, diferente de Gaia, que é a Terra cosmológica. Sua filha, Perséfone, casa-se com Hades (ver II, 696; V, 500; e XIII, 322).
Demônio: esta palavra traduz normalmente a palavra daímon, em grego, que
não tem conotação pejorativa ou necessariamente maléfica. Ela quer dizer
“espírito” ou um ser que está entre os imortais e os seres humanos, um ser divino
(ver III, 420; e V, 884).
Diomedes: um dos maiores guerreiros gregos, etólio, filho de Tideu (por isso
chamado de tidida) com Deipile, uma das filhas de Adrasto. Foi também um dos
pretendentes de Helena e é o companheiro usual de Odisseu nas aventuras até
Troia. São os dois que matam Dolão, um espião troiano. De todos os retornos
dos heróis da Guerra de Troia, o de Diomedes foi o mais fácil, mas logo em sua
chegada os trabalhos começam novamente. Por ter ferido Afrodite em Troia, sua
esposa o tinha traído e ele mal conseguia fugir das armadilhas que ela havia lhe
preparado. Foge, então, para a corte do rei Dauno, onde outras aventuras
acontecem por lá. Há menção de outro Diomedes na mitologia grega, rei da
Trácia, filho de Ares (ver II, 563; IV, 365; V, 93; e X, 454).
Dioniso: filho de Zeus e de Sêmele, esta morre fulminada ainda não tendo
dado à luz o filho, pois quis ver Zeus em todo o seu esplendor. Zeus rapidamente
pega seu filho, ainda no sexto mês, e o coloca em sua coxa, de onde nasce depois
Dioniso. Desde o seu nascimento, ele viaja pelo mundo, e na Índia forma a sua
corte: uma carruagem puxada por panteras e sátiros, silenos e outras divindades
menores, como Príapo, que o segue em suas festas. É assim que ele chega a
Atenas. Sua importância na Grécia é muito grande, apesar de estudiosos o
considerarem um deus estrangeiro, especialmente por presidir aos rituais
báquicos, o êxtase e o vinho (ver VI, 132, 136; e XIV, 325).
Discórdia (Éris): irmã e companheira de Ares. Na sua Teogonia, Hesíodo a
coloca na geração dos deuses primordiais, filha da Noite. Ela deu à luz
numerosos filhos, como Pens (Ponos), Esquecimento (Lete), Fome (Limos), Dor
(Algos) e também a Juramento (Horcus). Hesíodo também fala que há duas
deusas Discórdia, uma boa e outra maléfica (ver XI, 3).
Dodona: cidade do oráculo de Zeus (ver II, 750).
Dolão: filho único de Eumedes, era famoso por ser rápido na corrida. É
encontrado como espião dos troianos por Diomedes e Odisseu, sendo morto por
eles (ver X, 376).
Egisto: filho incestuoso de Tiestes (e por isso chamado tiestíada) e de sua
filha Pelópia, é ele quem junto com a mulher de Agamémnone, Clitemnestra,
mata o rei quando este volta da Guerra de Troia. Orestes, filho de Agamémnone,
vinga a morte de seu pai matando tanto Egisto quanto sua mãe, Clitemnestra, e
por isso as Erínias o atacam. Na Ilíada, não há nenhuma participação de Egisto.
Eneias: grande herói troiano, filho de Afrodite e de Anquises (ver II, 820; V, 272; e XIII, 459).
Erínias: deusas violentas, que os romanos identificavam com as Fúrias. Também eram conhecidas por “Eumênides”, que quer dizer “as Gentis”. Isto era apenas para que elas não se zangassem com quem quer que pronunciasse seu nome. Foram geradas pelas gotas de sangue que caíram em Gaia (Terra) quando da castração de Urano por Crono, fazendo parte, portanto, dos deuses mais velhos. São deusas primitivas, que não reconhecem a autoridade dos deuses mais jovens. Análogas às Parcas, ou Moiras, até Zeus tinha de respeitá-las. Sendo, no princípio, de número incerto, logo foram consideradas como três: Alecto, Tisífone e Megera. Seres espirituais alados, com cabelos formados de cobras, carregavam tochas e chicotes. Eram as vingadoras dos crimes cometidos dentro da própria família, como de filhos que matam seus pais (ver IX, 454, 571; e XV, 204).
