Edgar Allan Poe - Contos
A Quinta de Arnheim
Título original: The Masque of the Red Death
Título original: The Masque of the Red Death
Publicado em 1842
continuando...
No curso da discussão, o meu amigo citava algumas passagens de um escritor que se ocupou da questão do jardim-paisagem e que é considerado como uma autoridade.
“Não há propriamente senão dois estilos de jardim-paisagem, o natural e o
artificial. Um procura imitar a beleza original dos campos, apropriando os seus
meios à decoração circunvizinha, cultivando as árvores que estejam em
harmonia com as colinas ou as planícies das terras próximas, descobrindo e
pondo em evidência estas relações delicadas de tamanho, de proporção e de cor
que, escondidas para os olhos do observador vulgar, aparecem por toda a parte
ao discípulo experimentado da natureza. O resultado do estilo natural,
relativamente a jardins, manifesta-se antes da ausência de todo e qualquer
defeito ou incongruência, no predomínio da ordem e de uma harmonia sã do que
na criação de milagres e de maravilhas especiais. O estilo artificial,
compreendendo tantas variedades como de gostos diferentes há a satisfazer,
implica uma certa relação geral com os diferentes estilos de arquitetura. Há as
majestosas avenidas e os retiros de Versailles; há os terraços italianos; e há ainda
um velho estilo inglês que tem alguma relação com a arquitetura gótica,
doméstica e a do século de Isabel. Apesar de tudo o que se pode dizer contra os
abusos do jardim-paisagem, a introdução da arte pura numa decoração rústica
presta-lhe uma grande beleza; é em parte moral, em parte feita para agradar aos
olhos pela apresentação da ordem e da intenção tornada visível. Um terraço,
com uma velha balaustrada coberta de musgo, evoca imediatamente para os
olhos do observador as belas criaturas que ali passearam outrora. O mais ligeiro
indício de arte é um testemunho de solicitude e de interesse humanos.
“Depois das minhas observações precedentes, disse Ellison, compreende já
que rejeito a ideia, exprimida pelo autor, de imitar a beleza original dos campos.
Essa beleza original não é nunca tão grande como a que o homem pode dar-lhe.
Naturalmente, tudo depende da escolha de um lugar apropriado. O que diz
respeito à arte de descobrir e pôr em evidência as relações delicadas de
tamanho, de proporção e de cor não é senão um destes modos vagos de falar que
servem para cobrir a insuficiência do pensamento. A frase em questão pode
significar alguma coisa, pode não significar nada e não pode guiar ninguém. Que
o resultado do estilo natural, em matéria de jardins, se manifesta antes na
ausência de todo e qualquer defeito ou incongruência do que na criação de
milagres e de maravilhas especiais, é uma destas proposições mais bem
adaptadas à inteligência rasteira do vulgar do que aos sonhos ardentes do homem
de talento. O merecimento negativo em questão depende desta crítica defeituosa
que, na ordem literária, elevaria Addison à apoteose. Para dizer a verdade, a
virtude que consiste puramente em evitar o vício apela diretamente para a
inteligência e pode ser, por conseguinte, circunscrita pela regra; mas a virtude
mais alta que rutila em criações não pode ser apreciada senão nos seus
resultados. A regra só se aplica aos merecimentos negativos, às qualidades que
aconselham a abstenção. Além dessa regra, a arte do crítico não pode senão
sugerir. Podemos saber como se constrói um Gatão, mas nunca poderemos
aprender a conceber um Partenon ou um Inferno. E contudo, a coisa feita, o
milagre cumprido, a faculdade de o compreender torna-se universal. Os sofistas
da escola negativa, que por serem incapazes de criar injuriam a criação, são
agora os seus mais ruidosos aplaudidores. O que na sua condição embrionária de
princípio lhes ofendia a razão magistral não deixa nunca, na madureza da
execução, de arrancar a admiração ao seu instinto natural do belo.
