O Poço e o Pêndulo
Aqui por muito tempo os impiedosos torturadores nutriram
o insaciável furor da turba pelo sangue dos inocentes.
Agora que a pátria está a salvo, e o antro fúnebre foi destruído,
onde antes havia morte surgem vida e bem-estar.
(Quadra composta para os portões de um mercado a ser erguido
no local onde ficava o Clube dos Jacobinos, em Paris.)
continuando...
Tudo isso enxerguei indistintamente e com grande esforço — pois minha situação pessoal se alterara grandemente durante o sono. Eu agora jazia deitado de costas, e com o corpo inteiro, em algum tipo de estrutura de madeira pouco elevada. Prendia-me fortemente a isso uma longa correia parecida com uma sobrecilha. Ela passava em muitas voltas pelos meus membros e meu corpo, deixando em liberdade apenas minha cabeça, e meu braço esquerdo, numa extensão tal que eu pudesse, por meio de enorme esforço, servir-me da comida em um prato de cerâmica que jazia ao meu lado no chão. Vi, para meu horror, que a jarra fora retirada. Digo para meu horror — pois a mim me consumia uma sede intolerável. Sede que aparentemente era parte do plano de meus algozes estimular — pois a comida no prato era uma carne de tempero pungente.
Olhando para cima, perscrutei o teto de minha prisão. Ficava a cerca de dez ou doze metros de altura, e era construído bem à feição das paredes. Em um de seus painéis uma figura muito singular captou minha completa atenção. Era a figura pintada do Tempo como é normalmente representado, salvo que, em lugar da foice, segurava o que, a um olhar casual, supus ser a imagem pintada de um imenso pêndulo, tal como se veem em relógios antigos. Havia alguma coisa, entretanto, na aparência dessa máquina que me levou a olhar para ela mais atentamente. Enquanto eu a fitava diretamente (pois sua posição era imediatamente acima de onde me encontrava), julguei vê-la se movimentar. Um instante depois minha imaginação foi confirmada. Seu vaivém foi breve, e, é claro, vagaroso. Fiquei olhando por alguns minutos para aquilo, em certa medida com medo, porém antes admirado. Cansando-me enfim de observar seu moroso movimento, desviei os olhos para os outros objetos na cela.
Um ligeiro ruído chamou minha atenção e, olhando para baixo, vi inúmeros ratos enormes passando pelo chão. Haviam saído do poço, que eu mal podia enxergar à minha direita. Mesmo então, enquanto os observava, eles subiam aos bandos, apressados, com olhos famintos, atiçados pelo cheiro da carne. Desse momento em diante foi-me exigido tremendo esforço e concentração para espantá-los.
Isso talvez tenha se dado meia hora antes, ou quem sabe uma hora (pois me era impossível manter uma percepção senão imperfeita do tempo), que eu me pegasse dirigindo o olhar outra vez para o alto. O que vi nesse momento ocasionou-me confusão e assombro. O vaivém do pêndulo aumentara em cerca de um metro de extensão. Como consequência natural, sua velocidade era também muito maior. Mas o que mais me perturbou foi a ideia de que havia perceptivelmente descido. Eu observava agora — com que horror é desnecessário dizer — que sua extremidade inferior era formada por um crescente de aço cintilante, com cerca de trinta centímetros de extensão de um corno a outro; os cornos curvados para o alto, e a parte de baixo evidentemente tão afiada quanto uma navalha de barbeiro. Como uma navalha igualmente, parecia maciça e pesada, a ilando-se a partir do gume em uma sólida e larga estrutura acima. O instrumento era afixado a uma pesada barra de bronze e a peça toda sibilava em suas oscilações através do ar.
Não havia mais como duvidar da sina para mim preparada pela engenhosidade em tortura dos monges. Minha descoberta do poço chegara ao conhecimento dos inquisidores — o poço, cujos horrores haviam sido destinados a um herege ousado como eu —, o poço, emblemático do inferno, e disseminado de boca em boca como a Ultima Thule de todas suas punições. O mergulho nesse poço, eu o evitara apenas pelo mais casual dos acidentes, e tinha consciência de que a surpresa, ou uma armadilha de tormento, compunha importante elemento de todo o grotesco dessas mortes no calabouço. Tendo-me furtado à queda, não fazia parte dos planos do demônio empurrar-me para o abismo; e assim (por não haver alternativa) uma aniquilação diferente e mais branda me aguardava. Mais branda! Quase sorri em minha agonia ao pensamento de aplicar dessa forma um tal termo.