Euro: vento Leste, filho de Astreos e Éos (Aurora) (ver II, 145; e XVI, 765).
Eneias: grande herói troiano, filho de Afrodite e de Anquises (ver II, 820; V, 272; e XIII, 459).
Erínias: deusas violentas, que os romanos identificavam com as Fúrias. Também eram conhecidas por “Eumênides”, que quer dizer “as Gentis”. Isto era apenas para que elas não se zangassem com quem quer que pronunciasse seu nome. Foram geradas pelas gotas de sangue que caíram em Gaia (Terra) quando da castração de Urano por Crono, fazendo parte, portanto, dos deuses mais velhos. São deusas primitivas, que não reconhecem a autoridade dos deuses mais jovens. Análogas às Parcas, ou Moiras, até Zeus tinha de respeitá-las. Sendo, no princípio, de número incerto, logo foram consideradas como três: Alecto, Tisífone e Megera. Seres espirituais alados, com cabelos formados de cobras, carregavam tochas e chicotes. Eram as vingadoras dos crimes cometidos dentro da própria família, como de filhos que matam seus pais (ver IX, 454, 571; e XV, 204).
Euro: vento Leste, filho de Astreos e Éos (Aurora) (ver II, 145; e XVI, 765).
Fenice: filho de Amíntor, rei de Éleon, na Beócia, e de Hipodâmia (há outras
versões para sua mãe). Amíntor tinha uma concubina, que tentou seduzir Fenice,
mas em vão. Ela conta, então, a seu pai, que ele a violentou e Amíntor o cega.
Fenice vai para Peleu, que o envia ao centauro Quirão que o cura. Peleu lhe
entrega seu filho Aquiles e Fenice passa a acompanhá-lo como conselheiro (ver
IX, 168).
Glauco: grande general troiano, filho de Hipóloco e primo de Sarpédone (ver VI, 119).
Glauco: grande general troiano, filho de Hipóloco e primo de Sarpédone (ver VI, 119).
Hades: quer dizer tanto um local (o submundo) quanto o nome do deus. Irmão
de Zeus, filho de Crono e Reia, ganha o reino do submundo (Hades e Tártaro)
depois de os Olímpicos vencerem a guerra com os titãs (a titanomaquia); seu
outro irmão, Posido, fica com os mares e Zeus com o céu. É o deus dos mortos, e
para junto de Hades vão todos os mortos. Ganha dos ciclopes, seus aliados na
titanomaquia, um elmo de invisibilidade, usado por outras divindades durante as
guerras. Rapta a filha de Deméter, Perséfone, e com ela se casa. Sua mãe,
desesperada, torna estéril toda a natureza depois de seu rapto, e Zeus obriga
Perséfone a voltar. No entanto, ela já havia comido sementes de romã e por isso
não podia mais voltar. Assim, passa com a mãe certa parte do ano e com o
esposo a outra (alguns dizem que é dividido em seis e seis meses, outros, em três
e nove), formando assim as estações do ano. Seu cão de três cabeças, Cérbero, é
muito famoso (ver I, 3; III, 321; V, 646, 654, 845; VI, 284, 422; VIII, 16, 368;
XV, 188, 191; XVI, 625; e XX, 294).
Hebe: é a personificação da juventude. Era encarregada de distribuir néctar aos deuses, preparar o banho de Ares e ajudar Hera a preparar sua carruagem. Ela dançava com as Musas e com as Horas. Depois que Héracles fez as pazes com Hera, e foi imortalizado, ele casa-se com Hebe (ver IV, 2; e V, 722, 905).
Helena: filha de Zeus e da mortal Leda, tendo Tindareu como seu pai humano. Ela era mulher de Menelau, foi raptada por Páris, filho do rei Príamo de Troia, ato que deu início à Guerra de Troia. Mulher de uma beleza extraordinária, tinha a capacidade de seduzir o homem que quisesse. Outra versão a faz filha de Nêmesis: esta, tentando fugir de Zeus, se transforma em pássaro, e Zeus se transforma em cisne. Segundo uma versão, a deusa, então, põe um ovo, que é entregue a Leda, de onde nasce Helena. Um dos temas de discussão muito famosos da Grécia clássica é sobre a culpa que Helena tem de ter sido raptada. Sobre isto, o sofista Górgias escreveu um tratado (ver II, 590; III, 121, 383; VI, 343; e XXIV, 760).