“As observações do autor sobre o estilo artificial — continuava Ellison —
são menos repreensíveis. A introdução da arte pura na decoração rústica, presta-lhe uma grande beleza. Esta frase é justa; e justa é também a observação
relativa ao sentimento do interesse humano. O princípio, tal como está expresso,
é incontestável, mas talvez haja ainda alguma coisa a acrescentar-lhe. Talvez que
exista um efeito em acordo com o princípio; um efeito fora do alcance dos meios
de que dispõem ordinariamente os indivíduos, o qual, uma vez atingido,
introduziria no jardim-paisagem um encanto muito maior do que aquele que
pode dar-lhe o sentimento do interesse puramente humano. Um poeta que
dispusesse de meios pecuniários extraordinários poderia, conservando sempre a
ideia necessária de arte, de cultura ou, conforme a expressão do autor, de
interesse impregnar também os seus planos de beleza nova e de imensidade na
beleza que estes sugerissem forçosamente ao espectador o sentimento
- de uma
intervenção espiritual. Já se vê que, para a criação de semelhante resultado, é
necessário que o poeta conserve todos os benefícios do interesse humano ou do
plano e que, ao mesmo tempo, desembarace a sua obra da dureza e da técnica
da arte vulgar. No mais áspero dos desertos, na mais selvagem das decorações da
pura natureza manifesta-se a arte de um criador; contudo, essa arte não é
aparente senão para um espírito refletido, nem tem, de forma alguma, a força
irresistível de um sentimento. Ora suponhamos essa expressão do desígnio do
Todo-Poderoso abaixada um grau, posta em harmonia e apropriada com o
sentimento da arte humana de maneira a formar uma espécie de intermediário
entre os dois. Imaginemos, por exemplo, uma paisagem onde a vastidão e a
delimitação, habilmente combinadas, onde a reunião da beleza, da magnificência
e da raridade sugerirão a ideia de cuidados, de cultura e de superintendência da
parte de seres superiores — embora aliados à humanidade — então o sentimento
do interesse achar-se-á preservado e a arte nova, que há de penetrar essa obra,
dar-se-á o ar de uma natureza intermediária ou secundária, uma natureza que
não é Deus nem a emanação de Deus, mas que é a natureza tal como ela sairia
das mãos dos anjos que pairam entre o homem e Deus.”
Foi consagrando a sua enorme fortuna à incorporação de uma tal ideia; foi
no exercício físico ao ar livre, necessário à fiscalização pessoal dos seus planos;
foi no objeto permanente para o qual tendiam todos esses planos, na alta
espiritualidade desse objeto; no desprezo de todas as ambições, tirado de uma
ambição mais etérea; nas fontes perpetuas que esse fim abria à sua sede de
beleza, paixão dominante e insaciável da sua alma; foi sobretudo na simpatia,
verdadeiramente feminina, de uma mulher cuja beleza e amor lhe envolviam a
existência numa atmosfera purpureada de paraíso que Ellison julgou poder
achar, e achou realmente, a isenção dos cuidados ordinários da humanidade,
assim como uma soma de felicidade positiva bem superior a todas as imaginadas
nos arrebatadores devaneios de madame de Stael.
Não tenho esperança de dar ao leitor uma ideia distinta das maravilhas que
o meu amigo chegou a executar. Desejava descrevê-las, mas sinto-me
desanimado pela dificuldade da descrição, hesitando entre os pormenores e as
generalidades. Talvez que o melhor partido a tomar fosse reunir os dois.
O ponto essencial para M. Ellison era, evidentemente, a escolha de um
lugar; e apenas ele começou a pensar na questão, acudiu-lhe ao espírito a
natureza luxuriante das ilhas Pacíficas. Com efeito, projetou uma viagem aos
mares do sul, mas uma noite de reflexão bastou para lhe fazer repelir essa ideia.
“Se eu fosse um misantropo, disse ele, tal era o lugar que me convinha. O
isolamento completo, a reclusão absoluta e a dificuldade de entrar e de sair
seriam então o encanto dos encantos! Mas eu não sou por enquanto um Timon.
Aspiro ao sossego, mas não à monotonia da solidão. Quero descansar quando eu
quiser, mas não quero descansar sempre. Além disso, há de haver ocasiões em
que eu precise da simpatia dos espíritos poéticos para continuar a minha obra.
Devo pois procurar um sítio que não esteja muito longe de uma cidade populosa
e cujos habitantes possam de alguma maneira coadjuvar a execução dos meus
planos.
Ellison viajou muitos anos antes de encontrar a situação desejada; nessa
viagem acompanhei-o eu. Mil lugares que à primeira vista se me afiguravam
encantadores eram rejeitados por ele, sem hesitação, com razões que depois me
pareciam de toda a sagacidade. Um dia vimos um planalto elevado de uma
beleza e de uma fertilidade surpreendentes, que dava uma perspectiva
panorâmica quase tão extensa como a que se descobre do alto do Etna, e
ultrapassando muito, na nossa opinião, esta vista tão afamada em todos os
elementos verdadeiros do pitoresco.
— Não ignoro — disse-me o viajante, depois de uma boa hora de êxtase,
com um suspiro de voluptuosidade profunda arrancado pela contemplação do
quadro — sei com certeza que nas minhas circunstâncias os nove décimos dos
homens mais delicados dar-se-iam por satisfeitos com semelhante achado. Este
panorama é realmente esplêndido e delicioso, em toda a extensão da palavra.