De que adianta contar sobre as horas intermináveis de horror mais do que mortal, durante as quais fiquei a enumerar as sibilantes oscilações do aço! Polegada por polegada — linha por linha — com um avanço descendente apreciável apenas a intervalos que se davam como eras — descendo, descendo! Dias se passaram — podia ter acontecido de muitos dias terem se passado — até se deslocar tão próximo de mim que me abanava com seu acre hálito. O odor do aço afiado invadiu-me as narinas. Orei — enfastiei os céus de tanto orar por uma descida mais rápida. A fúria da loucura se apossou progressivamente de mim e lutei para forçar o corpo contra o vaivém da temível cimitarra. E então fiquei subitamente calmo, e aguardei sorrindo a morte cintilante, como uma criança diante de algum raro bibelô.
Houve mais um outro intervalo de total insensibilidade; foi breve; pois, ao voltar de novo à vida, mais nenhuma descida perceptível do pêndulo se fazia notar. Mas podia acontecer de ter sido longo — pois eu sabia haver demônios observando meu desfalecimento, e que poderiam se comprazer em deter as oscilações. Ao recobrar os sentidos, também, senti-me deveras — ah, indizivelmente — esgotado e fraco, como que a voltar de longa inanição. Mesmo em meio às agonias desse período, a natureza humana clamava por alimento. Com doloroso esforço, estendi o braço esquerdo o mais longe que minhas correias permitiam, e me apossei da pequena sobra que os ratos haviam me deixado. Ao enfiar a porção entre meus lábios, invadiu-me a mente um pensamento incipiente de alegria — de esperança. E contudo, o que queria eu com a esperança? Foi, como disse, um pensamento incipiente — o homem tem tantos desses que jamais são completados. Senti que era de alegria — de esperança; mas senti também que havia perecido já ao se formar. Em vão lutei por completá-lo — por recuperá-lo. O sofrimento prolongado quase aniquilara todas as minhas faculdades comuns de pensamento. Eu era um imbecil — um idiota.
A oscilação do pêndulo se dava em ângulo reto com o comprimento de meu corpo. Vi que o crescente estava destinado a cruzar a região do coração. Iria desfiar a sarja de meu robe — iria voltar e repetir a operação — outra vez — e outra vez. Não obstante o vaivém terrivelmente extenso (cerca de dez metros ou mais) e o vigor sibilante de sua descida, suficiente para cindir as próprias paredes de ferro, ainda assim o esfiapar de minha roupa seria tudo que, por vários minutos, ele realizaria. E, ao me sobrevir esse pensamento, hesitei. Não ousava ir além dessa reflexão. Demorei-me nele com uma atenção obstinada — como se, ao fazê-lo, pudesse manter aí a descida do aço. Forcei-me a ponderar sobre o som do crescente quando passasse através do pano — sobre a peculiar sensação de estremecimento que a fricção de tecido produz nos nervos. E ponderei sobre toda essa frivolidade até ficar com os nervos à flor da pele.
Descendo — descendo lenta e regularmente. Extraí um prazer maníaco de contrastar seu movimento para baixo com sua velocidade lateral. Para a direita — para a esquerda — por toda parte — guinchando como um espírito maldito! em meu íntimo, com o passo furtivo do tigre! E alternadamente ria e gemia, conforme uma ou outra ideia ganhava a predominância.
Descendo — resolutamente, descendo inexoravelmente! Ele vibrava a um palmo de meu peito! Lutei violentamente — furiosamente — para liberar meu braço esquerdo. Estava livre apenas do cotovelo à mão. Eu conseguia esticá-la, pegando do prato ao meu lado e levando-a à boca, com grande esforço, mas nada além disso. Pudesse eu ter rompido as amarras acima do cotovelo, teria agarrado e tentado deter o pêndulo. Poderia
perfeitamente ter tentado deter uma avalanche!