Hefesto: deus do fogo, filho de Zeus e Hera. Outra versão nos diz que Hera o teria criado por si mesma, em vingança de Atena, que foi criada por Zeus sozinho. Deus metalúrgico, é ele quem faz a famosa armadura de Aquiles, que aparece descrita na Ilíada (Canto XVIII). Ele é um deus coxo e muitas versões contam a sua história. A mais famosa é que Zeus brigava com Hera por causa de Héracles, e Hefesto tomou o partido de sua mãe. Zeus o atirou do alto do Olimpo. Ele caiu um dia inteiro, parando em Lemno, e foi ajudado pelos síntios (ver I, 571; XVIII, 462; e XXI, 381).
Heitor: filho mais velho de Príamo e Hécuba, é o maior guerreiro de Troia. Ele foge ao combate enquanto Aquiles está lutando entre os gregos, pois sabe que o seu destino é cair nas mãos de Aquiles. É casado com Andrômaca e dela tem um filho, que é ainda muito jovem quando Heitor morre. É profundamente amado entre os troianos, mais até do que Príamo. Dois deuses o ajudam muito durante a guerra, Ares e Apolo (ver I, 242; V, 590, 602; VI, 374; VII, 54, 263; XII, 453; XVI, 818; XXII, 136, 212; XXIII, 184; XXIV, 723, 761).
Hebe: é a personificação da juventude. Era encarregada de distribuir néctar aos deuses, preparar o banho de Ares e ajudar Hera a preparar sua carruagem. Ela dançava com as Musas e com as Horas. Depois que Héracles fez as pazes com Hera, e foi imortalizado, ele casa-se com Hebe (ver IV, 2; e V, 722, 905).
Helena: filha de Zeus e da mortal Leda, tendo Tindareu como seu pai humano. Ela era mulher de Menelau, foi raptada por Páris, filho do rei Príamo de Troia, ato que deu início à Guerra de Troia. Mulher de uma beleza extraordinária, tinha a capacidade de seduzir o homem que quisesse. Outra versão a faz filha de Nêmesis: esta, tentando fugir de Zeus, se transforma em pássaro, e Zeus se transforma em cisne. Segundo uma versão, a deusa, então, põe um ovo, que é entregue a Leda, de onde nasce Helena. Um dos temas de discussão muito famosos da Grécia clássica é sobre a culpa que Helena tem de ter sido raptada. Sobre isto, o sofista Górgias escreveu um tratado (ver II, 590; III, 121, 383; VI, 343; e XXIV, 760).
Hefesto: deus do fogo, filho de Zeus e Hera. Outra versão nos diz que Hera o teria criado por si mesma, em vingança de Atena, que foi criada por Zeus sozinho. Deus metalúrgico, é ele quem faz a famosa armadura de Aquiles, que aparece descrita na Ilíada (Canto XVIII). Ele é um deus coxo e muitas versões contam a sua história. A mais famosa é que Zeus brigava com Hera por causa de Héracles, e Hefesto tomou o partido de sua mãe. Zeus o atirou do alto do Olimpo. Ele caiu um dia inteiro, parando em Lemno, e foi ajudado pelos síntios (ver I, 571; XVIII, 462; e XXI, 381).
Heitor: filho mais velho de Príamo e Hécuba, é o maior guerreiro de Troia. Ele foge ao combate enquanto Aquiles está lutando entre os gregos, pois sabe que o seu destino é cair nas mãos de Aquiles. É casado com Andrômaca e dela tem um filho, que é ainda muito jovem quando Heitor morre. É profundamente amado entre os troianos, mais até do que Príamo. Dois deuses o ajudam muito durante a guerra, Ares e Apolo (ver I, 242; V, 590, 602; VI, 374; VII, 54, 263; XII, 453; XVI, 818; XXII, 136, 212; XXIII, 184; XXIV, 723, 761).