Todos os arquitetos que eu conheço têm um gosto especial pelo ponto de vista, o
que os leva a colocar as suas edificações no alto das montanhas; mas isto é um
erro evidente. A grandeza, em todas as suas formas, e particularmente na da
extensão, excita e entusiasma, é verdade; mas por fim fatiga e oprime. Para uma
paisagem de ocasião, não há nada melhor; para uma vista constante, não há nada
pior. E numa vista constante, a expressão mais repreensível da grandeza é a
extensão; a pior forma da extensão é o espaço. Quando olhamos do alto de um
monte sentimo-nos, por assim dizer, fora do mundo, estrangeiros ao mundo!
Quem quer que está triste evita as perspectivas longínquas como uma peste.
Não foi senão depois de quatro anos de pesquisas que encontrámos, por
fim, um lugar a contento de Ellison. Não precisamos dizer onde esta localidade se
acha situada. A morte recente do meu amigo, franqueando a entrada da sua
propriedade a certas classes de visitadores, deu a Arnheim uma espécie de
celebridade secreta e privada, senão solene, alguma coisa semelhante, bem que
infinitamente superior, àquela de que Fonthill gozou muito tempo.
Ordinariamente ia-se a Arnheim pelo rio. O visitante saía da cidade pela
manhã cedo. Durante a tarde, passava entre margens de uma beleza tranquila e
doméstica, onde pastavam inumeráveis rebanhos de ovelhas cujo velo matizava
de branco a relva brilhante dos prados ondulosos. Pouco a pouco, a impressão da
cultura convertia-se na de uma vida puramente pastoral, e esta perdia-se
lentamente numa sensação de isolamento, a qual se transformava por seu turno
numa perfeita consciência de solidão. À medida que a noite se aproximava, o
canal estreitava; as ribas apareciam cada vez mais escarpadas e revestidas com
uma folhagem mais rica, mais abundante e mais sombria. A transparência da
água aumentava. O rio serpenteava em mil rodeios, de sorte que a sua superfície
brilhante não se mostrava senão a pequenas distâncias. A cada instante, o barco
parecia preso num círculo encantado, formado por paredes de folhas
impenetráveis, com um fundo de cetim ultramarino e sem plano inferior, a
quilha oscilando com uma simetria admirável sobre a de uma barca fantástica
que parecia voltada de cima para baixo, flutuando de conserva com a verdadeira
barca como que para sustentá-la. O canal convertia-se então em garganta; sirvo-me deste termo, talvez impróprio, porque a língua não me fornece palavra que
represente melhor a feição dominante e distintiva da paisagem. Este feitio de
garganta não se manifestava senão pela altura e pelo paralelismo das margens,
desaparecendo em todas as outras feições principais. As espécies de paredes
entre as quais a água corria, sempre clara e serena, subiam a uma altura de cem
e algumas vezes de cento e cinquenta pés, inclinando-se uma para a outra e
tapando quase a entrada da luz; os longos e espessos musgos que pendiam, como
penachos invertidos, dos arbustos entrelaçados em abóbada davam a todo o
abismo um ar de melancolia fúnebre. Os rodeios tornavam-se cada vez mais
frequentes e complicados. Às vezes, pareciam retrogradar, de sorte que o
viajante chegava a perder toda a noção de orientação. Além disso, envolvia-o
um sentimento de elegante extravagância. A ideia da natureza subsistia ainda,
mas alterada e sofrendo já no seu caráter uma modificação interessante. Uma
simetria misteriosa e solene, uma uniformidade admirável, uma correção
mágica caracterizavam estas obras novas. Não se via uma braça morta, uma
folha seca, uma pedra dispersa ou um torrão. A água, cristalina, corria sobre o
granito liso ou sobre o musgo, imaculada, com uma acuidade de linha que ao
mesmo tempo espantava e deleitava a vista.
continua na página 399...
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Edgar Allan Poe
CONTOS
Originalmente publicados entre 1831 e 1849
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Edgar Allan Poe (nascido Edgar Poe; Boston, Massachusetts, Estados Unidos, 19 de Janeiro de 1809 — Baltimore, Maryland, Estados Unidos, 7 de Outubro de 1849) foi um autor, poeta, editor e crítico literário estadunidense, integrante do movimento romântico estadunidense. Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos e é geralmente considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por sua contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Ele foi o primeiro escritor americano conhecido por tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difíceis.
Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele frequentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado. Depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).
Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova Iorque. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn (posteriormente renomeado para The Stylus), porém, em 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, morreu antes que pudesse ser produzido. A causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.
Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.
Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele frequentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado. Depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).
Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova Iorque. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn (posteriormente renomeado para The Stylus), porém, em 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, morreu antes que pudesse ser produzido. A causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.
Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.
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