Descendo — ainda incessantemente — ainda descendo, implacavelmente! Eu ofegava e me contorcia a cada vibração. Encolhia convulsivamente a cada oscilação. Meus olhos acompanhavam esses ciclos para os lados ou para cima com a avidez do mais absurdo desespero; cerravam-se espasmodicamente ao vê-lo descer, embora a morte teria sido um alívio, ah, quão inefável! Mesmo assim, eu estremecia em cada nervo de pensar quão insignificante bastava ser a descida do maquinário para precipitar aquele machado afiado e cintilante contra meu peito. Era a esperança que impelia os nervos a tremer — o corpo a encolher. Era a esperança — a esperança que triunfa na tortura — que sussurra para o condenado à morte até mesmo nos calabouços da Inquisição.
Percebi que mais dez ou doze oscilações trariam a lâmina a um contato efetivo com meu robe — e ao observar isso de repente baixou sobre meu espírito toda a tranquilidade lúcida, serena, do desespero. Pela primeira vez em muitas horas — ou talvez dias — eu pensava. Agora me ocorria que a amarra, ou sobrecilha, que me cingia era a única coisa. Eu não estava preso por nenhuma outra atadura. O primeiro golpe transversal daquela navalha em meia-lua contra qualquer parte da cinta a soltaria de tal modo que talvez eu pudesse livrá-la de meu corpo com o uso da mão esquerda. Mas quão terrível, nesse caso, a proximidade da lâmina! O resultado do mais leve esforço, quão mortal! Seria plausível, além do mais, que os subordinados do torturador não tivessem previsto e se precavido contra essa possibilidade? Haveria alguma probabilidade de que a faixa cruzasse meu peito no trajeto do pêndulo? Receando ver minha débil e, ao que tudo indicava, derradeira esperança frustrada, ergui ao máximo a cabeça para obter uma visão desobstruída de meu tórax. A sobrecilha envolvia estreitamente meus membros e meu corpo em todas as direções — exceto no caminho do crescente aniquilador.
Mal deixara cair a cabeça para trás em sua posição original, quando lampejou em minha mente o que não posso descrever melhor do que a metade informe daquela ideia de libertação à qual aludi previamente, e da qual apenas uma metade flutuava incertamente por meu cérebro quando eu levava a comida aos meus lábios em fogo. O pensamento todo agora se me apresentava — fraco, no limiar da insanidade, no limiar da materialidade — mas ainda assim completo. Procedi de pronto a tentar sua execução, com a energia nervosa do desespero.
Havia horas que a proximidade imediata da estrutura baixa de madeira na qual eu jazia literalmente enxameava de ratos. Selvagens, ousados, famintos — seus olhos vermelhos brilhando em minha direção como se só esperassem a imobilidade de minha parte para tornar-me sua presa. “Com que alimento”, pensei eu, “acostumaram-se eles no poço?”
Haviam devorado, a despeito de todos os meus esforços para impedi-los, tudo, exceto um pequeno resto do que continha o prato. Eu me habituara a um movimento de sobe e desce, um abano de mão, na imediação do prato; e, com o tempo, a uniformidade inconsciente do movimento privou-o de seu efeito. Em sua voracidade, as criaturas daninhas frequentemente cravavam suas presas afiadas em meus dedos. Com as partículas da vianda gordurosa e condimentada que ainda restavam, esfreguei exaustivamente a correia em todos os pontos que fui capaz de alcançar; então, removendo a mão do piso, permaneci imóvel, quase sem respirar.
No início, os animais famintos ficaram sobressaltados e atemorizados com a mudança — com a cessação de movimento. Recuaram alarmados; muitos buscaram o poço. Mas isso durou apenas um instante. Eu não contara em vão com sua voracidade. Observando que continuava imóvel, um ou dois mais audaciosos saltaram sobre o estrado e farejaram a sobrecilha. Isso pareceu a deixa para um tropel generalizado. Vieram correndo do poço em novos bandos. Agarraram-se à madeira — correram sobre ela e pularam às centenas em cima de mim. O movimento rítmico do pêndulo não os perturbou nem um pouco. Evitando seus golpes, ocupavam-se com a amarra besuntada. Pululando — enxameando sobre mim em amontoados cada vez maiores. Contorcendo-se por minha garganta; seus lábios frios tocando os meus; eu quase sufocava com suas hordas fervilhantes; um asco para o qual o mundo não tem nome intumesceu meu peito e enregelou, com uma pesada viscosidade, meu coração. Contudo, mais um minuto e eu sentia que a luta chegaria ao fim. Percebi claramente o afrouxamento da amarra. Sabia que em mais de um ponto ela já devia estar partida. Com resolução mais do que humana permaneci imóvel.