Heleno: filho de Príamo e de Hécuba, irmão gêmeo de Cassandra, ele
adquiriu o dom da profecia junto com ela, durante uma noite que passaram no
templo de Apolo (ver VI, 76).
Hélio: quer dizer “Sol” em grego e é o deus que anda em um carro que nos
aparece como o Sol, surgindo no Oriente, atravessando o céu, desaparecendo no
Ocidente e então circundando a Terra pelo rio-deus Oceano em uma grande taça.
É da geração dos Titãs e por isso mais velho que os Olímpicos. É filho de
Hipérion (por isso chamado de Hiperiônio) e de Teia. É também irmão de Éos
(Aurora) e Selene (Lua). Sua esposa era Perseis, uma das filhas de Oceano e de
Tétis. Teve com ela vários filhos: Circe, a feiticeira, que aparece na Odisseia,
Eetes, o rei de Coleis, Perseu, Pasífae etc. Este deus é conhecido como “aquele
que tudo discerne e tudo vê” (ver III, 277).
Hera: a maior das deusas Olímpicas, é esposa-irmã muito ciumenta de Zeus,
filha, portanto, dos titãs Crono e Reia. E famosa sua perseguição aos filhos
bastardos do marido. Quatro são seus filhos: Hefesto, Ares, Eilütia e Hebe. Na
Ilíada, ela é uma defensora fervorosa dos gregos contra os troianos. Isto se dá
principalmente pelo episódio conhecido como “o pomo da discórdia”. Este fruto
deveria ser entregue à mais bela entre Hera, Atena e Afrodite, e elas escolhem
Páris para decidir. Cada deusa lhe oferece seu dom, e Páris acaba escolhendo
Afrodite, que lhe oferece o amor da mulher mais bela (Helena). Causa, então,
grande ódio nas outras duas deusas, que por isso se tornam inimigas de Troia.
No rapto de Helena por Páris, Hera faz seu navio se afastar da rota de volta a
Troia e os lança para a costa síria, em Sidon. Hera também protege Aquiles, já
que foi ela quem cuidou de sua mãe, Tétis (ver I, 195, 400; II, 156; IV, 5; V, 392,
711; VIII, 198, 350, 444; XIV, 153; XV, 5, 78; XVI, 439; XVIII, 167; XIX, 97;
XX, 33, 112, 309; XXI, 328, 369, 418, 512; e XXIV, 55).
Héracles: também conhecido pelo seu nome latino, Hércules, é talvez o herói
mais importante da mitologia grega. Filho de Zeus e Alcmena, é muito famoso
pelos doze trabalhos que Hera, a enciumada esposa de Zeus, o força a executar
pelas ordens de seu primo, Euristeu (ver II, 653; V, 629; XIV, 253; XV, 26;
XVIII, 117; e XIX, 99).
Hermes: o mensageiro dos deuses, filho de Zeus e Maia, a mais nova das
Plêiades. Ao nascer, de forma precoce, rouba o rebanho de Apolo. No entanto,
Hermes inventa a lira, com o casco de uma tartaruga e suas tripas. Quando
Apolo descobre o roubo, acaba se encantando pela lira e a troca pelos bois.
Hermes também inventa a flauta e a troca com Apolo pelo caduceu e pelos dons
da adivinhação. Hermes torna-se, assim, o intermediário dos outros deuses com
Hades e Perséfone, já que ele conduz, com o caduceu, as almas para o Hades. É
o deus “Psicopompo” (envia alma). É o deus das barganhas e dos enganos. Na
Odisseia e na Ilíada, ele é também chamado de Argeifontes, que muitas vezes é
traduzido por Mensageiro Brilhante, mas pode querer dizer “aquele que mata
Argos”, ou argicida (ver II, 104; V, 390; XVI, 184; XX, 35; XXI, 502; e XXIV,
333, 678).
Horas: são filhas de Zeus com Têmis, irmãs das Moiras. São, por um lado, as deusas da natureza, regendo o crescimento das plantas; por outro, são deusas da justiça, mantendo a estabilidade da sociedade. As Horas são três: Eunômia, Diké e Eiriné, nomes que querem dizer Disciplina, Justiça e Paz. São seguidoras de Afrodite, como as Graças, mas também aparecem no séquito de Dioniso (ver V, 750; e VIII, 394, 433).