Eu não havia errado em meus cálculos — eu não havia suportado aquilo em vão. Finalmente, senti que estava livre. A sobrecilha pendeu em tiras de meu corpo. Mas os golpes do pêndulo já se precipitavam sobre meu peito. O instrumento atravessara a sarja do robe. Cortara até a camisa de linho que eu vestia por baixo. Duas vezes mais oscilou, e uma aguda sensação de dor espicaçou cada nervo. Mas o momento da fuga chegara. Ao abanar a mão, meus libertadores fugiram em tumulto. Com um movimento confiante — cauteloso, lateral, contido e vagaroso — deslizei do abraço da correia e para fora do alcance da cimitarra. Naquele momento, ao menos, eu estava livre. Livre! — e nas garras da Inquisição! Nem bem deixei a madeira em meu leito de horror e passei ao piso de pedra da prisão, o movimento da máquina infernal cessou, e fiquei assistindo, conforme se recolhia, por alguma força invisível, para dentro do teto. Foi uma lição que aprendi em desespero. Cada movimento meu era sem dúvida observado. Livre! — eu apenas escapara da morte em uma forma de agonia para ser confiado a uma outra qualquer pior que a morte. Com esse pensamento passeei os olhos nervosamente em torno pelas barreiras de ferro que me cercavam. Alguma coisa incomum — alguma mudança que, de início, não pude perceber distintamente —, isso era óbvio, havia ocorrido no ambiente. Por diversos minutos absorto em um transe trêmulo entreguei-me a conjecturas vãs e desconexas. No transcorrer desse período tomei consciência, pela primeira vez, da origem da luz sulfúrea que alumiava a cela. Ela provinha de uma fissura, com cerca de um dedo de largura, que se estendia por todo o perímetro da prisão na base das paredes, que desse modo pareciam, e de fato estavam, completamente separadas do piso. Tentei, mas certamente em vão, olhar através da abertura.
Quando me levantava após a tentativa, o mistério da alteração na câmara veio-me subitamente à compreensão. Eu observara que, embora os contornos das figuras nas paredes fossem suficientemente nítidos, as cores contudo pareciam borradas e indefinidas. Mas essas cores haviam assumido agora, e assumiam progressivamente, a cada momento, um brilho assustador e mais intenso, que emprestava às imagens espectrais e diabólicas um aspecto que teria talvez abalado nervos até mais firmes que os meus. Olhos demoníacos, de vivacidade selvagem e macabra, fuzilavam-- me de mil direções, quando nenhum havia sido visível antes, e cintilavam com o fantasmático fulgor de um fogo que eu era incapaz de forçar minha imaginação a interpretar como ilusão.
Ilusão! — No momento em que respirei penetrou em minhas narinas o vapor do ferro aquecido! Um odor asfixiante tomou conta da prisão! Uma incandescência mais profunda ardia a cada momento naqueles olhos que se arregalavam para minhas agonias! Um matiz mais rico de escarlate se difundia pelos horrores de sangue ali retratados. Eu ofegava! Tentava respirar! Não restava dúvida quanto ao que tramavam meus carrascos — ah! os mais implacáveis! ah! os mais demoníacos dos homens! Recuei do metal incandescente em direção ao centro da cela. Em meio aos pensamentos da iminente destruição pelo fogo, a ideia do frescor do poço invadiu minha alma como um bálsamo. Aproximei-me rapidamente de sua beirada mortal. Lancei o olhar para suas profundezas. O fulgor do teto inflamado iluminava seus recessos mais ocultos. E contudo, em um momento de desvario, meu espírito se recusou a compreender o significado do que vi. Após um instante enfim aquilo se impôs — aquilo abriu caminho à força até minha alma — aquilo ficou marcado a ferro e fogo em minha razão trêmula. Ah! quem dera eu tivesse voz para falar! — ah! horror! — ah! qualquer outro horror que não aquilo! Com um uivo, fugi da beirada, e enterrei o rosto nas mãos — chorando amargamente.