Horas: são filhas de Zeus com Têmis, irmãs das Moiras. São, por um lado, as deusas da natureza, regendo o crescimento das plantas; por outro, são deusas da justiça, mantendo a estabilidade da sociedade. As Horas são três: Eunômia, Diké e Eiriné, nomes que querem dizer Disciplina, Justiça e Paz. São seguidoras de Afrodite, como as Graças, mas também aparecem no séquito de Dioniso (ver V, 750; e VIII, 394, 433).
Idomeneu: rei de Creta, filho de Deucalião e neto de Minos. Ele foi um dos
pretendentes de Helena e luta ao lado dos gregos na Guerra de Troia (ver
Agamémnone). É um dos grandes heróis, um dos nove líderes que se
apresentam para enfrentar Heitor (ver I, 145; II, 645; XIII, 210; XVII, 258; e
XXIII, 529).
Ílio: outro nome para Troia (ver I, 71).
Ílio: outro nome para Troia (ver I, 71).
Íris: filha de Taumas (Espanto) e Electra, e por isso descendente de Oceano e
também irmã das Harpias. É a personificação do arco-íris e também da relação
entre o céu e a terra, os deuses e os homens. Algumas vezes é dita a mulher do
Vento Zéfiro e mãe de Eros. Ela, como Hermes, é a mensageira dos deuses para
os homens (ver II, 786, 795; III, 121; V, 353; VIII, 399; XI, 186, 195; XVIII,
166, 202; XXIII, 199; e XXIV, 77, 95).
Laertes: pai de Odisseu, filho de Arcésio e Calcomedusa, e consequentemente da família de Deucalião pelo seu avô, Deion. Casou-se com Anticleia, filha de Autólico, mas esta foi casada anteriormente com Sísifo e por isso Odisseu é às vezes dito filho deste último. Conta-se que Laertes teve outra filha com Anticleia, Ctimene, mas Odisseu é também considerado filho único de Laertes (ver II, 173).
Laertes: pai de Odisseu, filho de Arcésio e Calcomedusa, e consequentemente da família de Deucalião pelo seu avô, Deion. Casou-se com Anticleia, filha de Autólico, mas esta foi casada anteriormente com Sísifo e por isso Odisseu é às vezes dito filho deste último. Conta-se que Laertes teve outra filha com Anticleia, Ctimene, mas Odisseu é também considerado filho único de Laertes (ver II, 173).
continua página 85...
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A peste e a ira
Apêndice
Apêndice(a) / Apêndice(b) / Apêndice(c) /
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A Ilíada é um poema épico atribuído a Homero que narra os eventos do último ano da Guerra de Troia, destacando a ira de Aquiles e suas consequências. É considerada uma das obras fundadoras da literatura ocidental, composta por cerca de 15.693 versos em hexâmetro datílico e dividida em 24 cantos, cada um correspondente a uma letra do alfabeto grego. A autoria é tradicionalmente atribuída a Homero, poeta grego que teria vivido no século VIII a.C., na região da Jônia, atual Turquia.
O poema se passa durante 51 dias do décimo ano da Guerra de Troia, iniciando com a ira de Aquiles, causada pela disputa com Agamenon, comandante dos exércitos gregos, que lhe retira a serva Briseida. A narrativa aborda:
- O cerco de Troia pelos aqueus para resgatar Helena, esposa de Menelau, raptada por Páris.
- A retirada de Aquiles do combate e o impacto dessa decisão sobre os gregos.
- A morte de Pátroclo, amigo de Aquiles, que leva o herói a retomar a luta.
- O duelo final entre Aquiles e Heitor, culminando com o funeral do herói troiano.
- A obra também inclui episódios de deuses e heróis, como Afrodite, Zeus, Páris e Helena, que influenciam diretamente os acontecimentos humanos.
A Ilíada, junto com a Odisseia, representa a síntese da tradição oral grega e permanece até hoje como um estudo essencial da literatura e da cultura clássica.
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