O calor aumentou rápido, e mais uma vez ergui o rosto, tremendo como que num acesso de febre. Uma segunda mudança se efetuara na cela — e agora a mudança era obviamente na forma. Como antes, foi em vão que de início empenhei-me em avaliar ou compreender o que estava ocorrendo. Mas a dúvida não persistiu por muito tempo. A vingança dos inquisidores fora precipitada por minha dupla fuga, e pusera um basta ao meu flerte com o Rei dos Terrores¹. O recinto, antes, era quadrado. Agora eu via que dois de seus ângulos de ferro estavam agudos — os outros dois, consequentemente, obtusos. A assustadora diferença aumentava rapidamente com uma reverberação grave, um som de gemido. Em um instante o ambiente alterara seu formato para o de um losango. Mas a mudança não parou por aí — eu não esperava nem tampouco desejava que o fizesse. Eu teria sido capaz de estreitar as paredes vermelhas junto ao peito como se fossem as vestes da paz eterna. “Morte”, eu disse, “qualquer morte exceto o poço!” Tolo! como podia eu ignorar que era para dentro do poço que o ferro em brasa visava me impelir? Seria eu capaz de resistir a sua incandescência? ou, mesmo que pudesse, como conseguiria resistir a sua pressão? E então, cada vez mais achatado se tornava o losango, com uma rapidez que não me deixava mais tempo algum para a contemplação. Seu centro e, é claro, sua maior largura, debruçavam-se na beira da bocarra escancarada. Recuei — mas as paredes se fechando me empurravam para a frente, era inútil resistir. Até que por im, para o meu corpo queimado e contraído, já não havia mais do que uma polegada onde pisar no sólido chão da prisão. Desisti de lutar, mas a agonia de minha alma buscou desafogo em um agudo, prolongado e derradeiro grito de desespero. Senti que cambaleava sobre a borda — desviei os olhos…
[1] King of Terrors: a Morte (em inglês, death é masculino).
De repente o burburinho dissonante de vozes humanas! De repente o sopro estridente de inúmeras cornetas! De repente o rangido áspero como de mil trovões! As paredes ardentes recuaram! Um braço se esticou para agarrar o meu quando eu tombava, desfalecendo, dentro do abismo. Era o do general Lasalle. O exército francês entrara em Toledo. A Inquisição caíra nas mãos de seus inimigos
Fim
O Poço e O Pêndulo (Edgar Allan Poe) | Tatiana Feltrin
Edgar Allan Poe (nascido Edgar Poe; Boston, Massachusetts, Estados Unidos, 19 de Janeiro de 1809 — Baltimore, Maryland, Estados Unidos, 7 de Outubro de 1849) foi um autor, poeta, editor e crítico literário estadunidense, integrante do movimento romântico estadunidense. Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos e é geralmente considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por sua contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Ele foi o primeiro escritor americano conhecido por tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difíceis.
Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele frequentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado. Depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).
Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova Iorque. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn (posteriormente renomeado para The Stylus), porém, em 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, morreu antes que pudesse ser produzido. A causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.
Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.
[1] King of Terrors: a Morte (em inglês, death é masculino).
De repente o burburinho dissonante de vozes humanas! De repente o sopro estridente de inúmeras cornetas! De repente o rangido áspero como de mil trovões! As paredes ardentes recuaram! Um braço se esticou para agarrar o meu quando eu tombava, desfalecendo, dentro do abismo. Era o do general Lasalle. O exército francês entrara em Toledo. A Inquisição caíra nas mãos de seus inimigos
Fim
continua página 59...
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Leia também:
Metzengerstein / Silêncio / Um Manuscrito encontrado numa Garrafa / A Entrevista /
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Uma Descida ao Maelstrom (01) / A Ilha da Fada / A Máscara da Morte Vermelha / A Quinta de Arnheim (1) /
O Mistério de Marie Roget (e) / O Mistério de Marie Roget (f) / O Mistério de Marie Roget (g) / Leonizando /
William Wilson (a) / William Wilson (b) / William Wilson (c) / O Poço e o Pêndulo (a) / O Poço e o Pêndulo (b) /
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Edgar Allan Poe
CONTOS
Originalmente publicados entre 1831 e 1849
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Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele frequentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado. Depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).
Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova Iorque. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn (posteriormente renomeado para The Stylus), porém, em 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, morreu antes que pudesse ser produzido. A causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.
Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.
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